Todos os artigos de Valupi

Que saudades do super juiz

A malandragem ligada ao corrupto Costa (qualquer um deles, incluindo o Afonso Costa) que saiu em liberdade teve muita sorte. Apanhou pela frente com um juiz tão corrupto como eles, que tratou logo de lhes dar soltura.

Saudades do Calex. Que pena terem corrido com o único juiz que nos poderia defender do polvo socialista. Miséria, pá.

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Any activity is better for your heart than sitting — even sleeping
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Vigorous Exercise, Rigorous Science: What Scientists Learned from Firefighters in Training
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Guilt not as persuasive if directly tied to personal responsibility
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Poetry can help people cope with loneliness or isolation
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French love letters confiscated by Britain finally read after 265 years
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Dominguice

As autoridades foram a casa do ministro das Infraestruturas. Juiz, procurador, polícias. Vasculharam armários, abriram gavetas, reviraram papéis. Deram com o haxixe. O haxixe não tinha qualquer relação com a investigação que os tinha levado lá, nem a quantidade apreendida configurava crime. Apesar da sua irrelevância judiciária, alguém no grupo invasor tratou de passar para os jornalistas a novidade: confirmava-se que o Galamba era um ganzado. Depois da pequena fortuna escondida em livros num gabinete de São Bento, apanhar um ministro drogado era o supremo encanto da operação Influencer, e logo aquele ministro. Os canalhas e a canalha cuspiram-se de gozo. Mas a mim parece que se devia ter ido mais longe. Já que as autoridades se permitem violar a Constituição com esse à-vontade, era de aproveitar para nos contarem se a escova de dentes do Galamba já ultrapassou ou não os três meses de uso, se o frigorífico tem alimentos saudáveis ou apenas restos de pizzas e enlatados, se os seus chinelos de dormir manifestam bom gosto e não estão gastos, e se na tulha da roupa encontraram cuecas com o mapa de África, ou que fosse só o Arquipélago das Berlengas, a precisar de lavagem à mão.

Se é para amocharmos perante o totalitarismo judicial-jornaleiro, então valia a pena melhorarem a espectacularidade dos linchamentos.

Temos a Justiça que queremos ter

Como disse Pedro Marques Lopes, mesmo que a operação Influencer (com outro qualquer nome giro) se tivesse limitado à pessoa de Vítor Escária, e a única situação visada pelas autoridades fosse relativa ao dinheiro encontrado no seu gabinete da residência oficial do primeiro-ministro, Costa continuaria a ter de pôr o lugar à disposição. Trata-se de uma irresponsabilidade demasiado grave que compromete todo o Governo e, especialmente, o líder do Executivo. Podemos depois imaginar que Marcelo não aceitaria a demissão, tendo em conta o colossal prejuízo de se ir para eleições com o PRR na berlinda e demais decisões governativas urgentes para a população, ou que então aceitasse a troca de primeiro-ministro e ministros, mas nesse cenário o Governo ficaria duplamente diminuído: nas mãos do Presidente e sem autoridade moral perante a oposição.

Se esse dinheiro de Vítor Escária provém de um qualquer ilícito (nem que seja meramente fiscal, como no mínimo parece inevitável), estamos perante um estupendo traidor a quem lhe deu tanto poder político e social, e ainda ao próprio País por via das consequências da sua acção. Se esse dinheiro está limpo, se nasceu de uma mania de ir ao multibanco levantar parte do ordenado para se divertir a guardá-lo no gabinete porque é taradinho, então à mesma toda a sua competência para ocupar aquele cargo fica posta em causa — arrastando na sua queda o critério de quem o escolheu e com ele trabalhou com tanta proximidade e confiança.

Assim, a demissão de Costa era inevitável pois a operação Influencer atinge-o em diferentes pontos nevrálgicos que comprometem a sua credibilidade e capacidade política, envolvendo suspeitas bem mais graves do que saber a origem do dinheiro encontrado no gabinete de Escária. Se vier a ser rapidamente ilibado das suspeitas pendentes no inquérito, continuará a sofrer as consequências de todas as peripécias judiciais futuras com os restantes envolvidos. Tal pode demorar anos e anos. É o mais espectacular volte-face na reputação de um político em toda a história de Portugal que a minha pobre memória alcança. Isto porque António Costa era, até 6 de Novembro de 2023, o cidadão em melhores condições para chefiar o Governo, a anos-luz da concorrência na oposição.

Reconhecendo esta factualidade, podemos admitir que as autoridades estão a agir dentro da lei, cumprindo o seu dever. É bom manter este viés republicano de crença na Justiça democrática. Mas é ainda melhor acrescentar-lhe as evidências de termos uma Justiça que comete crimes, os quais ficam sistematicamente impunes. Importa recordar a operação Marquês para se compararem procedimentos e estratégias de comunicação. Nos idos de Novembro de 2014, a detenção de Sócrates foi acompanhada por uma campanha mediática originada no Ministério Público, um blitzkrieg de calúnias, onde se fez o julgamento instantâneo desse cidadão. Anos depois, depois de tudo e todos devassarem, nada do que então se alegou como prática criminosa se mantinha de pé. O processo arrastou-se sem provas de corrupção até que, prazos processuais há muito queimados, conseguiram sacar um acordo com um arguido que obteve vantagens por fazer uma declaração que finalmente permitia aos procuradores ter um ponto de apoio para a sua alavanca justiceira.

Os actuais alvos da operação Influencer são, em diferentes graus e modos, cúmplices dos algozes da operação Marquês. Como cúmplice é a sociedade portuguesa, salvo raríssimas excepções.

1ª ilação da operação Influencer

Os Governos do PS são os mais seguros para o País. Há sempre alguém do Ministério Público à coca. Vai tudo varrido a escutas, do porteiro ao primeiro-ministro. Depois decide-se o que apenas serve para a indústria da calúnia, o que se partilha com o pessoal do PSD, e o que dá para iniciar a caçada. Com este supremo encanto: a caçada começa quando apetecer ao caçador, porque ele caça no galinheiro.

Donde, diria que é uma questão de segurança nacional continuarmos a ter Governos do PS. É que com a direita no poder as maquinetas das escutas no Ministério Público ficam subitamente avariadas, os agentes secretos deixam de ter ajudas de custo para os transportes, e essa gente séria direitola sente-se livre para ir jantar fora sem pagar. Até chegam a reunir uns com os outros.

Exactissimamente

Declarações do presidente do Supremo sobre corrupção são “de tasca”

NOTA

Atente-se à citação do que está em causa:

«"Seria um bom instrumento para combater o fenómeno da corrupção que está instalada em Portugal e que tem uma expressão muito forte na administração pública. Isto não é uma simples perceção, é uma certeza", referiu o presidente do STJ, continuando: "Sabemos que os casos de corrupção têm aumentado e, apesar de a investigação a este tipo de criminalidade ter aumentado, os resultados ficam muito aquém daquilo que se sabe que existe". <- Fonte

O fulano, Henrique Araújo, tem ou vai ter em breve 69 anos, provecta idade. Está no topo da carreira, montado em cima de quatro décadas como magistrado. Apesar destes predicados, faz declarações públicas acerca da corrupção que não se distinguem das que ouvimos no sensacionalismo mediático, na indústria da calúnia e no populismo de direita. Só que essa afinidade consegue não ser o mais grave nas suas palavras.

Ao declarar que a corrupção está “instalada em Portugal“, o seu discurso não apresenta nem rigor científico, nem factualidade informativa. Nenhuma fonte documental se refere, nenhum estudo ou relatório se indica para sustentar o tremendismo do verbo. Trata-se — precisamente ao contrário da dignidade institucional e responsabilidade deontológica inerentes ao seu estatuto profissional e actual cargo — de uma retórica moralista com a finalidade de difamar e caluniar o poder político em geral; e, em especial, o actual Governo e o PS. Uso “calúnia” no seu sentido jurídico, pois o presidente do STJ atreve-se a soltar esta bojarda: “Isto não é uma simples percepção, é uma certeza.” Ou seja, o cidadão Henrique Araújo, o qual acumula com ser um dos mais poderosos agentes da Justiça em Portugal, tem certezas acerca de pessoas que considera serem corruptas apesar de nenhum tribunal as ter condenado por tal, umas, ou sequer terem sido alvo de investigações judiciais sobre esse tipo de crime, outras.

O ideal da democracia, da República e do Estado de direito parecem ser conceitos estranhos aos neurónios deste senhor.

Clube de fãs da Ângela Silva

«A tragédia em Gaza “ganha com o silêncio, com a diplomacia”, dizia o Presidente da República há 15 dias, antes de se meter na guerra num bazar, que o levou a uma manifestação e o deixou sob um fogo de críticas. Terá sido apenas a dinâmica individual e imparável de Marcelo? Ou quereria o Presidente, perante a tirada de Guterres e o voto do Governo pelo cessar fogo, equilibrar o jogo face a Israel?»

Da nossa Ângela

Há dias, semanas, meses e anos para falar do que origina o pedido de demissão de Costa. Pelo que aproveito a ocasião para ir a um seu aspecto lateral, dando conta deste indescritível número circense que a Ângela publicou. Nele, assume-se tranquilamente que a palavra do actual Presidente vale menos do que o papel onde se embrulham castanhas. É com descontracção que se relata o comportamento insensato e degradante de um Chefe de Estado. E é com despudor que se promove o abuso constitucional que consistiria em termos Presidentes da República com políticas diplomáticas em confronto com as do Governo ou fantasiados de simétricos do secretário-geral da ONU.

Mas a suprema aberração deste naco de prosa está na associação entre as cenas que causaram espanto e censura generalizada inclusive à direita, no que é o momento mais baixo dos mandatos presidenciais de Marcelo (superando em clamor social o episódio da chantagem para a demissão de Galamba), com uma psicadélica e folclórica estratégia para “equilibrar o jogo face a Israel”.

Que jogo é esse, Ângela Silva? A senhora relê o que escreve ou limita-se a teclar o que lhe ditam?

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Dominguice

Quase tudo imaginável, para ti ou para mim, não é possível. E quase tudo do que é possível, para mim ou para ti, não será sentido, pensado, vivido. Quase tudo do que somos, tu ou eu, não nos chega à consciência. E quase tudo do que nos chega à consciência, a minha ou a tua, não nos chega à atenção.

A humildade criativa consiste em estar atento à atenção.

Dissolução do Presidente da República

Depois da cena abstrusa e indecorosa, patareca, de Marcelo com Nabil Abuznaid, representante da Autoridade Palestiniana, já não é possível continuar a fingir que o actual ocupante de Belém tem condições cognitivas para exercer o cargo. Não tem.

Os episódios sucedem-se, a tipologia do descontrolo está registada, falta só uma autoridade clínica assinar o diagnóstico. O problema de Marcelo não é político nem moral, não se justifica agitando a caricatura da sua personalidade mediática, é neurológico. Vamos ter uma novidade no regime, a renúncia de um Chefe de Estado e a antecipação das eleições presidenciais.

E quanto mais cedo melhor, para o seu próprio bem. Para o bem da República.

O Presidente de todos os quadrilheiros

«Questionado sobre a escolha de João Galamba para intervir em nome do Governo no encerramento do debate orçamental, o Presidente da República referiu que já na Moldova teve oportunidade de dizer que, excetuando a TAP, não costuma pronunciar-se sobre infraestruturas.

"Portanto, uma intervenção que é sobretudo no domínio das infraestruturas é um desconforto, não é para mim, pode ser para quem porventura tenha tratado desse tema no passado mais próximo ou remoto. Eu não", considerou.»


Fonte

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Dominguice

A Natureza não é uma cena onde reine a paz. Começa-se a matar logo ao nível das bactérias. Fomeca, viver tem o seu custo. E daí até aos predadores de toda a forma e feitio, na água, terra e céu, é sempre a aviar. O rei da matança é o Homo sapiens, quão mais inteligente mais capaz de tirar a vida a outros animais e outros humanos. Para além da inteligência, também recorremos aos instintos, à identidade e à irracionalidade para agir violentamente. Assistimos à violência do presente, temos descrições da violência do passado, e sabemos que a violência continuará a fazer parte da experiência humana no futuro. A possibilidade de a raça humana se extinguir através da violência tem crescente verosimilhança desde o início da era atómica e da engenharia genética — mas já poderia ter acontecido no tempo da pedra lascada. Qualquer futuro avanço tecnológico que permita obter armas ainda mais poderosas levará ao aumento dessa probabilidade.

No entanto, porém, contudo, a civilização nasceu da, e por causa, da violência. Consiste no movimento da violência contra si própria.