Vinte Linhas 398

UEFA – A encomenda foi entregue; está conforme

Aprendi desde 1979 em muitos anos de contacto directo com o (sub) mundo do futebol (dez dos quais a tempo inteiro) que os árbitros são sempre influentes e muitas vezes decisivos. O Sporting foi eliminado não porque o seu adversário italiano tenha marcado mais golos mas porque um árbitro estrategicamente nomeado para o jogo da primeira mão em Lisboa (um húngaro com má cara, um monte de esterco sem categoria) resolveu fingir que não viu uma agressão a Liedson logo nos primeiros minutos e trocou o cartão vermelho pelo amarelo. Já na segunda parte, ao ver o gesto repetido do auxiliar a chamar a atenção para uma falta grave sobre Moutinho (segundo amarelo) ele fugiu para o outro lado do campo. Era preciso fazer o frete e o frete foi feito. Já está.

Há uns anos foi Paulo Baptista que anulou um golo válido ao Hugo Viana contra o Braga destruindo a sua carreira no Sporting. Tempos depois um tal Kyros Vassaras destruiu a carreira do Miguel Garcia «invertendo» uma falta na grande área leonina. Lucílio Baptista fez aquela memorável entrega da Taça da Liga ao Benfica num jogo no Algarve (já é sina, foram lá campeões com um jogo comprado ao Estoril). Ainda esta semana houve três desvios com a mão em três jogos mas só o desvio do defesa do Braga é que não foi sancionado. No passado os árbitros eram todos do Benfica com a excepção do Décio de Freitas (Belenenses) e do Joaquim Campos (Sporting) mas agora, como o Porto domina o sistema desde 1983, já há muitos árbitros do Porto. A grande luta vai ser entre os árbitros do Benfica e os do Porto. Essa é que vai ser a luta decisiva. Hoje a encomenda foi entregue. Os bandidos de colarinho branco da UEFA ainda falam em fair play.

Delenda Cavaco

Que quer, afinal, o Presidente da República? Uma vez que está a desgovernar o País, atacando o Governo como ninguém previu que fosse possível, quais são as suas ideias? Que pensa ele, no fundo, das relações entre homens e mulheres, da sexualidade, da liberdade religiosa, da importância da ciência, dos modelos educativos, da corrupção em Portugal, do caso BPN, de Dias Loureiro?

Alguém sabe?

Jamais sempre

Há várias semanas, um dos canais de televisão perguntou de passagem a Manuela Ferreira Leite como iria lidar com a gripe A, caso apanhasse o vírus. Com o sorriso de quem dá uma resposta fácil, a líder do PSD disse qualquer coisa como: verifico o diagnóstico, trato-me e, três dias depois, conto estar apta para voltar a trabalhar.

A resposta é, de facto, muito simples. Não deveria sequer ser notícia e, muito menos, matéria para comentários, semanas depois.

A verdade é que, com o tempo, a gripe está mais próxima, mais frequente, mais alargada. E, de cada vez que oiço as notícias sobre a pandemia, lembro-me da resposta banal de Ferreira Leite.

O tom e o conteúdo foram úteis. Emprestam segurança ao assunto. Mostram que, olharmos para os problemas como eles são e se os tratarmos como deve ser, depressa voltamos à normalidade. Sem vídeos nem comícios. Sem artifícios dispendiosos. Sem promessas nem manás. Sem mais.

Inês Dentinho viu numa resposta de Ferreira Leite, conhecida especialista em estados gripados, a luz que nos trará rapidinho para a normalidade, de caminho acabando com vídeos, comícios, artifícios dispendiosos, promessas e manás. Apenas precisamos daquela banalidade. Temam.

Entretanto, a Inês conseguiu desenrascar o melhor título que a memória alcança para um texto de apoio ao PSD: Liderar a gripe.

Um livro por semana 133

chave de ignição ruy ventura

«Chave de ignição» de Ruy Ventura

«Chave de ignição» é o mais recente livro de Ruy Ventura (n. 1973) e organiza-se entre dois pólos – Natureza e Cultura.

O ponto de partida é a Natureza: «O cabelo recolhe a temperatura / da terra. Dissolve tudo / neste caminho virado a poente. / a mão segura as asas. / tenta encontrar o sono, a respiração – da montanha – e uma gota de água. / em silêncio, tenta encontrar uma gota de água / para dissolver este sal / que vai queimando a carne – e essa memória.»

A viagem faz-se num mapa de citações literárias: José Régio, C. Ronald, Maria Gabriela Llansol, Fiama Hasse Pais Brandão e um texto do evangelho de São Lucas. Se juntarmos as palavras de Fernando Guimarães e Pedro Sena-Lino na contracapa, o prólogo de Gonçalo M. Tavares e o óleo da capa de Nuno de Matos Duarte, temos a provável chave de ignição para viajar neste livro.

Trata-se de uma viagem entre a Morte («sem voz, sem terra, sem sombra – estes ossos e / estes músculos limitam-se a fotografar / um tráfego de sombras e revelá-lo entre os poros / enegrecendo a pele, tornando roxas as unhas, encanecendo o cabelo, / eliminando-se assim as poucas palavras / que permitiriam atravessar a fronteira») e o Amor: «desenho no poema os recantos / dessa casa que habitamos / abro a porta quando menos espero / entro com a sede de quem viu nessa noite / o fogo devorando o sol e a alma / morro e ressuscito / como quem visita um santuário.»

Entre a Morte e o Amor, a viagem da Vida: «a árvore estabelece o eixo e o caminho».

(Editora: Labirinto, Capa: de Matos Duarte, Prefácio: Gonçalo M. Tavares, Apoio: Câmara Municipal de Sesimbra)

Esquerda imbecil e direita ranhosa

Por causa da miserável oposição que este Governo teve de suportar, passei a usar as expressões esquerda imbecil e direita ranhosa para me orientar e separar as águas. Porque há esquerda que não é imbecil, é apenas a esquerda, mesmo que seja radical. E há direita que não é ranhosa, é apenas a direita, mesmo que seja extrema. Uma oposição comprometida com o bem comum, de esquerda ou direita, não teria prestado esse péssimo serviço a Portugal que consiste em boicotar a acção governativa por todos os meios à disposição, incluindo as campanhas de destruição de carácter e a manipulação de sindicatos para fins eleitorais, já para não falar na pulsão conspirativa da comunicação social. O que esta oposição faz é estúpido, é perverso, é trágico. Precisamos de uma nova oposição, que tente vencer pela inteligência e coragem das suas propostas, não pela demagogia, populismo e esvaziamento ético da classe política. Enquanto ela não chega, malhemos na que há.

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Cerejas e kilómetros

kilómetros sofia rocha

*

Sofia Rocha tem uma opinião lapidar acerca da Carolina: é bela, famosa, usa biquínis reduzidos, não sabe quando foi o 25 de Abril, não passa de uma mulher objecto, mulher adorno; enfim, é uma menina. Porque levanta a Rocha tanta poeira? Porque a Carolina, numa entrevista pessoal, sem qualquer relação com a campanha ou PS, partilhou certos hábitos privados. Imbecis e ranhosos não perdoam. O moralismo de ocasião está feliz, fruta da época. Só que a gulodice leva à perda do discernimento. A Sofia não faz jus ao nome e escorrega no fanatismo banano. Deu-lhe para comparar a Carolina com a Manela. Comparar a transparência com a hipocrisia. Comparar a Mandatária da Juventude do PS com a mandatada da gerontocracia do PSD.

Comparações feitas a mais de cem kilómetros à hora são cerejas no topo da ignorância.

Crocodilo choramingas

O grau de violência verbal que já se manifesta nos blogues, o grau de ataques e contra-ataques, a prevalência de argumentos contra as pessoas, o inquinar da campanha pelas questões judiciais, tudo isto associado a uma imprensa que necessita do incidental e do conflitual como pão para a boca, é uma receita para o desastre.

Pacheco

Disparates de Outono

Conta-se que, na terra mais ocidental da Europa, um dia foram ter com o primeiro-ministro e disseram ― Um jornal, outrora independente, publicou a suspeita de haver escutas em Belém a mando do Governo. A fonte é da Casa Civil, mas anónima. Que tem a dizer? O primeiro-ministro pediu uns minutos e foi consultar a sua rede de assessores, milhares espalhados em cada canto e recanto dessa terra. Perguntou-lhes pelo presidente, pelo que dizia, se confirmava ou infirmava a notícia. Mas nenhum dos assessores conseguiu encontrar algo mais sólido do que o silêncio. Então, o primeiro-ministro voltou e respondeu ― Essa notícia seria da maior gravidade, inaudita gravidade, se fosse séria. Sabemos que não é séria porque o presidente nada disse a seu respeito. Para nós, desculpem, o presidente ainda tem mais importância do que um jornal, mesmo esse que já foi independente. Assim, seria inconcebível que o nosso presidente utilizasse semelhante estratagema para denunciar a suposta situação, tal como seria inconcebível que o silêncio do presidente significasse outra coisa que não fosse ser essa notícia um dos típicos disparates de Verão. Disse. Virou costas. Deu um passo. Mas começou a pensar que a sua declaração, apesar de bem intencionada, podia ser mal interpretada. Tanta referência ao presidente, e para explicar o óbvio, até podia ser lido como sobranceria, pois tal matéria não era sequer digna de atenção. Afinal, esse era o próprio exemplo do presidente, do qual não tinha saído nem um murmúrio. Virou-se rápido e clamou ― Esperem. Olhem para esta caneta. A caneta emitia um clarão de luz que tinha poderes especiais. Ele carregou na tampa e a luz varreu a memória dos presentes. Então, ordenou ― Esqueçam o que vos disse antes. A resposta que devem publicar é só esta: “Disparates de Verão”.

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Vinte Linhas 397

Aviso ainda a tempo – aos incautos e aos outros

O facto de o meu texto «A tragédia do Bairro Alto» ter aparecido num blogue (presumo) de apoio a Santana Lopes não faz de mim um colaborador desse blogue. Aliás este assunto é demasiado grave para poder ser tomado em termos pessoais: nada tenho pessoalmente contra António Costa, fui amigo de seu pai a quem sempre tratei carinhosamente por «marajá». Também nada tenho pessoalmente contra Santana Lopes com quem trabalhei no Sporting durante o seu tempo de presidente da Direcção sendo eu jornalista dos quadros do semanário leonino fundado em 1922, o mais antigo jornal de clube do Mundo. Os moradores do Bairro Alto com viatura própria viveram em paz desde Novembro de 1999 a Novembro de 2002, quando foram obrigados a trocar o seu dístico por um dispositivo para poderem entrar no coração do seu Bairro. A EMEL ao propor a troca escreveu uma frase assassina – «Os moradores poderão estacionar livremente com o uso dos identificadores da EMEL» mas há mais dispositivos do que lugares e (ao contrário do que havia antes) não há alternativas – lugares na zona 12 e na zona 5. Tudo isto porque os homens da EMEL desse tempo eram competentes e honestos – sabiam que os carros não cabem todos aqui e por isso davam-nos alternativas. Agora é anunciado um cartão mediante o qual pagando 15 euros por hora os visitantes (???) podem estacionar. Mas aonde? Nos nossos joelhos? Naqueles lugares que alguns restaurantes ocupam ilegalmente para colocarem mesas, assadores e carvão? O facto de o meu texto ter sido publicado noutro blogue não quer dizer nada. Eu não mudei. Vivo aqui desde 1976 e faço parte da carne para canhão para povoar a gaiola das malucas.

Perde ganha

Como qualquer pessoa normal, percebo mais de futebol do que o Paulo Bento. E como qualquer pessoa anormal, gosto mais do Sporting quando perde. Quando ganha, gosto muito de mim. E dos outros. Quando perde, amo o clube. Amo o símbolo, a sua história, as instalações, relvado, presidente, roupeiro, equipamentos e ainda as esposas, namoradas, amantes, amigas coloridas e irmãs dos jogadores. É muita entidade, muita gente, muitos encontros para conciliar. Só o amor, na sua infinita entrega, pode dar conta do recado.

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Oligofrénicos e nefelibatas

Paulo Tunhas, no Jamais, diz que Sócrates é vagamente atrasado mental. Porquê? Porque, na Madeira (!!), utilizou termos como maledicência e ressabiamento. Tunhas deixa no ar a ameaça de se expor em detalhe uma linguagem que diz ser psicológica. Promete expor a doença do egotismo. Porém, talvez por falta de tempo, não se dá ao trabalho. Outro que pegue na deixa.

Tunhas lamenta-se por não se estar a falar a sério sobre o país. A solução preconizada implica esperar pelas eleições. Pelas eleições? Ó Tunhas, primeiro ainda temos de conhecer o programa do PSD, deixa lá as eleições para o dia das eleições. Se queres falar a sério, começa pela tua casa. Que achas de teres colegas de apoio ao PSD que citam Goebbels, difamam Sócrates, alucinam, confrangem, disparatam, deliram, estupidificam, envergonham?

Se queres elevar o debate, desce à terra.

Ponto final?

O Ponto Contra Ponto, um dos programas humorísticos mais surpreendentes dos últimos tempos, desapareceu sem qualquer explicação, nem o autor se dignou esclarecer as massas. Se alguém duvidava da existência de um situacionismo asfixiante da democracia, cá está a prova. É lamentável, dado o Pacheco ter ameaçado reduzir os cartazes da campanha à sua papa paranóica, não tendo conseguido ir além da acusação de machismo a um cartaz onde Sócrates aparece ao lado de mulheres. Que iria ele dizer dos cartazes do PSD e do CDS? Seriam momentos de extraordinária inventiva, disso temos a certeza.

Abaixo, um exemplo de propaganda política, oferta do nosso amigo tra.quinas, que também gostaríamos de ver analisado pelo grande analisador do povo. Modestamente, arrisco dizer que é um cartaz simbolicamente denso, anunciando, sem margem para qualquer dúvida, que o PSD vai mesmo rasgar e romper tudo a que consiga deitar a mão.

pacheco cartaz

Vinte Linhas 396

Quando um cão é tinhoso todos lhe atiram pedras

Acabo de ouvir revoltado (mas não surpreendido) uma pobre «pivot» da RTP1 a dizer três vezes quase seguidas que o Sporting perdeu de novo um jogo de futebol. Não sei (nem tenho que saber) se é por ignorância ou se é por maldade e má fé mas a verdade é que o Sporting perdeu pela primeira vez este ano. Depois dos empates com Twente, Nacional da Madeira e Fiorentina, esta foi a primeira derrota. Nunca mas nunca se pode dizer de novo quando é a primeira vez.

O problema é que as expectativas do Benfica estão muito altas: foram gastos milhões de euros e entraram na equipa nove jogadores novos. O problema é que o F.C. Porto mantém as expectativas que existem naquele clube desde 1983 – «é preciso ganhar sempre, custe o que custar e doa a quem doer».

Eu sei que o treinador do Sporting, além de outros erros, prescindiu do melhor dos quatro guarda-redes (titular da sua selecção nacional) e que teima em apresentar na baliza um jovem ainda muito verde. Mas isso não explica que a mesma «pivot» não tenha dado relevo ao facto de, logo aos 3 minutos, o árbitro ter passado ao lado de uma grande penalidade na grande área do Braga. Pois. Essas coisas não interessam mas dizer que o Sporting perdeu de novo quando foi de facto a primeira derrota, isso já interessa.

Se juntarmos a isto o facto de os do F.C.Porto andarem a fazer barulho por causa da expulsão do Hulk (que só pecou por tardia) para desviarem a atenção do escandaloso fora-de-jogo com que foram salvos em Paços de Ferreira, percebe-se melhor o alcance das coisas. Quando um cão é tinhoso todos lhe atiram pedras.

Prémio Meu Querido Mês de Agosto

Há um ponto, para mim, essencial, é que as pessoas leiam o programa. Apresentar-se um programa em plenas férias é convidar as pessoas a não ler. Não está a ver que as pessoas vão para a praia ler um programa eleitoral… Portanto, qualquer partido que tenha apresentado programas durante o mês de Agosto é pura e simplesmente com o objectivo de que não seja lido. E eu tenho um interesse muito grande em que as pessoas leiam o nosso programa.

Esta declaração de Ferreira Leite merece o prémio Meu Querido Mês de Agosto, galardão que recompensa as melhores exibições de um espírito veraneante, essa indulgência para com a lógica, o respeito próprio e a verdade. Como neste magnífico caso, onde a autora nos consegue dizer que não cumpriu com a data anunciada para a apresentação do Programa do PSD, finais de Julho, porque durante o mês de Agosto Portugal está a banhos. Este raciocínio já lhe tinha garantido o prémio, pelo que revela de sensatez e credibilidade, mas ter explicado que outros partidos se anteciparam na apresentação dos seus programas para que não fossem lidos é magistral. Há poucos políticos no Mundo a permitirem-se revelar semelhante descontracção e mentalidade pé-de-chinelo.

PSD-M

O PSD nacional aproximou-se do estilo e cultura do PSD-M, como Aguiar-Branco e Pacheco Pereira, entre outras figuras da social-democracia vigente, confirmam sem um pingo de vergonha. Estamos perante uma insularidade democrática, onde um grupo de ranhosos separou o PSD das forças que o poderiam renovar, isolando-se no refugo do cavaquismo. A purga nas listas, o vazio programático e a decadência dirigente levaram o PSD para o período mais negro (Preto?) da sua História. Neste momento, face a um desastre cujas proporções já atingiram a Presidência e o Presidente da República, até Luís Filipe Menezes seria preferível a Ferreira Leite. Pior do que isto, só um golpe de Estado.

A retórica desmiolada de João Jardim, apenas possível num contexto onde detém o monopólio das relações de poder e não tem havido esperança de alternativa, deve estar no pináculo da popularidade entre os dirigentes nacionais e as bases militantes. Ouvirem Jardim chamar ladrão, mentiroso, fascista, nazi e paneleiro a Sócrates deve ser ocasião de gáudio e miserável desforço das humilhações supostas. Para quem apostou tudo numa campanha de destruição de carácter, não há limites, a dinâmica pede um permanente crescendo do pathos. E podemos esperar qualquer coisa, o caso das supostas escutas em Belém acabou com as ilusões que restavam. Atenção: nada disto é novo, em 2005 foi igual ― está é pior, e mais grave, muito mais grave.

Jardim pertence a um partido cobarde. Nunca o PSD lhe fez o mínimo reparo fosse quando fosse, discursos ou actos, sequer aquando do inaudito escândalo de termos um deputado impedido de entrar no Parlamento regional. Os presidentes do PSD são tratados como subordinados, ou pior. Nem um Presidente da República escapou ao vexame em território madeirense, e não por acaso um Presidente de origem social-democrata. Cavaco comeu e calou, para desprestígio pessoal e nacional. Por isso, habituado a uma tirania branqueada, a pior situação que lhe pode acontecer é ver Sócrates chegar à Madeira. Em pouco tempo, já é a segunda vez. O impacto no ânimo do PSD é devastador, medindo-se pelos silêncios que nem uma piadola conseguem largar. Jardim é o ogre caduco que chantageia o PSD e seus Governos por via dos deputados que elege, Sócrates o alvo da sua fúria que se ri da boçalidade doentia e dá força a madeirenses muito corajosos.

Jardim e Manela são velhos companheiros, têm uma vida de cumplicidades. A sigla não podia ser mais adequada ao opróbrio e torpor do partido: PSD-M.

Miscelânea

Facebook Reinforces Relationship Jealousy

Older Means Happier?

World population projected to reach 7 billion in 2011 *

Data Visualization: Stories for the Information Age

Parasite Causes Zombie Ants To Die In An Ideal Spot **

White Tea Could Keep You Healthy And Looking Young

Cultural Evolution Continues Throughout Life, Mathematical Models Suggest

Men, Women, and Friendship

Mastering the Art of Everyday Negotiations ***

Brainstorming Reloaded

What Your Choice of Words Says about Your Personality

Smile As You Read This: Language That Puts You In Touch With Your Bodily Feelings

Too Many Choices, Good or Bad, Can Be Mentally Exhausting

Liar, Liar

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* Parece que foi ontem que chegámos aos 6 mil milhões, amanhã já estaremos nos 7. Ninguém tem qualquer solução para este problema, nem sequer se sabe se é um problema. Entretanto, todos os cálculos dizem que não haverá recursos naturais para o constante crescimento humano.
** Uma das provas da existência de Deus, embora não necessariamente o Deus das formigas.
*** Coisas que se deviam ensinar em casa ou na escola.