Esquerda imbecil e direita ranhosa

Por causa da miserável oposição que este Governo teve de suportar, passei a usar as expressões esquerda imbecil e direita ranhosa para me orientar e separar as águas. Porque há esquerda que não é imbecil, é apenas a esquerda, mesmo que seja radical. E há direita que não é ranhosa, é apenas a direita, mesmo que seja extrema. Uma oposição comprometida com o bem comum, de esquerda ou direita, não teria prestado esse péssimo serviço a Portugal que consiste em boicotar a acção governativa por todos os meios à disposição, incluindo as campanhas de destruição de carácter e a manipulação de sindicatos para fins eleitorais, já para não falar na pulsão conspirativa da comunicação social. O que esta oposição faz é estúpido, é perverso, é trágico. Precisamos de uma nova oposição, que tente vencer pela inteligência e coragem das suas propostas, não pela demagogia, populismo e esvaziamento ético da classe política. Enquanto ela não chega, malhemos na que há.


Imbecil é a esquerda marxista. Imbecil porque coxa, precisa de se apoiar em Marx, e variantes, para pensar. O resultado é religioso, não científico ou filosófico. Marx apresenta hipóteses de interpretação histórica que institui como leis. Faz profecias a que chama teoria. Entrega-se à adivinhação e diz que é ciência. O resultado, 150 anos depois, pode ser visto na cegueira ideológica que o mais vulgar militante do PCP ou BE exibe. A violência na pose e no discurso é a marca de quem se sabe predestinado. O futuro já foi escrito, resta só cumprir o que um barbudo, que nem sequer compreendeu os Gregos, disse que tinha de acontecer algures no tempo. Consequentemente, a esquerda imbecil apenas suporta a democracia, mas não a quer como modelo ou destino. É meio para um fim, um fim final.

Ranhosa é a direita sem honra, suja. Sem honra, vale tudo. Com honra, há uma hierarquia de valores – no topo, a verdade, a justiça, a liberdade. Já os ranhosos exibem outra trindade: são ocos, previsíveis, traiçoeiros. Para conhecer um ranhoso, nada melhor do que dar exemplos do seu oposto:

“Sócrates subiu o nível do que é um primeiro-ministro.” Como avalia a acção de José Sócrates como primeiro-ministro de Portugal nestes quatro anos?

Há pouco tempo estive a falar sobre isso, e o que achei foi que ele subiu o nível, a fasquia do que é um primeiro-ministro em Portugal. Subiu muito.

Subiu em relação ao Governo anterior?

A tudo que a gente conhecia.

Quem o diz é Francisco Van Zeller. E diz muito mais. Ao tempo, estas afirmações deixaram os ranhosos caladinhos. Nem piaram. Porque até um ranhoso tem a noção de que não pode pôr em causa o posicionamento político de Van Zeller, um representante da direita desde sempre e para sempre. Os ranhosos anulam-se perante estes exemplos. Como este:

M.E.C.: E depois há uma coisa pior que contribui para a falta de crítica. É que este governo, ainda por cima, é um bom governo… Até nem é mau, de facto! É uma coisa muito estranha de engolir.

Desafia-se um qualquer ranhoso a vir dizer que o MEC é xuxa. Ou que não é de direita. Os ranhosos não colocam Portugal e os portugueses à frente dos seus interesses tribais e individuais. Em boa verdade, não merecem pertencer à direita. Aliás, nem sequer a conseguem identificar nos que estão à sua volta.

37 thoughts on “Esquerda imbecil e direita ranhosa”

  1. E eu proponho mais uma expressão para situar gajos como o Valupi: o centro cretino. Este àrea «política» é constítuida por aqueles que nem são de esquerda, nem são de direita, que não são imbecis (mas sim chico-espertos), nem ranhosos (mas sim muito bem cheirosos e adeptos da modas Armani), e que assim acabam por não ser nada, ou são apenas a expressão e o reflexo dos tempos niilistas e de vazio ideológico, e de tempos de domínio da tecnocracia-que está-a-dar e do poder das imagens-publicitárias-fabricadas-para-parolo-entusiasmar. São, como todos já sabemos, os apenas, ou só, cretinos; os socretinos.
    Veja-se como este post do Valupi confirma o que eu acabei de dizer. O gajo diz que a esquerda imbecil é a esquerda marxista. Ora só um cretino, ou socretino, se esquece que qualquer partido de esquerda que se preze não é cego à análise marxista da sociedade capitalista (até o Marocas, que é conhecido por ter posto o socialismo na gaveta, nos lembra isso no seu último artigo na Visão). Os socretinos pelos vistos são cegos a essa análise, e é por isso mesmo que já nem pensam nada, limitando-se a seguir e a reproduzir as directrizes do poder tecnocrata-dominante-e-que-está-a-dar. Até porque para os sócretinos essa tecnocracia já é ciência de respeito, como o Pinto de Sousa e os seus inúmeros estudos tècnico-cientificos encomendados e manipulados e «impossiveis» de constestar revelam. Enfim, como Marx disse, não passam de uns alienados.
    Depois, segundo a «autoridade» filosófica que é Valupi, o barbudo nem percebeu os gregos. Eu diria que esta «autoridade» filosófica não pesca nada de Marx, ficando-se por uma caricatura de merda que confunde sistema económico com sistema politico, e que nem pesca muita filosofia, pois se pescasse saberia que depois de Marx apareceram inúmeros filósofos reconhecidos que se apoiaram nas análises marxistas: estou a falar da famosa Escola de Frankfurt e de nomes como Horkheimer, Adorno, Walter Benjamim, mas também de Habermas, Ernst Bloch ou mesmo Sartre. Devem ser as tais «variantes» de que fala o «entendido» em filosofia…
    A seguir o Valupi, diz-nos que a direita ranhosa não tem honra e que é oca, e dá-nos exemplos da direita honrada e bem enchida: MEC e Zeller. Como seria de esperar a boa direita é a direita que gosta do Pinto de Sousa (acontecendo o mesmo com a boa «esquerda). Por isso, o Valupi podia ter acrescentado a esses outros nomes, como eu já lhe disse várias vezes, e que repito pois parece que os socretinos são de compreensão lenta. Para além desses dois, temos também o Júdice, o Proença de Carvalho, o Carrapatoso, o Mexia, o Dias Loureiro dos elogios ao menino de ouro, e o próprio Luís Delgado. É só gajos «porreiros, pá», satisfeitos com a governação do Pinto de Sousa, mas que ajudam a explicar o porquê do PSD ter poucos barões «honrados e cheios» dispostos a defender o seu partido de sempre, e o porquê de ser desnecessário qualquer programa eleitoral do PSD, já que o do PS tem a aprovação do ex-baronato laranja. Como o MEC diz este é um «bom governo»! Mas alguém disse que não era? Claro que é Valupi! È um bom governo quando se tem uma perspectiva económica e social de direita, ou então quando não se tem nenhuma, como é o caso do centro socretino que se limita a «pensar» sobre o nada ou sobre aquilo que a propaganda do Pinto de Sousa produz.

  2. E eu proponho mais uma expressão para situar gajos como o Valupi: o centro cretino. Este àrea «política» é constítuida por aqueles que nem são de esquerda, nem são de direita, que não são imbecis (mas sim chico-espertos), nem ranhosos (mas sim muito bem cheirosos e adeptos da modas Armani), e que assim acabam por não ser nada, ou são apenas a expressão e o reflexo dos tempos niilistas e de vazio ideológico, e de tempos de domínio da tecnocracia-que está-a-dar e do poder das imagens-publicitárias-fabricadas-para-parolo-entusiasmar. São, como todos já sabemos, os apenas, ou só, cretinos; os socretinos.
    Veja-se como este post do Valupi confirma o que eu acabei de dizer. O gajo diz que a esquerda imbecil é a esquerda marxista. Ora só um cretino, ou socretino, se esquece que qualquer partido de esquerda que se preze não é cego à análise marxista da sociedade capitalista (até o Marocas, que é conhecido por ter posto o socialismo na gaveta, nos lembra isso no seu último artigo na Visão). Os socretinos pelos vistos são cegos a essa análise, e é por isso mesmo que já nem pensam nada, limitando-se a seguir e a reproduzir as directrizes do poder tecnocrata-dominante-e-que-está-a-dar. Até porque para os sócretinos essa tecnocracia já é ciência de respeito, como o Pinto de Sousa e os seus inúmeros estudos tècnico-cientificos encomendados e manipulados e «impossiveis» de constestar revelam. Enfim, como Marx disse, não passam de uns alienados.
    Depois, segundo a «autoridade» filosófica que é Valupi, o barbudo nem percebeu os gregos. Eu diria que esta «autoridade» filosófica não pesca nada de Marx, ficando-se por uma caricatura de merda que confunde sistema económico com sistema politico, e que nem pesca muita filosofia, pois se pescasse saberia que depois de Marx apareceram inúmeros filósofos reconhecidos que se apoiaram nas análises marxistas: estou a falar da famosa Escola de Frankfurt e de nomes como Horkheimer, Adorno, Walter Benjamim, mas também de Habermas, Ernst Bloch ou mesmo Sartre. Devem ser as tais «variantes» de que fala o «entendido» em filosofia…
    A seguir o Valupi, diz-nos que a direita ranhosa não tem honra e que é oca, e dá-nos exemplos da direita honrada e bem enchida: MEC e Zeller. Como seria de esperar a boa direita é a direita que gosta do Pinto de Sousa (acontecendo o mesmo com a boa «esquerda). Por isso, o Valupi podia ter acrescentado a esses outros nomes, como eu já lhe disse várias vezes, e que repito pois parece que os socretinos são de compreensão lenta. Para além desses dois, temos também o Júdice, o Proença de Carvalho, o Carrapatoso, o Mexia, o Dias Loureiro dos elogios ao menino de ouro, e o próprio Luís Delgado. É só gajos «porreiros, pá», satisfeitos com a governação do Pinto de Sousa, mas que ajudam a explicar o porquê do PSD ter poucos barões «honrados e cheios» dispostos a defender o seu partido de sempre, e o porquê de ser desnecessário qualquer programa eleitoral do PSD, já que o do PS tem a aprovação do ex-baronato laranja. Como o MEC diz este é um «bom governo»! Mas alguém disse que não era? Claro que é Valupi! È um bom governo quando se tem uma perspectiva económica e social de direita, ou então quando não se tem nenhuma, como é o caso do centro socretino que se limita a «pensar» sobre o nada ou sobre aquilo que a propaganda do Pinto de Sousa produz.

  3. Parece que o meu comentário está, outra vez, com dificuldades em ser publicado. Aguardemos pela sua libertação rápida…

  4. Este post ilustra bem até que ponto está deslocada para a direita, em Portugal, a JANELA DE OVERTON. Chega-se ao ponto de considerar de “extrema-esquerda” o único partido social-democrata do espectro político português – o BE, pois claro – e de considerar “moderadas” as opiniões de Francisco van Zeller – o tal que afirma que as empresas não têm nada que se ocupar do bem-estar das pessoas.

  5. Francisco, e qual seria?
    __

    José Luiz Sarmento, já tinha lido o teu texto, e não creio que o teu comentário faça algo mais do que o promover (e nada contra!). Porque o devaneio que assino não permite as tuas conclusões. Eu falo de ética, tu de teoria politica. E, aqui entre nós, falas apressadamente, pois o centro sempre esteve no mesmo sítio, como Freitas do Amaral te poderia explicar. Foi o PCP que colocou o CDS à direita, e mantém o maniqueísmo ainda hoje. Para os projectos totalitários, não convém que se admita a existência do centro.

  6. Bom exemplo, o do Freitas! Porque se em 1975 ele era considerado de direita sendo do centro, e se em 1985 (nas presidenciais) era considerado do centro-direita sendo do centro, e se em 1995 era considerado do centro (equidistância entre PS e PSD) sendo do centro, já em 2005 integrou um governo de esquerda, de um partido chamado de socialista, continuando a ser do centro. Ou seja, em 2005 o partido do Pinto de Sousa eliminou os últimos vestigios de esquerda que se poderiam encontrar no PS. Daí que tenha toda a razão quem diz que este foi o governo mais à direita desde o 25 de Abril.

  7. A questão é que a esquerda Esquerda imbecil e direita ranhosa, ou melhor, o seus actores deixam de ser ranhosos e imbecis se por acaso fizerem um elogio ao PM.

    O centro não é nada, é só a passagem da direita para a esquerda e vice versa. O centro é de quem não tem convicções, de quem nem é carne nem peixe, de quem não consegue sequer ser ranhoso ou imbecil. Ou seja, está num estado pós larvar pouco mais evoluído que um réptil, que apenas tem o instinto de sobrevivência.

    A forma esconchavada como este PS tenta empurrar o PSD mais para direita é sintomática.

    O drama deste PS, que não é o meu, é exactamente, o facto do moderado Francisco VZ lhe fazer elogios.

    “A tudo que a gente conhecia.”

    Quem é a gente?

    Porque será que o VZ está tão satisfeito? Pelo mesmo motivo que a Mota Engil?

    Vamos lá ver se, daqui um mês, a imensa maioria não considera este PS ranhoso e imbecil. Tudo é possível.

  8. Ibn, não tem mal seres ignorante. E, confessa lá, estás mesmo convencido de que não existe um centro teórica e politicamente autónomo e legítimo, não estás? O que tem mal é a iliteracia que te impede o acesso ao conteúdo do que lês. Repara: Van Zeller não deixou de pertencer à direita (ou ao centro), e de defender os seus interesses pessoais e de grupo, pelo facto de ter feito uma análise objectiva de Sócrates enquanto primeiro-ministro. É esta capacidade que o permite ter como exemplo de uma direita (ou de um centro) que faz comunidade. De resto, se tivesses um mínimo de informação, saberias que Van Zeller não apoia este Governo, pelo contrário.

  9. Eu não aceito ser tratado de e/ou imbecil.
    A mim quer parecer-me que este socratino Val, anda a pedi-las. Um dia destes falo
    com o Jorge Coelho.
    Por detrás deste defensor do Pinto de Sousa existe um troglodita político.
    Estou convencido que o Val não se importava que o Pinto de Sousa fosse o único candidato e que fosse eleito por 98,89% dos votos.
    A bonomia de Val esconde alguém com vocação totalitária.

    VAL: nós também sabemos dizer coisas mais ou menos bombásticas. Só que somos democratas e preferimos o combate sem ofensas.

  10. Pelos vistos ileterado é tu. Só que tu para além de não compreenderes os que lês também distorces só porque isso te dá jeito.

    Onde escrevi que VZ apoia este governo?

    Quando é escrevi que VZ não é de direita?

    Objectiva, segundo quem? Tu?

    Legitimo o centro será, quanto ao resto, é como te der mais jeito.

    Claro que ao centro há uma formulação teórica, como disse antes, chama-se instinto de sobrevivência

    Estás a ficar mesmo nervoso, já disparas contra os moinhos.

  11. Ibn, escreveste:

    “Porque será que o VZ está tão satisfeito? Pelo mesmo motivo que a Mota Engil?”

    Conseguiste dizer mal do Van Zeller e da Mota Engil em menos de 50 caracteres, insinuando qualquer coisa que não ficou explicitada, mas cujo origem está só na tua cachimónia. A satisfação viria da corrupção, ou dos favores (igual), que o PS e estas entidades cozinhavam em conjunto. É a tua cassete, não tens nem uma ideia que valha a pena discutir.

    Quem escreve isto, tem de largar o vinho:

    “O centro não é nada, é só a passagem da direita para a esquerda e vice versa. O centro é de quem não tem convicções, de quem nem é carne nem peixe, de quem não consegue sequer ser ranhoso ou imbecil. Ou seja, está num estado pós larvar pouco mais evoluído que um réptil, que apenas tem o instinto de sobrevivência.”

  12. Excelente texto!

    Este excerto diz tudo:

    …Uma oposição comprometida com o bem comum, de esquerda ou direita, não teria prestado esse péssimo serviço a Portugal que consiste em boicotar a acção governativa por todos os meios à disposição, incluindo as campanhas de destruição de carácter e a manipulação de sindicatos para fins eleitorais, já para não falar na pulsão conspirativa da comunicação social.

  13. Ó Valupi, estás bem perto de dar em doido? Já só vez inimigos? E que nome dás ás sombras? O “ds” fez de ti gato-sapato sem ir tão fundo no desprezo com que queres distratar quem ousar ter a mais leve ideia critica sobre o que dizes.
    É por demais evidente que a fonte que alimenta a tua jactância pró Sócrates está bem perto de estar exaurida. Não tenho o culto da pena, nem tão pouco és um coitado, mas lamento tudo o que é desperdício e seria com muita mágoa ver-te resvalar por aí.
    Volta lá à tona, se é que queres mesmo salvar este povo, e dá forma a uma Junta de Salvação Nacional. Com um único objectivo, colocar o rendimento dos portugueses em 50% do rendimento de um habitante do Luxembourg, só 50% Valupi.
    Por mim podes convidar o Sócrates, mas nunca o Rui, o tal espião do PR, esse já ganha muito mais, mas mesmo muito mais.

  14. Odete, exactamente.
    __

    ARMANDO RAMALHO, o ds fez de mim gato-sapato onde e porquê?

    Quanto ao Luxemburgo, que já referiste antes de teres ido para férias, acho que tens aí uma solução genial. Genial, no mínimo. Ainda por cima, está cheio de portugueses, é só telefonar e pedir a receita. Bravo!

  15. está cheio de portugueses que não são governados pelo ps e psd. o que produzem tem retorno e não fica perdido nos bolsos dos que estão cada vez mais ricos sem darem nada , niente , à troca. só palavreado oco e uns espectaculares comicios.

  16. Qual seria a palavra que usaria em vez de ranhosa? Essa é uma boa pergunta. Mas ranhosa é um adjectivo que parece fácil de limpar, bastaria um lenço de papel descartável.
    Não acho que o PSD fique limpo de forma fácil. É pena, ao fim de 4 anos e meio era de esperar que fosse competente e que se tivesse visto livre dos corruptos que o infectam desde o 2o mandato do cavaco. Era bom para o País e para os portugueses.
    Infelizmente tem sido incompetente, tem muita sede de poder e está ofendido. Condições ideais para se dedicar a estratégias Rovianas. O que é preocupante. Não augura nada de positivo.

  17. Começas a mudar a “argumetária” é bom sinal.

    Ah deves ser o único que tem o exclusivo das suspeitas. há algum problema em desconfiar?

    Como se diz cá na minha terra, “quando a esmola é grande o pobre desconfia”

    É dramático para o PS o VZ elogiá-lo, será que não vês isso?

    Quanto à ausência de valores do centro, a responsabilidade não é minha, é de que por lá milita, O centro vai por arrasto. O centro move-se na zona pantanosa dos interesses. É a vida!
    Se isso te incomoda, muda-te.

    Oh pá eu já sou da era do digital, por isso cassete não é comigo, este tipo de afirmações mostra bem o desespero a que estás a chegar.

    Tem calma que Outubro está já aí!

  18. mf, de falas?
    __

    Francisco, muito bem visto. Aliás, uma solução bondosa seria a de se acabar com o PSD. Nem sequer é uma ideia nova, falava-se, anos atrás, que Santana e Portas poderiam tentar esse número.
    __

    Ibn, tu não és da era do digital, és da era do vegetal, és um nabo. Por isso apenas desconfias, mas da tua desconfiança não vem nada de bom, só merdelim. São atitudes como essas que protegem a corrupção, porque diluem a acusação numa papa paranóica.

  19. Valupi, o centro esteve sempre no mesmo sítio, mas o consenso sobre a sua localização tem variado, e muito. Como Freitas do Amaral me poderia explicar – não que seja preciso – há hoje ideias que seriam consideradas de extrema direita há trinta anos e hoje são consideradas centristas ou até de centro-esquerda; e outras que há trinta anos seriam consideradas de centro-esquerda e hoje estão representadas naquilo a que tu chamas a esquerda imbecil.

    O peixe que tens para vender em nome do PS consiste afinal em duas variedades: por um lado, uma rejeição global, indiscriminada e acrítica de todo o pensamento marxista; por outro o apelo ingénuo a que todos adiram voluntariamente (e digo voluntariamente porque é mais que óbvio que o PSD/PS não está disposto a mover uma palha para se obrigar a esta adesão) a uma vaga virtude cívica que a nossa civilização persegue, sem resultado, desde o tempo de Catão. Virtude esta personificada, está bom de ver, pela mítica “direita dos valores”.

    Deixa-me que te diga: não estou comprador.

  20. José, dá lá exemplos dessas ideias que seriam consideradas de extrema-direita há trinta anos e hoje são consideradas centristas ou até de centro-esquerda. Só depois poderemos passar à fase de saber quem considerava o quê. Porque – e ninguém terá de to explicar, certamente – há trinta anos não havia qualquer consenso fosse sobre o que fosse. E ainda bem, escusava de frisar.

    É difícil que tenha peixe para vender em nome do PS, posto que não vou votar PS. Mas confirmo que o pensamento marxista não precisa de mim para ter sido criticado ao longo de todo o século XX, e até antes. Para mim, chega um mínimo de cultura geral para o recusar. No entanto, se me pagassem o suficiente, escreveria calhamaços sobre o assunto. O que me parece inadmissível é a aceitação indiscriminada e acrítica de qualquer proposta política que se funde no marxismo. Porque é uma coisa ir lá beber, outra estar bêbado com ele.

    Quanto ao apelo ingénuo, não posso concordar mais. É um tipo de apelo que só existe por ser ingénuo, precisamente. Consta que este tipo de apelos são marcas fundadoras daquilo que nomeamos como civilização. Consta, também, que não é virtude vaga, antes bem ocupada (é um trocadilho, não leves a mal): diz respeito à cidadania e ao carácter.

    Não estás comprador? Também não estava à venda. É esse o seu valor.

  21. Val, tens razão e não tens quando dizes que há trinta anos não havia consenso fosse sobre o que fosse. Se por consenso se entende a aceitação unânime duma qualquer doutrina, não o havia, com efeito – tal como não o há hoje nem prevejo que venha a haver alguma vez.

    Mas se se entende por consenso uma concordância generalizada sobre o que é mainstream e o que é marginal, o que está em discussão e o que nem sequer se discute, então há sempre consensos – hoje, há trinta anos, há trezentos anos, tanto faz. E estes consensos mudam.

    Por exemplo: em qualquer país europeu de há trinta ou quarenta anos, e mesmo nos EUA, um objecto como o Código de Trabalho actualmente em vigor em Portugal seria pura e simplesmente impensável – uma coisa tão à direita que só um louco ou um fanático seria capaz de a propor. Aqui está o exemplo que me pediste.

    E em sentido contrário dou-te outro: há trinta anos havia quem concordasse com o proteccionismo económico e quem discordasse dele, mas ninguém o relegava para o plano das coisas que nem sequer podem ser discutidas. Também isto fazia parte do consenso da altura.

  22. José, é óbvio que há contextos, os mais variados, que poderão ser citados para suportar diferentes opiniões. Porém, é extraordinário rever as peripécias políticas de 74 e anos seguintes, e constatar como, logo no dia da chegada de Cunhal a Portugal, estamos perante uma cisão ainda hoje actual: democracia versus tirania. E havia um centro, que até se chamava Centro Democrático Social! Tal como havia maiorias silenciosas, submersas pela barulheira dos que berravam.

    Falar do Código do Trabalho não é falar de uma ideia hoje consensual. Em Portugal, não há matérias consensuais no domínio laboral, comecemos por esta constatação! E não foi por o capital ter fugido, ou se ter adaptado, em 74 que deixou de acreditar nos seus modelos. Por isso mesmo, o PCP cedo começou a dizer que o PS fazia o jogo da direita. Veja-se o debate entre Cunhal e Soares, está lá a súmula de décadas de História de Portugal. Já agora, aposto que a tua visão do Código do Trabalho é a de quem não estudou, sequer leu, o documento. O teu discurso tem todas as marcas emocionais de quem fala a partir da ideologia, não da reflexão.

  23. Já te disse várias vezes e reafirmo.

    Os teus insultos são para mim elogios. Preocupado ficava se recebesse elogios da tua parte.

    Quando se passa ao insulto significa que não há argumentos, sabes, tipo zaragata de peixeira do Bulhão.

    Mas sempre te vou dizendo, antes nabo que vendido.

    Pois eu apenas desconfio, mas pelos vistos tu é que tens a vergonha e insidia mascarada de graçola. Mas as graçolas são toleradas aos tolos e bobos da corte.

  24. O PS escolheu aquela miúda vazia para mandatária da juventude e a ti para mandatário dos palermas, classe que representas muito bem.

    Tu és um pandego, vives entre o defender o sócrates e o anúncio de não votar nele. Essa doença tem um nome.

  25. Ora se o sócrates para ti não serve porque há-de servir para os outros.
    Enquanto não conseguires explicar esta contradição os teus argumentos valem tanto como um conjunto vazio.

    Se não votas no sócrates mas o defendes, tal só se enquadra na prestação de serviço a troco de boas prebendas.

  26. Pelos vistos os teus argumentos continuam bons, enquanto que dão trela para te enredares em retórica lá te vais defendendo o pior vem depois quando tens que sair dos adjectivos redondos, aí não sai nada desse teclado a não ser o insulto.

  27. Valupi: isso do Marx e do marxismo ainda havemos de falar, embora num comentário que fizeste acima já relativizaste aquilo que me parecia uma tirada hostil no texto.

    Olha aqui, um Nobel americano propõe que se desmantelem os grandes bancos para não lhes deixar a alavanca financeira na mão.

    E também tens como objectivo do Fed (ao contrário do BCE) contribuir tendencialmente para o pleno emprego, o que é um objectivo socializante em plena pátria do capitalismo financeiro.

    E já agora pus noutro dia por aqui um artigo bem interessante sobre o socialismo na era digital, só que eu próprio já não sei onde está, aliás tenho que tentar descobri-lo para guardar.

  28. Concordo em parte, com o sempre astuto ZZZZZZZZZZZZZZ

    “…objectivo socializante…”,

    Por em práctica estas politicas em Portugal na Europa e no Mundo, só com partidos politicos de esquerda, de uma esquerda democrática, que deve ter sempre como lema:

    ” Liberdade e mercado para produzir, ética e solidariedade para distribuir”

    Em Portugal este espaço ideológico é ocupado pelo Partido Socialista.

    Pois há esquerda do PS temos a esquerda imbecil – Vulgo – Esquerda Caviar (bloco) e esquerda Soviet (pcp).

    Na direita PPD E PP temos os NEOCON da Old School “cimeira dos Açores”.

    Imbecis e ranhosos estão unidos, portanto resta-nos emigrar para o Luxemburgo, ou como eu pretendo fazer ir à luta.

  29. Ibn, não se trata de Sócrates, mas do PS. Ninguém vota em pessoas, vota-se em partidos e estes elegem deputados. Se fosse apenas uma escolha do primeiro-ministro, eu votava Sócrates. Só que é muito mais do que isso.

    Não entendes? Azar (mas não o meu).
    __

    z, qual é a tirada?

  30. «Marx apresenta hipóteses de interpretação histórica que institui como leis. Faz profecias a que chama teoria. Entrega-se à adivinhação e diz que é ciência.»

    isto dito assim acho hostil, o homem pensou fundo muita coisa, a questão dos valores foi longamente trabalhada, a explicação da contradição entre desenvolvimento das forças produtivas e os bloqueios das relações sociais de produção dominantes, levando à alteração destas últimas também está bem esgalhada.

    ele errou aparentemente a postular a derrocada inevitável do capitalismo e a sua sucessão pelo socialismo, aconteceu ao contrário, do quase-feudalismo virou socialismo e daí capitalismo,

    mas ficaram internalizados parâmetros do socialismo

    quanto à adivinhação, que me parece a passagem hostil, ele faz abdução. Ora é necessário fazer abdução em ciência, é assim que se progride. Acontece que quando a ciência é História há que esperar pelos factos que podem ocorrer décadas ou séculos depois, confirmar ou denegar a hipótese, ou recolocá-la noutro nível.

    mesmo assim o homem deu uma contribuição monumental para o pensamento político e económico. Mas também é verdade que há muitos outros esquecidos. Por exemplo Malthus escreve o Essay em resposta à utopia de Godwin do século XVIII, de que ninguém fala, e já lá está muita da utopia do socialismo, e lá regressamos outra vez à Utopia que o cavaco andava a ler há milénios…

  31. z, obviamente, a importância de Marx na História, na política, nas ciências humanas e sociais e na cultura em geral não se discute. Ele é um dos gigantes. Mas esse reconhecimento em nada impede a crítica, bem pelo contrário. A passagem que citas do meu texto é uma súmula caricatural, mesmo se conforme ao que penso.

    Falas da abdução. Mas a abdução está ferida de historicismo, rapidamente pode ficar datada precisamente por causa do progresso científico. O que aconteceu a Marx, e explica a violência dos fanáticos que transformaram a filosofia da História numa teologia, foi ter querido à força garantir a posse do absoluto. E isso pode ter vários méritos, mas é anti-científico. Portanto, continuar marxista é apenas escolher um anacronismo. E faz-se pagar bem caro.

  32. Pelo vistos continuas, com problemas em entender os que se escreve. O problema não é o PS, é o PS do sócrates, este PS que não é o meu.

    Claro que os eleitores votam em listas distritais. Mas queres tu fazer-nos crer que os votos dos eleitores não são condicionados pelos lideres partidários e possíveis PM? LOL.

    Claro que as pessoas vão votar no PS de Santarém por causa do mais do que popular no distrito Galamba. Só podes estar a delirar.

    Mas noto que moderaste o discurso e abandonaste o insulto gratuito. Vês como te dizia no outro dia, quando tomas os pingos ficas mais calmo.

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