Por cordas

Na hipótese dos universos paralelos, provinda da Teoria das Cordas, há muito consolo à espera do largarto. A teoria defende a existência de uma quantidade ilimitada, ou infinita, de universos simultâneos. Cada um deles concretizando uma variante das possibilidades de organização da matéria e da energia. É aqui que está o consolo. Porque num destes universos há um tipo em tudo igual ao Paulo Bento a treinar uma equipa em tudo igual ao Sporting. Naquela que é uma supercoincidência quântica, ambos jogaram ontem contra a Fiorentina, a de cá e a de lá. Mas com esta diferença: cá, um Saleiro sem pimenta e um Tonel de merda foram postos dentro do relvado; lá, outra coisa qualquer foi feita.

Quando, finalmente, se conseguir passar de universo para universo com a facilidade com que os segredos de Justiça passam pelas frinchas do Ministério Público, será possível contratar um Paulo Bento que não tire jogadores que podem decidir jogos só porque estão, ou parecem, cansados, pondo no seu lugar aberrações como essas do defesa-avançado e do avançado que nem para defender serve. Jogadores cansados, ou menos frescos, que sabem jogar à bola ficam à mama. Isto é simples de entender. E ter entrado o Rochemback e o Adrien para que as bolas chegassem aos atacantes é também simples de entender, talvez mais simples ainda.

A corda, Bento.

One thought on “Por cordas”

  1. nunca percebi como é que era possível conciliar uma das melhores escolas de futebol do mundo com uma equipa mediana. por vezes até ridícula. mas quem percebe de futebol são eles, administradores e equipa técnica. e de negócios.

    agora está entendido. sobejou-nos uma equipa de merda com formação de excelência e eles, lá no universo paralelo, têm uma óptima equipa cagando na formação. aqui, infinita resta-nos a paciência. e fé. ilimitada .

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