UEFA – A encomenda foi entregue; está conforme
Aprendi desde 1979 em muitos anos de contacto directo com o (sub) mundo do futebol (dez dos quais a tempo inteiro) que os árbitros são sempre influentes e muitas vezes decisivos. O Sporting foi eliminado não porque o seu adversário italiano tenha marcado mais golos mas porque um árbitro estrategicamente nomeado para o jogo da primeira mão em Lisboa (um húngaro com má cara, um monte de esterco sem categoria) resolveu fingir que não viu uma agressão a Liedson logo nos primeiros minutos e trocou o cartão vermelho pelo amarelo. Já na segunda parte, ao ver o gesto repetido do auxiliar a chamar a atenção para uma falta grave sobre Moutinho (segundo amarelo) ele fugiu para o outro lado do campo. Era preciso fazer o frete e o frete foi feito. Já está.
Há uns anos foi Paulo Baptista que anulou um golo válido ao Hugo Viana contra o Braga destruindo a sua carreira no Sporting. Tempos depois um tal Kyros Vassaras destruiu a carreira do Miguel Garcia «invertendo» uma falta na grande área leonina. Lucílio Baptista fez aquela memorável entrega da Taça da Liga ao Benfica num jogo no Algarve (já é sina, foram lá campeões com um jogo comprado ao Estoril). Ainda esta semana houve três desvios com a mão em três jogos mas só o desvio do defesa do Braga é que não foi sancionado. No passado os árbitros eram todos do Benfica com a excepção do Décio de Freitas (Belenenses) e do Joaquim Campos (Sporting) mas agora, como o Porto domina o sistema desde 1983, já há muitos árbitros do Porto. A grande luta vai ser entre os árbitros do Benfica e os do Porto. Essa é que vai ser a luta decisiva. Hoje a encomenda foi entregue. Os bandidos de colarinho branco da UEFA ainda falam em fair play.

