Vamos lá a saber

O Pingo Doce insultou o simbolismo do 1º de Maio, explorou os seus trabalhadores, tratou Portugal como uma região do Terceiro Mundo e levou os seus clientes a comportarem-se como animais ou o Pingo Doce ajudou os mais pobres, melhorou o rendimento mensal dos seus empregados, contribuiu para a recuperação da economia nacional e deu um exemplo que devia ser repetido em todos os feriados de agora em diante e por todas as cadeias de super e hipermercados?

25 thoughts on “Vamos lá a saber”

  1. agarrar o dia
    despi-lo de poesia
    encher as bossas do povo
    pouco tem de maldade
    o povo tuga é assim
    morto ou vivo de fome
    d’agarrar oportunidade
    e da outra margem da ponte
    olhos em brilho a facturar
    vê-se o barco do transporte
    transpirar para respirar
    há sempre duas margens na ponte
    travessia parida pela sorte
    desgoverno entre a vida e a morte
    nação em saldo vendida
    quando a monte anda o norte

  2. voto na 2ª hipótese , assim a modos que fazem bem em pagar menos impostos com sedes na holanda redistribuindo o que pagam a menos directamente aos cada vez mais esfaimados sem passar pelos barrigudos “representantes” e acho que o Vega lá em cima tem razão: o menos imp. foi o dia escolhido.

  3. Que tal um ponto final antes do “ou”?
    Não achas que a história da empresa descarta naturalmente a segunda hipótese?
    Além disso, vale a pena perceber como é possível reduzir os preços em 50%.
    Mais um apertãozinho aos fornecedores,… o que deve ser óptimo para a economia, sem dúvida.

  4. não creio é que a JM estivesse nem aí. é uma empresa que deve ter tido quebras de vendas iguais as dos outros ( 30 , 40%) , grandes quebras sobretudo no mês de abril , e que tem gajos com esperto na cabeça a dirigi-la : escoa tudo o que lá está , produtos com pouco prazo de validade incluidos , apanha as compras do mês inteiro aos outros hipers ( dia 1 , as pessoas já receberam ) e tal. e ainda fica com fama de bonzinho .

  5. Ei-lo, o novo e reluzente Fascismo económico e social: dá-se umas migalhas de surpresa aos desesperados, para que eles até se esqueçam daquilo que são – carne para canhão – e nem sequer possam participar na Festa da sua Aldeia (ao menos um dia diferente…), e ao mesmo tempo garante-se que eles no Domingo, quando nos virem passar de charrete, todos aperaltados, ainda se curvam até ao pó do chão e nos tiram o chapéu, como seus caridosos benfeitores, enquanto nós nos rimos deles e nos lambuzamos com o que eles produzem (e ainda lhes vamos comer as mulheres e as filhas à noitinha, se estivermos para aí virados!). Muito bem congeminado, sem dúvida, por brilhantes “engenheiros” sociais…

    Onde é que eu já vi isto, tantas vezes, sem ser nos Filmes “engajados”? Já me lembra: é a História, essa puta velha e que nunca dorme…

  6. Já minha avó dizia:- o povo é assim, desde que seja de borla até aceita um pontapé no cu.
    Neste caso não foi dado mas foi quase. (seria?) verificaram se os preços não foram puxados para cima?

  7. Que não haja dúvidas , a 1ª hipotese encaixa como uma luva.

    E todos aqueles que responderam á iniciativa, inundando as lojas do pingo doce , de forma inocente e candida foram cumplices na realização dessa primeira hipótese.
    Porque todos os outros dias teriam sido válidos para que a 2ª hipótese tivesse expressão. Todos. Menos o 1º de Maio.
    Infelizmente, quem acha que se trata da segunda hipótese percebe muito pouco do que se passa á sua volta.E quando acordar vai ser tarde demais.

  8. O Pingo Doce esvaziou as prateleiras, alegrou muitos consumidores (até comerciantes foram lá abastecer-se) e os seus empregados tiveram salário a dobrar. Para mim, isso não é tema que me suscite qualquer indignação, ao contrário de várias merdas que o sr. Soares dos Santos promove, faz e sobretudo diz. O do Continente é igual. Quando é possível, prefiro as mercearias do bairro, desde que os preços não sejam muito diferentes e vendam produtos portugueses.

  9. Pergunto ao Aspirina B se perante a acção que vimos ontém ainda recusam as teses marxistas da luta de classes? Pergunto ao aspirina B se o que vimos ontem, da perspectiva da Jerónimo Martins, não foi uma acção de luta do Capital contra as manifestações dos sindicatos a propósito de Primeiro de Maio? Pergunto ao Aspirina B se engole o discurso de a acção de ontem do Pingo Doce ter unicamente em vista o bem estar das pessoas? Pergunto ao Aspirina B se alinha na despolitização da acção da Jerónimo Martins?

  10. trabalhadores ameaçados de não renovação de contrato se não fossem trabalhar no 1º de Maio? Claro que a ideia é genial e para o ano, a expectativa do povo “abovinado” é que se repita, e “grande superfície” que não vá atrás é burra, perde dinheiro. O PD é muito mais eficaz que o governo a acabra com os feriados.

    (Estou espantada com o António Barreto, defensor dos direitos sociais, estrtega de marketing do grupo, vergonha dos sociólogos portugueses. Oh, money, money.)

  11. ó edie conta aí essa do marketing do António Barreto nesta campanha do Pingo Doce. sou toda ouvidos.

  12. É o caos. Quem viu o filme, baseado no livro do Saramago: “Ensaio sobre a cegueira”, do brasileiro Fernando Meireles, aperceber-se-á, de quanta similitude se viu nos écrans portugueses e quiçá do resto da Europa…
    A forma quase fascista como foi empreendido este atentado ao 1º. de Maio (que até o Silva Peneda condenou…) é bem esclarecedora daquilo que nos vai tocar daqui para a frente. São esses empórios económicos que vão minar cada vez mais o sentido da democracia e se não formos audazes e fizermos frente a isto, mais cedo, ou mais tarde, irão abolir tudo o que “cheire” a democracia e liberdade. Com o beneplácito do Sr. Prof. Dr. António (de Oliveira) Barreto?

  13. edie, se gostasse, não o gastava. estava tão à vontade que até adormeci.

    anonima, o barreto está sentado em cima do marketung pingo doce, ó pensas que a fundação do benny hill é filantropica.

  14. Ó “anonima” burra, és loira?

    João., que idade tem o menino? Já sabe ler? E não viu à entrada o letreirozinho que dizia “Jardim Infantil fica no rés-do-chão”? Vá lá, desta vez está desculpado, mas se volta a chatear leva tau-tau no rabinho.

  15. ó anonima,

    parece que já te responderam adequadamente antes de mim, mas conta aí, não sabias que o homem é pago para isso mesmo? Porque é que esta passaria ao lado do conselheiro? Repara que ele não só “concebe” campanhas, como participa, dando a cara. Não o viste a fazer publicidade aos vinhos do patrão? A sério?

  16. sério, edie? vê lá tu as coisas que tu sabes…
    o que vejo é o “patrão” a vender o vinho dos amigos do António nas prateleiras das lojas PDoce e a gastar rios de dinheiro com o ego do sociólogo, bem como com a produção intelectual dos amigos e amigas deste.

    sócio, o barreto odeia mercearias e merceeiros, mas adora o pilim do benny hill e sabe onde, como e com quem o gastar.

  17. não fazes a mínima como trabalha o marketung e insistes na filantropice do merceeiro. claro que está rodeado de chulos, mas é para lhe tratarem da imagem e limparem as cagadas que vai fazendo e tudo gerido a partir duma fundação tem um ar mais respeitável e não paga impostos.

  18. poderei não perceber nada de marketung, mas sei, tanto como tu, o quanto é importante a fundação para o merceeiro, apesar de saber que o PDoce não é a fundação e vice-versa. não confundo as coisas. e depois o “chulo” foi escolha pessoal do benny hill e família e não me parece que tenha havido, neste caso, concorrência desleal. o benny tem mesmo jeito pró marketung e, sobre isso, não há volta a dar-lhe. ora vê como cá na paróquia não se fala de outra coisa… o gajo é mesmo bom!
    agora, não queiras meter o António no mesmo carrinho de compras com desconto de 50%. o António não está à venda e muito menos em saldo de primavera

  19. é tão bom que conseguiu vender num dia aquilo que normalmente vende em cinco e esqueceu-se que nos próximos 20 dias não vende metade daquilo que venderia normalmente. ordenados a triplicar + brindes aos empregados, multas asae, gratificados segurança, logística da campanha e clientes ressabiados, seria mais barato dar os 3 milhões, que o marketanga dispunha, em senhas aos clientes para lá irem fazer compras. é um visionário este biedrunko, da última vez que armou ao fino com a deslocação da sede para a holanda levou um rombo nas registadoras e depois veio para a comunicação social disfarçar que o negócio do grupo está polónia e isto aqui é tremoços. quanto ao barrete e à filomónica, já ninguém compra artefactos destes.

  20. “o antónio não está à venda” – a LOL do dia.
    está tão à venda que mandou a deontologia profissional ou a sociologia ou o caralho, às urtigas e tornou-se, como alguém disse, um contabilista social…Ora era mesmo o que nos faltava nesta fase do campeonato: mais contabilistas. Mas é esperto, claro que sim: pega nos dados gratuitos do INE, faz o patrão , via fundação, pagar pela publicidade e pendura-os no metro e autocarros: ah, comprámos menos sapatos, ah, comprámos mais frango.

    Mas o vendido aparece sobretudo quando começa a fazer análise política, aí, é que convém tapar o nariz.

  21. e quanto ao facto de o antónio fazer o patrão pagar-lhe para vender os vinhos dos seus próprios amigos, onde é que está a grandeza, anonima? ora explica lá, que sou toda ouvidos…mais logo, claro.

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