17 thoughts on “Começa a semana com isto”

  1. que interessante, algumas coisas interessantíssimas como ir a roma para perceber os nacionalismos perversos e interligá-los com os movimentos messiânicos, chamo-lhes assim, na política – a política que deveria ser a discussão como raíz mas passou a ser, e é o mundo actual, recuando bem lá atrás à época pós clássica, a decadência do direito romano caracterizado pela vulgarização e respectiva confusão do mesmo.

    é caso para dizer, não apenas em roma, em qualquer lugar sê romano. adorei. e também adorei as talhas douradas recortadinhas, pois claro, como cenário.

  2. lembrei-me de uma coisa que encaixa bem na parte da interacção do indivíduo com a comunidade no âmbito da perversão. estava eu a dormir tranquilamente, no sábado quando, janela sempre aberta, um clarão de quente e de fedorenta luz ruidosa, garrafas que estouravam e plástico que se derretia, me acorda: tinham apichado fogo aos contentores do lixo que já estaria a alastrar pelo campo e carros e casas mesmo ali ao lado. que tristeza. e antes, um dia antes, a notícia aflita do meu pai assaltado em espanha: telemóvel, dinheiro, todos os documentos, medicação, óculos. coração que poderia nem aguentar. é a deturpação e vadiagem, badalhoquice, dos direitos. não há Direito romano na sombra dos delitos direitos que tiram e arrancam e sujam – nada se recupera.

  3. “A erudição pode ser um espectáculo deleitoso.”

    Pois pode, mas convém ouvir e perceber o que dizem os eruditos e não ficar apenas pelo deleite do espectáculo, não ligando patavina ao que eles pensam e dizem. Talvez atentar na ‘mensagem’ veiculada pelas personagens e não ficar pela admiração bacoca e acéfala da performance dos ‘actores’.

    Por exemplo, ao minuto 07:15, diz Vasco Vieira de Almeida:

    “Quando por exemplo se fala na ‘fides’, a confiança, a ideia da confiança, a ideia da confiança é uma peça básica do direito romano e da construção de todo o direito romano e de tudo o que nós recebemos do direito romano. É portanto a confiança não só na palavra dada mas na execução de contratos, NOS TRATADOS INTERNACIONAIS.”

    Vá-se lá saber porquê, ocorreu-me uma coisa chamada Acordos de Minsk, cabrão de mim! E ocorreu-me outra mais recente ainda, que foi a rendição dos nazis do Batalhão Azov em Mariupol, na fábrica da Azovstal, e a sua captura pelas tropas russas, que meses depois, num gesto de boa vontade, libertaram os seus comandantes mediante o compromisso, assumido pelos próprios e subscrito pela Turquia, de se manterem neste país até ao fim da guerra e não regressarem aos combates. Porque uma coisa é uma troca de prisioneiros normal, como tantas que já ocorreram desde o início da guerra, e outra completamente diferente é abdicar do trunfo de manter no chilindró prisioneiros de alto valor simbólico e militar, os chefes máximos da tropa nazi, em troca de um compromisso de honra a que a outra parte limpa o rabo na primeira oportunidade, sem sequer um arremedo de explicação ou justificação por parte da Turquia, já que do corrupto de Kiev tudo se pode esperar. Temos assim que à palavra dada deu o sultão Erdogan a importância que dá ao papel com que todos os dias limpa o cu (se não estiver com prisão de ventre, claro) e, em consequência, os russos a perceberem que, por mais uma vez terem acreditado na ‘fides’ do direito romano, vão ter de lidar de novo na frente de combate com tipos de valor militar comprovado (ainda que sejam uma cambada de nazis), que lhes deu muito trabalho a desarmar e para cuja captura muitos deles morreram. Mas é claro que tu deves achar que a maravilhosa herança do pilar do direito romano que se chama ‘fides’ não se aplica a pretos — pretos das neves, no caso concreto.

  4. cabrão de si, concordo, Joaquim Camacho, sempre a pegar em pontas que justifiquem a guerra da invasão.

  5. O que acho maravilhosa é a puta da lata que tu tens para te pendurares numa entrevista de um gajo decente e adapta-la a fins totalmente opostos.
    Se queres argumentos para defender a invasão e o genocidio na Ucrânia agarra-te ao papa xico que na última intervenção apelou aos jovens russos para defenderem a herança imperialista da catarina e fazerem o Pedro grande de novo.

  6. Transbimba idiota, se eu não gostava de cu de cão ontem, é claro que não gosto de cu de cão hoje e continuarei a não gostar de cu de cão amanhã. Portanto, larga-me a braguilha de uma vez e vai mamar na quinta perna do boi.

  7. E já que a Mula Russa descobriu a importância de guardar a fé dos tratados, podia explicar-nos se a figura se aplica também aos acordos do memorando de Budapeste de 5 de dezembro de 1994, em que a Rússia se comprometeu a respeitar as fronteiras da Ucrânia…

  8. não conhecia. foi ministro…pensar que houve um tempo que os políticos eram assim. que é que se terá passado ? se calhar passaram o bochechas e a múmia e encheram a “cidade” de indigentes e esfaimados parolos .

  9. qual acordo? eu não assinei nada… quem assinou foi o meu padrinho e eu tou-me cagando aquilo com que ele se comprometeu. agora quem manda sou eu.

    “Putin told me in 2011, three years before he took Crimea, that he did not agree with the agreement I made with Boris Yeltsin, that they would respect Ukraine’s territory if they gave up their nuclear weapons,” Clinton said on Thursday at a public discussion at 92nd Street Y, a Jewish cultural and community centre in New York.

    “Putin said to me: ‘… I know Boris agreed to go along with you and John Major and Nato, but he never got it through the Duma [Russian parliament]. We have our extreme nationalists too. I don’t agree with it and I do not support it and I’m not bound by it.’

    https://www.theguardian.com/world/2023/may/05/we-knew-putin-would-attack-ukraine-back-in-2011-says-bill-clinton

  10. “I did not have sexual relations with that woman, Ms. Lewinsky.”

    Ya, meu! Never, never, ever!

  11. qual foi o acordo que o clinton rasgou ou crime que cometeu?
    o que é um broche comparado com aquilo que fazes aqui todos os dias em fervoroso apoio da invasão, destruição e genocído na ucrania?

    ou ficaste escandalizado porque só tens relações com homens?

  12. Ainda por cima, o Mula Russa é estúpido. Nem percebeu que o Clinton foi chamado à baila numa tentativa desesperada de contestar a validade do acordo de 1994. Tentativa vã, uma vez que o artigo 47° da convenção de Viena de 1969 é claro quanto à impossibilidade de um Estado invocar uma restrição do poder do seu representante, salvo se a restrição tiver sido notificada aos outros Estados que tenham participado na negociação, anteriormente à manifestação do consentimento.

    O Putin escapa à obrigação de respeitar a fé dos tratados (que o Mula Russa acabou de descobrir e à qual dedica um pungente sermão) porque…?

  13. O básico vigarista finge não perceber que o broche não interessa a ninguém e o que está em causa é que o consorte da Killary Klingon é um aldrabão! “Eu não estou aqui para enganar um, dois ou três! Estou aqui para enganar todos ao mesmo tempo, que é para isso que a fábrica me paga!” Não enganas ninguém, estúpido do caralho!

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