20 thoughts on “O quarto calhau a contar do Sol”

  1. Em Trás-os-Montes temos sítios com calhaus muito mais bonitos do que estes e não é preciso gastar tanto para lá chegar, apesar dos aumentos da gasolina.

  2. pelo contrário, nik, não se comove assim quem esteja carente. mas estou a comer uns quadradinhos de chocolate preto, degustação, e não passa, graças a deus. era uma chatice ter que deixar de comer chocolate por impedir que me comovesse.

  3. Também já tive esse vício. Comia tabletes inteiras de chocolate preto Belleville, da Favorita. Quando recomecei a namorar, parei.

  4. Aqui está uma boa oportunidade para o Z recomeçar, longe dos burocratas assépticos do instituto…

    Ai Nik, Nik, se te apanho no meu pikenike, transformo-te em compota de framboesas.

  5. e se é do instituto que eu cá penso, de asséptico não têm nada: têm as mãos sujas do carvão de tantos corpos ardidos nos últimos 20 anos em que o escalitral foi plantado a eito, para arder sim

    (mas entretanto ando numa fase Didi, mestre Didi de Itaparica)

  6. Susana:

    Se reparares bem eu não te pedi um quarto, e estava só a brincar.

    Podes flirtar com os outros comentadores à vontade. Eu prometo não dizer nada à ASAE.

  7. ai pediste pediste: «arrangem um quarto, por favor!».

    obrigada pela autorização. estava só à espera dela para começar. (ou andas a fazer-te às galhetas?)

  8. A foto, Valupi, recorda-me que é mister haver aridez para haver um tanto ou quanto de criação. Não pode haver árvores por tudo quanto é canto.

  9. (val,
    publiquei este texto em 17Jan para ilustrar uma foto com uns buracos parecidos. De Mercúrio, aqueles. Estes são de alguma quintinha que tens em vista? Também sã jêtoses.)

    Querida Amélinha:

    Espere que têjão tôdes bên, tu e más o Águste, o Vô Zéi e más a avó Lucilina e os gaiates. Nós cá por Mercúrie tôdes bên, tambên. Mande-te este pestalinhe da nossa nova terra qué pra vêres côme é tude tã benite, tude cinzentinhe que dá gost’ acordar aqui, filha! (vê lá tu qu’até o mê João nã me larga de manhã, deve ser do ári, ráie do home, parece qu’ éi o mercúro que lhe sobe o tremómetre, ê sê lá, sempre de roda, sempre de roda, já nã tênhe paciência, filhâ!). Êsti é o primêre retrate qu’o mundo tá vénde aqui de Mercúrie e ê quis logue mandar pra ti e pró tê espôse, quê sê que gosta muite destas coisas do espaçe.

    Só sê que tãmes tôdes muite felizes. A casinha é muite jêtosa, neste retrate vê-se máli, mas ali ó pé do tercêre buraque, tás vénde?, fica o caminhe que vá dar à quintinha daquele senhor careca, (lá daquele olival ên frent’ó chaparre da Ti Estrudes, nã sabes?, aquêli, qu’ a mulher fugiu c’ o Zé da Burra, que tinha os pés tortes, alembras-ti?) Pôs ên encontrande esse caminhe nã tên qu’ enganari: é sempr’im frente até à nossa casinha. Pôs se te perdêres vás ó gugli, ó nã têns gêpê éssi?

    Tambên vês logue, tên a becicleta d’ Alicinha à porta encostada ao jêpê éssi do mê João, ó lade d’ uma coisa assim grande com’à porra qu’ é a perfuradora do Mané Manêta, quêle trusse do Kóvaite e a gente apruvêtou pra tentar prantar alfácis, qu’aqui o chão é rije que nên córnes, filha, nên imaginas. Se nã vires a becicleta tambên nã faz máli. Procuras uma casita assim benitinha, toda ên alumínie galvanizade e c’ os pánés selares ên cima. Vês logue, que ná outra num ráie de quinhentes e óitentissês kilómetres.

    Prantes, ê tenhe é que me despâchar a fazer o almôçe qu’ o mê João tá chegande, já ê o tou ouvinde gritande c’ o róbôt (é tã parva, aquela lata!, vê lá tu filha que nên uma sepinha de Beldroegas sabe fazêri, ê é que cozinhe que nên uma moura e inda tênhe que lhe dar o Castróli, qu’ ele nên isse faz sózinhe, nã consegue abrir as latas, diz êli).

    Amélinha, muites bêjinhes, filha, pra ti e pra tôdes. No próxime sputniki qu’ abalar daqui ê mande más retrates. Bêjinhes, filha. Bêjinhes.

    tua ês vezinha muntamiga

    Soraia Márléne

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