Agora que Pacheco Pereira colocou um caluniador em tribunal e ganhou, estará o bibliotecário da Marmeleira finalmente em condições de pedir desculpa pelas calúnias que tem espalhado desde 2009 (pelo menos)?
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Na prática, estes conselheiros são uns pulhas
Assinando por baixo as palavras da Penélope a respeito de Lobo Xavier, acrescento que foi penoso ver os seus parceiros de programa (onde se inclui um suposto jornalista) a não terem coragem moral, ou então decência cívica, ou que fosse a mera noção de respeito próprio, para denunciar a sua violação do sigilo a que está obrigado como membro do Conselho de Estado. Pacheco Pereira ensaiou sugerir que ele estava a vender banha da cobra pois a “mentira” que Lobo Xavier atestava não ter encontrado nos relatos sobre o episódio pode assumir várias modalidades, mas não o confrontou com a obscenidade cúmplice de estar a validar publicamente os boatos lançados para atacar Costa. Alexandra Leitão foi inane, nem sequer simulando ter algo a apontar ao que tinha ouvido de Lobo Xavier e refugiando-se em banalidades sobre a questão que beneficiam o infractor.
Quanto a Marques Mendes, no mesmo domingo de bombardeamento marcelista, a pulhice foi igual e ainda mais sórdida, pois aquele seu espaço de propaganda é sempre mais sórdido. Nele, a suposta jornalista com que faz parelha não gasta uma caloria a fingir que representa algum interesse público ou vago ideal relativo à carteira que lhe dá o estatuto profissional. Ela está ali para ser ponto do artista, e o artista usa aquela meia hora semanal para ser a voz da direita oligárquica, ao mesmo tempo que fantasia vir a continuar a sua carreira de comentador laranja em Belém.
Vale a pena ouvir a sequência de sofismas chungosos a que se entregam para amplificarem a utilização do Conselho de Estado como arma de arremesso político cujo fim é manchar Costa e desgastar o Governo. Vale a pena porque estas pessoas têm muito poder sociológico em Portugal. Começa com uma canalhice de manual: “Todos sabemos que Luís Marques Mendes é conselheiro de Estado, tem o dever de reserva em relação ao que se passa lá dentro, mas há aqui uma situação que podemos dizer que pode ser analisada em teoria: é que se é ou não normal que um primeiro-ministro, ou conselheiro de Estado, fique em silêncio?” Segue-se a “teorização” do tal conselheiro de Estado muito respeitador do dever de reserva em relação a um dos órgãos mais selectos e protegidos pelo sigilo em toda a República. Menos de 20 segundos depois, a “jornalista” passa da teoria à prática vocalizando “Tanto pode que ficou”, referindo-se ao primeiro-ministro num aparte que recebeu um “Exactamente” pelo tal conselheiro de Estado teorizador e exímio respeitador da deontologia, da ética, dos princípios e das normas que assumiu por inerência do seu distintíssimo cargo.
Portanto, Marques Mendes igualmente validou, e explorou, o comportamento degradante que transformou o Conselho de Estado numa câmara baixa do regime. Chegou ao ponto de argumentar que o silêncio era criticável porque os conselheiros estavam lá para aconselhar o Presidente, o que parece fazer algum sentido. Mas, por ter mais em que pensar, esqueceu-se de referir que o Presidente em causa já tinha previamente anunciado que dispensava conselhos pois o seu plano era o de montar uma moção de censura belenense.
Temos conselheiros de Estado que se acham no direito de espalhar boatos e difamações a partir do privilégio que a Constituição lhes concede para darem ideias ao Presidente da República. Seria um grave problema se esse Presidente não os tivesse escolhido precisamente para esse papel. Assim, fica apenas como mais uma protérvia da direita portuguesa.
Vamos lá a saber
Começa a semana com isto
Revolution through evolution
Study confirms it: Opposites don’t actually attract
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Believing in personal gut feelings and falling for conspiracy theories
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Study shows making cities greener doesn’t just capture carbon – it reduces it
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Toddlers learn to reason logically before they learn to speak, study finds
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Active children are more resilient
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Workers are less productive and make more typos in the afternoon – especially on Fridays
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The sense of order distinguishes humans from other animals
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Dominguice
O absurdo vem de ilimitadas e imprevisíveis formas. Pode vir como terramoto, incêndio, cheia. Acidente, doença, crime. Também pode vir — e vem — como família, nacionalidade, século. E ainda como encontro e desencontro.
Mas a experiência mais radical que o absurdo nos oferece continuará a ser sempre a de ele esperar com infinita paciência para dar a última gargalhada.
Não sou eu que o digo, é um supercomputador
Estado do Conselho
“Houve um Conselho de Estado e parece que houve um Primeiro-Ministro amuado. Houve um Primeiro-Ministro que não prestou explicações aos conselheiros de Estado, ao senhor Presidente da República, não prestou explicações sobre a situação económica, sobre a situação social, sobre aquilo que é a sua responsabilidade. Eu não sei se o Primeiro-Ministro tenciona andar a vitimizar-se à conta desse conflito que está a criar com o senhor Presidente da República para ver se tem algum ganho político, partidário, eleitoral no próximo ano. Não sei, desconfio que deve ser qualquer coisa como isso.”
Montenegro usou o que é tecnicamente um boato para fazer um exercício ad hominem que é moralmente uma pulhice. Com isso cumpriu jactante o plano de usar o Conselho de Estado como arma de arremesso político contra o Governo e contra o PS.
Isso significa que o actual líder da oposição em Portugal não só aprova como activamente explora a degradação do regime e a insídia de alguns, pelo menos um, que ocupam lugar na mesa onde se reúnem os representantes máximos da República — juntamente com outros supostamente eleitos pelo seu prestígio pessoal, relevância cultural e confiança cívica máximas — para tratar solenemente das mais ponderosas questões nacionais.
Tragicamente, o pior consegue ainda ser outra coisa. Ao usar a retórica de atacar a vítima, tentando reverter essa condição para envilecer Costa pintando-o como culpado pelo comportamento abstruso e indigno de Marcelo, este Luís Montenegro usa como práxis política a lógica universal dos criminosos: diabolizar o alvo da sua violência.
Enquanto a direita portuguesa for isto, nem Costa nem qualquer outro socialista terá razões para amuar.
Dêem o Nobel da pantominice a este gajo
Do autor, produtor e artista de uma chantagem a um primeiro-ministro e seu Governo via um arremedo de jornalista no que já não passa de um pasquim, chega-nos esta prestação de hipocrisia e cinismo que nem sequer se preocupa em disfarçar.
Marcelo não tem o rancor e pulhice de Cavaco, mas está a ser surpreendente — e lastimável — o aviltamento da gravitas e decoro do regime a que se entrega (a)celerado. Eis o princípio de Peter em acção: os comentadores e intriguistas, mesmo quando no topo da hierarquia da República, não resistem à pulsão daquilo que lhes deu a fama e o proveito antes de lá chegarem.
Marcelo e a Presidência Fechada
A fórmula da “Presidência Aberta” foi uma iniciativa de Mário Soares que marcou os seus dois mandatos. Definiu um estilo presidencial popular de acordo com a sua personalidade e ideologia, tendo sido também um relevante instrumento de contraposição face ao crescimento, e depois supremacia absoluta, do cavaquismo. Marcelo Rebelo de Sousa optou pelo conceito simétrico, o da “Presidência Fechada”: chama 18 conselheiros de Estado a Belém, fechando-se com eles numa sala, só para ter o gozo de mandar em circuito fechado para os jornalistas da cor a versão que lhe interessa sobre o acontecido.
Ontem ocorreu o 31º Conselho de Estado convocado por Marcelo, o que representa uma média de 3 meses e tal por episódio. É uma novela, com as mesmíssimas intenções de uma novela: gerar enredos para os editorialistas do laranjal, produzir entretenimento para os seus colegas comentadeiros, e alimentar a ficção de que o Presidente da República é o super chefe da oposição. De caminho, brinca aos reis. Monta o espectáculo de ter a corte reverente à sua disposição para lhe dizer coisas na cara, a partir do trono. Percebe-se que a direita paupérrima e protofascista que temos precise de liderança com algum talento político. Infelizmente para ela, e especialmente para o País, os predicados de estadista que se atribuíam ao Professor são, neste mandato, uma miragem, uma caricatura, um vexame ambulante.
A direita portuguesa vive desde a traição de Barroso fechada à inteligência e à coragem. Daí, ao longo dos últimos 20 anos, ter apostado tudo nas golpadas, no judicialismo da política e na politização da Justiça. Não produz pensamento, não se liga às populações. Limita-se a ocupar o monopólio dos seus impérios de comunicação social, satisfazendo-se com a indústria da calúnia e a cultura do ódio.
Estão fechados em si mesmos, não admira que definhem. Ou que gerem aberrações tóxicas como o Ventura e este Marcelo deturpador da Constituição.
Perguntas simples
Começa a semana com isto
Revolution through evolution
Alcohol makes you more likely to approach attractive people but doesn’t make others seem better looking: Study
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Poor lifestyle of over 60s linked to heightened risk of nursing home care
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People who are in good shape take fewer mental-health related medication
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New study reveals anti-cancer properties in Kencur ginger
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How a cup of water can unlock the secrets of our Universe
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Do measurements produce the reality they show us?
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Television is competing against everything on the web
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Continuar a lerRevolution through evolution
Dominguice
A ideia de que um dia, seja lá como for, todos os problemas de uma qualquer comunidade de seres humanos se vão resolver é comatosa alucinação. Nunca aconteceu, nunca acontecerá. Mesmo que façamos a experiência mental de conceber um grupo de humanos com acesso gratuito e ilimitado a comida, vestuário, habitação, cuidados de saúde e transportes, eles de imediato arranjariam uma forma de terem problemas. Para começar, ainda não eram imortais. Depois, continuavam a envelhecer. Por fim, tentariam obter coisas uns dos outros que gerariam inevitáveis conflitos mais tarde ou mais cedo.
Quem promete resolver todos os problemas da comunidade caso ganhe eleições, ou caso o deixem continuar a tiranizar, não sofre de comatosa alucinação. Fia-se é na nossa.
Não sou eu que o digo, é um supercomputador
Ideias de arrebimba o malho
Formar um partido cuja ideologia se fundasse na Declaração Universal dos Direitos Humanos, na Constituição da República Portuguesa e na tolerância zero à estupidez. Naturalmente, sendo impossível erradicar a estupidez natural que cada um transporta, alimenta e espalha, os militantes e dirigentes desse partido estariam continuamente focados em evitar e denunciar as estupidezes que inevitavelmente iriam produzir nas diversas funções partidárias e, eventualmente, autárquicas e governativas que viessem a assumir.
Isso criaria uma cultura de humildade, curiosidade e coragem. Por exemplo, jamais perderiam tempo com demagogia, com sectarismo, com alarmismo, com chicana, com calúnias, com ódio, sequer com irritações para a plateia ou para a soberba. Saber se depois as suas propostas e opções políticas seriam de esquerda ou de direita, ou de centro-direita ou centro-esquerda, ficaria como uma questão que apenas ocuparia a cachimónia dos estúpidos.
Que pena a cretinice não pagar imposto
Vamos lá a saber
Estado da direita: pior é possível
Enquanto Marcelo Rebelo de Sousa foi um excelente profissional da política-espectáculo, conseguindo entreter gregos e troianos ao mesmo tempo que vendia as pirâmides aos egípcios, em Marques Mendes é tudo imprestável.
Artisticamente, o ex-porta-voz do Cavaquistão aparece invariavelmente intragável na sua pose de calhandreiro-mor do reino. Mas isso nem é o pior, tal como pior não é a sua rubrica ser um tempo de antena para uma raivosa chicana contra tudo o que cheire a PS. O pior é mesmo Marques Mendes ser um dos mais influentes caluniadores profissionais na indústria da dita.
Querer ir para Belém não surpreende. É o cargo ideal, de acordo com a recentíssima práxis, para os merdosos que só são valentes no monólogo da pilinha, aos domingos.





