fait divers

Ontem perguntaram-me como era ser a única mulher num blog de misóginos. Respondi, automaticamente, misóginos, eles?!, coitados.
Pensei que seria preciso saber, antes de mais, o que é ser mulher. E o que é ser única? A única mulher, ainda por cima.
Afinal, o que é um blog? Um blog pode ser tanta coisa. Um blog de gajos? Logo um blog, onde há tantas presenças, mesmo ausentes; olhamos a caixa com escassa dezena de comentários e pensamos a zazie não veio, hoje.
Como se caracteriza um misógino? E um gajo? Não faço ideia.
Respondi, remetendo apenas para a minha experiência: é bom.

susana

47 thoughts on “fait divers

  1. Neste blogue não há misóginos, minha senhora, pode ficar descansada. Quem lhe “sugeriu” o contrário ou estava a mangar consigo, ou não lê este blogue, ou tem falta de conversa.

    Ginofilia politicamente correcta, isso sim, nota-se aqui alguma, entre autores e comentadores, e quase me apetece dizer que por vezes se vê neles a ânsia indisfarçável para se meterem, literalmente, nas peles e roupas das meninas, incluindo a lingerie intima de protecção ao mexilhão. Nem outra coisa seria de esperar dos planos das camorras políticas internacionais de castração gradual do homem em todos os aspectos.

    E o seu “coitados”, mais do que um sinal de que a senhorita pode já ter sido inoculada com o virus super-aquecido da androfobia, é prova de que não está “sozinha” neste blogue. Congratule-se. E não se esqueça de nos e mostrar a sua colecção de aguarelas para o Outono para endireitar a pilita ao JPC, que bem precisa.

  2. Uma mulher assina num post de um autor masculino e levanta questões sobre as identidades dos sexos e a misogenia.
    Em vez de perderem tempo com questões pouco relevantes deviam aproveitar a boa onda e pensar mas é em fazer um upgrade à aspirina e transformá-la na C, pois claro. C de Cruzamento de géneros!

  3. Já que falaste em mim, aproveito para cobrar uma pergunta. Como é que v.s fazem para expandir os posts?

    No blogger existe um código que se insere no modelo mas depois tem o defeito de aparecer em todos os postes, incluindo aqueles onde não se deseja.

    Já experimentei duas versões e o problema é igual.

    Obrigada

    P.S.
    ia jurar que os “problemas técnicos” são “coisa de gajo” mas eu pelo-me por eles e não é na cabeça que importa a diferença…
    “;O)

  4. a primeira versão do post terminava:
    «Respondi, remetendo apenas para a minha experiência: é bom. Pensava, eu, que era apenas a única leiga numa liga da língua.»
    cortei, porque achei que além de foleiro perdia a ambiguidade e o efeito.

    como é óbvio, trata-se daquelas coisas que só se escreve porque não se pensa. um absurdo, como nota o agent. achei aquela pergunta hilariante. depois, ainda, há este hábito de as pessoas usarem «misógino» para dizer «machista». ora, de machista e de feminista todos temos parte. é fácil ter-se uma visão parcial a partir de um dito. que até pode ser uma provocação,ou uma brincadeira. como o exemplo supra…

    zazie, passaste por cá. ;D
    não há essa possibilidade no blogger. é uma das vantagens do movable type. também senti a falta dessa possibilidade enquanto estive nesse servidor.

  5. Obrigada.

    Só para chatear não vou contribuir para mais comentários no post
    “:OP

    Mas há um teste giro para se medir a percentagem de “cabeça masculina e feminina” de cada um.
    O Animal dos Marretas chegou a colocá-lo online.

  6. Vou ser obrigada a contribuir com mais um.

    Haver há, porque os blasfemos usam-no. Só não sei qual deles sabe e se é blasfemo a quem se peça uma coisa dessas.

  7. Olha este* é que nunca deve ter qualquer dúvida quando quer dar uma boa definição de o que é ser mulher!
    Ora leiam o que ele respondeu no DN:

    “-Na sua opinião, uma mulher que é agredida pelo marido deve manter o casamento ou divorciar-se?
    Depende do grau da agressão.

    -O que é isso do grau da agressão?
    Há o indivíduo que bate na mulher todas as semanas e há o indivíduo que dá um soco na mulher de três em três anos.

    -Então reformulo a questão: agressões pontuais justificam um divórcio?
    Eu, pelo menos, se estivesse na parte da mulher que tivesse um marido que a amava verdadeiramente no resto do tempo, achava que não.”

    *Reitor do Santuário de Fátima, Monsenhor Luciano Guerra

    (entrevista retirada do “Arrastão”)

  8. Que post mais reaccionário. É óbvio que ninguém te fez essa pergunta. Se eu mandasse, corria contigo do aspirina. Não é que eu seja misógino, mas é óbvio que isso dos blogues não foi feita prás mulheres.

  9. Mosóginos? Nada, é tudo bons rapazes. Literais e tal, mas bons rapazes.

    (zazie, também me lembrei do Blasfemias e estive a cuscar: é um javascript chamado getElementById, mas não sei como se configura)

  10. rvn, o que te deu? se não esperasse sentido de humor nos homens jamais teria escrito este post.

    chico estaca, não fiques assim. sabes que continuas a ser o meu misógino de estmação. aliás és o único por aqui.

    agent, isto é boa onda. tens que te fazer à carreirinha.
    e o monsenhor que se cuide, ou ainda arranja um grupo de mulheres que lhe façam uma amostra ocasional.

    raio, boa pergunta. temos que descobrir um caso desses.

    luís éme, tamém achei. embora não saiba qual delas.

    noveetal, que boa notícia.

    joãozinho, a prova da tua misoginia está no facto de não teres percebido que em casa onde há uma mulher é ela quem deve mandar. e a a tua incompetência é não teres conseguido evitar as gralhas, mesmo tendo eu ditado o teu comentário ao telefone.

    senhor pires, a coisa anda mal. é a primeira vez que contacto com tal palavra.

    cláudia, assim estás a dar-lhes desculpas para muita coisa.

    catarina, já viste isto?! anda tudo muito sério.

  11. Susana: diz «ser a única mulher num blog». Neste momento, sim. Mas não esqueça a excelente e diversificada contribuição dada por Soledade Martinho Costa que, durante alguns meses, também foi a única bloguista no Aspirina. Nessa altura a Susana apenas comentava. Lembrei-me dela por ter lido no post da Susana, «olhos nus», um comentário assinado por alguém com o pseudónimo Suledade. Igualmente o post assinado pela Susana «Eu também quero ser manequim no Aspirina B», na segunda foto, «Um dos manequins depois da contenda», nos comentários femininos, inutilmente provocatórios, em meu entender, o nome da Soledade constava de todos eles.
    Achei a coincidência um pouco estranha, confesso. Porque será que acontece isto nos posts da Susana? De início, a Soledade, que gostava de ler como leitor regular deste blog, foi aceite com rasgados elogios de todos vós, incluindo os do Prof. Fernando Venâncio e os da própria Susana. Depois, não sei porquê, aconteceu-lhe uma história muito semelhante à do Daniel de Sá, que também gosto de ler. Com a diferença de que a Soledade não voltou mais aqui com os seus interessantes textos e criou o Sarrabal, blog onde continuo a lê-la com agrado, enquanto o Daniel, apesar de tudo, permaneceu com a sua colaboração.
    Só não entendo esta perseguição, que me parece pouco digna, a uma autora que, decerto, não sabe que continua a ser lembrada por vós, ainda que pejorativamente. Mas como insistem em recordar o seu nome, pergunto: será que deixou saudades? Pelo menos, mostram que não a esqueceram.
    Sou professor numa escola de Lisboa e a escritora Soledade Martinho Costa deixou gratas recordações entre alunos e colegas meus, quando nos visitou o ano passado. Livros seus têm ajudado a nossa tarefa de educadores.
    Não costumo intervir em caixas de comentários. Desta vez, calhou. Achei que Soledade Martinho Costa merecia algumas das palavras que deixo aqui.
    Penso ainda, com a melhor das intenções, que o Aspirina já foi melhor. Falta-lhe, em minha modesta opinião, colaboradores que não escrevam só banalidades. O Py nunca mais escreveu. O Jorge Carvalheira, ultimamente, aparece pouco e o Carmo Francisco parece ter medo de escrever, talvez porque, quando o faz, é desancado sem piedade. Qualquer dia, deixo de ler o Aspirina por falta de assuntos com interesse. Fica o alerta, que pode nem ser importante. Vão uns, outros virão, naturalmente.
    Este escrito veio em defesa da escritora acima citada. Esse foi, sobretudo, o propósito destas longas linhas, para as quais, desde já, peço as minhas desculpas.

    Com os meus cumprimentos

    JMP

  12. JMP, pela minha parte posso assegurar-lhe que sim, a soledade deixou saudades. quanto a essa estranheza que aponta e na qual não reparei (não faço ideia se tem razão, se é verdade que aparecem referências à soledade nas caixas dos meus posts), talvez seja melhor perguntar à própria.

  13. São ditotes impertinentes e malévolos como os de catarina c que me levaram a escrever o meu comentário. Ditotes assim, só vêm dar-me razão. Perguntar à autora é difícil. Não teria tal desplante nem confiança para tanto. Só nutro por ela admiração e respeito. Mas aconselho a Susana a reler os comentários desses seus posts.
    Já calculava que seria mal recebido. Mas não me arrependo.
    Outra coisa, menina catarina c: não costumo usar pseudónimos, assino o que escrevo com o meu nome verdadeiro.

    Joaquim M. Pereira

  14. joaquim, repare: ler os comentários vai dizer-me absolutamente nada acerca da sua proveniência ou motivações. pelos meus, respondo eu, e trazem sempre o meu nome em baixo (aparecendo alguns de outras autorias com assinatura idêntica).
    assim, não estou em condições de responder à pergunta que formula acima.

  15. Os misóginos não dão dentadas, em princípio. Não confundamos misoginia com machismo, marialvismo, selvajaria masculina, etc., embora nestes últimos comportamentos apareçam sempre elementos misóginos.

    Etimologicamente, os misóginos são gajos (ou gajas, se forem misóginas) que não gostam de mulheres, ou não gostam delas como elas são, preferiam que elas fossem diferentes, mas não são. O misógino é um fulano (ou fulana) que não se agrada – e, por isso, se afasta – da companhia das mulheres. Não se aproxima muito delas, nem para lhes bater. Evita-as. Acha-as inferiores ao homem. Burras. Chatas. Caprichosas. Possessivas. Histéricas. Gastadoras. Fúteis. Irritantes. Volúveis. Inconsequentes. Incoerentes. Por aí fora.

    É tudo uma questão de insegurança masculina, acho eu.

    Mas também abunda por aí uma coisa chamada misandria – a aversão aos homens.

  16. susana, não é desculpa para fazerem o que querem :-P Neste momento, mando em vários homens e têm que piar fino que sou eu o boss apesar de ser baixinha. LOL
    Qu’est-ce que je me marre au fait, eheh.

  17. E os homens adoram-me no trabalho. Um já me tratou de parva, inclusive de armada em chefa; outro já me classificou nas “perigosas”. LOL. Resumindo, são uns amores!

  18. Eu acho que na observação que te fizeram, Susana, misógino=gajos=homens=homens dotados de pénis. Só isso, desculpa a crueza :) E que a eventual estranheza se deve a teres participado na Soca, blog só de mulheres. Parece-me simples, mas gostei muito da tua dissertação, subtil e inteligente. Boa semana!

  19. Concordo com a Catarina. Eu nem sequer sabia que a Soledade era escritora. LOL. Deve escrever em cima da tal prancha, com o creme anthelios, se faz favor. Só usa o que é bom na farmácia. Nada de chinesices.

  20. Cristo!! Eu que fui ali e já vim dou convosco numa gritaria destas!?

    Susana: mal entendido teu, evidentemente! Lê melhor e repara que a minha resposta é, com lógica, para a zazie.

    JMP: leio a Sol com o prazer que a mim me diz respeito; e sinto sempre a falta do escriba Daniel. E não me levará a mal que lhe diga que me fez lembrar uma tia que dizia sempre ‘eu não tenho nada a ver com isso, mas..’ e lá vinha uma cicutazinha discreta para animar a tarde! Take it easy, como dizem os franceses.

    Catarina e Cláudia:
    Acho um doce um mau feitio na hora certa!! Malvados diabetes.

    Susana: vale tudo menos mandar evacuar a sala.

    siga a dança

    rvn

  21. cláudia, não te invejo. deve ser uma chatice ter que mandar em alguém.

    alba, tu não me digas. devo então ter dois cá em casa, lá pénis têm eles. o mais estranho é que não me largam.
    é engraçado falares na soca. há uma grande diferença entre os dois sítios, de facto, não tanto pelo género, acho. é sobretudo o ambiente, do qual fazem parte também os comentários, abundantes nos dois, mas raramente agressivos na soca. a soca era muito heterogénea, o aspirina também. se alguma vez senti alguma estranheza não a senti por ser a única mulher, o que vejo como situação transitória, mas pelos outros serem todos pessoas com um domínio e conhecimento da língua que não possuo.

    rvn, a zazie não te respondeu, é verdade.
    e olha que ninguém gritou, estava tudo muito brando.

  22. Zazie, espreite o código fonte do blasfémias e copie o Java deles (em duas partes, uma no head, outra no body). Ou então pesquise no google que há imensos sites que disponibilizam códigos de java para tudo e mais alguma coisa.

    (bjs, susana)

  23. “(os) outros serem todos pessoas com um domínio e conhecimento da língua que não possuo.”

    Ó meu Deus o que Freud diria disto …

  24. meu Deus, como eu adoro as mulheres! a suavidade, a contenção, a doçura e o espírito de solidariedade inter pares comovem-me!
    deixem-se estar, por favor, não se incomodem…

    rvn

  25. Obrigada, Clara.

    Já espreitei mas o problema é que nunca se consegue ver tudo o que vem no body (as configurações dos posts do blogger não são visíveis)
    Já descobri uns truques que funcinam para o template, quando me der na veneta faço o resto.

    rvn:

    mas v. estava a falar comigo? de problemas técnicos? não dei por nada e olhe que me pelo por problemas técnicos

    (botem aí o teste de cabeça masculina e feminina que isso é que tinha piada.
    Acho que é um teste muito giro porque nas mulheres não lhes retira feminilidade mas nos homens não sei, não…

    “:O)))

    “:OP

  26. obrigada, clara, e beijos para ti, também.

    c. verbosa, e que diria freud deste teu súbito interesse pela questão…?

    zazie, exacto: já ontem pensei que tinha de perguntar-te onde está o tal teste. senão, pergunto ao animal.

  27. É verdade. Era giro encontrá-lo mas vai demorar e não sei se posso.

    Sei que está nos marretas e foi no início. Há-de ter sido antes do 25 de Abril do primeiro ano marreta.

    ehehe

    É assim que faço as contas.
    Não digas nada a ninguém mas o Statler teve uma percentagem de cabeça feminina muito maior que a minha
    ehehhehe

    Procura nos ficheiros do primeiro ano, antes do JPP ter vindo para a blogosfera. Aí por volta de Março, mais ou menos, ou Abril.

  28. Mas olha que esses testes não são aldrabice. Fazem-se muitos psicotécnicos assim.

    Há mesmo explicações científicas para alguns factores. A leitura de mapas, por exemplo- a noção espacial- as mulheres têm dificuldade (ia jurar que é por isso que não há grandes cineastas, mas isto é mania minha). O gosto exploratório também faz parte de características cerebrais mais masculinas. Os “homens de letras” não a têm, ou têm-na em muito menor grau, etc, etc,

    (esta categoria – homens de letras- não é literal- foi uma categoria criada por um “pinguim” de 13 anos mas com grande perspicácia.
    “;O)

  29. zazie, está feito. pedi ao animal. ele não se recorda, mas vai procurar.

    cláudia, coordenar é melhor. disso sou capaz.

  30. :-) é verdade, susana.
    Na minha gama de coordenações, só me falta a coordenação de sentimentos. As equações matemáticas da emoção são as mais difíceis de coordenar.

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