Arquivo da Categoria: Valupi

Dominguice

"Life's but a walking shadow, a poor player
That struts and frets his hour upon the stage
And then is heard no more. It is a tale
Told by an idiot, full of sound and fury,
Signifying nothing."

"To be, or not to be: that is the question."

Jornalismo jornalismo

“Nós aqui como é hospital amigo dos bebés não fazemos”: como o SNS viola a lei do aborto

“Disseram que tinha de esperar pelos batimentos cardíacos para abortar”

Inspeção-Geral da Saúde vai realizar inspeção a todos os serviços do SNS que façam abortos

Camila vai pagar 800 euros pela IVG. No hospital de Santa Maria só tinha consulta após as 10 semanas

Hospital de Santa Maria assume erro e vai custear as despesas do aborto de Camila

O putinismo está bom e recomenda-se

«O PCP considerou esta quinta-feira que a decisão do Presidente português de condecorar o homólogo ucraniano com a Ordem da Liberdade é uma "afronta aos democratas" porque Volodymyr Zelensky "personifica um poder xenófobo, belicista e antidemocrático".

Numa nota enviada às redações, o PCP considerou que a decisão do Presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa, de condecorar o seu homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky, com o Grande-Colar da Ordem da Liberdade, "constitui uma afronta aos democratas e uma decisão contrária à construção de um caminho de paz".

Os comunistas criticam esta condecoração "em vésperas das comemorações dos 50 anos da Revolução libertadora de Abril", acusando o Presidente ucraniano de personificar "um poder xenófobo, belicista e antidemocrático, rodeado e sustentado por forças de cariz fascista e nazi".»


Fonte

Roma&Amor

Uma forma de desvalorizar os crimes denunciados pela Comissão Independente para o Estudo de Abusos Sexuais de Crianças na Igreja Católica Portuguesa consiste em relativizá-los na comparação com os números de crimes similares ocorridos fora da ICP, sejam estes conhecidos ou imaginados. Gente muito graúda começou tal campanha logo quando se apresentaram resultados provisórios da investigação, e será essa a retórica que mais irá sendo martelada pelo organismo ferido. Faz sentido tentar conter os danos pelo nivelamento antropológico, pois reflete uma verdade: a ICP não tem o exclusivo dos abusos sexuais em crianças e menores, nem os inventou. É a humanidade, pá.

Num outro nível, que apenas ocupa colunas de opinião esparsas, questiona-se a cultura de uma organização vocacionada para o encobrimento destes crimes, quiçá de muitos outros. Nesse âmbito, cabe a responsabilidade individual adentro da hierarquia, culminando nos papas. Fica a pairar a contradição, se não for o paradoxo, de se estar a pretender condenar o sujeito activo dos crimes sem fazer o mesmo a quem o selecionou, formou, habilitou para ter poder de influência e coerção sobre as vítimas e, após tomar conhecimento da sua violência e respectivos danos, decidiu encobrir e proteger o criminoso — enquanto abandonava as vítimas ou, o mais frequente, ainda as castigava. É uma problemática fascinante porque remete para uma única saída: a refundação da Igreja Católica Romana.

Mas há uma dimensão ainda mais intrigante, a qual é estritamente espiritual. Admitindo que os fiéis católicos têm fé, vamos apostar 10 euros nisso, que estão eles agora a pensar do seu deus, um deus que nem sequer consegue proteger os espaços — e respectivas cerimónias — onde o culto público que o povo presta a “Deus” se torna acontecimento “misterioso” através da real ingestão do “corpo de Cristo”? Que tipo de relação se deve ter com um deus que deixa os seus mais purificados representantes cometer o que só podem ser actos diabólicos de acordo com a doutrina católica, e que por acréscimo permite, quiçá horas ou minutos depois, que esses mesmos fulanos estejam no altar a celebrar a “santíssima eucaristia”? Como é que o fiel católico dá sentido à sua experiência de ter um deus que fica impávido e sereno perante a infernal destruição da saúde mental de crianças e jovens cujos pais confiaram na sacrossanta publicidade? Dá vontade de concordar com os maluquinhos que dizem estar na palavra “Roma”, e no que ela transporta de herança histórica, a literal antítese do “amor”.

Polichinelos sorridentes

Francisco Seixas da Costa é uma improbabilíssima figura para ser citada a propósito da publicação dos resultados da Comissão Independente para o Estudo de Abusos Sexuais de Crianças na Igreja Católica Portuguesa. Não fez e não faz parte da ICP. Não participou na dita Comissão. Não é uma das vítimas à espera de ajuda e da Justiça. Por que raio a sua opinião sobre a matéria, qualquer que fosse, teria relevância suficiente para ser destacada? E, para mais, neste modo a despachar, numa única frase, e tendo um arcaico blogue como veículo de divulgação?

Acontece que tudo nessa singular frase é singularmente significativo. Começa com a prioridade de olhar para si (“Como ateu”, como se isso importasse à audiência), passa para o eufemismo (“momento menos simpático”, em vez de “desgraça tremenda”, “revelações trágicas”, “escândalo profundo”), salta para a ICP como marca (“património cívico e moral”, ou seja, a dimensão do poder fáctico), volta ao eufemismo (“esta mancha”, algo que sai com sabão, bem diferente de uma ferida, uma doença, um golpe fatal) e termina com a assunção da sua cumplicidade (“segredo de Polichinelo”, isto é, ele já sabia da coisa desde sempre, apetece-lhe bocejar).

O diplomático, delicado e distinto Francisco não teve tempo para soltar um lamento dirigido às vítimas. A sua preocupação atendeu antes à salvaguarda da instituição e, nela, aos elementos com quem tem variadíssimas relações sociais e pessoais. A mensagem é a de que esta chatice vai passar, em breve estará esquecida, e continuará a haver muito “património” com a chanchela ICP para desfrutar pelos anos, décadas e séculos vindouros. E se ele assim pensa, e até o publicita, podemos estar certos de que representa o pensamento e atitude dos círculos por onde se move, as elites da política, da economia e da comunicação social.

Portanto, basta uma frase de um incauto autor, o qual nada de nada de nadinha de nada tem a ver directamente com a problemática, para podermos fazer um diagnóstico sobre as causas sociológicas e políticas que estão na génese dos crimes cometidos por sacerdotes católicos. Na sociedade, era do domínio público a existência dos abusos e das violações, sem que tal levasse a uma indignação popular, assim se estabelecendo como uma forma passiva de cumplicidade. Na política, era do conhecimento de todas as autoridades (legislativas, executivas e judiciárias, a que se juntam as policiais) o mesmo que corria à boca pequena ou cheia na sociedade, por maioria de razão e com muito mais informação ao dispor, assim se cristalizando e consagrando a activa cumplicidade do regime, da comunidade, com os crimes sistemáticos. O que de imediato desperta a pergunta: que outros crimes secretamente no domínio público se andam a cometer impunemente? Por exemplo, será a utilização da Justiça para o combate político um deles?

Não foi assim há tanto tempo, historicamente, que a prostituição masculina infantil e juvenil em Lisboa aparecia em guias internacionais. Os senhores estrangeiros eram convidados a passear nos Restauradores, ex-líbris da Capital, podendo servir-se do material exposto sem o menor risco de aparecerem agentes fardados ou à paisana a perturbar a captação de divisas. Consumo turístico brindado com o sorriso irónico dos Polichinelos que subiam ou desciam a Avenida.

Revolution through evolution

Mushrooms magnify memory by boosting nerve growth
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Drinking coffee helps maintain low blood pressure
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‘It’s me!’ Fish recognizes itself in photographs, say scientists
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Incivility reduces interest in what politicians have to say, shows research
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Echoes of ancient curse tablets identified in the Book of Revelation
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Prosocial CEOs increase company value, stakeholder satisfaction
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Why Spy Balloons? Computer Engineering Expert Explains the ‘Sneaky Surveillance’ Technology
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Dominguice

Num mundo onde a Inteligência Artificial fica ao dispor das massas sem qualquer custo para a busca de informação, a inteligência dos indivíduos e dos grupos aumenta e esse acrescento cognitivo traz benefícios para todos. Mas a maior benesse da IA vai ser a de levar a inteligência natural, aquela que transportamos na cachimónia, para uma posição de ainda maior vantagem competitiva.

Pensa: quando é canja, ou cagada, chegar às respostas, o que tem valor, o prémio, está em chegar às perguntas.

O socratismo chegou à Madeira

E José Sócrates? "Não nos falávamos, acabámos amigos. Fizemos as pazes no dia dos aluviões. O gajo foi impecável. Combinámos um plano de apoio à Madeira. Estava de férias no Porto Santo e telefona-me o Sócrates: 'Tenho uma proposta para lhe fazer. Suspende-se o que está no Orçamento do Estado [OE], arranja-se uma lei para isso, por quatro anos. E eu compenso. O dinheiro que você ia receber dali do OE, vai receber na lei de apoio à recuperação dos aluviões'. E eu: 'Ó homem desde que eu não perca dinheiro você faça como quiser'. E ele: 'É que não posso perder o Teixeira dos Santos'. A certa altura ele não falava com o Teixeira dos Santos e disse-me: 'Quando precisar de tratar coisas das Finanças vai falar com o Emanuel dos Santos', que era um secretário de Estado da confiança dele, 'sem o Teixeira dos Santos saber'. E eu [risos]... porra de país em que eu estou metido."

E Teixeira dos Santos? "Só soube disto por mim, um dia que me convidou para jantar, anos depois. Ficou branco." [Risos].

A gargalhada foi quebrada de rompante. Bastou perguntar por Passos Coelho. "Aí é mais grave, aí é mais grave. O Passos é um situacionista do sistema político. O Passos nunca tolerou que eu fosse adversário político do sistema constitucional de 1976. O Passos nunca entendeu as autonomias, porque é um retornado de África. E acha tudo isto uma ameaça à unidade nacional. E o Cavaco também não gostava muito dele. O Passos começou a apoiar o [Miguel] Albuquerque contra mim. Chegou ao ponto de vir à Madeira homenagear os ingleses que tinham sido contra o PSD o tempo todo. E a última foi quando houve aqui, no Congresso, a passagem de testemunho. Fundei o partido aqui, dei 40 e muitas vitórias ao partido, consegui mudar um pedacinho a Madeira, e ele nem uma palavra teve para mim. Nem sequer um 'Olha, obrigado Jardim'. Nada. Foi como se eu não existisse. Isto é ofensivo. Vim a saber que ele tinha dito numa reunião que 'O Jardim, daqui a três meses, ninguém se lembra dele'. Olha o sacana!"

O tom depreciativo aumenta. Quase não preciso de fazer perguntas. "O que ele fez foi uma política de genocídio social. Não se recupera uma economia cortando salários, recupera-se travando a inflação. Não se tira poder de compra às pessoas. Não se vai tirar a uns desgraçados, já com reformas vergonhosas, o pouco que têm. O que ele fez ao país é imperdoável. É a negação da social-democracia."

Por instantes, um silêncio. Jardim beberica um pouco. E se o Passos Coelho regressar?, pergunto. Jardim olha-me em espanto e responde sem hesitar: "Se ele vier eu tenho que votar noutra pessoa qualquer."


Entrevista a João Jardim

Os homens que agridem e assassinam mulheres usam o mesmíssimo argumento

«Roger Waters discursou no Conselho de Segurança na qualidade de "ativista civil a favor da paz" a convite da Rússia, que convocou esta reunião para discutir o aumento do fornecimento de armas à Ucrânia pelo Ocidente.

Apesar de considerar que a invasão russa da Ucrânia foi "ilegal", Waters frisou, por videoconferência, que não se pode dizer que "não aconteceu sem provocação".»


Fonte

Revolution through evolution

Putting yourself in your partner’s shoes will make you less likely to be unfaithful
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Why reflecting on your values before opening your mouth makes for happier relationships
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Just one quality conversation with a friend boosts daily well-being
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Coffee with milk may have an anti-inflammatory effect
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Playtime is purr-fect for your cat’s welfare
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Gay men discriminate against feminine gay men, new study finds
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Study offers neurological explanation for how brains bias partisans against new information
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Dominguice

Quem vê caras não vê corações. Uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade. Quem cala, consente. Não se fazem omeletes sem partir ovos. Quem não chora não mama. Em terra de cego, quem tem um olho é rei. Quem feio ama, bonito lhe parece. À noite todos os gatos são pardos. Quem parte e reparte e não fica com a melhor parte, ou é tolo ou não tem arte. A ocasião faz o ladrão. Quem não arrisca não petisca. Ladrão que rouba a ladrão tem cem anos de perdão. Quem tem capa sempre escapa.

Ou seja, nunca digas desta água não beberei.

Da normalização da calúnia

Ana Gomes tem nojo do PS, sente ganas de vomitar no Largo do Rato. Como ela diz, não aceita nem reconhece este Partido Socialista, experiência que lhe revolve as entranhas e desperta-lhe uma vontade insana de caluniar. Daí, aos domingos, ir para um canal do Balsemão apelar a que se tire essa gente do poleiro e se meta lá a sua. De preferência, enfiando alguns no chilindró, a começar ou a acabar no odiado Costa. Sem exagero: aquando das notícias relacionadas com um inquérito judicial a Manuel Salgado, a senhora frisou enfaticamente que a investigação devia chegar a Medina mas não parar aí, pois não foi este quem meteu o alvo na CML…

Donde, posto ser uma autoridade moral da Grei, temos de concordar com ela. A ida de Ana Catarina Mendes à convenção do Chega está realmente a normalizar esse partido. É inegável, porque lógico. Só que a lógica em causa não é da responsabilidade do PS, antes da Constituição e do Tribunal Constitucional. O Chega é um partido inserido na legalidade, concorre a eleições legislativas e autárquicas, tem mais deputados do que o PCP e o BE juntos, cresce nas sondagens. Aparecer um membro do Governo na sua Convenção demonstra respeito democrático para com os eleitores desse partido. E ouvirmos as declarações desse membro do Governo à saída do evento, onde avaliou politicamente o conteúdo testemunhado, demonstra o respeito ideológico do Governo e do PS para com os restantes eleitores que não votaram nesse partido.

De facto, este PS não é o de Ana Gomes. Tal como não eram os anteriores, excepção para o de Seguro. Isso não a impediu de ser uma alapadíssima deputada europeia durante o socratismo, acabando a morder na mão de quem a alimentou. Agora, exibe o título de Candidata a PR2021 e dedica-se à vingança contra o partido que não apoiou a sua ambição. Nesse sentido, a chungaria fascistóide do Ventura e sequazes consegue ser mais honesta do que os maus fígados desta profissional da calúnia.

O ódio como motivação

«A presença de Miguel Pinto Luz no encerramento da convenção é a confirmação do que se já percebeu: se o PSD precisar do Chega haverá um acordo. E quanto mais sinais der disso mais utilidade terá o voto no Chega, à direita, e mais precisará dele. Percebendo a centralidade que lhe dão, Ventura subiu a parada: quer ministros. E a sede de poder da direita será tal que os terá.

[...]

Quanto à presença de Ana Catarina Mendes, em representação do governo, é ainda mais significativa. O PS não esteve presente, mas, ao escolher uma das suas principais ministras, Costa quis valorizar o Chega, passando a ideia de que por ele passa qualquer alternativa. O que Macron tem feito, destruindo todo o sistema partidário francês. Só há um problema: as coisas estão a chegar a um ponto em que até o PS parece estar a perder votos para a extrema-direita. Costa está a alimentar um monstro que lhe garantirá a sobrevivência a curto prazo. O problema não são apenas os inimigos da democracia. São os que estão demasiado ocupados consigo mesmos para a defender.»

Daniel Oliveira

🤹‍♂️

O excerto acima pendurado é mais um paradigmático exemplo do que é o “raciocínio motivado”, servido por este especialista no assassinato de carácter de António Costa. Listemos as deturpações crassas:

1. “Quanto à presença de Ana Catarina Mendes, em representação do governo, é ainda mais significativa.” ⇽ Ainda mais significativa do que a presença de Miguel Pinto Luz, vice-presidente do PSD, e pintado como apoiante de um acordo com o Chega, acordo esse que implicará dar ministérios a Ventura? Como é que a presença de alguém que denuncia o Chega como uma força política que apela ao ódio pode ser mais significativa do que a presença daquele para quem esse ódio será instrumental para tomar o poder?

2. “O PS não esteve presente, mas, ao escolher uma das suas principais ministras, Costa quis valorizar o Chega, passando a ideia de que por ele passa qualquer alternativa” ⇽ O PS esteve presente, porque Ana Catarina Mendes, para além de actualmente ser ministra de um Governo socialista, continua a ser uma deputada eleita pelo Partido Socialista e sua secretária nacional. Ana Catarina Mendes pode ser uma das principais ministras mas foi enquanto Ministra dos Assuntos Parlamentares que esteve presente num evento de um partido com representação parlamentar muito relevante, actual terceira força. Que devia o Governo fazer para satisfazer o escriba, enviar o Ministro da Cultura? Costa não quer valorizar o Chega, quer desvalorizá-lo, precisamente porque por ele passa uma qualquer alternativa. E és tu, Daniel, quem garante que passa umas linhas acima no teu texto.

3. “O que Macron tem feito, destruindo todo o sistema partidário francês.” ⇽ A sério que é Macron quem anda a destruir o sistema partidário francês? E o sistema deixa? Temos Napoleão! Não admira que Costa o queira imitar, que sonhe todas as noites com a destruição do sistema partidário português. É que deve dar um gozo do caraças.

4. “Só há um problema: as coisas estão a chegar a um ponto em que até o PS parece estar a perder votos para a extrema-direita. Costa está a alimentar um monstro que lhe garantirá a sobrevivência a curto prazo.” ⇽ Parece ou está? Há muita coisa que parece e não é, né? Parece que o Sol roda à volta da Terra, é o que parece. Será? O mesmo acerca desses nutrientes para o monstro. É mesmo assim ou parece-te? Vê lá isso bem, pá. O ódio nem sempre é o melhor conselheiro.

5. “O problema não são apenas os inimigos da democracia. São os que estão demasiado ocupados consigo mesmos para a defender.” ⇽ A tese é a de que compete ao Governo defender a democracia da ameaça do Chega, não ao PSD disposto a levar a chungaria fascistóide para São Bento nem ao cidadão interessado em viver numa sociedade onde se respeitam os valores da integração e do socorro aos mais desvalidos, dentro das possibilidades geradas pelo apoio à classe média, ao empresariado e às instituições da saúde, educação, ciência, segurança. Esse encargo, a missão de governar, com a sua desvairada complexidade, surge ao comentador profissionalizado como sendo equivalente a “estar ocupado consigo mesmo”. O nível de psicologização e fulanização é folhetinesco, o exercício de usar o Chega para atacar um primeiro-ministro que se tornou um alvo obsessivo desde 2019 é patético.

Combater Ventura passa por mostrar que ele é um vendedor de banha da cobra, na sua cara. E já foi alcançado, pela mais inesperada figura possível, o Tiago Mayan. Este sui generis protagonista fez mais pela defesa da democracia em 35 minutos do que a colecção completa dos tratados antiCosta que o Sr. Oliveira vende semanalmente ao Balsemão.