Arquivo da Categoria: VISITAS ANTIGAS:

casa em arrumações

O AspirinaB na Weblog estava pejado de fantasmas brincalhões. Era um fartote, pois era, mas nós não queríamos a casa assombrada. Mudámos. As senhoras dos serviços administrativos do Aspirina (como qualquer instituição que se preze, temos que manter as quotas paritárias) trataram da mudança de arquivos. Foram rápidas, as funcionárias, mas enganaram-se nos dossiers. Sou quase tão boa a pedir desculpa como o João Pedro nos agradecimentos. Aos autores que já não estão no aspirina apresentamos, assim, as nossas desculpas, por terem o acesso aos seus posts truncado. Tudo será rectificado, a seu tempo. Devagar, devagarinho, os posts estão a ser devolvidos à respectiva autoria. Valha-nos o Jorge Mateus ser inconfundível e valha-nos Deus, que assinou sempre os textos.

Pode ser Pepsi?

Não. Isso nunca mo perguntaram. Porque também nunca pedi uma Cola. Mas tenho ouvidos, e sei, e não posso ignorar. 

Há todavia coisas, outras coisas, que não quero, por favor, voltar a ouvir. Aqui vão algumas. 

Faça de conta que a casa é sua.

O que tem que ser tem muita força.

Ah, no meu tempo…

Não é para fazer de ti criado.

É diurético.

Então essa barba não se faz?

[Numa livraria] Está esgotado.

Como dizem os brasileiros.

Isto é vento da Serra da Estrela.

Posso ficar-lhe a dever 10 cêntimos?

Mas, se calhar, sou eu só a ter destes miudinhos, mas quão decisivos, tabus.

Sempre quis escrever um post com um título assim

Como toda a gente sabe, não há pessoa mais indicada para escrever textos formais de agradecimento do que eu. Por isso, vou ser curto e delgado: muito obrigado Paulo Honey e muito obrigado Catarina Fields pelo apoio (eufemismo) que nos deram na migração do Aspirina para esta nova plataforma. Como é óbvio, nada disto seria possível sem vocês. E gostaria também de agradecer ao Fernando Venâncio que me vai fazer o favor de prometer nesta caixa de comentários nunca mais escrever uma entrada toda a negrito, pode ser? Menino lindo. Qualquer dia vou aí a Amesterdão fumar um ramalhete de charros.

O sultão

A donzela, digo eu, terá os seus quinze anos. Vai sentada do lado da janela, enquanto masca a chicla ruidosa, num estalar de beiços. Sujeita-lhe a gaforina um par de óculos espelhados, de tartaruga pintada.

Ele vai sentado ao lado, um pé no banco da frente. Vai tão indiferente ao mundo, tão alheio à companhia, faz-me lembrar um sultão.

Os olhares da donzela vão na rua, mas volta e meia cai numa agitação. Debruça-se para ele, varre-lhe a face com a linguita rosada, arrasta-lhe nos lábios um beicinho. Passa-lhe o dedo na cana do nariz, morde-lhe o lóbulo frio, dá-lhe dentadinhas a fingir. E afunda-lhe a língua no fosso auricular que lhe está mais à mão.

Ele queda-se impassível, desdenhoso, e eu fico extasiado a seguir-lhes os maneios. Se não sei muito bem em que mundo me encontro, menos ainda sei de que mundo eles vêm. Ela faz-me lembrar escravas dos haréns. E ele um califa de costumes modernos, que veio à rua arejar a favorita.

À saída não fico mais tranquilo. Ele passou adiante, imperturbável. Porém as calças dela, que são de gancho curto, deixam-lhe a descoberto os balões das cadeiras, a explodir obesidade. Ela enfeitiça-me os olhos com os mistérios do umbigo, antes de me estoirar nas fuças o balãozito da chuinga.

Segue ele à frente, ela atrás, para contentar o profeta. Eu aproveito-lhe o contentamento, e desço de novo à terra.

ASPIRINAB.COM

Amigos, Senhores e outros Mortais,

Lamentamos interromper o vosso serão.Está o Tiago Martim a lavar a louça, está a Soraia Vanessa a deitar os miúdos, está a Dona Gilda quase quase a acabar o sodoku, está o Doutor Gustavo, de fones postos, na lição 7 do harpsicórdio – e vimos nós desassossegar tão amável mundo. Custa-nos sobretudo interromper o Gato Fedorento, que tão promissoramente nos precedeu na passagem destas bloguíticas paragens para sítios se possível ainda mais vistosos. Mas, vai ver já, a interrupção tinha mesmo de ser.É que, Senhores, Mortais e outros Amigos, nós estamos noutra. Percebeu bem: o Aspirina está noutra. Onde? Onde? Isso agora… Para achar coisa apelativa, investigámos, estudámos, suámos, fizemos três biliões de operações por segundo. Mudávamos os parâmetros, fazíamos rotação de algoritmos, e o resultado era sempre, sempre o mesmo. Este:

aspirinab.com

Só. Só assim. Nem uns dâblius para uma última hesitação, um último desvio.

Rendemo-nos, pois. Migrámos. Transumançámos. Com armas e bagagens, lá fomos instalar-nos. Já aqui estamos. Já aqui estávamos. Foi o segredo mais bem guardado do século. E ainda ele é uma criança.

O fim do Aspirina B

A única coisa que me consola com o fim do Aspirina B é o facto de me ver finalmente livre da Susana, do Valupi e do Fernando Venâncio (os outros, confesso, mereciam muito melhor pousio do que este). Só me resta desejar uma coisa: que este blogue não renasça fruto de alguma metempsicose traiçoeira. Um grande abraço a todos os comentadores. Os que me veneram, é claro. Os restantes que se fodam. Amém.

A paixão de sóror Josefa do Menino Deus

Entre os seus papéis venerados no convento, depois de uma morte em odor de santidade, ao esmorecer da tarde de sexta-feira, dia 21 de Outubro de 1768, havia um soneto à margem do qual estava anotado pela madre superiora: “Soneto que fez a mui piedosa sóror Josefa do Menino Deus, grande devota da nossa Santa Madre Teresa, a quem neste soneto modestamente quis imitar depois que leu e meditou na bondade de Nosso Senhor pelo perdão que concedeu à mulher adúltera.”

A fama de santidade de sóror Josefa terá sido justa. Mas as razões que a levaram a todos os jejuns e penitências que apressaram a sua morte, e às longas orações muito além do que a regra impunha, foram outras que não essas por que é costume fazerem-se os santos. Como prova documental, que a uns servirá de acusação e a outros de exaltação das suas virtudes, leia-se a última carta que escreveu antes de ir para o convento. Guardava dela o rascunho, que só entregou, a dois dias da morte, a sóror Maria do Imaculado Coração para que a revelasse quando lhe parecesse conveniente, e no caso de entender que poderia servir de exemplo para prevenir futuros e desgraçados casos como o seu.

A carta, sem o nome do destinatário, começa com uma saudação simples: “Meu Amor”, e logo no princípio a jovem Josefa deixa perceber claramente as razões por que assim procedia.

DANIEL DE SÁ

.

Continuar a lerA paixão de sóror Josefa do Menino Deus

A minha Ota

000417kk.jpg

Em 1970, na esquadra da Ota, tudo chegava da América, ressalvando os géneros do rancho que vinham das hortas de Alenquer. Os aviões eram da guerra da Coreia, e a literatura que neles vinha inclusa tinha eficácia há muito comprovada, ou nas escolas do Texas ou em bases do Arizona. Ninguém sabia porquê, mas tudo funcionava. Obtinha-se a máxima produtividade com investimento mínimo, um conceito alienígena que só muito mais tarde assentaria arraiais no linguajar comum.

Faltava-nos treinar a sobrevivência no mar. E se a questão parece de somenos, num país de marinheiros, logo adquire as dimensões duma Ilíada caseira, quando calha apagar-se o fogareiro a trinta milhas da costa. E lá veio uma equipa americana.

Fingiu-se o mar na piscina que ali estava, ao fundo duma ladeira, rodeada de eucaliptos. Um cabo de aço amarrado numa copa, um rappel vertiginoso, e no fim um abraço de madrasta, à nossa espera nas águas de Fevereiro. Livra-te do arnês do pára-quedas, nada até ao salva-vidas que além está, a dançar ao rés das ondas, iça-te lá para dentro sem demora, verifica a pistola de sinais, os fumos e tudo o resto, não te esqueças dos anzóis que te farão muita falta, se ainda não congelaste estás muito bem assim, já que estás na mão de Deus.

Depois era só vencer os cem metros da ladeira, as botas a chocalhar e o fato a gotejar limos, e o vento enregelado que vinha do Montejunto, a morder-nos nas orelhas, a alancear-nos o peito.

A princípio ainda corri, mas aos poucos foi-me afrouxando o passo. E à porta do alojamento caí na primeira escada. Foi aí que me encontrou aquele anjo da guarda da senhora das limpezas, que vinha a pegar no turno. Deu o alerta, pôs-se a gritar por ajudas, e soltou-me das vestes encharcadas os ossos que estalavam sem controle. Levaram-me escada acima, meteram-me num chuveiro, gritaram que o médico viesse. E ele veio, um velho que era dentista, e estava na escala de serviço. Só o meu corpo é que não obedecia, tomado dum frenesi.

Desistiram do chuveiro que fervia, enfiaram-me na cama, e abraçaram a mim, numa esperança de milagre, o corpo generoso da femme de ménage, que me ofereceu o peito avantajado. Era uma pietá pagã. Mas nem ela conteve o motim dos meus ossos, nem acalmou aquela rebelião. E ainda hoje estou para decifrar o raciocínio do médico, que fez sair a mulher e lhe tomou o lugar, implorando ao meu corpo que parasse de vibrar.

Lentamente foi amainando o desvario, e os meus ossos deixaram de estalar. Eu voltei a tomar posse de mim mesmo e dispensei os serviços do médico. Tudo isto contaram-mo depois, o resto dos pormenores não os sei. Mas foram por muito tempo motivo de chacota. E talvez tema dum congresso médico, ou de algum brain-storming na América. A gente sabe lá!

Jorge Carvalheira

O falso Sporting-Benfica de 1907

No passado dia 29 de Setembro, o jornal A Bola publicava uma foto supostamente «histórica»: os presidentes do Sporting e do Benfica em alegre confraternização num campo pelado de Carcavelos, celebrando o centenário do primeiro derby entre «leões» e «águias».

Ora, a verdade é que o Sport Lisboa e Benfica só foi fundado em Setembro de 1908 e não poderia ter disputado nenhum derby em 1907. Consultando os jornais da época vê-se, na página 2 do Diário de Notícias de 2-12-1907, na rubrica «Vida Sportiva», uma notícia sobre o jogo entre o Sporting Clube de Portugal e o Sport Lisboa, cujo resultado foi de dois «goals» contra um. O jornal O Século dá uma notícia mais desenvolvida, sendo os elementos os mesmos.

Mas o livro Repórteres e reportagens de primeira página, de Jacinto Baptista e António Valdemar, na sua página 41 e sob o título «O primeiro Sporting-Benfica em 1907», vai mais longe. Ao citar as duas notícias do dia 2-12-1907, os seus autores tentam (num certo sentido) emendar a história: acrescentam um parêntesis recto e as palavras «e Benfica». Fazem essa operação duas vezes como quem repreende os zelosos jornalistas de 1907.

Simplesmente, os jornalistas de então limitaram-se a escrever a verdade: em 1907 não havia o Sport Lisboa e Benfica, que só foi fundado em Setembro de 1908. Logo não houve nenhum derby em 1907.

Os basbaques de 2007 (a começar pelos presidentes dos clubes) lá engoliram mais esta patranha do jornal A Bola.

José do Carmo Francisco

Segredos públicos

GeocPortugalx.jpg

No debate surgido aqui sobre o galego e o português, interveio «Alexandre». Como a sua intervenção apareceu assinada num debate paralelo no Portal Galego da Língua, não nos parece indiscreto informar que se trata de Alexandre Banhos, conhecido sindicalista galego, destacado membro do Bloco Nacionalista Galego, hoje no poder em Compostela, e também Presidente da Associaçom Galega da Língua. Aqui segue uma reacção.

Caro Alexandre Banhos,

Escreve você que a nossa língua nasceu no eixo Compostela-Guimarães, e que por isso chamar «português» à actual língua dos galegos não é forçar grandemente as coisas.

Compreendo o seu ponto de vista. Ele exprime uma percepção das realidades em que ambos concordamos: a de que, qualquer nome que ele tenha, o seu idioma e o meu são, ainda hoje, o mesmo. A ortografia é divergente, bastantes formas são divergentes, mas as estruturas mantêm-se fundamentalmente as mesmas. Partilhamos uma morfologia, uma sintaxe e um léxico únicos na Latinidade. Por isso, e usando a nossa mais exacta expressão local, entendemo-nos sem grande dificuldade de Faro à Corunha, uma das maiores distâncias – se não a maior – de intercompreensão de toda a Europa Ocidental.

As particularidades exclusivas a galego e português são ainda hoje de tal ordem que só uma possibilidade resta: a de que, no momento em que começa a haver «Portugal», o idioma está em muito adiantada fase de desenvolvimento (não registada nos escassos documentos escritos que restam), e isso pressupõe largos séculos de evolução. Em todo esse processo, de «Portugal» nem sombra. Simplesmente, quando foi preciso dar nome à língua, os portugueses ignoravam quase tudo disto (até os principais documentos faltavam), e chamaram-lhe, nessas condições, o óbvio: «português». Mas os criadores desse portentoso idioma tinham sido o que havia: galegos.

Aqui está por que não adiro à sua proposta de se chamar «português» à língua da Galiza. E digo-lhe mais. Se a questão é um nome de internacional prestígio, que tenha em conta as actuais proporções de falantes, então só esta conclusão se impõe: que é uma incomensurável parvoíce não chamarmos, hoje já, à vossa e nossa língua, «brasileiro». Em matéria de população e de prestígio estamos falados.

Conheço as vossas vantagens de a língua da Galiza passar a usar um nome internacionalmente sonoro. Isso pode funcionar como valente açoite nas almas dos galegos que, em número crescente, e já alarmante, educam os filhos em castelhano. E é uma bofetada no rosto de Madrid, que há-de ter de reconhecer que uma das suas constitucionais «lenguas españolas» extravasa para o Atlântico e se espalha por continentes. O Estado Espanhol vai tremer nos seus alicerces, e você sabe que não estou a brincar.

Mas exactamente aqui está já um problema. A chance de o seu Estado aceitar uma balbúrdia interna, com a fragmentação territorial então mais visível do que nunca, e isso para dar à sua Comunidade Autónoma Galega o gosto de ter, para o idioma, um nome pomposo, essa chance é tão mínima, que das duas uma: ou esse seu sonho é lúdico, e vamos deixá-lo assim, ou ele é mesmo a sério, um real desafio a Madrid, e você pode ir pondo as barbas de molho.

Esse seu sonho malandro, esse saboroso desafio, que digo eu, essa directa provocação ao conjunto de Espanha, eles incluem a esperança de que Portugal – lisonjeado – diga logo: «Eh pá, porreiro, man, bué da fixe, vamos a isso, mèrmão».

Aqui, o seu sonho, que já era tramado, entra em pleno delírio. É que, assegure-se disso, nunca Lisboa – nem pelos, sem ironia, lindos olhos dos galegos – mexerá um dedo para colaborar naquilo que Madrid logo chamará o começo do estilhaçar do seu belo Estado. A sério: nem a Galiza, nem ninguém, ganhará com que Portugal se meta no atoleiro político que é Espanha. Se a Galiza for esperta, nunca aliciará Portugal para isso. Além do mais, exactamente por ser a língua a mesma, e portanto nossa também, não poderá admitir-se que ela sirva de instrumento político intra-espanhol.

Uma coisa parece, pois, clara: a tentativa de convencer Espanha e Portugal de que a língua dos galegos deve chamar-se «português» é dum êxito tão remoto, está tão fora de toda a triste realidade, que persistir nisso é um irresponsável gasto de energias, vossas e nossas. Que bem merecem um objectivo melhor.

E há, de facto, um objectivo óptimo, em que podemos começar a trabalhar amanhã de manhã: é o de aproximar estes dois magníficos povos que habitam o Ocidente Peninsular e tão lindamente se entendem. Sem agendas políticas secretas, sem golpes baixos. Só com esse, já ambicioso, programa de participar numa cidadania alargada.

E, quanto a picante, ele não faltará. Você saberá, e eu saberei que, em tudo isso, o seu e o meu idiomas são o mesmo. Alguns portugueses sabem-no, sabem-no alguns galegos (até dentro do establishment) e mesmo outros espanhóis. Deixamo-lo assim. É o nosso grande segredo. Tão grande que até em Madrid podem sabê-lo.

Dueto a uma só voz

uvas.jpg

O meu amigo José do Carmo Francisco, um poeta de suave sensibilidade, foi também jornalista do jornal “Sporting”. Costumava acompanhar por todo o País as equipas jovens do nosso clube, e houve uma vez em que começou assim a crónica de um jogo: “Verde pode ser a cor da paixão. O verde das folhas da videira a anunciarem as uvas e o vinho novo. Os verdes anos da juventude que quer apressar a chegada do amanhã. Verde da paixão, paixão do verde. Das folhas da videira que hão-de secar no Outono. Felizes os que os deuses não amam, porque talvez não morram jovens. Felizes os que, como as folhas da videira, não são jovens para sempre. Porque só a morte faz eterna a juventude.” Esta introdução parecia ser mais do que um simples efeito literário. E era, de facto.

Dispondo de umas horas livres, resolvera passear pelos arredores da vila onde os juniores do Sporting iriam jogar, e chegara até uma quinta em cujo portão, ao lado de uma casa carregada de velha dignidade, era anunciado vinho do produtor. Mais como consequência do seu espírito curioso do que por desejo real de comprar algum, embora fosse esse o pretexto com que justificaria o que ali ia fazer, puxou a corda da sineta que servia para chamar quem devesse abrir o portão, mas foi à porta da casa que apareceu um homem de bom aspecto, com cerca de quarenta anos, que o mandou entrar por ali, dizendo depois das apresentações: “Minha mulher não está. Foi visitar a irmã.”

DANIEL DE SÁ

.

Continuar a lerDueto a uma só voz

fait divers

Ontem perguntaram-me como era ser a única mulher num blog de misóginos. Respondi, automaticamente, misóginos, eles?!, coitados.
Pensei que seria preciso saber, antes de mais, o que é ser mulher. E o que é ser única? A única mulher, ainda por cima.
Afinal, o que é um blog? Um blog pode ser tanta coisa. Um blog de gajos? Logo um blog, onde há tantas presenças, mesmo ausentes; olhamos a caixa com escassa dezena de comentários e pensamos a zazie não veio, hoje.
Como se caracteriza um misógino? E um gajo? Não faço ideia.
Respondi, remetendo apenas para a minha experiência: é bom.

susana