Vitória

avançar portugal juntos conseguimos sócrates

Soares é fixe. Mas Sócrates é bué da fixe. Repare-se como se esteve a marimbar para a anomalia protocolar de falar antes de Portas. Só ele deixaria tal acontecer. Porque só ele, dos actuais líderes, é verdadeiramente um líder por vocação e talento. Depois, voltou a reduzir Louçã ao monte de merda que Louçã é. Até Ferreira Leite esteve melhor, muito melhor, do que o Anacleto do partido dos professores. Um partido tão ao mais parolo do que o parolo do Fazenda, feito que ultrapassa o impossível. Um partido que levou com outro sermão do Louçã, desvairado com a espectacular derrota que o BE teve nestas eleições. Acontece cada vez com mais frequência: Louçã debita sentenças, numa logomaquia imparável, e a malta afunda-se nas cadeiras, acabrunhada. Os pregadores só estão bem no púlpito, castigando os males infrenes.

Há uma simetria exactamente oposta entre BE e PS. O BE aumenta votos e deputados à fartazana, e ultrapassa o PCP, mas não consegue condicionar a governação. Pior, vê um pequeno partido da direita ficar à sua frente. Fodido para quem se sonhava chefe da oposição e prestes a passar o PSD. Já o PS perde votos e deputados à grande e à francesa, ficando com um Parlamento esquisito. Todavia, o PS foi decididamente escolhido para governar. Por quem? Pelo povo unido. Cidadãos unidos contra os pulhas que tudo (mas tudo!) tentaram para emporcalhar e corromper estas eleições. Foi bonita a resposta, pá.

Sócrates, no discurso de vitória, falou várias vezes nos independentes. É por aí que se deve ir. E também chamando muitos dos que estão afastados da política por razões diversas, mas que todas radicam na falta de identificação com a comunidade. Juntos conseguimos trazê-los à Cidade se dermos sentido à sua independência. Assim juntos, em liberdade, somos Portugal.

25 thoughts on “Vitória”

  1. Tudo fizeram para derrotar Sócrates, usaram todas as artimanhas, urdiram todas as mentiras, diziam que Sócrates nunca mais ia ser 1º. Ministro. Lembro Ricardo Costa, João Pereira Coutinho, António R. Ferreira, José Manuel Fernandes, José António Saraiva e um sem número de fazedores de notícias. Se tivessem um pingo de vergonha, tão cedo não voltavam a vociferar nada de nada, se isto fosse um campeonato, tinham descido de divisão, tal foi o préstimo deles. Gente sem escrúpulos, ao sabor do vil metal, podia ter uma postura como Fernanda Câncio, Batista Bastos, Ferreira Fernandes e João Marcelino. Estes que nunca temam as ameaças pelo que são alvo, o povo anónimo agradecem, é por estes que devem lutar com as vossas armas, que são as notícias, que nunca os dedos vos doam quando carregam no teclado. Sou um leitor assíduo dos vossos escritos e podem crer que enquanto estiverem ao lado do povo continuarei a ler-vos.
    A todos um obrigado e que Portugal rume no bom sentido.

  2. Pá, embora eu até tenha dado saltinhos na cadeira qdo se soube que o PP ficava à frente do Bloco (e sabendo o que eu gosto do Portas isto é relevante), falar em “espetacular derrota do BE” parece-me meio tonto: duplicaram a votação (para mais que 500k votos) e elegeram deputados em metade dos distritos. Olhando para a flutuação de votos, é claro para onde foi a maioria absoluta do PS. O BE foi sem dúvida um dos grandes vencedores da noite, na minha opinião.

    O mundo não é perfeito :)

  3. Pessoal: votei PS, já não votava numa coisa ganhadora há milénios, não vi televisão, a ferrugenta ficou arrumada, mosca na barriga do cavaco, o Bloco tem uma representação forte (como será a disciplina de voto no Bloco?), o Paulo deve estar um senhor como diz o tra.quinas (será que vai votar contra os casamentos gay?), e isto ficou como ficou, admitamos que a votação é a expressão de uma inteligência colectiva como disseste, essa é a beleza da magia das eleições.

    Durmi como um paxá!

    Achava perfeito que o PS tivesse tantos deputados como o conjunto da direita, mas falhou esse objectivo.

    Acertou mf.

    e agora ainda tem as autárquicas

    (reis, amigo, tu giro)

  4. hum, olha que não sei não, tubazão,

    mas que se foda, agora vai ficar às voltas kleinificadas – eu hoje vou ver preços de bilhete de avião, entro em zona de incerteza absoluta ainda não sei bem o dia mas anda aí, hmmmmmm

  5. A resposta foi bonita, sim senhor. O verdadeiro teste à asfixia do país deu negativo. É bom saber que a política do vale tudo não pega.
    Espero que os ideólogos desta campanha miserável do PSD tenham aprendido alguma coisa e não repitam os mesmos erros na campanha que tem início hoje.

  6. Pessoal,

    Também votei no PS, e nem sequer posso estar arrependido uma vez que, com a greve dos serviços postais em Paris, o mais provavel é que o meu voto não chegue a tempo.

    Apenas umas observações para temperar os ânimos :

    1/ O PSD não perdeu por ter feito uma campanha de merda. Perdeu por ter dito a verdade, ou seja por ter admitido que iria provavelmente continuar a maior parte das politicas do governo PS.

    2/ O Bloco, o CDS e mesmo a CDU ganharam (infelizmente, Valupi, não se pode dizer que o BE tenha perdido enquanto força politica), ou mantiveram-se, não por ter feito uma campanha honesta, verdadeira, corajosa, deixando bem claro qual é a governação que ambicionam para o pais, mas antes tendo ido de encontro ao habitual rol de queixumes dos Portugueses, e à sua habitual preferência marcada pelo Fado. Ganharam, ou mantiveram-se, mentindo, descaradamente e com o maximo despudor, prometendo mundos e fundos e tratando de arranjar os bodes expiatorios do costume. Isto não chega para eles terem futuro politico, como nunca chegou, e de certa forma ainda bem, mas também não é de enaltecer.

    3/ Nesta campanha, é certo que ganhou a verdade, mas não ganhou por mérito proprio, antes por falta de comparência de quelquer outra verdade, ou mesmo da mentira. E ganhou mal, uma vez que o pais ficou menos governavel.

    Conclusão : fraca vitoria para o PS. Para o pais, não sei… espero que sim.

    PS : Nada do que esta escrito acima se deve atribuir a “culpa” dos politicos. Culpados somos todos nos. Ninguém nos impede de discutir o que interessa sem nos deixarmos distrair com futebois. E as coisas que interessam são aquelas a que o Valupi se refere once in a while : a reforma da educação, a reforma da justiça (ou melhor da administração da justiça, pois de leis justas estamos nos fartos ; sempre as tivemos alias, so que nunca foram cumpridas, basta lembrar que durante o fascismo não existia, legalmente, pena de morte…)., a adequação das nossas regras de redistribuição aos nossos niveis efectivos de produtividade, a inversão da curva do nosso endividamento externo, etc.

  7. Claro que o BE ganhou, isso não é notícia. Notícia é ter o BE perdido. E perdeu neste sentido da correlação com o discurso, atitude e pose de Louçã durante a campanha. Ele sonhou-se o centro da vida política nacional, e teve uma amarga surpresa com os resultados. Baixou face às Europeias, não chega aos 10%, pouco mais está acima do PCP em deputados, está abaixo do CDS em votos e deputados (surprise, surprise…) e não faz maioria com o PS.

  8. :))), os portugueses são, além de quânticos, singulares. Tenho de encaixar a lição; agora amandarem-me com as projeções todas enviezadas à direita para eu dormir descansado antes de tempo não se faz pás.

  9. A sua análise ao desempenho do BE é completamente disparatada. Dizer que o BE foi derrotado, quando o BE teve o voto de quase 560.000 portugueses (não esquecer que em 2005 teve 364.000). Foi derrotado por ter duplicado o número de deputados, de 8 para 16 ? Então quer dizer que para si a política deve ser uma espécie de “mundo ao contrário”, na qual o que é nem sempre lhe parece, ou por outro lado, pouco jeito lhe dá. Uma análise no mínimo infeliz. Porventura ouviu o Dr. Louçã a falar no objectivo 500.000 votos, ou não estava on ? Por acaso sabe que falamos num partido de sucesso inquestionável, com 10 (apenas) anos de vida, e com um percurso notável. E já nem vou falar do inqualificável insulto que faz a Louçã…

  10. Xanax, qual insulto a Louçã? Tens de te habituar a falar claro quando falas das opiniões dos outros, que é para a conversa poder chegar a algum lado. Sim, o BE ganhou, tem crescido imparável. Essa é a parte indiscutível. Mas o BE também perdeu, numa dimensão discutível, aquela das expectativas, da retórica e da ambição de poder que Louçã manifestou desvairadamente a partir do resultado das Europeias.

    Creio que tu, pela proximidade ao partido, esqueces os fenómenos sociológicos que também explicam o actual resultado do BE, captando voto corporativo, e te deixas enredar numa teologia.

  11. Xanax,
    Lembro que Louçã num dos seus delírios de ego á uma semana dizia que queria ser PM – um momento humorístico digno dos gatos fedorentos.
    Como muito bem diz o Val, os votos do BE foram a expressão do descontantamento corporativo e não a expressão de uma oposição de qualidade ou de uma alternativa governativa.
    Quando já ninguém se lembrar dos mediocres “Stôres” o BE regressa ao registo habitual.
    Acabando o milho os pombos vão embora!

    Ibn, muda de cassete pá. Essa paralesia intelectual pós-eleitoral chega a ser patética.

  12. PARABÉNS MANUEL ALEGRE FOSTE O VERDADEIRO VENCEDOR
    Setembro 28 2009

    DEDICO ESTA VITÓRIA DO PS A TODOS OS SÓCRETINOS, QUE TANTO ACHINCALHARAM MANUEL ALEGRE.

    POIS POR MAIS QUE TENTEM ESCONDER O PS SÓ VENCEU ESTAS ELEIÇÕES GRAÇAS A ELE E A MÁRIO SOARES.

    É BOM QUE NO MOMENTO EM QUE CANTAM VITÓRIA NÃO SE ESQUEÇAM QUE NÃO É A VOCÊS QUE ELA SE DEVE.

    SE TEM MORAL BEM PODEM PEDIR DESCULPA EMBORA EU NÃO ACREDITO EM TAL.

    JOJORATAZANA
    POR VIVER NO MEIO DE TANTOS RATOS

  13. Porreiro, pá! O Valupi está feliz, e os socretinos estão contentes. Porquê? Porque o BE não pode condicionar a governação! Mas alguém acreditava que isso iria acontecer? Aliás, alguém acredita numa «coligação» parlamentar, matematicamente possivel, sócretinos-BE-PCP, capaz de pôr o governo a governar à esquerda? Alguém acredita nessa maioria de esquerda, quando à frente do governo continuará a estar o impostor da «esquerda» moderna? Claro que não…
    O que aí vem é o que se sabe: continuação das políticas económicas de direita, disfarçadas de «independentes» (pode ser que o Júdice seja convidado para o governo), intensificação das grandes negociatas em nome do interesse «nacional» e «geral». Para disfarçar ainda mais aprova-se à esquerda o casamento homossexual e faz-se o referendo à regionalização. Portanto iremos ter a repetição da farsa já acontecida até porque o défice é novamente alto, e como já sabemos, pela boca do Pinto de Sousa, para termos um governo de «esquerda» «responsável» as contas públicas têm de estar em ordem e de acordo com a metodologia da direita dominante.
    Portanto donde virá o apoio ao Pinto de Sousa para governar? De onde já veio no passado: do PSD abstencionista e de um CDS mais activo (versão 2.0 do queijo limiano). Dou pois os meus parabéns ao Valupi-comedor-de-parvos pela fotografia escolhida para festejar a vitória da direita: é que se repararem o «socialista» Pinto de Sousa tem o braço erguido com o polegar visivel (e não o punho, como é tradicional na esquerda). Portanto, o Pinto de Sousa e a «esquerda» moderna até no dominio do simbólico imitam a direita, nomeadamente o Portas, que foi quem começou a utilizar tal gesto para manifestar o seu contentamento e as suas vitórias. Faça-se pois a coligação natural de direita (ou de independentes, como os comedores-de-parvos dizem), e as coisas ficarão mais claras: os sócretinos, afinal, são os ranhosos. «Fixes», mas ranhosos fixes.
    Quanto ao futuro mais distante, o provavel é que esta direita disfarçada de «esquerda» moderna irá terá o mesmo fim que no resto da Europa, e que a Alemanha nos mostra com o SPD a ver a sua votação diminuir, a esquerda a aumentar e os liberais a subirem: porque para ter liberais e a direita no governo é sempre preferivel ter os originais às cópias!

  14. “Aliás, alguém acredita numa «coligação» parlamentar, matematicamente possivel, sócretinos-BE-PCP, capaz de pôr o governo a governar à esquerda?”

    Eu acreditava, e ainda acredito que seja possivel.

    Mas numa coisa o DS tem razão, os verdadeiros vencedores destas eleições são provavelmente os que acreditam numa crise salutar que nos vai trazer, sei la, uma nova ditadura do proletariado ou outra forma qualquer de paraiso subsequente ao juizo final…

    O realismo, drama de sempre da esquerda…

  15. Ontem quando ouvi Luís Fazenda, Fernando Rosas e Francisco Louçã, julgava que estes estavam a fazer as declarações da Assembleia da República, tal era o teor das mesmas. É na vitória que se vê os verdadeiros vencedores, o que se viu em relação ao BE demonstra o quanto falta de humildade. Depois Fernando Rosas, que cantava vitória como terceira força política engoliu em seco, ficou amarelo como Ferreira Leite, acontece, vamos ver o que os espera. Vão estar contra tudo e todos que é o que melhor sabem fazer. Se olhassem para a sua subida e tomassem uma postura de responsabilidade, numa próxima eleição eram capaz de manter esta votação, mas como diz o ditado, quanto mais alto sobes maior é o trambolhão.

  16. Ouvi colegas meus que votaram no BE dizerem que estavm envergonhados com o discurso do louçã na noite da eleições. Que politicozinho sem vergonha na cara: estando na cauda das forças políticas dno parlamento, já tomou a decisão de demitir a ministra da educação…

  17. José Sócrates demonstra que é um osso duro de roer, os seus adversários sabem que com ele, cada um tem de pedalar a sua bicicleta. Não é só dizer mal, espera-se soluções, o País está carente e uma coisa é dar palpites outra é arranjar forma para se sair desta situação. A partir de agora a responsabilidade para cada um sobe, e é aqui que se vê as suas capacidades, o povo não vai deixar de estar atento ao préstimo de cada um. A comunicação social tanto a escrita como a falada, tudo fez para que a hecatombe fosse enorme. Não conseguiram, agora quero ver o que vai acontecer ao jornal Público e ao seu director, este de certeza vai pregar para outra parte, esta já está arranjada, faz-me lembrar as moscas que pousam sempre na mesma merda. De José Sócrates sei com o que posso esperar é sempre a lutar e puxar por Portugal, para que deixe a crise e poder olhar pelos mais desfavorecidos. É isto que espero de um 1º. Ministro e da oposição, agora vamos ver quais as hipóteses

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