25 thoughts on “Exactissimamente”

  1. Ora bolas. Afinal só morreram 3000 civis na guerra do Donbass. Que importância é que isso tem?!

  2. a primavera ucraniana é mais um ponto a confirmar a invasão, na altura opaca, russa lá atrás. agora a invasão é transparente. não fazia ideia disso da página PCP e é, de facto, uma vergonha. podiam era usar a sede do partido para fazerem algo de útil à sociedade como, por exemplo, preparar sandes de leitão, uma espécie de unidade colectiva de produção, para receberem os ucranianos que vão chegando e eu não ter de lhes chamar porcos.

  3. “Que importância é que isso tem?!” ???!!!!

    Chega, e sobra, para desmascarar totalmente o embuste da retorica de Putin e da Russia, e o comentario acima confirma mais ainda que não estamos perante argumentos ponderados, rigorosos, preocupados em compreender o que se passa na realidade, ou sequer baseados numa convicção sincera de ter havido “genocidio” (subentendido de russos) no Dombass ou “nazificação” do regime ucraniano. Pura retorica bélica, argumentação falaciosa de trazer por casa e aposta no reflexo pavloviano anti americano, apesar da Russia de hoje ser um regime que não tem absolutamente nada de anti-capitalista, mas assemelhar-se a uma ditadura puramente cleptocratica.

    Portanto passar-se de um genocidio que matou 15.000 russos (ou pro-russos, mas neste caso deixaria de ser genocidio, não é ?, de resto, como falar em genocidio se se trata de 2 povos irmãos ? mais uma inconsequência), para 3000 mortos, essencialmente no inicio da guerra, e em consequência de operações militares de uma e outra das partes beligerantes, faz mesmo toda a diferença, tenho pena.

    Serviço publico o texto da Fernanda Câncio. Serviço publico o inenarravel comentario de Lucas Galuxo.

    Quanto ao PCP, que tristeza !

    Boas

  4. colocar informação sobre a guerra na ucrânia, com mais ruído ainda, é dizer aos trabalhadores e ao povo que podem contar com o PCP e a sua intervenção decisiva na defesa e afirmação dos seus direitos num quadro de uma maioria absoluta do PS e para o combate aos projectos reaccionários e antidemocráticos. !ai! que riso

  5. “A verdade é só uma, rádio-moscovo não fala(va) verdade…”agora é o Avante também com a sua verdade.

    Como o Antoninho os topava, só se perderam as que caiam no chão!

  6. Apenas uma breve nota informativa, já não é PCP, é PZP. Nem com Nasex conseguem disfarçar, são um partido Manchuriano.

  7. É um tristeza total e um sintoma de irracional mal estar humano ver tanta gente que defendeu a injustiça da guerra colonial por ser utilizada por um ditador e que chamou, com razão e sem reserva de dúvida, fascista colonialista imperialista ao ditador Salazar, digo, é um sentimento frustrante vê-los agora defenderem o contrário perante uma situação semelhante.
    Até tu Matos Gomes?
    Basta reparar que tais troca-tintas, na defesa de uma invasão sempre negada e nunca declarada mas transformada numa destruição massiva e matança ad-hoc, nunca pronunciam as as palavras-chave que gritaram nas ruas no 25A; Democracia e Liberdade.
    Também, especificamente, só anunciam as barbaridades cometidas pelos regimes democráticos e ocultam ou desculpam as barbaridades iguais dos regimes totalitários que são cometidos à sucapa da sua própria opinião pública submetida à censura e perseguição política feroz do regime totalitário protogonista. Mais, nunca referem que, por exemplo, nas democracias as opiniões públicas nacionais derrubam guerras e governos quando estes persistem em manter invasões e guerras que deixam de ter sentido como no caso icónico do Vietnam.
    Usam uma ladainha de valores de verdades em que o agressor e invasor nunca é o agressor nem o invasor mas tudo tem um princípio e uma causa de há anos ou séculos históricos que culpabilizam o invadido e massacrado; ao jeito de, se não foste tu foram os teus avós ou antepassados. Iniciam sempre a sua ladainha de verdades preconceituosas com uma causa histórica inicial conveniente cometida pelo inimigo ideológico como, por exemplo, as matanças dos nazis de Azov sobre russófonos mas o contrário nunca existe nem sequer o pacto entre Hitler e Stalin para dividir a Polónia fifty-fifty entre ambos e muito menos a ajuda militar dos USA a Stalin para que este aguentasse a frente Russa aquando da invasão dos aliados na Normandia.
    O mesmo com os fervorosos democratas europeus, agora virados pró-totalitaristas putinistas indisfarçáveis, que nunca se referem à ajuda americana que nos salvou do barbarismo racista hitleriano, e muito menos iniciam neste caso ou outros como este as suas idas aos factos históricos.
    No último “o último apaga a luz” da RTP a tonta senhora académica do painel perguntava para quê a UE ajudava a Ucrânia quando era sabido que “Putin não ia parar a guerra” pelo que, o subentendido prático era que a Europa devia render-se e ajoelhar-se face ao ditador uma vez que a sua vontade imperial era não parar.
    O sapiens, está provado, que no início exterminou todos os outros humanos concorrentes, um dia auto-exterminar-se-á numa guerra contra o planeta.

  8. Olá olá olá!
    C’est moi, c’est moi, c’est moi!
    Encore une fois! Saravá!

    Gentes de boa vontade do pardieiro (XX e XY)
    Concordantes, discordantes ou apenas dissonantes
    Camaradas, amigos, companheiros

    Como dizem que disse Mark Twain, mas afinal parece que foi outro que disse, as notícias sobre o meu (virtual) passamento são manifestamente exageradas. Tinha há muito um porradão de assuntos para tratar, de dia para dia a acumular e adiar, não podia assim continuar e do Aspirina tive por algum tempo de me afastar. Por falta de uso, a bateria do carro quase dava o berro; uma carrada de filmes e séries em suspenso enchia-me o disco da box; o mar chamava por mim quase diariamente; o Sol idem; a chuva não tanto; os livros iam-se (e vão-se) empilhando; e a necessidade de me manter informado sobre a desgraçada actualidade que vivemos toma-me muito tempo.

    Enfim, coisas de quem tem vida própria, o que (como pude de novo confirmar) não é manifestamente o caso dos dois bácoros residentes, o bully mariconço e intriguista porcalhatz e seu namorado parvalhov von apartheid, cuja “existência” se resume a roçar o cu pelas cadeiras onde, a mando dos donos, por aqui vão incansavelmente fiscalizando pensâncias, heresias e pecados alheios. Tão miserável ocupação “recompensou-os”, aliás, com um calo de cinco centímetros de espessura nas malcheirosas peidas, mercê do qual já nem sentem os frequentes chutos que a gente séria do pardieiro amiúde lhes assenta no bumbum.

    Admito que o prolongado ‘desmame’ me desabituou de tal modo do Aspirina que, quando alguma disponibilidade recuperei, a vontade de regressar era tão fraca que foi sem dificuldade que prolonguei a abstinência, o que me valeu um comovido agradecimento da pituitária. Ando para aí há umas duas semanas a arrastar os pés, confesso. Só o que poupei em lavandaria, camaradas, sem o chihuahua porcalhatz a alçar constantemente a perninha e a encher-me de mijinhas a bainha das calças, dar-me-ia, se para aí estivesse virado, para uma dúzia de jantares nas tascas da gente fina. A lembrança da gente séria que por aqui anda, porém, obriga-me (pelo menos por agora) a regressar, o que não quis fazer sem me actualizar. Dediquei-me, assim, nos últimos quatro ou cinco dias, a ler, ainda que por vezes em diagonal, o que aqui foi despejado durante a minha ausência. Verifico com satisfação que há ainda, entre os pensantes, alguns resistentes, como o Lucas Galuxo e o Vieira, mas confesso uma boa dose de constrangimento perante o degradante espectáculo diariamente oferecido pela bimba oferecida (passe o “pleonasmo”). Quanto aos dois bácoros residentes, enfim, continuam na sua incansável e, por definição, porca missão. E as saudades que eles tiveram de mim, carago! O porcalhatz (o Fernando que o diga) até me via em tudo o que mexia, lá terei de orçamentar de novo uma verba extraordinária para a lavandaria. E depois temos os borregos, caros amigos, hoje em dia quase todos recauchutados em mastins, ora balindo, ora rosnando, no verde prado pastando ou no McDonald’s vaca moída morfando! Mééééééé!

    Para começo de conversa, e para não desiludir, uma confissão:

    — Não retiro uma palavra ao que sobre Putin, a Rússia, a Ucrânia, a NATO, o império do bem e seus vassalos na Eurolândia aqui escrevi até 23 de Fevereiro.

    — Não retiro uma palavra ao que sobre Putin, a Rússia, a Ucrânia, a NATO, o império do bem e seus vassalos na Eurolândia aqui escrevi em 24 de Fevereiro, dia de início da invasão e da guerra.

    — Não retiro uma palavra ao que sobre Putin, a Rússia, a Ucrânia, a NATO, o império do bem e seus vassalos na Eurolândia aqui escrevi depois de 24 de Fevereiro.

    A saber: até decidir a invasão da Ucrânia, Vladimir Putin fez (quase) tudo bem. Arruinou o currículo com a “inacreditável estupidez” e “filha-de-putice” (estou a citar-me) que para todos ficou patente em 24 de Fevereiro, e por isso merece um tiro nos cornos. E merece-o não só por estar a dar cabo da Ucrânia, mas também por estar a dar cabo da Rússia e por estar a dar cabo da Europa. Não a Europa de vassalos que hoje temos, mas a Europa a sério que poderíamos ter, a Casa Comum de que falava Gorbachev, a Europa do Atlântico aos Urales com que sonhou De Gaulle ou, melhor ainda, de Lisboa a Vladivostok, de que ele próprio falou e julgo que já antes falara Willy Brandt. Foi a possibilidade dessa Europa que Putin dinamitou a partir de 24 de Fevereiro, entregando burramente o ouro ao bandido do lado de lá do Atlântico. Imagino a euforia que vai pelas mercearias do armamento do Império do Bem e da Pérfida Albion, bem como a abundante salivação que encharca as gravatas dos campeões “ambientalistas” da Amérdica do fracking, contabilizando chorudos proventos com que a Europa vassala e burra lhes encherá os alforges. Imagino ainda a epidemia de orgasmos múltiplos que assola a indústria e restante economia americana, exultando com o incremento da capacidade concorrencial que resultará do previsível aumento dos preços das mercadorias europeias, face ao inevitável aumento dos custos de produção provocado por uma energia muito mais cara.

    Quanto ao palhaço Zelensky, hoje reciclado em “herói do mundo livre”, merece apenas desprezo. Porque, tendo sido eleito em 2019, com 73% dos votos, graças, principalmente, à promessa de acabar com a guerra no Donbass por meios pacíficos, se borrou de medo quando percebeu que a peste nazi que infecta o país lhe limparia o sebo enquanto o Diabo esfrega um olho se tentasse cumprir e optou, como vigarista e cobarde que é, pela via passos-coelhista: fazer o contrário do que jurou. Tivesse ele feito cumprir os Acordos de Minsk, com que a Ucrânia se tinha comprometido e única maneira de manter o Donbass sob soberania ucraniana, e nunca a desgraça a que hoje assistimos teria acontecido. E, ainda que isso não desculpe o que agora está a fazer, convém não esquecer que foi Putin que, nos últimos oito anos, tentou desesperadamente que eles fossem cumpridos. Ou seja, foi do russo Vladimir Putin todo o esforço para que o Donbass continuasse ucraniano, e será do ucraniano Volodymyr Zelensky a exclusiva responsabilidade de que, provavelmente, o Donbass passe à soberania russa.

    Para finalizar, confesso que me enoja a sofreguidão e oportunismo bacoco da picareta falante do partido dos bichos, em bicos dos pés no convite ao palhaço para arengar aos borregos lusos, mééééééé, e envergonha-me o bacoquismo não menos oportunista e cobarde dos que no Parlamento a secundaram, mééééééé again. A única coisa que o palhaço Zelensky poderá talvez ensinar-me um dia será, quando me sair o Euromilhões e fizer umas aplicações, como criar umas quatro ou cinco offshores para enfiar o dinheirinho e pagar menos impostos, coisa em que ele é diplomado e pós-graduado.

  9. Em verdade vos digo, ou diria, ou dizeria (na castiça terminologia do saudoso professor Teodoro, intrépido desbravador dos caminhos hoje trilhados por Mário Nogueira), ou seja, em verdade vos direi, ou dizerei, o seguinte: TODOS OS SERVIÇOS PÚBLICOS SÃO IGUAIS, MAS ALGUNS SÃO BEM MENOS IGUAIS DO QUE OUTROS. Assim, o serviço público do cabrão do Joaquim Camacho, em 1 de Março às 22.01, não passou, obviamente, de uma putinice de merda.

    ________________________

    Joaquim Camacho
    1 DE MARÇO DE 2022 ÀS 22:01

    Para borregos, lacaios e sectários. Sobre a merda que Putin decidiu fazer e continua a fazer na Ucrânia, e na sequência da clara condenação que fiz logo no primeiro dia da invasão, escrevi aqui ontem, às 19:28:

    Foi uma “inacreditável estupidez” tanto no plano político como no plano militar. Estupidez táctica, estratégica, geostratégica, com gravíssimas repercussões também facilmente previsíveis no plano económico. Obviamente, trata-se igualmente de uma filha-de-putice no plano humanitário. É verdade que esta filha-de-putice em meia dúzia de dias não se compara com as muito mais graves filhas-de-putice que há oito anos o exército regular ucraniano e os nazis do Batalhão Azov levam a cabo, diariamente, no Donbass, COM PERTO DE 15 MIL MORTOS DOS DOIS LADOS, ENTRE OS QUAIS MAIS DE TRÊS MIL CIVIS, A MAIORIA NO LADO DOS SEPARATISTAS.”

    Aqui:
    https://aspirinab.com/valupi/dominguice-28/
    ________________________

    ACTUALIZAÇÃO: A (minha) afirmação acima transcrita sobre “as muito mais graves filhas-de-putice que há oito anos o exército regular ucraniano e os nazis do Batalhão Azov levam a cabo, diariamente, no Donbass”, correcta na data em que foi expressa, está, passado um mês e meio, obviamente desactualizada. Sendo verdade que o Azov e afins continuaram, e continuam, a praticar filhas-de-putice, é evidente que, nesse campeonato, as tropas russas têm, neste momento, incontestável direito à medalha de ouro.

  10. quando é a cancio que está a defende-los sabes que a situação dos nazis ucranianos é desesperada. e é triste ver tanta gente considerar o ventura uma ameaça à democracia mas o batalhão azov não. mais triste ainda é dizerem-se de esquerda, mas sentimos todos um grande alívio quando afinal é só malta do partido sérgio sousa pintista e eles são os unicos que à esquerda se consideram de esquerda .
    que aqui neste pardieiro infecto se comente tal coisa com exactissimamente só demonstra como os sousa pintistas usam “ser de esquerda” como um laço na lapela contra o cancro. apenas performativo.
    a sanha que têm contra todos os que lhes apontam os erros por sua vez demonstra cabalmente que sabem perfeitamente disso mas não podem deixar cair a máscara.

  11. É oficial: temos o mula russa de volta!. E ao que parece, o nosso bom amigo voltou, revigorado após um longo processo de recuperação do estado depressivo em que o tinha deixado a “inacreditável estupidez” do seu ídolo de eleição: putin. Mas igual ao que sempre foi: um nerd do ultra-esquerdismo anti-ocidental e, pasmem-se, um dos primeiros exemplares duma nova sub-espécie, a do putinista anti-putinista, ou seja, um daqueles imbecis que por aí andam, desaprovando putin, quanto ao método (guerra), mas com ele concordando quanto às causas (“genocídio” dos russófonos da Ucrânia, “nazismo” ucraniano, ameaça belicista da NATO).
    O extenso rol de “argumentos” a que recorre o mula russa para criminalizar o país agredido e relativizar o crime do país agressor, é, além de réplica acéfala da propaganda do Kremlin, a demonstração desnecessária de que, no essencial, o seu “pacifismo” e “neutralismo” aí estão para lhe servirem de disfarce. O disfarce dum hipócrita conivente com a guerra de agressão imperialista de putin e o disfarce dum cínico que faz sua a “nobre” causa da “desnazificação”, invocada pelo ditador russo como caução moral dos seus crimes.

  12. !ai! que riso, o Joaquim Camacho a apresentar uma justificação por faltar a aulas facultativas como se fosse um cabrão a sentir-se culpado por ser um cabrão ferido por ser visto como um cabrão pela turminha.

    seja bem vindo, bafo de bode, !ai! mais riso

  13. sei lá ,faz-me imensa impressão ver o presidente da ucrania em tourné artísticas pelos palcos deste mundo. qual será o cachet que israel e usa lhe pagam por tão dramática representação?

  14. 2022 e há gajos que se dizem de esquerda e acham que a NATO é uma organização defensiva. partido de sousas pintos, puta que pariu. ou então é o racismo.

  15. Sobre a acelerada putrefacção do PCP, espanta-me a necessidade sentida por algumas boas almas, como o Valupi e a Fernanda Câncio, de continuar a bater no ceguinho. Sendo confrangedora a espantosa impreparação de alguns militantes do PCP referidos no artigo da Fernanda em assuntos em que tinham obrigação de estar mais bem informados, não é menos lamentável a deficiente informação que ela própria revela nalguns pontos, mijando displicentemente de cima da burra sem ter em conta a inconstância do vento e ficando, por isso, com as gâmbias encharcadas. Enfim, nada que destoe da magnífica descoberta valupiana de que “a Rússia invadiu um país cujo exército é cem vezes inferior ao seu” (Putin não lê Tucídides, 3 de Março). A invasão seria uma sacanice mesmo que os exércitos fossem da mesma dimensão, rapaz, não é por aí que o gato vai às filhoses, mas é sempre bom manter alguma ligação à realidade, por mínima que seja. E esta não cumpre o mínimo dos mínimos.

    Assim, quando a Fernanda Câncio critica as referências do PCP aos gastos militares da UE, EUA e NATO e interpreta o que vê no site da agremiação como a afirmação de que são “10 vezes superiores ao valor dos da Rússia”, não se apercebe de que tal afirmação nada tem a ver com a realidade. Os gastos militares dos EUA, sozinhos, já são “10 vezes superiores ao valor dos da Rússia”, o que faz com que a desproporção seja, evidentemente, muito maior se juntarmos EUA, UE e NATO.

    A referência à invasão da Chechénia pela Rússia é uma espantosa bojarda, pior ainda do que a do comunista Miguel Tiago sobre a distribuição dos 15 mil mortos no Donbass. A Rússia é tão capaz de invadir a Chechénia como Portugal de invadir o Algarve, a Madeira ou os Açores, já que nenhum país é capaz de se invadir a si próprio. A Chechénia era então e continua a ser parte integrante da Federação Russa. Declarou a independência e a Rússia não a reconheceu, utilizando a força militar para recuperar o controlo do território. Não me parece que FC fosse capaz de chamar invasão a uma eventual operação militar da Ucrânia para retomar o controlo dos territórios separatistas de Donetsk e Lugansk, ou mesmo da Crimeia, que certamente aplaudiria entusiasticamente como “reposição da legalidade e da integridade territorial”.

    Quanto à Geórgia, o que houve, na sequência da tentativa de separatismo da Ossétia do Sul e da Abcásia, foi uma operação militar georgiana que visava recuperar o controlo das duas regiões pela força, acompanhada por um ataque do exército georgiano a uma força de manutenção da paz de que faziam parte militares russos. Foram buscar lã e saíram tosquiados. Acontece…

    Quanto à acção da Rússia na Síria, resultou de um pedido de apoio feito pelo governo legítimo do país, goste ou não goste a Fernanda dele. Quem entrou na Síria ilegalmente e continua há anos a ocupar uma parte do país, a mais rica em petróleo, foram os EUA. “We kept the oil” foi, se a memória não me atraiçoa, a castiça declaração do desbocado Donald Trump sobre a “travessura”.

    No que respeita à Crimeia, quando a Fernanda se escandaliza por não ter o PCP “nem uma palavra sobre a invasão da península por forças russas, certificada por entidades independentes”, esquece-se de dizer que “entidades independentes” são essas, para a gente poder confirmar ou infirmar a bondade do rótulo. A minha independência crítica “certificou”, na época, que não houve invasão nenhuma. Andou por lá realmente uma meia dúzia dos chamados “homenzinhos verdes”, militares russos não assumidos como tal, mas não mais do que isso, o que não configura uma invasão. Até porque a base naval russa de Sebastopol, na Crimeia ucraniana, já tinha, em permanência, julgo que uns 15 mil militares russos, que praticamente nem se mexeram da sua base. Os 58% de civis russos e 24% de ucranianos que viviam na Crimeia votaram maciçamente pela independência, primeiro, e depois pela integração na Federação Russa, pois sabiam bem que, sozinhos, não tardava nada nadinha tinham os escuteiros do Azov e afins a bater-lhes à porta, e a coisa correu sobre rodas, julgo que nem uma morte houve. Portanto, invasão da Crimeia é treta, invasão a sério é aquilo a que assistimos agora, da Ucrânia pela Rússia.

    Quanto ao facto de o referendo ter sido “considerado ilegal pela Assembleia das Nações Unidas”, também a declaração de independência do Kosovo o foi. Era ilegal face à Resolução 1244 do Conselho de Segurança das Nações Unidas (1999) e voltou a sê-lo através da Resolução 63/3, de 8 de Outubro de 2008, da Assembleia Geral das Nações Unidas. A questão acabou, porém, nas mãos do Tribunal Internacional de Justiça, e nestas coisas, como em tudo, manda quem pode e obedece quem deve. Os meritíssimos juízes do dito tribunal limitaram-se a cumprir ordens, instruções, sugestões, pressões e agendas dos cabrões, acabando, mais tarde, por se decidir pela “não ilegalidade” da dita declaração de independência. Uma maioria de países acabou também por se conformar com o facto consumado e branquear a sacanice, alguns mediante modestas “recompensas”, que essa treta de coerência e espinha dorsal não é coisa que se coma.

    Ironia das ironias, a Ossétia do Sul e a Abcásia aplaudiram o veredicto do tribunal (que a Rússia condenou) e acabaram a declararar elas próprias a independência em relação à Geórgia, o que deu origem à famigerada “invasão” deste país pela Rússia, em defesa dos independentistas, referida pela Fernanda Câncio, porque, como dizia o outro, ou comem todos ou (não) há moralidade. No fim de contas, a história é sempre a mesma: todas as declarações de independência são iguais, mas algumas são mais iguais do que outras. A do Kosovo é uma das felizardas, as da Abcásia, Ossétia do Sul, Crimeia, Catalunha e outras são enteadas, proscritas, malditas, elas que se fodam.

  16. eu venho trazer um pãozinho de leite com mortadela e um suminho ao Joaquim Camacho por ter aprendido, e já usar, o verbo confranger. !ai! que riso

  17. yo, vale mais um presidente da Ucrânia em tourné com flores de protestos do que um presidente de Portugal com balas de afectos. !ai! que riso

  18. a olinda faz a festa completa, atira os comentários e depois ainda apanha as respostas. mas ao menos diverte-se e deixa de incomodar as pessoas.

  19. Vem o mula russa mijar a ladainha do costume, esse líquido fétido no qual se acham reunidos os fluidos da má-fé sonsa e do cinismo eufemizado.
    Não lhe bastando desprezar soberbamente as condenações formuladas pela ONU relativamente à anexação russa da Crimeia, à guerra russa na Chechénia e à guerra russa na Síria, permite-se vir brindar-nos com uma inestimável pérola de amoralidade cínica, ao considerar a intervenção russa na Síria legitimada pela vontade do ditador que lá governa. E, com a imprevidência dos omissivos que se julgam protegidos pela amnésia alheia, faz questão de citar a frase do palhaço trump “We kept the oil”, julgando-nos ignorantes das negociatas petrolíferas com que assad paga a proteção de putin.
    Comparadas com as “bojardas” de Fernanda Câncio, as “verdades” do mula russa são personificação da bojarda. Uma bojarda dolosa.

  20. o bojarda nazi está chateado porque o assad paga ao putin em pitroil. vai daí aconselha-nos a deixar de comprar gás aos russos para o passarmos a comprar aos eua porque os eua, segundo ele, também sacam pitroil da siria sendo este o pagamento que a AlQaeda e o estado islâmico pelo apoio que estes lhe prestam. muitas duvidas, portanto, quanto à bondade do nazi da bojarda nesta questão. parece-me que mais uma vez tem a opinião informada pelo racismo sistémico, mas nunca o vai admitir. e esses, minhas senhores e meus senhores, são os piores de todos.

  21. não passei do primeiro conjunto de fotografias, dos supostos patriotas pró-russos a fazerem publicidade à fita adesiva e às suas mais variadas aplicações nas torturas de prisioneiros de guerra, sabotadores e espiões, porque este material é velho e a encenação foi amplamente desmascarada, o que nem era necessário, porque o terror aparente na cara dos actores é insuficiente, a limpeza dos cenários não corresponde à realidade de caos urbano que os analistas de sofá vêem nas imagens que chegam da guerra, uma das fotografias está cortada porque o topo do candeeiro tinha sido ornamentado com uma bandeira ucraniana para sublinhar a origem do mal e o pantone das pinturas carnavalescas não corresponde ao azul da bandeira ucraniana.

    há milhares de fotografias tiradas em kharkov, na semana de 25mar22, que mostram o grau de destruição e selvajaria dos ataques russos que são incompatíveis com as acções humanitárias e libertadoras do kremlin que a sucursal do avante pretende vender.

    podes recorrer a este site, escolher a imagem e consultar local, data e hora em que foi tirada. só não tem propaganda e comentários políticos.

    https://www.gettyimages.pt/fotos/kharkov

    o que indigna as pessoas é a destruição dum país e o genocídio do seu povo para satisfazer os caprichos dum hitlerzeco de bigode rapado.

  22. as tuas fotografias são manipuladas e falsas, as minhas é que são as verdadeiras! por isso é que o uk recusou a possibilidsade de uma investigação da ONU. porque as tuas fotos é que são as verdadeiras. tájaver?

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