Archive for Maio, 2008
[toca na imagem para fumar o resto do pacote]
Sócrates fuma e corre, e não trava para dar atenção aos cães que ladram. Acelerou até à Venezuela na tentativa de fazer excelentes negócios, e, de caminho, proteger a comunidade portuguesa, a qual vive numa situação volátil e imprevisível. A josémanuelfernandização da blogosfera exultou com a filha-de-putice […]
À distância de vários quarteirões, em zona urbana, nada nos chega no meio do barulho. A igreja fica num núcleo desenhado por Cristino da Silva sem fazer parte desta arquitectura. É pena. Trata-se duma daquelas igrejas que não convidam o rezador relutante: luzes fluorescentes, excessivas, e arestas finas nos detalhes das superfícies polidas. Não há […]
(o caso very-light 12 anos depois)
Vinha Rui Mendes em festa
Num bilhete que ele trazia
Uma gente que não presta
Deu-lhe a morte nesse dia
A varanda de Pilatos
É na Praça da Alegria
Visto isso mais os actos
Ninguém faz da noite dia
Ninguém faz a obrigação
Todos fogem dos sarilhos
Há que saber dar a mão
Às mãos frias dos filhos
Ninguém faz o seu […]
Até agora, não há nada que interesse nas eleições para o PSD. A inanidade é tal que chega a ser indiferente o resultado, cada um dos candidatos apostado em provar que nada percebe da realidade que lhe entra pelos olhos; por não ser esta transformada, nos seus neurónios, em projectos políticos relevantes para o País. […]
Em Fitna - II, apareceu uma ligação para este poste. Trata-se de nova contextualização do filme de Wilders, agora a partir dessa estupidez chamada Schism. Mas o que mais importa está ao lado, lá na página. Estamos no meio de um dos vários movimentos que procuram introduzir racionalidade na religião e cultura islâmicas. A vitalidade […]
(poema - autógrafo para Domingos Matos)
Muitas vezes vou cedo chego primeiro
Com a fábrica de sonhos inda fechada
Ainda a relva tem a água do nevoeiro
Ainda a terra tem a frescura da geada
Chego cedo para ter tempo e perceber
A voz da terra que sobe com lentidão
Para respirar a sua postura de mulher
Em sementeiras de ternura e […]
A revista PARQ ainda só vai no quarto número. A estultícia da sua juventude explica o fenómeno: estreia de Valupi fora da blogosfera, e até em papel. A ocasião (singular) é relativa ao Festival OFFF, o qual começou hoje.
Quem sabe, pode ser que descubram um excelente veículo editorial, a revista, e conheçam um pouco mais […]
Nick Gray* assina a peça. E um imbecil qualquer assassina-a sem piedade, com o seu tag imbecil. Um caso em que o pixelated é fodido pelo pixilated.
[clientes que gostam desta obra também se deleitaram com esta]
* Graças à investigação da Susana, impõe-se correcção.
Desenhas devagar um quadro no relvado
Com toda a geometria que te fôr precisa
Para levar o som da tua voz a todo o lado
E a bola a entrar tão veloz na outra baliza
No corpo da equipa tu és um forte pulmão
Não tens anidrido mas sim oxigénio puro
Nos teus pés nasce um projecto de canção
Escrita na […]
Já lhe chamam, no éter, o poeta do futebol. O nosso José do Carmo Francisco é uma espécie de arquivo falante do futebol português e faz gala disso. Autor de um livro com um título maravilhoso, Os Guarda-redes Morrem ao Domingo, jornalista desportivo, peca por uma certíssima parcialidade no respeito ao amor clubístico: o Sporting.
Aqui […]
Nos juniores tu eras sempre o capitão
Depois na equipa B tinhas a braçadeira
Hoje sei que jogas futebol em Portimão
Porque leio A BOLA de segunda-feira
Corri o país para escrever no meu jornal
Fazia as crónicas e a notícia pequenina
Eras tu que me falavas sempre no final
Mas em nome de toda a equipa leonina
Foste o melhor em campo […]
Como seria a vidinha se começássemos o dia a rir uns com os outros? Seria uma bebedeira de inteligência. É que isto de rir é assunto sério.
Passa o dia a viajar como um cigano
Entre a Lezíria e a Estrada de Pegões
Respira o verde todos os dias do ano
Entre a casa e a Escola de Campeões
Chega a esquecer-se das suas lesões
No esforço de curar quem o procura
No relvado eles correm como leões
Na marquesa sofrem com amargura
Passa o dia a viajar como um […]
O Daniel saiu do blogue com estas palavras. De comum com a saída do Fernando, e para além da proximidade temporal dos eventos, temos a surpresa causada, a ausência de comunicação interna, o laconismo críptico da justificação. Quanto às razões silenciadas, ou tão-só esboçadas, não nos dizem respeito por não terem sido explicadas. Já o […]
Apesar de toda a gente reconhecer a autêntica revolução que o YouTube representou para a web 2.0, nem todos terão reparado na sua influência na criação de novos conteúdos audiovisuais. Não é por acaso que videófilos e audiófilos abominam o YouTube: as suas limitações de upload e streaming (resoluções de 320×240 ou 480×360 a 314 […]
O nosso amigo Rui Vasco Neto junta-se ao nosso amigo Shark no fértil pantanal Sapo. O Sete Vidas Como Os Gatos está com um ar todo catita, ostentando veludo granadino (ou assim me aparece no monitor) num fundo donde saltam os saborosos textos do patrão — e a que se junta a presença assídua do […]
Tenho cá em casa um gato muito giro chamado Xavier, que tem uma fixação doentia por fitas de cabelo. Apesar de ter as mãos todas arranhadas pelo bichano, é óbvio que me divirto imenso com essa sua fixação. Inspirado por essas andanças felinas, resolvi fazer um mash-up de duas bandas desenhadas que adoro: os Bunny […]
Se um dos elementos da rapaziada aspirínica tivesse colocado aqui um post com uma vulva exposta na maior descontracção, teria sido um malandreco. Como fui eu, devassidão. Não admira; apesar do andar dos tempos, à mulher continua a ser consignada uma dicotomia entre a santa e a flausina. Mulheres-putas só no uso privado.
A intrusão da […]

