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Exactissimamente

O putinismo e a boa-fé

«Que a responsabilidade da guerra é da Rússia é um facto inegável; que a NATO cercou a Rússia é outro: não sei como é que alguém de boa-fé pode negar qualquer um deles.»

Miguel Sousa Tavares – “Para acabar de vez com este sufoco”

Este amigo, uma das mais importantes celebridades do comentariado (e por excelentes razões ao longo de décadas, vai sem discussão), condensa na frase citada o mecanismo psicológico que leva os putinistas para a radicalização que ostentam. O argumento começa por fazer uma concessão à evidência mas de imediato aproveita o balanço para perverter esse acordo inicial com a realidade recorrendo à ficção: “a NATO cercou a Rússia“.

Como é que a NATO cercou a Rússia, o maior país do Mundo e tendo fronteiras com Finlândia, Georgia, Ucrânia, Bielorrússia, Azerbaijão, Cazaquistão, Mongólia, Coreia do Norte e China, nenhum destes países pertencendo à NATO? Tal em nenhuma parte do seu texto se explica, nem um mero guardanapo com nódoas de tinto e gatafunhos geográficos é apresentado para ajudar a perceber. Em vez disso, serve-se uma chantagem: quem diga que a Rússia é responsável pela guerra tem de concordar que antes a NATO tinha cercado a Rússia. Os que recusarem levam com o carimbo de trafulha, avisa o tonitruante Miguel.

Ora, é decisivo para um putinista que haja fantásticos casus belli para agitar frente às audiências e, especialmente, para entorpecer a consciência própria na hora da deita. Pode ser o “cerco da NATO”, ou o “genocídio no Dumbass”, ou os “nazis ucranianos”, ou os “laboratórios secretos de armas químicas e biológicas que os americanos montaram na Ucrânia”, ou dois deles à escolha, ou três ao gosto do freguês, ou todos ao molho mais os que forem sendo lançados pela boa gente que aplaude os crimes cometidos por Putin na Ucrânia. Munido dessas “verdades” , bastando uma como a citação ilustra, o putinista constrói axiomaticamente um bastião inexpugnável. Ele passa a dispor de um nexo causal que o defende das “mentiras”, a “propaganda” e “lavagem cerebral” que o persegue e ataca a mando do imperialismo americano. A tal “operação militar” que apenas pretende “libertar” a Ucrânia e devolvê-la ao seu ancestral dono torna-se uma questão pessoal, íntima, para o putinista militante. Porque é também a sua identidade como ser pensante, essa mixórdia de teorias da conspiração onde enfiou a inteligência, que está a ser ameaçada pelas armas dos americanos e pela comida dos europeus que é entregue aos ucranianos para se defenderem. Daí concordar com os bombardeamentos russos, a destruição das cidades, o massacre dos civis. E quantos mais melhor, para que mais rápido se chegue ao desejado fim putinista: que os ucranianos se rendam ou que sejam exterminados.

Mas vamos imaginar que a NATO tinha mesmo “cercado” a Rússia, após convencer todos os países à sua volta a entrarem para a organização. Qual seria o problema, sendo a NATO uma organização defensiva? Que raio de cerco é esse onde não se invade o vizinho e apenas se pretende viver em paz com ele e fazer negócios que também sejam vantajosos para os próprios russos? Gostava que algum putinista “de boa-fé” (passe a tautologia) respondesse.

Revolution through evolution

Women worldwide underrepresented in economics
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Exercise May Protect Brain Volume by Keeping Insulin and BMI Levels Low
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Feline familiar: Pet cats know their humans’ names, say scientists
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Innovation at Work: Unconventional methods help boost rural quality of life
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Recalled experiences surrounding death: More than hallucinations?
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Lies that ‘might’ eventually come true seem less unethical
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Former partners-in-crime likely to violently turn on one another – UK crime gang study
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Dominguice

Sem a força da gravidade não haveria estrelas. Sem estrelas não existiriam elementos mais pesados do que o hélio. Sem elementos mais pesados do que o hélio não apareceria a vida. Por causa da vida há genes. Por causa dos genes existe evolução. Por causa da evolução aparecem seres conscientes.

A consciência é um análogo da força da gravidade. Pode gerar um buraco negro de narcisismo e delírio. Pode explodir o egoísmo, espalhando elementos de inteligência, coragem e liberdade.

Da asfixia putinista

«Porém, e desde sempre, a minha tese (se é que me permitem ter uma) é esta: com excepção de Macron, ninguém, entre os países ocidentais, tentou seriamente evitar a guerra ou pôr-lhe termo, uma vez iniciada. Neste momento, é verdade que Putin já não parece nada interessado num acordo de paz, embriagado pelo sinistro grito de “viva la muerte!” já deixou de pensar como alguém razoável ou mesmo humano. Mas houve momentos antes em que isso pareceu possível e em que ninguém no Ocidente se mostrou disponível para ajudar.»


Miguel Sousa Tavares – “Para acabar de vez com este sufoco”

Este amigo, que foi um dos que andou a gozar com os avisos americanos sobre a invasão iminente, chegou encostado às tábuas ao quinquagésimo dia da destruição e carnificina na Ucrânia a mando de Putin. Aquilo que enviou para o Expresso desta semana é o patareco “segurem-no senão vou-me a ele” de quem está embrutecido pela ofuscante realidade: escolheu mal a trincheira e depois não teve coragem de assumir o erro, acabando a fazer das vítimas e de quem as apoia e protege o seu principal adversário. Em abono da verdade, não é caso isolado, há uma epidemia de putinismo que está a ser letal para o prestígio de muitos que muito estimávamos para lá das diferenças ideológicas.

O putinismo é o delírio à solta e nó cego na lógica que a citação acima ilustra. O homem imagina-se possuidor do conhecimento suficiente acerca dos neurónios de Putin para garantir que a invasão podia ter sido evitada, bastando-lhe ver uns quantos noticiários depois de um jantar bem regado para se tornar omnisciente acerca do que se passa no Kremlin. Ele topou que Putin queria a paz, que a paz era tão fácil de manter ou de obter, e que são os malvados “ocidentais” quem se deve culpar pelas ordens dadas ao exército russo. É ainda a repetição do que pensava antes da invasão, que ela não iria acontecer, e que seria uma aposta segura encher a pança de riso com os insistentes alertas acerca do regresso da guerra à Europa. O Sousa Tavares filho prefere defender a sua figura de urso numa vexante obsessão consigo próprio à humildade de passar por tolo.

Se, como afiança do fundo da sua calada vergonha, Putin “já deixou de pensar como alguém razoável ou mesmo humano“, estará este articulista em condições de explicar em que data tal fenómeno começou? Se não estiver, poderá ao menos indicar quais foram os “países ocidentais” que deixaram Putin chegar a essa lastimosa condição? Ou talvez ainda melhor, poderá o preclaro MST dizer à malta por que raio os “países ocidentais” resolveram colocar Putin em cima do arsenal nuclear russo?

Eu sei que tu sabes, Miguel. Não deixes que essa alucinação te sufoque, conta-nos tudo.

Infelizmente, a excepção

Como se pode ler neste texto – Lições mal aprendidas 1 – uma visão ortodoxamente marxista não impede que se faça uso da honestidade intelectual (leia-se: da objectividade imune ao sectarismo), expondo-se factos e suas evidências congéneres.

Infelizmente, este exercício é uma excepção porque o sectarismo da esquerda sempre foi um aliado da direita no ataque ao inimigo comum. Por essa razão, o editorialismo pôde e pode repetir à exaustão as balelas que o João Ramos de Almeida desmonta em três pinceladas, visto a direita dominar por completo o espaço mediático sem contraditório (não há editorialismo ligado ao PS). E no comentariado, cenário igual ou pior, com os esquerdalhos cujas afinidades estejam no BE e no PCP a deixarem as deturpações e puras mentiras da pulharia correrem soltas pois sempre contribuem para o desgaste e achincalhamento dos socialistas.

Isto acaba por gerar um fenómeno paradoxal, espelhado na surpreendente maioria absoluta do PS de Costa: direita e esquerda são vítimas da sua força e opressão no espaço público, acabando por se transformarem em desertos teóricos – como refere o autor olhando apenas para a direita. Pelo que podemos imaginar um presente alternativo onde graças a uma esquerda que não permitisse a maníaca chicana e baixa política da direita esta fosse obrigada a escolher líderes que a resgatassem da decadência e a trouxessem de volta à decência e ao bem comum.

Estaríamos todos muito melhor, inclusive para discordar uns com os outros.

Moedas, especialista em diabolizações

Deu que falar a exaltação de Carlos Moedas na reunião plenária da Assembleia Municipal de Lisboa, ocorrida nesta terça-feira. Acima no vídeo, Isabel Pires (BE) começa a falar às 3:45:56 e o presidente da Câmara de Lisboa começa a responder-lhe às 3:55:14. Não existe um nexo directo entre uma coisa e a outra, e nesse desconchavo Moedas expõe-se como a indelével fraude política que é.

A intervenção da deputada bloquista surge meramente técnica, tratando de assuntos correntes da CML próprios a uma sessão da AML. E desenvolve-se como uma intervenção politicamente banal, nisso de ser igual a milhentas doutras e não ter saliente agressividade retórica. Jamais seria notícia sem a reacção absurda – e mesmo arrogante – de quem farejou uma oportunidade para se vitimizar e, acto contínuo, engrandecer. Os direitolas adoraram, porque tudo o que detestam nos políticos rivais é exactamente o mesmo que querem ver nos seus líderes.

Donde, ficamos com este registo para amnésia imediata em que se vê Moedas deleitado a simular indignação, ainda se permitindo fazer um berreiro com a alegação de que os bloquistas andam a “diabolizar” a sua “humilde” pessoa. Isto vem de um tratante que fez campanha para as legislativas e foi ministro representando um partido que usou a mentira, os apelos ao ódio e a diabolização de forma sistemática e obsessiva. É, pois, matéria onde pode opinar com a autoridade de um tarimbado especialista.

A ladainha dos putinistas

É uma tristeza total e um sintoma de irracional mal-estar humano ver tanta gente que defendeu a injustiça da guerra colonial por ser utilizada por um ditador e que chamou, com razão e sem reserva de dúvida, fascista colonialista imperialista ao ditador Salazar, digo, é um sentimento frustrante vê-los agora defenderem o contrário perante uma situação semelhante.
Até tu Matos Gomes?
Basta reparar que tais troca-tintas, na defesa de uma invasão sempre negada e nunca declarada mas transformada numa destruição massiva e matança ad-hoc, nunca pronunciam as palavras-chave que gritaram nas ruas no 25ª: Democracia e Liberdade.
Também, especificamente, só anunciam as barbaridades cometidas pelos regimes democráticos e ocultam ou desculpam as barbaridades iguais dos regimes totalitários que são cometidos à socapa da sua própria opinião pública submetida à censura e perseguição política feroz do regime totalitário protagonista. Mais, nunca referem que, por exemplo, nas democracias as opiniões públicas nacionais derrubam guerras e governos quando estes persistem em manter invasões e guerras que deixam de ter sentido como no caso icónico do Vietnam.
Usam uma ladainha de valores de verdades em que o agressor e invasor nunca é o agressor nem o invasor mas tudo tem um princípio e uma causa de há anos ou séculos históricos que culpabilizam o invadido e massacrado; ao jeito de, se não foste tu foram os teus avós ou antepassados. Iniciam sempre a sua ladainha de verdades preconceituosas com uma causa histórica inicial conveniente cometida pelo inimigo ideológico como, por exemplo, as matanças dos nazis de Azov sobre russófonos mas o contrário nunca existe nem sequer o pacto entre Hitler e Stalin para dividir a Polónia fifty-fifty entre ambos e muito menos a ajuda militar dos USA a Stalin para que este aguentasse a frente Russa aquando da invasão dos aliados na Normandia.
O mesmo com os fervorosos democratas europeus, agora virados pró-totalitaristas putinistas indisfarçáveis, que nunca se referem à ajuda americana que nos salvou do barbarismo racista hitleriano, e muito menos iniciam neste caso ou outros como este as suas idas aos factos históricos.
No último “o último apaga a luz” da RTP a tonta senhora académica do painel perguntava para quê a UE ajudava a Ucrânia quando era sabido que “Putin não ia parar a guerra” pelo que, o subentendido prático era que a Europa devia render-se e ajoelhar-se face ao ditador uma vez que a sua vontade imperial era não parar.
O sapiens, está provado, que no início exterminou todos os outros humanos concorrentes, um dia auto-exterminar-se-á numa guerra contra o planeta.


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Oferta do nosso amigo jose neves

Começa a semana com isto

Se só duas ideias, estas: (i) o trauma psicológico (qualquer que seja a causa) é um terramoto nas crenças definidoras da nossa identidade, o que nos leva a perder o sentido da vida e a entrar em profunda (por vezes letal) crise; (ii) para sairmos desse poço de paredes lisas e areias movediças, quem conseguir imaginar um futuro melhor vai salvar-se.

Revolution through evolution

Orgasm Gap Impacts How Much Women Want One, Rutgers Study Finds​
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Women seen as happy and men as angry despite real emotions
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People wrongly believe their friends will protect them from COVID-19
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People around the world like the same kinds of smell
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Millionaires more risk-tolerant and emotionally stable
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What came before the Big Bang? UB physicist’s new popular science book explains one leading theory
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Good News: People Can Recover and Thrive After Mental Illness and Substance-Use Disorders
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Dominguice

O Mundo estaria mais seguro sem armas nucleares? Não. Mata-se com uma pedra, duas mãos, três cogumelos. Para quem morre, é indiferente o meio utilizado. E pode-se admitir que para o Planeta, tendo em conta os próximos cinco mil milhões de anos disponíveis para gasto da Natureza local até o Sol rebentar, seja igualmente irrelevante que a Humanidade se extinga num apocalipse nuclear. Não é só a brevidade ridícula desta Civilização face aos calendários cósmicos que nos humilha, é também o número prodigioso de planetas à disposição da evolução da vida, da consciência e da inteligência.

O que torna o Mundo mais seguro é a lucidez implacável.

Trump e Putin são cá da malta

No sábado passado, num comício de Trump, a congressista Republicana de seu nome Lisa McClain disse que Osama bin Laden foi apanhado pelo tal ex-presidente branquelas e loirinho que iniciou funções na Casa Branca em 2017. Um delírio com seis anos de desfasamento face à realidade mas em perfeita sintonia com essa figura ao seu lado que somou 30 573 tangas nos 4 anos em que foi o homem mais poderoso do Mundo.

Trump, por tanto, pode ser considerado o maior mentiroso na História dos mentirosos só por esta estatística imbatível tendo em conta a função que exerceu. Trump é igualmente um aliado de Putin, alguém que o ajudou contra Hillary Clinton e a quem voltou a pedir ajuda contra Biden. Por seu lado, Putin fez da mentira a preparação para o crime. Tendo garantido que não ia invadir a Ucrânia, levando os putinistas a gozarem soberbos com os americanos que repetiam estar iminente o assalto, não só invadiu assim que os chineses o deixaram como agora é claro estarmos perante uma intervenção caótica, com desfechos imprevisíveis, onde já se pode antecipar esta consequência: Putin vai ficar como uma das personalidades supinamente abjectas do século XXI, aconteça o que acontecer.

Mas mentir todos mentem, né? Certo, mano. Não temos – e, especialmente, não devemos – de nos almariar apenas com esses dois colossos da aldrabice e da megalomania despótica. Aqui no quintal à beira-mar estacionado, desde 2008, vimos como a mentira foi usada como arma de arremesso, como táctica e até como estratégia.

Sócrates é, de muito longe, o político português que sofreu os maiores ataques de assassinato de carácter de que há memória viva. Um deles consistiu precisamente em persegui-lo com o apodo de “mentiroso”, embora não se consigam listar as suas mentiras para além de episódios avulsos e politicamente irrelevantes (mesmo que moralmente sejam muito importantes). Isto é, aqueles que quiserem demonstrar que Sócrates mentiu mais (nem sequer muito mais, basta “mais”) com intento político do que qualquer outro primeiro-ministro não o vão conseguir. Isto porque a dinâmica dessa calúnia implicou sempre fugir da objectividade e dos factos patentes no domínio público e usar a lente de opacidade e distorção inerente à judicialização da política para vender a imagem de um devasso diabólico a pedir linchamento. Ora, na febre de dominarem os impérios de comunicação, o PSD da Manela e do Pacheco achou que bastava continuar a explorar o filão das “mentiras” para derrubar o gajo. E lançaram a “Política de Verdade” (deslumbrante ironia) precisamente ao mesmo tempo em que se escutava ilegalmente um primeiro-ministro e Cavaco fazia da Casa Civil um antro de mentirosos como nunca se viu igual. A “Inventona da Belém”, montada em cima das eleições legislativas de 2009 no desespero de verem Pinto Monteiro e Noronha do Nascimento a resistirem à golpada do “Face Oculta” criada em Aveiro por um Marques Vidal, fica como monumento da utilização da mentira como táctica. Para estudarmos o que é a mentira como estratégia, Passos Coelho é o nosso guia. Revisitar o que os deputados laranjas disseram no Parlamento no dia em que se chumbou o PEC IV, mais o que Passos disse, não disse e mandou dizer a respeito de um famigerado encontro nocturno com Sócrates na véspera dessa votação, mais o que Passos disse, não disse e mandou dizer a respeito dos cortes nos salários, pensões e reformas, mais o que o laranjal dizia sobre a bondade do FMI e a excelência do acordo com a Troika, mais a reengenharia social através da “austeridade salvífica” que chegados ao poleiro revelaram ser o seu verdadeiro programa, culminando na converseta fétida sobre as causas da crise económica de 2008 a 2011, onde se apaga o contexto internacional e se coloca o foco obsessiva, maníaca e odiosamente sobre uma pessoa e um Governo, tudo isto em nada se diferencia do espectáculo de mentiras oferecido por Trump e Putin.

Em nada. Nada de nadinha de nada.

Assim fala um sonso e cúmplice

«"O juízo que eu posso como Presidente da República Portuguesa formular é o de que todas as instituições estão submetidas à Constituição e à lei e aos valores de que são portadoras e, portanto, é bem-vindo tudo aquilo que significa a aplicação da Constituição e da lei", considerou.

Marcelo Rebelo de Sousa referiu que entre 1985 e 1989 presidiu ao conselho diretivo da FDUL – onde se licenciou e foi professor desde 1972 – e que mais tarde foi presidente do conselho científico.

"Daquilo que eu me recordo da minha experiência diretiva", afirmou, "houve casos, não propriamente caracterizados como hoje o são, mas casos de indisciplina ou de problemas entre docentes e discentes, poucos, pontuais, muito poucos".

O professor catedrático de Direito, entretanto jubilado, acrescentou que "a questão que surgiu nesses poucos casos foi a dificuldade de determinar quem exercia o poder disciplinar", porque "não havia nenhum órgão da faculdade com esse poder" e "a nível da universidade também não havia".»


Fonte