Se vir as reacções, vê-se que metade do PS, a chamada ala de José Sócrates, está histérica com este processo. Hoje [ontem] foi Augusto Santos Silva, que conhecemos pelas intervenções na Assembleia da República a defender coisas indefensáveis… É preciso ver uma coisa: o ACP está-se nas tintas para a política, ao contrário do que dizem esses socráticos. Não estamos contra o PS nem contra o PSD. Temos dialogado com todos os partidos e não enfio o chapéu de que estou a fazer favores ao PSD. Sempre fui e sou independente. Percebo que estejam enervados com alguma coisa que se possa descobrir, mas os portugueses estão a pagar milhões à custa dessas negociações, portanto estou tranquilo, e os comentários desses senhores, desses rapazes, batem completamente na carapaça da minha indiferença.
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Perguntas simples
Revolution through evolution
Little Sisterhood Among Women Executives
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Shut Off E-Mail to Ease Work Stress
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Adolf Hitler’s ‘messiah complex’ studied in secret British intelligence report
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Light Weights Are Just as Good for Building Muscle, Getting Stronger
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Weight Loss Led to Reduction in Inflammation
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Mutltitasking Hurts Performance, Makes You Feel Better
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Computer Use and Exercise Combo May Reduce the Odds of Having Memory Loss
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Eating Fish, Chicken, Nuts May Lower Risk of Alzheimer’s Disease
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Happiness Model Could Help People Go from Good to Great
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Are You a Facebook Addict?
Exactissimamente
A própria Grécia já não é a Grécia
Stop the press: Seguro defende a separação de poderes!
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A iniciativa do ACP ao fazer uma participação criminal contra ex-governantes do PS não é só uma originalidade nascida do ar empestado do tempo, é igual e simultaneamente uma acção política com natureza e objectivos precisos. Por um lado, escolhe um só Governo e um só partido como alvos, deixando de fora tantos outros casos de tantos outros Governos e respectivos partidos que entrariam dentro dos critérios aludidos para a acção. Por outro lado, quem dá a cara pela manobra repete a cassete laranja da procura da “verdade” e ainda tem o topete de fazer uma associação canalha entre as SCUT e os cortes dos subsídios e restante austeridade. Mensagem: a culpa dos males que se abatem sobre a população é do anterior Governo e seu bando de criminosos. Para que ninguém tenha dúvidas acerca do que está aqui em causa, os burlescos Medina Carreira e João Duque estão indicados como testemunhas de acusação.
Perante este número, qual deveria ser a posição do PS, que devia Seguro dizer? Bom, deixa cá ver assim de repente: podia começar por desmontar a hipocrisia política inerente, depois expor a sua lógica partidária e por fim referir o absurdo legal que se esconde no ataque calunioso. Porém, contudo, todavia, Seguro não fez nada disso. Preferiu dizer isto:
Como sabe, eu defendo uma separação entre aquilo que é político e aquilo que é da Justiça. À política o que é da política e à Justiça o que é da Justiça. Se houver nessa matéria motivos para a Justiça agir, então a Justiça tem que agir. Mas esse, como sabe, é um critério que utilizo em tudo na vida pública. Quando há dúvidas, a Justiça que investigue.
É uma reposta que, se a sonsice pagasse imposto, deixaria Portugal com superavit para as próximas décadas. A Seguro não ocorreu mais nada do que falar de si e apenas para tranquilizar os indígenas acerca da sua crença na separação de poderes teorizada por Montesquieu no século XVIII, tópico que a sua equipa de estratégia e comunicação sabe andar a ser discutido acaloradamente à boca pequena nas paragens de autocarro e mijatórios públicos. Poderemos então antecipar que em futuros processos contra ex-ministros socráticos, venham do sindicato dos rebocadores liderado por Carlos Barbosa ou de qualquer outra entidade da sociedade civil já encorajada por Passos Coelho, teremos direito a receber de Seguro esclarecimentos definitivos a respeito da sua posição face à escravatura nas Américas, a Guerra do Ópio e o exílio da família real para Inglaterra.
Como é óbvio, a declaração de Seguro revela uma cumplicidade moral com a acusação lançada. Por isso o DN a fez manchete na edição de domingo, fanáticos como são nos continuados ataques a Sócrates e apenas se distinguindo do Correio da Manhã como o softcore se distingue do hardcore na indústria pornográfica. O homem é tão transparente naquilo que se esforça tanto para esconder que chega a sorrir de satisfação no meio das vacuidades que largava em modo de vingança passivo-agressiva. Seguro, o impoluto, o socialista que jurou limpar o partido da porcaria que teve o desplante de o ignorar, refulge de santidade graças ao mais baixo da mais baixa política.
Precisamos é de ajuda interna
Não há nenhum mal em pedir ajuda externa, o mal é não corrigir aquilo que nos conduziu ao pedido de ajuda externa.
(minutos ou segundos depois)
A imagem de Portugal foi abalada pelo facto de ter recorrido à ajuda externa. Isso é inabalável. Quando se pede ajuda externa, a primeira confissão que se faz é que alguma coisa correu realmente mal e não conseguimos dominar o problema sozinhos.
Passos, teórico da ajuda externa
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Uma das mais comuns características nos manipuladores, tanto em casos de violência doméstica como num qualquer grupo onde tal se exerça, é a duplicidade do discurso, as repetidas contradições, o paradoxo como lógica ao serviço do manipulador. Neste exemplo, Passos Coelho, o principal responsável ao nível parlamentar pelas condições que tornaram inevitável o resgate financeiro, começa por dizer que a ajuda externa é algo neutro e o seu pedido normal ou até bondoso. Está a falar de si, do seu partido e do seu Governo. Logo depois, afirma que a ajuda externa aumentou gravemente os problemas de Portugal, equivalendo a uma declaração de falência política, sendo algo moralmente vergonhoso, uma tragédia para a Pátria. Agora, está a falar de Sócrates, do anterior Governo e do PS. Desta forma, utiliza a mesma situação para se ilibar de responsabilidades e para castigar os adversários, não fazendo qualquer referência ao contexto onde foi um protagonista decisivo e intencional. Podia ter evitado o pedido de ajuda externa? Podia, mas não era a mesma coisa…
A retórica da direita partidária actual é básica e é para básicos. A realidade educativa e cultural do País dá-lhes toda a razão em manterem essa estratégia, pois o português adora a sarjeta do Correio da Manhã e tem em Cavaco o seu mais alto magistrado. Reduzir a política a uma farsa moralista debochada inclusive permite chegar às audiências da esquerda imbecil, aliadas no tiro ao xuxa e mantidas num estado de democracia vegetativa. Para PSD e CDS, a degradação cívica, a apatia moral, o afastamento da política – enfim, o suporte psicossociológico do populismo – são factores que protegem os seus interesses por levarem a uma redução do debate e do escrutínio, restando-lhes só continuarem a diabolizar Sócrates e quem com ele esteve, até ao limite do possível. Nesse propósito, qualquer processo que se consiga abrir no Ministério Público e nos tribunais é garantia de meses e anos de ataques venenosos contra a credibilidade, o bom nome e a honra dos envolvidos. Que depois acabem todos inocentes será o que menos importa, pois o trabalhinho estará feito e o povo já selou a sentença.
A tentativa de criminalização de políticos não vem dos direitolas por acaso. Velhos hábitos tarde ou nunca desaparecem nos velhacos.
Falar Verdade aos Portugueses – Florilégio
O Presidente da República preferiu esta sexta-feira não comentar a «corrida» dos portugueses às lojas do Pingo Doce, no dia 1 de maio, considerando que «não deve tomar posição» quanto «à decisão de uma empresa e dos consumidores que decidiram aproveitar a promoção».
Salientando que não teve a «oportunidade de ver as imagens», mas leu «o que aconteceu»
Os compromissos de honra da gente séria são de fazer corar um pilha-galinhas
Também nisso queremos ser diferentes daqueles que nos governam e que não têm qualquer sentido de respeito pela promessa feita ou pela palavra dada. Assumimos um compromisso de honra para com Portugal. E não faltaremos, em circunstância alguma, a esse compromisso.
E depois o outro é que mentia e alucinava
Os modelos de crescimento não valem todos a mesma coisa nem têm todos o mesmo significado. Por exemplo, em Portugal, durante muitos anos falou-se de um modelo de crescimento que foi demasiado caro ao país e conduziu a uma pobreza que agora estamos a procurar inverter.
8IT8
Como se ainda faltassem razões para a amarmos
Exactissimamente
Para uma República dos Taxistas
“Acórdãos como este têm o resultado de anular qualquer esforço que a sociedade portuguesa faça para combater a corrupção, porque quem combate a corrupção pode acabar liquidado às mãos de juízes como estes”, alertou Sá Fernandes, defendendo que “é preciso combater a corrupção mas também estes juízes”. “Pessoas como estas não têm perfil para serem juízes e com esta postura não o deviam ser”, considerou o advogado. Em declarações à Lusa, Ricardo Sá Fernandes acusou os magistrados, entre os quais Rui Rangel, de terem “uma atitude de complacência com a corrupção e de enorme exigência com aqueles que a combatem”.
Perante as criticas, o juiz Rui Rangel admite avançar com um processo contra o advogado: “Irei analisar o conteúdo das declarações e se entender que a minha honra e dignidade são postas em causa pela associação que é feita, de que a justiça protege os corruptos e não as vítimas, naturalmente que agirei em conformidade dentro daquilo que é um estado de direito responsabilizando criminalmente quem fez as declarações”.
Para Rui Rangel, as afirmações de Ricardo Sá Fernandes são “um chorrilho de disparates e ofensas gratuitas de quem não sabe conviver com as decisões dos tribunais”.
O desembargador lembrou que “as decisões dos tribunais não se comentam, recorrem-se”. Rui Rangel sublinhou que “os tribunais analisam a justiça com base nos factos que estão no processo. Não fazem rigorosamente mais nada e portanto todos os cidadãos são iguais perante a justiça e todos são tratados de forma igual, não há cidadãos de primeira nem cidadãos de segunda”.
Esta polémica envolve duas figuras que pertencem à elite da Justiça portuguesa, por isso as declarações acima são do maior interesse para o taxista que há em mim. De um lado, temos um advogado que conhece tão bem o sistema que se permite acusar os juízes de cumplicidade com a corrupção. Do outro, temos um juiz que adormece tão levemente nos seus lençóis que nem se permite reconhecer alguma falha nalgum juiz. Esta polaridade é extremada pelo aparato das suas figuras públicas e mediáticas, onde aparecem, cada um a seu modo, como cidadãos íntegros e empenhados nas causas superiores da Justiça.
Eis a questão: um dos dois tem de estar errado ou podem estar os dois a expressar convictamente as suas mais cristalinas percepções e experiências? Se é fácil ver no angelismo de Rui Rangel apenas a projecção de um formalismo, mesmo que fundamental, já as considerações de Sá Fernandes, e descontando a sua veia desbocada, não deviam passar sem consequências, pois o que elas implicam é equivalente a declarar a abolição do Estado de direito. O bom senso, então, recomenda que se fundam as duas visões para aprendermos algo de útil com estes dois passarões.
Consoante a mistura, conforme se ponha primeiro os ingredientes do Sá ou do Rui no panelão, tanto podemos obter um retrato onde se vejam juízes humanamente volúveis, cedendo aqui e alinhando ali com a corrupção, mas onde a enorme maioria seria impoluta e o Sá Fernandes tinha tido apenas azar no processo que o deixou desvairado, como podemos obter um retrato onde toda e qualquer decisão dos juízes é, ontologicamente, um arbítrio impossível de anular sem com isso se anular o próprio acto judicativo.
Para o crescimento comunitário em dimensão cívica, é o segundo retrato o de mais férteis consequências. A Justiça, repetindo o estafado e inquebrantável cliché, é importante de mais para ficar apenas nas mãos dos magistrados e advogados. Há que começar por a sujeitar a um golpe implacável, mas não chegando ao ponto de partir costas aos juízes, que estilhace a redoma onde se esconde do contraditório. Manter, como Rui Rangel, que as decisões dos tribunais não são passíveis de comentário é insultar a inteligência dos taxistas que percorrem a cidade dia e noite, medindo com precisão as distâncias e os tempos da viagem. Quando os taxistas passarem a reflectir sobre o vazio onde se encontram os alicerces do edifício da Justiça, Sá Fernandes poderá, finalmente, sorrir consolado.
Como estás crescido e sábio, YouTube
Celebrou-se há dias o sétimo aniversário do YouTube, o momento em que o primeiro vídeo foi publicado. Nele se vê Jawed Karim, um dos três criadores da coisa, a disparatar durante 19 segundos. Não parece o começo mais auspicioso para a plataforma que viria a ser comprada pelo Google por 1.65 mil milhões de dólares um ano e meio depois, mas espelha a exacta essência do que estava em causa.
O YouTube tornou-se imediatamente uma marca doadora de estatuto global, onde estar ou não estar lá era a diferença entre existir e não existir para um qualquer conteúdo vídeo. Geraram-se fenómenos de fama mediática instantânea apenas pelas visualizações geradas dentro do ambiente youtubeano, e vingaram os temas ligados ao satírico, ao voyeurismo, ao burlesco, à nostalgia, ao circense, ao erótico e ao musical. Como o João Pedro da Costa poderá confirmar, ele que será quem em Portugal mais e melhor investiga o assunto, o YouTube tornou-se muito mais importante do que a MTV para a fruição, recriação e invenção do vídeo musical. Aliás, a MTV involuiu para uma mistela de reality shows destinados a sopeiras entre os 10 e os 14 anos.
Pois bem, creio que atingimos um novo estádio civilizacional quando o YouTube se torna a fonte de horas e horas de um seminário de Agemben. E de outros cromos que tais. Mas de este aqui, assim, com o som fanhoso, uma câmara fixa mal posicionada, um inglês literalmente macarrónico. E um aviso logo a abrir, atirado contra a vaidade dos jornalistas: só se chega ao presente pela arqueologia. E outro lá para o meio, ou pairando no ar de todas as sessões: a mente dos modernos adora a vontade, a alma dos clássicos cultivava a δύναμις – traduzindo para estupidez, este é o tempo da expressão das violências, outrora o da construção do mundo interior.
Estava para aqui distraído e não reparei
Muito obrigado, Fernando
Vamos lá a saber
O Pingo Doce insultou o simbolismo do 1º de Maio, explorou os seus trabalhadores, tratou Portugal como uma região do Terceiro Mundo e levou os seus clientes a comportarem-se como animais ou o Pingo Doce ajudou os mais pobres, melhorou o rendimento mensal dos seus empregados, contribuiu para a recuperação da economia nacional e deu um exemplo que devia ser repetido em todos os feriados de agora em diante e por todas as cadeias de super e hipermercados?
Proverbial
A necessidade de pôr as contas públicas em ordem impede o Governo de assumir a possibilidade de baixar os impostos até 2016, o que implica não reduzir a carga fiscal para famílias e empresas durante esta legislatura. Quem o admite é o Executivo, no Documento de Estratégia Orçamental para o período 2012 a 2016.
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Os partidos que juraram ser melhor a troika do que o PEC IV, que juraram ter a situação económica toda estudada de trás para diante pelas suas brilhantes cachimónias, que juraram ir acabar com os sacrifícios impostos pelos xuxas, que juraram só cortar gorduras e deixar músculos formosos e nervos intactos, que juraram ser a crise dos mercados um problema apenas moral a ser resolvido logo que se trocasse os gatunos rosa pela gente séria do laranjal, que juraram não ser preciso aumentar impostos ou cortar salários assim que fossem Governo, são os mesmos que mais mentem aos portugueses, e com pleno à-vontade e gozo, desde que há memória de mentirosos a mentirem em S. Bento.
Tinha de ser assim? Tinha, os provérbios nunca se enganam.
Sê rei de ti próprio – IV
O nascimento da democracia, essa espantosa ideia que acelera o passado, ocorreu em vivência urbana. Sem cidades, sem aglomeração de indivíduos que ultrapasse os laços familiares mais distantes num espaço que obrigue à interacção quotidiana, a democracia deixa de ser necessária, ou útil, ou urgente.
O grau de participação dos primeiros democratas, na soalheira Atenas de antanho, era elevadíssimo quando comparado com a nossa concepção moderna de democracia representativa. Para lá das causas culturais e históricas que explicam as diferenças entre as duas formas, um factor incontornável é o da quantidade de habitantes: quão maior for a população com direitos políticos, menor será o poder exercido directamente por um cidadão. Hoje é comum ouvir-se dizer que não vivemos num autêntico regime democrático por nos limitarmos a eleger aqueles que decidem por nós, mas quem assim infantilmente se queixa nunca demonstra a viabilidade de um qualquer modelo alternativo.
Estaremos, pois, condenados a limitar a nossa actividade política ao preenchimento de boletins de voto e à participação em caminhadas ocasionais no centro das cidades? Será obrigatório entrar para um partido para exercer um efectivo poder político? Acaso alguém consegue iniciar um movimento transformador da sociedade apenas contando com a sua magnífica pessoa? Se respondermos afirmativamente a qualquer uma destas perguntas estaremos a envergonhar e ofender todos aqueles, incontáveis, a quem devemos o Estado de direito e uma civilização que tem como um dos seus valores supremos a liberdade.
Se eu consigo escrever estas palavras, tu consegues escrever outras palavras. Se tu consegues ler as minhas ideias, eu consigo ler as tuas. Podemos comunicar, podemos tomar decisões. E conseguimos aprender, estudar, investigar. O mundo precisa de mais blogues, mais tuítes, mais facebookianos? Sei lá. Mas sei que a democracia precisa de mais inteligência e de mais coragem. Para todo o sempre e ainda mais um bocadinho. E isso atinge-se com aquilo que faz a inveja dos anjos e deixa os demónios a chuchar no dedo, a força de vontade. Depois, se queremos ser de direita, esquerda ou centro, assim ou assado, com esta utopia ou com aquele realismo, tanto faz. Estar rodeado de quem se ajuda a si próprio a ficar mais inteligente e corajoso é a realização perfeita do sonho democrático.
