Cavaco Silva é uma ameaça para a segurança nacional, para além de ser origem de grave – e inadmissível – perversão política. Cada dia que se antecipar à data da saída regular, algures nos primeiros meses de 2011, será um dia em prol do interesse nacional. Façamos um resumo da situação:
– Membros da Casa Civil conspiram com meios de comunicação social, em contexto eleitoral, para denegrir Sócrates, Governo, PS e instituições de segurança do Estado.
– O Presidente da República é conivente com as conspirações lançadas pela Casa Civil.
– O Presidente da República perturba, decisiva e caoticamente, o decurso da campanha eleitoral para as Legislativas.
– O Presidente da República afecta a campanha para as Autárquicas, ainda com consequências desconhecidas.
– O Presidente da República desprestigia a imagem de Portugal a nível internacional, com consequências desconhecidas, embora inevitavelmente negativas no plano económico e de segurança.
– O Presidente da República atenta contra os próprios Serviços de Informação do Estado, caucionando difamações prontamente desmentidas pelos responsáveis civis e militares.
– O Presidente da República aumenta o clima da já intolerável suspeição na ocasião mesma em que os portugueses esperavam que acabasse de vez com ela.
– O Presidente da República opta por piorar o que já era mau nas condições de governabilidade e estabilidade, assumindo que a Presidência vai entrar no combate parlamentar com uma agenda secreta.
O problema acaba de sair das mãos dos partidos. Isto agora é connosco, com cada um.