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Soromenho e a sua revolução copernicana

É mesquinho querer ganhos táticos, quando o interesse nacional exige dos partidos seriedade, compromisso e convergência estratégica. O espírito de fação levou-nos à beira do abismo. Se não quisermos mergulhar nele, teremos de pensar e agir de modo diferente.


11 de Fevereiro

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Qual a importância do Soromenho? A que lhe quisermos dar, óbvio. Para mim, representa uma certa imprensa, uma certa forma de fazer política, uma certa cidadania. Uma ridícula e perniciosa cagança. Aqui o temos, trocando palavreado por dinheiro, a ocupar espaço num jornal dito de referência. Na passagem citada, a mensagem surge salubre, bondosa, imaculada. Impossível discordar. O único problema? É que este melro, no mesmo espaço, a troco do mesmo dinheiro, vai despejando exercícios de facciosismo, leviandade, ressabiamento, rancor.

Acaso, em 2010 e 1ª metade de 2011, não esteve Portugal numa situação onde, por todas as razões conhecidas então e por conhecer, mais falta nos fez o espírito de esforço comum na classe política e na sociedade para evitarmos os danos maiores de um contexto internacional onde não passávamos de uma casca de noz no mar alto? E não assistimos então à política da terra queimada, da mentira obscena, das golpadas institucionais, só para se conseguir derrubar um Governo e substituir os governantes mesmo que tal implicasse afundar o País? Que fez o Soromenho nessa altura? Onde estava o seu cuidado com o “interesse nacional”, qual era a sua consciência da “seriedade” partidária, que noção tinha dos conceitos de “compromisso” e “convergência estratégica” ao tempo?

Antropológica e psicologicamente, a contradição não surpreende, sequer tem interesse. Os mecanismos pelos quais a afectividade e as emoções moldam e condicionam a cognição são lana caprina da natureza humana que até em contexto académico e científico revela invencível poder. Quão mais, portanto e por tanto, na política, arena de paixões, e no jornalismo de opinião, circo e feira de vaidades. Ainda assim, a agenda secreta, podendo inclusive ser secreta para os próprios, destes infelizes tem uma característica comum: alucinarem-se os tais generais sem exército que Musil glosou. É por isso que merecem crítica e repúdio, pois fomentam a violência, conspurcam o espaço público e degradam a inteligência da comunidade.

#ConselhosdoCosta

Aproveitem a experiência acumulada a tratar os portugueses como gado com amnésia para escrever livros e dar cursos de formação #ConselhosdoCosta

Criem o partido dos directores e comentadores de imprensa com alergia raivosa ao PS #ConselhosdoCosta

Esqueçam a Cristas e entreguem já o CDS ao Nuno Melo para acelerar o processo #ConselhosdoCosta

Peçam ao Duarte Marques que defina a estratégia do PSD para os próximos 40 anos #ConselhosdoCosta

Mantenham o Portas no activo para ir explicando as cenas à sua maneira #ConselhosdoCosta

Continuem com o aldrabas de Massamá a liderar a oposição #ConselhosdoCosta

Convençam Cavaco a lançar as suas memórias sobre a “Inventona de Belém” e publiquem-nas em fascículos no esgoto a céu aberto #ConselhosdoCosta

Revolution through evolution

Job growth, consumer spending to boost state and national economies
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Exploring Gambles Reveals Foundational Difficulty Behind Economic Theory (and a Solution!)
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Popular diet myths debunked
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Lifespan of mice extended by as much as 35 percent; no adverse effects found
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Fight Your Fears: Facing Down Anxieties Can Expand Your World
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Imagining positive outcomes may bring pleasure now but pain later
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High-Tech Toys Could Stagnate Babies’ Communication Skills

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Humor muito negro

No recente caso que envolve José Veiga e outros, há indícios de conluio entre representantes de várias classes profissionais. Também jornalistas poderão ter participado nos esquemas. Nós, no CM, não desistiremos até saber de todos os que participaram e como. Se há alegados jornalistas envolvidos, aqui os apontaremos. Não queremos ter a mesma carteira profissional que gente dessa.


Director do esgoto

Exactissimamente

2. O conceito de saldo estrutural, apresentado como princípio fulcral do Tratado Orçamental, é, afinal, gerador dos maiores equívocos. Tem contornos imprecisos e ambíguos, baseia-se em critérios subjetivos de classificação de receitas e de despesas públicas e numa fórmula de cálculo de impossível aplicação objetiva. Ficámos a saber que o novo instrumento da Comissão Europeia serve sobretudo para mostrar quem manda, para mostrar o desagrado com opções de política que procuram caminhos alternativos aos da política de austeridade. O grau de flexibilidade inscrito neste indicador está a ser usado de forma discricionária para beneficiar os grandes países ou os países alinhados com a ortodoxia de Bruxelas.


MARIA DE LURDES RODRIGUES

Soromenho contra Soromenho

Sob as tílias, em Berlim – 5 de Fevereiro de 2016

Há apenas oito anos, a dívida alemã e a portuguesa eram quase iguais, respetivamente, 65,2% e 68,4% do PIB. A crise financeira obrigou os dois países a endividarem-se para evitar o colapso financeiro (respetivamente mais 17,3 e 25,6 pontos percentuais até o início de 2011). Se em 2011 o BCE tivesse já em vigor o atual mecanismo de apoio condicional, mas "ilimitado", à compra da dívida pública, Portugal não teria sido empurrado para o resgate. A nossa dívida não teria disparado dos 94% para os atuais 130%. Sem resgate, muito sofrimento e destruição material teriam sido evitados.

[retirado o lustro]

Sócrates contra Sócrates – 28 de Abril de 2011

O ainda primeiro-ministro ficará para sempre ligado à situação perigosa em que o País mergulhou. Só uma visão distorcida poderá reduzir todas as causas complexas à sua culpa pessoal, mas, como dizia o Sócrates imortalizado por Platão: "Um chefe de Estado nunca pode ser vítima inocente da cidade a que preside" (Górgias, 519c). Os psicólogos talvez ajudem a perceber as razões que levaram o chefe do Governo demissionário a identificar-se na esfera pública com a figura do filósofo Sócrates, e não com os nomes de seus pais, como ocorre na nossa tradição. É provável que essa escolha tenha sido motivada pelo apelo da ressonância universal do mestre e alter ego de Platão. Paradoxalmente, o contraste entre o estilo e a prática política do Sócrates luso, e a teoria política do imortal filósofo grego é total e absoluto.

No diálogo Górgias encontramos a expressão plena da tarefa e missão da política, segundo o filósofo ateniense: educar os cidadãos, desenvolver-lhes as capacidades do pensamento crítico, de procura e aceitação da verdade. Em relação aos célebres líderes Temístocles e Péricles, o filósofo fazia um balanço duríssimo: "Diz-se que fizeram grande a cidade, mas não se vê que ela está apenas inchada, que esta grandeza que lhe criaram é uma espécie de tumor (...) encheram a cidade de portos, estaleiros, muralhas, impostos e outras bagatelas do género" (519a). O tumor que o Sócrates luso ajudou a expandir traduz-se numa dívida externa, cuja punção vai exigir os sacrifícios de uma geração. As obras de alcatrão e cimento sobraram, as do espírito escassearam. Para que Portugal possa prosseguir como comunidade de destino precisamos de mudar de método. Substância em vez de aparência. De olhos na verdade. Como ensinava Sócrates. O grego.

Seríamos mais ricos do que a China, se por cá a falta de vergonha na cara pagasse imposto

Nuno Magalhães diz após reunião com Mário Centeno que os centristas não vão dar luz verde a "aumento de impostos sobre a classe média"

"Não há dúvidas quanto a essa matéria porque este não é o nosso caminho", afirmou Magalhães acerca do sentido de voto do CDS, sublinhando que a bancada a que preside não compactuará com medidas fiscais que "afetem a classe média".


Fonte

Cineterapia

Mark Ruffalo
Spotlight_Tom McCarthy

A imagem acima não é do filme de que falo. Ou será? Capta uma micro-expressão de Mark Ruffalo ao ser entrevistado sobre o seu trabalho. Esplêndido trabalho, o melhor da sua carreira até à data (enfim, sei lá eu). Nesse preciso momento, estava a explicar que os padres violadores escolhem rapazes como vítimas para os seus abusos não por motivos relativos à orientação sexual mas ao efeito destrutivo que esses abusos têm nas crianças e jovens do sexo masculino – para mais já fragilizados por ambientes familiares social e economicamente degradados, a tipologia preferida dos sacerdotes criminosos. Estas vítimas ficam esmagadas pela vergonha e pela confusão, o que as leva a sentirem-se impotentes sequer para pedirem ajuda, assim permitindo o prolongamento dos abusos. O rosto deste actor não está aqui a expressar prazer, o que vemos não é um sorriso. Trata-se de um esgar de dor, incontrolado, que dura menos de 1 segundo. É o rosto de um cidadão.

Há três histórias a decorrerem em simultâneo nesta obra que se vê com um ambíguo sentimento de orgulho colectivo. Uma relativa ao papel do jornalismo como autêntico quarto poder. Outra relativa à Igreja Católica como instituição cúmplice de crimes abomináveis, tanto pelas consequências individuais como pela escala. E uma terceira, e a mais importante na trilogia, que concerne aos mecanismos pelos quais a sociedade convive e protege o crime. No caso, o crime é do foro sexual, mas a lição aplica-se a outros crimes que dependem do acordo de poderes fácticos variados. O filme não se inibe de fazer uma comparação com a Alemanha Nazi e o alegado desconhecimento dos alemães civis ao tempo acerca do que se estava a fazer aos judeus e outras minorias. Sabe-se hoje que até no exército regular alemão havia soldados a participarem em chacinas, assim como ninguém acredita que as populações junto dos campos de concentração ignorassem a matança industrial.

O arco narrativo institui no seu interior uma contraposição entre dois pólos, assim estabelecendo um círculo hermenêutico nuclear onde o filme se assume como acto político. De um lado, temos a cena em que se dramatiza como Sacha Pfeiffer convenceu Joe Crowley a ser explícito a respeito dos abusos sexuais e emocionais que sofreu, não se ficando por expressões genéricas e evasivas no seu testemunho. O diálogo frisa a necessidade moral de se exibir com objectividade e realismo os acontecimentos. Estamos, pois, perante o simétrico do voyeurismo, este mais uma violação na sua intenção e fruição. Do outro, temos a cena em que se dramatiza a indignação, raiva, desespero que invadem Rezendes quando este se confronta com a demora em denunciar os crimes e os criminosos. Já não estava em causa o jornalismo nesse momento da personagem e do filme, era outra coisa que aparecia absoluta. Era o sentido da vida e o seu ofuscante apelo do amor ao próximo ou do amor à cidade. É escolher, sendo que os dois conceitos admitem plena equivalência.

Para nós, afonsohenriquinos, o filme tem um duplo interesse acrescido. Sendo o fiel relato do que aconteceu em Boston no princípio da década passada, a ascendência de Mike Rezendes, neto de açorianos, intensifica o valor do seu exemplo como repórter de investigação ao serviço de causas nobres. Esta uma trivialidade secundária, pois o amigo Rezendes é um americano de gema para lá da árvore genealógica. O outro ponto de interesse remete para o panorama da imprensa portuguesa. Quem é que se lembra de algum jornal, rádio ou televisão que tenha feito uma investigação capaz de afrontar algum poder nefando ou que tenha alterado a forma como a comunidade se vê a si própria? Em vez disso, parece que os nossos heróis jornaleiros encontraram um fulano que é o responsável por todos os males da Nação, nem carecendo de condenações ou sequer acusações para irem enchendo os bolsos e a pulhice própria na exploração desse maná sensacionalista e calunioso. Descobriu-se que ele fez férias ali e acolá, coisa para uns milhares de euros de cada vez, e que até comia ostras em Paris, vejam bem a pinta do monstro. Nisso, Portugal é muito parecido com essa cidade norte-americana de cultura católica, a qual tentou abafar as violações cometidas e por cometer. Nós assistimos a algo análogo que nos é servido com a suprema perfídia de ser apresentado como sendo para o nosso bem, tal qual como se pratica na ancestral arte da manipulação de consciências. Não estamos em Boston, mas estamos na bosta.

Revolution through evolution

Attitude to aging can have a direct effect on health, researchers confirm
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Anxiety can impact people’s walking direction
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Messages from the food police
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Food imported from low-GDP nations poses higher safety risks, study finds
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Why you should never use the term ‘the mentally ill’
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Ecotourism, natural resource conservation proposed as allies to protect natural landscapes
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Large-scale conspiracies would quickly reveal themselves, equations show

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És de direita e famoso? Então serve-te e fica à-vontadinha

No domingo das eleições, ao ouvir as declarações de Portas onde apelava ao voto em Marcelo, senti um choque. Pequeno choque. Talvez “choque” nem seja a palavra certa, terá sido mais um safanão, daqueles recebidos de quem anda na rua como se ela fosse sua. Consequências do calejamento. E fui à minha vida. Horas mais tarde, soube que a Comissão Nacional de Eleições as tinha proibido. Fui tomado por um sentimento de regozijo pelo funcionamento do Estado de direito, primeiro, e pela constatação da fatal derrota, logo depois: agora é que essas declarações tinham garantida a audiência máxima, pois até aqueles que ainda não tinham tropeçado nelas as iriam querer conhecer de imediato.

Para percebermos o que está em causa, imaginemos que algum socialista com notoriedade suficiente para atrair microfones e câmaras, esteja ou não no Governo, resolvia apelar à derrota de Marcelo no próprio dia das eleições. Para tal, bastaria usar e adaptar a fórmula seguida pelo feirante da Malveira:

Acho que, se houver boa participação hoje, o assunto pode passar para a segunda volta e eu sou daqueles que acho que o que pode ser resolvido à segunda volta não se deve deixar para uma primeira volta, que já se sabe como termina.

Como reagiriam PSD, CDS, Portas, Passos e a legião de directores e comentadores que adoram espancar socialistas na comunicação social? E nem precisava de ser alguém com a metade da projecção mediática de Portas, qualquer meia-leca do partido, desde que tivesse conseguido aparecer na pantalha, chegava e sobrava para um fogaréu que continuaria ainda hoje a dar para assar um frango e várias sardinhas.

Portas, o mestre do soundbite (or so they say), mefistofélico praticante de um jornalismo de faca na liga, um fulano cujos discursos revelam que ele adora ouvir-se a si próprio (e nada contra), uma das figuras com mais experiência política em cena (só perde para Cavaco, creio), sabia que as suas declarações iam violar a lei eleitoral – o que constitui crime. E, muito provavelmente, também sabe que nada lhe vai acontecer. Nada de nada de nadinha de nada.

Depois de conseguir ligar Sócrates a Maria de Belém, este crânio explica como nascem as perseguições

Outra acusação tem a ver com aquilo que Vera Jardim, Alberto Martins, Manuel Alegre e outros, criticaram como onda de populismo. É verdade! Eu não concordo com a subvenção vitalícia sem condição de recurso (ou seja atribuída independentemente de outros rendimentos), como Maria de Belém e outros deputados pediram. Mas uma divergência política não é, não pode ser, uma acusação de falta de seriedade, de ganância ou de privilégio. Ao mesmo tempo que sinto ser curioso ver alguns dos indignados contra Maria de Belém desvalorizar casos mais graves, como o de Sócrates, sinto que é preocupante esta deriva que leva a considerar a posição política própria como inatacável, íntegra e pura, e a dos outros como desonesta ou impura. É este o princípio da demagogia e da falta de tolerância pelos outros. Começam assim as perseguições.


Henrique “Não contem comigo para denunciar a Inventona de Belém” Monteiro

Revolution through evolution

Mixed emotions a sign of emotional depth, not indecision, say researchers
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Laws of nature predict cancer evolution
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Human sounds convey emotions clearer and faster than words
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Memory capacity of brain is 10 times more than previously thought
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The world’s greatest literature reveals multifractals and cascades of consciousness
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Mentally Challenging Activities Key to a Healthy Aging Mind
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Zuckerberg or Buffett — Is Youth or Experience More Valuable in the Boardroom?
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Sublime inspiração

Igreja-S-C-Jesus

Por razões pessoais, que não só as estéticas, também me encanta desvairadamente o seu trabalho no Alto do Restelo e no Bloco das Águas Livres. Já quanto ao “franjinhas”, e apesar da boa disposição da coisa, o júri ainda está a deliberar.