fait divers (2)

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Susana,Só boas notícias. Ontem, domingo, passei uma bela tarde – que digo eu, uma senhora tarde – num bar de lésbicas. Música, risos, cerveja, altas cantorias.

Quando dei por mim, estava já a duvidar, francamente, da minha misoginia.

59 thoughts on “fait divers (2)

  1. caro fernando:
    também eu fiquei feliz por saber.
    vou aguardar que vá agora a um gay bar masculino.
    não é por nada. é só para saber as boas notícias sobre o resto das suas dúvidas.
    cumprimentos

    rvn

  2. Caro Joca,

    Desculpe. O seu comentário ficou dependurado. Eliminei (como sempre fazemos) a caquinha que a «Lili» (também conhecida por «Bigornas») regularmente aqui deixa, e que, por tão abaixo-de-cadela, nem a graça da parvoíce tem.

  3. Nunca tinha pensado nisso- que gostar de companhia de lésbicas é prova de gostar de mulheres.

    Duvido. Na situação inversa é idêntico. A companhia de homossexuais em nada devolve ou acentua a feminilidade de quem o não é.

    Para o caso também não interessa nada. A misoginia é outra coisa.

  4. Cláudia,

    Porquê? Tinha um óptimo bilhar, as casas de banho eram limpíssimas. E as barmaidens eram um amor de atenção.

    Ou o teu problema é de outra ordem?

  5. Nas categorias de restauração como se “arruma” um bar de lésbicas ou um bar de gays?

    São bares onde, para além das bebidas, música ambiente também se fornece lésbicas e gays para engate?

    É que só pode ser por isso que um bar tem esse nome.

    Claro que cada um sabe de si. Por mim, se nunca me agradou bares de engate, ainda menos bares de assédio àquilo que não sou.

    Também não me imagino a ir a um bar desse tipo. Mas nunca seria por sofrer de qualquer “doença fóbica”. Até já dei comigo num bicha para droga, num barzinho em Madrid, pensando que era para senhas de internet.

    Por isso…

    “:OP

    Só estranhava que as senhas viessem dentro de pacotinhos coloridos, mas enfim, vindo de espanhóis pode-se esperar tudo.

  6. Pior que isso. Fiquei com a ideia que não só não era bicha para internet como os “internautas” que eu imaginei estarem à espera de lugar para navegação, podiam muito bem ser sado-mazo à espera de atendimento.

    Pode-se cometer muito mais disparates por engano que de propósito.

    “:OP

  7. Zazie,

    «Sado-mazo» até era bonito.

    Só não percebo o «conde». Conde, o Masoch? (Tal como o Sade, marquês?) Sempre o julguei um simples jornalista, e romancista em horas vagas.

    Mas, ao tema, meninos.

    Pelo que vi no bar – talvez mais café, porque dava largamente para a rua – não havia ali muito por onde engatar, menos ainda por onde assediar. As senhoras pareceram-me todas muito bem acompanhadas.

  8. Eu cá gosto de bares gay, deles ou delas. E tenho uma leitura diferente da vossa sobre a história dos engates. Não é que não se façam, muitíssimo provavelmente. Mas eu sempre tive a ideia (e continuo a ter) que um bar gay é dos melhores sítios para se ir beber copos quando se quer passar despercebido. Pode-se fazer até o pino que, não sendo da côr, ninguém olha para nós. Nem por nós, o que pode ser uma benção.
    Por isso força, Fernando, Cláudia, Susana e quem mais se quiser atrever. E estou certo, Zazie, que a experiência que contou de se ter posto na bicha vai ajudar bastante da próxima vez.

    rvn

  9. Fernando,

    Também não sei se era conde mas dá mais pinta. Dizem que a Marianne Faithfull é descendente dele.

    Agora imagina só a maldade que se podia fazer com a minha história.

    “Com que então a zazie vai para Espanha para fazer porcarias de BDSM e agora quer vender a patranha que só ia à net”

    ahahahahah

  10. rvn,

    Se queres saber, gosto de pubs em Inglaterra. Por cá não suporto aquele barulho. Não dá para conversar nem para dançar.

    Gosto muito de dançar, isso sim, de preferência na rua. E é raro perder um bom carnaval de Notting Hill. Mas bares, por cá, já era. Só se for ao fim da tarde quando ainda não meteram aquela berraria toda para “puxar” à bebida.

  11. fv, o meu problema é elas quererem apalpar-me ou julgarem que ando lá para isso. Não vejo o interesse em apalpar mamas alheias quando já tenho as minhas.

  12. Sambar ali em inglês com a pretalhada toda e com os terroristas de turbante é que é giro

    ahahahaha

    A brincar, mas este ano já houve chatice. Por isso é que sou contra a política de porta-aberta. Para manter o que há de giro neste convívio de festa, numa boa.

  13. Eu gosto de gente invertida, passe a ofensa, que não acaba mais. Aqui vai uma lista dos meus favoritos de sempre, só para o caso de alguns andarem a pensar que esta “liberdade” é produto da luta das pessoas de bom coração muito instruidas, progressistas e liberais e o mais que ande nas suas cabecinhas malucas quando visitam bares de tríbades cantadeiras:

    “The favorite meeting place of the SA was a “gay” bar in Munich called the Bratwurstglockl where Roehm kept a reserved table (Hohne:82). This was the same tavern where some of the earliest formative meetings of the Nazi Party had been held (Rector:69). At the Bratwurstglockl, Roehm and associates-Edmund Heines, Karl Ernst, Ernst’s partner Captain Rohrbein, Captain Petersdorf, Count Ernst Helldorf and the rest-would meet to plan and strategize. These were the men who orchestrated the Nazi campaign of intimidation and terror. All of them were homosexual (Heiden:371).

    This strange brand of nepotism was a hallmark of the SA. By 1933 the SA had grown far larger than the German army, yet the Vikingkorps (Officers’ Corps) remained almost exclusively homosexual”.

    Enjoy the company.

  14. Mais um bocadinho da mesma comida para nos ajudar a perceber como é que alguns deles ainda hoje arranajam uns tachitos graças às suas “naturais e congénitas sexualidades”.

    This strange brand of nepotism was a hallmark of the SA. By 1933 the SA had grown far larger than the German army, yet the Vikingkorps (Officers’ Corps) remained almost exclusively homosexual. “Roehm, as the head of 2,500,000 Storm Troops,” writes historian H.R. Knickerbocker, “had surrounded himself with a staff of perverts. His chiefs, men of rank of Gruppenfuhrer or Obergruppenfuhrer, commanding units of several hundred thousand Storm Troopers, were almost without exception homosexuals. Indeed, unless a Storm Troop officer were homosexual he had no chance of advancement” (Knickerbocker:55).

  15. As leituras do Senhor Pires provêm dum livro absolutamente delirante, intitulado The Pink Swastika, publicado em 1995 e tão mau que é oferecido de borla na net. Para os seus autores, 99% dos nazis eram panilas. Mais delirante do que esse só outro no mesmo género, igualmente oferecido na net, que tenta provar que os comunistas cubanos (inclusive o Fidel) eram (e são) todos gays.

  16. Claro que as organizações da direita religiosa americana e israelita chamam um figo a obras como The Pink Swastika, que utilizam para a sua merdosíssima doutrinação homofóbica.

  17. Senhor «Senhor Pires»,

    Faça favor de passar às suas conclusões. Estamos a desfalecer de nervosismo.

    E faça de conta que o Nik não disse nada, tá bem? Questão de pureza metodológica.

  18. Nik,

    Feche a pachacha, meu amigo, e deixe-se de gritarias. O artigo – não o livro – de onde extraí as citações exibe uma extensa bibliografia. Vai de

    Agonito, Rosemary. History of Ideas on Women: A Source Book. New York, G.P. Putnam & Sons, 1977

    a

    Wistrich, Robert. Who’s Who in Nazi Germany. New York: Bonanza Books
    , 1984.

    Aí à volta de 60 a 70 obras que fazem referência aos hábitos dos nossos amigos “Nazis” no campo da esfrega irregular, aliás tão parecidos com os de certa tropa “democrática” que tenta a todo o custo encobrir a verdade e as comparações com a ajuda de papagaios como o senhor. Mas se a informação que colheu (estou mesmo a ver de quem) é capaz de desmentir todos esses autores, leve-me à sua fonte para ver se me convence. Caso contrário, cale o biquinho e não traga práqui peixe podre.

  19. então é daí que vem o peixe podre, senhor pires. bem tentei traçar-lhe a origem e, afinal, teria sido fácil adivinhar-lhe a procedência.

  20. Olá, boa noite, eu sou o Mel Gibson e é só p’ra dizer que estive agora a falar com a Julia e ela também está de acordo. A malta não se importa que aí o senhor da chávena e o outro da pachacha usem o nome do nosso filme. Estejam à vontade e boa sorte. Boa noite e obrigado.

    susana:
    quantas vezes te disse já para lavares bem a banca depois da feira?? para a próxima, mangueirada.

    zazie:
    embatuquei. quem diria, hein?

    siga a festa.

    rvn

  21. Ó Fernandito,

    Parece que não gostaste de saber que também havia panilas com fartura no Partido Nacional Socialista do Terceiro Reich. E tu então que baseavas os teus estudos antropológicos na Grécia e na Persia para explicares as modernos impulsos de marcha à ré com autorização das capitanias.

    Se eu fosse o Pires, concluiria com muito agrado que o “nazismo” de cu e de lingua, de princípios e de filosofia, ainda por cá anda e em forte. O problema é que as agendas políticas dos últimos anos não esperava que a pederastia entre a tropa do Adolfo se prestasse a comparações tão ricas.

    Tiveste sorte que não passaste de aspirante. Foi o que te valeu, senão…

    Continua a ler estes comentários e ainda vais aprender que os Nazis foram dos primeiros a falar duma Europa Unida. Outra comparação para entreter bastante, com autorização de Bruxelas.

    Susana,

    Tenho a certeza que o senhor Pires te irá perguntar porque é que pensas que teria sido fácil adivinhar. E logo de ti, boga de rio muito politizada.

  22. Senhor «Senhor Pires»,

    É sabido que aquela liturgia nazi andou sempre impregnada de acolhedoras sensações homossociais. Sublinho, homossociais.

    Elas estão presentes em variadas outras situações, desde o «balneário» de futebol até às trincheiras de guerra.

    A filha-da-putice nazi era a dupla moral (para dizê-lo bonito) dos louros meninos.

    Chico Estaca,

    Leste também?

  23. susana

    nada disso, cerimónia nenhuma e mestre ainda menos. (e já agora: como é que me descobriste? estava a fazer uns pinos..não passei despercebido?)

    A questão é que passei por aqui e estava um senhor a dizer que o Mein Kumpf se vende nas sex-shop gay e mais não sei quê da pachacha de um outro senhor que parece que lhe fugiu com o capachinho ou lá o que foi e deixou o primeiro senhor aborrecido com o segundo senhor e prontos. Vai daí um homem não é de ferro, não é como as senhoras, (como aquela tua amiga tão simpática que teve que ser varrida para a gente não pisar). Enchi-me de brios e… olha, foi o que foi. Uff.

    Mas peço muita desculpa e saio às arrecuas.

    rvn

  24. chico estaca, comove-me verificar que te trago sempre inspiração. «boga de rio muito politizada» não é grande coisa, é certo, mas bem sei que é do melhor que consegues como imagem poética.

    rvn, a minha amiga que foi varrida? não sei do que estás a falar, agora perdi-me.

  25. aquela que diz que tens nome de pobre e que o fv varreu por ‘vir aqui depositar caquinha abaixo de cadela’.
    mas deixa: vocês terão sempre Paris.

    rvn

  26. Só agora vi o que o Pires piroso e pirómano andou aí, entretanto, a tentar mistificar. Tenho mais que fazer, ó Pires, do que aturar atrasos de vida como tu. Mas vá lá, uma vez sem exemplo, sempre te direi que és uma grande besta quadrada abaixo de zero, que nem conseguiste perceber a origem das cagadas merdosas que citas. Estiveste a respigar a Pink Swastika e nem te apercebeste. És mesmo ignorante e besta, meu pequeno idiota portátil. Usa o google e logo verás como te conduzem pela arreata, tal boi inconsciente, para o curral, sem dares por nada. Olha, mata-te.

  27. Nick

    Apesar de, em termos de realidade encoberta, seres mais novo que eu entre a freguesia deste blogue, o teu sistema de actuação por aqui, calculo eu, já deve ter sido topado por alguns dos frequentadores.

    Deixa-me resumir-to. O que acontece é que quando algum comentador, ou autor de post, escreve algo que ligeiramente desloca o centro de gravidade do teu saber puramente imaginário, soltas logo um grito histérico de odalisca de grelo eriçado para assustar crocodilos de plástico e outras feras sarapintadas dos teus delírios, e no processo exageras nas percentagens que inventas para engrossares a casca aos teus argumentos matemáticos de auto-convencimento. A seguir, a abarrotares com adrenalina muito diluída gerada pela tua comodista vontade de não perderes tempo com gente como eu, voltas à humilde profissão de cloacário permanente do quadro municipal que te garantirá, julgas tu, a reforma daqui a uns anos. Como és pouco curioso (no bom sentido de se querer verdadeiramente aprender) e nunca foste politicamente desmamado, ou não sabes o que essas coisas são nas causas ou origens, o fel verde ou amarelo passa-te da vesícula directamente ao intestino sem cumprir a função fisiológica que dele se espera, com o resultado triste de que a fera em ti torna-se em alimária de proporções adamastoras, particularmente quando alguém sente ganas muito naturais de te chamar papagaio, o que nem é assim tão mau quando comparado com a extensa colecção de vómitos insultuosos que derramas por tudo e por nada.

    E, claro, o resultado é o que se vê. Aqui vemos re-submetido com renovado vigor o teu estafado retruque de penico e piaçaba de fazer corar ou empalidecer seminaristas de aldeia e um ou outro membro menos cuidadoso do grupo político onde militas nas horas vagas – se é que alguém terá paciência ou tempo para te ouvir politicamente ou aliar-se a ti. Não te vou dar conselhos, não senhora, pela simples razão de que és potencialmente irrecuperável na minha bolsa de valores em quase todos os aspectos que interessariam à paz entre os homens de boa vontade e caco. Mas não te elimino completamente. Isso seria desumano. Outros missionários ou viajantes com ideias diferentes de como te endireitar a espinha dar-te-ão a mão, cavacas, água fresca e possivelmente 10 ou 15 gramas de neurónios recondicionados, tenho a certeza – além de que este mundo sempre precisou de “irrecuperáveis”, senão como é que daríamos sentido ao oposto. É preciso respeitar o equilíbrio da Natureza.

  28. Pires,

    Muito nos contas. Entretanto, foges à seringa.

    Reformulo a pergunta: além de estar escrito, é também verdade que a nata, a fina-flor, do III Reich era homossexual?

    Atrevo-me a dar o passo seguinte, embora óbvio: a ser verdade, isso diz alguma coisa da homossexualidade, do Reich – ou dos dois?

  29. Era uma vez um crocodilo de plástico que engrossava a casca com gritos histéricos de odalisca de grelo eriçado, renovando o re-submetido retruque com vómitos insultuosos de proporções adamastoras.
    Um dia, ao passar da vesícula directamente ao intestino sem passar pela casa de partida, sarapintando os delírios e abarrotando adrenalida líquida, teve a comodista vontade de um cloacário permanente.
    Aflito, o piaçaba viu-se potencialmente irrecuperável, sem boa vontade e caco. E num gesto final e tocante, deu-lhe cavacas e água fresca.
    O IIIReich casou com a nata e a verdade, promíscua, abandonou para sempre a fina flôr.
    Mas os neurónios viveram recondicionados e felizes para sempre.

    rvn

  30. Ó Pires,
    Tu bem queres ser um Senhor, mas não consegues, pá. Ahahahah…
    Sabes, pá, há coisas que uns têm, e outros…NÃO!!!
    Mas não desanimes, pá, CORAGEM!… Ahahahah…

  31. RVN

    O tempo que levaste para descobrires que não tens ovo para amanhã. Lava o dedo e experimenta novamente quando te fores deitar. Estou convencido que terás mais sorte.

  32. Fernando,

    Essa pergunta, no mínimo, é interessante, muito embora, como de costume, seja difícil compreender onde queres chegar.

    Sinceramente, mais depois de ler o artigo donde se tiraram as citações em inglês aí em cima, dum dos co-autores do “Pink Swastika”, estou convencido de que, de facto, a cambada do topo do III Reich, com excepções, evidentemente, gostava, ou via com simpatia atracações de popa ou suas variações. Evidentemente, dados os problemas que isso arrastaria numa sociedade religiosa como outra qualquer desses tempos ou de agora, a posição não era era a do governo nem nunca poderia ser filosofia declarada dos nacionais-socialistas. Hitler, Hess e Heydrich e alguns mais não se livram dessa fama. É contudo aconselhável dar um desconto aos exageros, particularmente àquilo que se escreveu logo a seguir à guerra.

    Contudo, a intriga politica e a luta pelo poder no Partido Nacional Socialista levou a que a eliminação de inimigos se traduzisse também na eliminação de praticantes e apologistas do homosexualismo. Canibalismo do poder a quanto obrigas. Na Revolução Francesa a devoção à república nunca impediu que os republicanos se guilhotinassem uns aos outros.A mesma festa na Revolução de Outubro. Quantos comunistas foram despachados para o outro mundo por antigos camaradas de armas? Portanto, o teu argumento (se estiveres a pensar nele) de que os homossexuais foram perseguidos e lançados em campos de concentração (há muito exagero nesta área também, não te esqueças) não provará absolutamente nada.
    É no homossexualismo quase generalizado entre a tropa de elite, e isto entre a oficialada, que reside o pasto para meter no prato daqueles que estão convencidos que a cúpula sabia muito bem do que se andava a passar. Uma simples questão de fechar dois olhos e abrir um, se fores bom entendedor. E no que é que ficaremos se um dia historiadores competentes conseguirem provar que de facto Hitler tinha em mente um tipo de sociedade onde o homossexualismo (há declarações suas que roçam essa sugestão) seria direito universal garantido por uma constituição politica e prática recomendada, provavelmente com a construção de novos templos de adoração a Príapo? Ficaremos com um problema do caralho, acho eu. Nessa hipótese, ou teremos de humanizar o nazismo para salvar o homossexualismo ou teremos de demonizar o homossexualismo para evitar quaisquer conotações embaraçosas.

    Que Hitler não gostava de Judeus, já vimos isso em muitos filmes a cores e a preto e branco. Menos conhecido é o desprezo que ele tinha por todas as formas de religião (também o tinha por certos banqueiros, diga-se a verdade) e, particularmente, pela Cristã. Ás escondidas, claro. Mas não se consta que tivesse andado ao murro com o Mussolini.
    Também, não era por acaso que o seu partido era se chamava “Socialista”, e nem é por acaso que muitos dos homossexuais dos nossos tempos, tudo gente evoluída, têm precisamente os mesmos pontos de vista em relação à religião, e especialmente à Cristandade aquartelada no Vaticano.

    Creio ter respondido à tua pergunta. Se quizeres saber mais, especialmente se nunca leste nada sobre o assunto, vai ao artigo, trinta e duas páginas de delicioso “mexerico”. A Susana ajudar-te-á a encontrá-lo se não andar ocupada com alguma pintura.

  33. chico estaca, o senhor do ‘”nazismo” de cú e língua’, portanto…

    presumo que o seu próximo comentário seja sobre língua, certo?

    muito interessante. muito.

    rvn

  34. Com o Pires não falo, que é malcriado. Para quem quiser saber mais sobre as matérias purulentas que ele aqui esguichou, recomendo a leitura online de The Annotated Pink Swastika, com o texto completo do livro convenientemente anotado.

    http://www.geocities.com/Pentagon/Barracks/8706/index.htm#TOC

    A obra The Pink Swastika, de que eu li o suficiente, é debitada na net em versão integral ou às fatias (que o Pires confunde com artigos) por grupos de incitamento ao ódio da ultradireita religiosa americana, sendo o principal o intitulado Wisconsin Christians United, WCU. O Wisconsin é um conhecido ninho de tarados católicos fundamentalistas, onde foi criado o maitre à penser do Pires, o senador Joseph McCarthy. Curiosamente, este célebre inquisidor, que se fartou de lançar acusações de homossexualidade sobre os seus adversários políticos, foi ele próprio objecto de rumores persistentes sobre a sua homossexualidade. Para disfarçar, casou com a secretária e adoptou uma criança, mas morreu pouco depois de doença hepática, provavelmente cirrose alcoólica.

    E o Pires, não abanará o rabito também?

  35. Pires,

    Não respondeste exactamente ao que te perguntei, mas deliciou-me a tua resposta. Como sempre, e através dos teus múltiplos avatares (como este, que me surripiaste, ou a um conto meu), és directo e nada parvo.

    O assunto, convirás, não tem interesse por aí além. É de caras que as louras botifarras do Reich tinham que calar fundo em muito adónis in spe. Por selecção natural, chegaram lá. Há uma queda gay para as fardas, como as há para as vestes talares e para as imagens da senhora de Fátima (não é blague, aqui no país donde escrevo toda a gente saberia a que aludo).

    O que te parece não importar – e que importa claramente ao Nik – é que a conexão de tudo isso ao nazismo é, objectivamente, uma expressão de homofobia. Só que o Nik estraga tudo quando acaba o comentário com uma insinuação, também ela, detestável.

    Em suma: descontada a lenda urbana dessa Pink Swastica, eis-nos num novelo de sugestões turvas e de ululantes medos interiores. O costume, aliás.

  36. “The Pink Swastika wants to show that
    homosexuals were responsible for Hitler’s rise to
    power, the slaughter of 6 million Jews, and the
    modern neo-Nazi movement in America”

    A citação acima é da autoria dos amigos do Nicknik picapau, um óbvio homossexualista. Dou-lhe um chupa-chupa das Caldas se ele for capaz de encontrar uma única prova de que os autores da Pink Swastika responsabilizam os “homossexuais” pela criação do Nazismo e morte de “6 milhões” de judeus. Mãos à obra, falabarato. Pega na picareta.

  37. Não te zangues comigo, ó Benáncio, sabes como eu sou arqui-liberal. Eu só queria dizer que há grandes farejadores e perseguidores de homossexuais que o fazem só por inveja e perversidade. E dei o exemplo do McCarthy.

    «McCarthy and Undersecretary of State John Puerifory claimed that there was a “homosexual underground” that was abetting the “communist conspiracy.” Numerous reports of the “pervert peril”-so called by the media-were filed in the spring of 1950. In June of 1950, the Senate ordered a full-scale investigation of the claims. Many business owners and bureaucrats were so afraid of being accused of protecting subversives, they began to quickly dismiss homosexual workers. From 1947-1950, dismissals of homosexuals averaged about five per month in civilian government jobs. In the April-December 1950 period, more than sixty per month were fired.

    Joseph McCarthy’s anti-homosexual campaign was planned by Roy Cohn, a closeted homosexual who would eventually die from complications associated with the AIDS virus in 1986. Ironically, Joseph McCarthy himself was many times accused of homosexuality and was confirmed to have been a homosexual by several people. Even though he married his secretary, Jeannie Kerr, and adopted a child, rumors of his homosexual exploits continued to circulate.»

    O McCarthy com o Roy Cohn:
    http://www.apl.org/history/mccarthy/cohn.html

    Outra vez, com o McCarthy a tapar os micros com ambas as mãos:
    http://msnbcmedia2.msn.com/j/msnbc/Components/Photos/040408/040408_mccarthy_hmed_8a.hmedium.jpg

    E outra, agora com o Roy a tapar:
    http://uncletaz.com/mccarthy/cohn.jpg

  38. Nik,

    Sabe-se que um número significativo de agressores de gays são, eles mesmos, gay. Que os desejos que dentro do ‘gang’ vivem são de tal modo inconfessáveis que só resta a violência para fora, destinada a prova de que não se desejam.

    É uma loucura. O que não é propriamente um consolação. Nem para um arqui-liberal.

  39. “Não te zangues comigo, ó Benáncio, sabes como eu sou arqui-liberal. Eu só queria dizer que há grandes farejadores e perseguidores de homossexuais que o fazem só por inveja e perversidade”.

    Ó Nickerbrocker,

    Aos poucos vais revelando o teu infantilismo de comentador transtornado neste blogue. É o que dá, é o que acontece quando se começa com muita garganta baseado numas leituras anárquicas meio ébrias ou tontas de materiais “arqui-coisa nenhuma”. Agora viraste projeccionista de pretos e brancos nostálgicos de dois presumidos paneleirotes para provares a profundidade da tua tresloucada pesquisa de Maria Joana. Fica-te com esta: qualquer miúdo de doze anos no tempo de Salazar tinha uma ideia mais correcta e completa acerca do MacCarthism do que tu tens. O que era preciso era que que o papá cantasse umas cantigas no orfeão do Lopes Graça e não fosse muito à bola com o Álvaro Cunhal.

    Arquiliberalista, my fucking foot e deixa-me rir. De facto, és tão arquiliberalista que metes os pés pelas manápulas sem te aperceberes, e sem subtileza, e sem novidade ou aventura e sem um átomo de nada que possa interessar minimamente a ninguém inteligente que vem aqui espreitar a este blogue. Vá lá, tens a galinha poedeira do RNV, é o que te salva antes que a ambulância chegue para te levar ao Júlio de Matos.

  40. Ó Chico, nunca ninguém te disse onde devias enfiar a Estaca? Ou estás sentado nela?

    Os slides black & white eram só para aumentar a tua cultura geral. Eu tenho este incorrigível lado Madre Teresa. Bem vejo que mordes sempre a mão que te dá esmola. Mas não desisto de te aconselhar a ler tudo o que encontrares na net (de borla, claro) sobre Roy Cohn, esse gay farejador e acusador de homosexuais. Lê às escondidas, claro.

  41. E se gostas de cinema a cores, talvez gostasses de ver “Angels in America”, com Al Pacino no papel de Roy Cohn, ou “Citizen Cohn”, com James Woods no papel do dito. Não me mordas a mão, Estaca!

  42. nick
    sábias palavras, as do Benâncio, sobre desejos inconfessáveis dentro daquilo que ele chama o gang.

    chico:

    estaquei na constatação do seu sentido de humor (toca-me sempre, casei uma data de vezes por causa da porra do sentido de humor…) mas, bolas, nem cristo himself (com H) era capaz de negar a dimensão de Roy no ânus da américa durante o seu tempo…
    fico feliz por entreler que a si escorregou suave, o nosso Cohn; percebo-o ferpeitamente Portugal tem sol e é lindo no Outouno.

    (ah, é verdade:sem ofensa, eu próprio sou capaz de escolher as paredes onde me encosto, mas ’tá bem..)
    rvn

  43. e já agora, não levarão a mal, mas sinto a falda das gaiijas por aqui.
    qualquer mundo só de barbas e bigodes e coisos é uma chatice, tenham lá paciência.
    susana, claudia, zazie, catarina, até a lili da caquinha do benâncio era bemvinda, digo eu! gaiijas, please!

    rvn

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