Vinte Linhas 775

A Barateira e a mais velha estação de comboios do Mundo

Depois do fecho das livrarias «Poesia Incompleta» e da «Portugal» mais uma tristeza – está fechada a «Barateira» e talvez não reabra tal como era. Alguns recados na montra indicam outras livrarias onde os interessados podem levantar as suas encomendas. Lembrei-me logo de Dinis Machado que no seu grupo de amigos na juventude usava esta livraria como placa giratória. Um dos protagonistas do «Molero» pergunta «O livro do Malraux é da Barateira?» e logo um deles responde a sorrir: «Donde é que queria que fosse? Da Universidade de Coimbra?». Mais tarde, no café, há-de rematar um desejo dum companheiro («Gostava de ler um livro leve!») com uma frase sábia: «Não há livros leves, todos pesam toneladas!».

Algures entre a «Barateira» e a estação do Rossio, ouviu Dinis Machado os mais velhos a falarem de empregos, de negócios, de futebol, da reforma e de fazendas da Covilhã enquanto ele procurava responder a uma pergunta insólita: «Qual é o lado mais cómico disto?»

Nascido no Beco do Carrasco, filho do senhor Machado do «Farta Brutos», recusou um dia na Rua do Jardim do Regedor perante o pai tornar-se sócio do Benfica com um argumento de peso: «Sou do Sporting porque já apertei a mão ao Jesus Correia!» Para Dinis Machado os livros da «Barateira» foram muito importantes na sua educação sentimental mas sem esquecer a estação do Rossio. Tal como ele, todos nós ficámos uma vez de nariz espetado no vidro, afogados em malas, recados e solidão. Todos nós já fomos ao país dos tios, gente de poucas palavras, calos nas mãos e um amor silencioso e sábio só para nós. Todos nós tivemos uma tia Henriqueta ou Francelina a despedir-se com sacos da nossa comida, com lágrimas no rosto e mãos engelhadas, vestida de preto, numa noite sem luz.

12 thoughts on “Vinte Linhas 775”

  1. ainda na quinta-feira passei por lá e reparei que estava fechada. apesar do papel falar em férias, aqueles papeis brancos a tapar as montras levaram-me a pensar que poderia ser mais uma a não resistir…

    foi boa a recordação do grande Dinis Machado, com quem partilhei tantas conversas (e ensinamentos, com a ligeireza dos mestres da amizade, que falam sempre como se pertencêssemos todos ao mesmo bairro…) no primeiro andar da rua Ancheta…

    abraço JCF

  2. Olinda é mesmo assim, não há livros leves. Meu Caro Luis Eme aquilo era mais um terraço. O café prolongava-se pelo tempo…

  3. a rua ancheta!!!!… ganda cromo, não sabes como é que se escreve e ainda te serves disso para insinuares amizade com um gajo que já foi. oh xico! os teus amiguinhos ainda são piores ca tu.

  4. oh xico! se tás com tanta pena da coisa fechar, podes fazer uma vaquinha com o teu amigo ancheta e tomam aquilo de trespasse, updatam aquilo a tasca tertúlia e reabrem com mais um espaço cultural para emborcar uns drinques e falar do sportém enquanto pedantizam uns com os outros. no entrementes apresentam uma candidatura ao prémio pme sucksexo 2012 e pode ser que o sô álvaro com cunha daquele teu colega da ler, o xico sec da kultura, pintem uns gravetos adicionais para umas paneleirices extra, tipo besfoto do ginjal ou mesmo reedição daquele teu best seller que esgotou ao terceiro exemplar.

  5. Ouve lá, ó rato dos tijolos.

    Já viste que aqui o salsicheiro, do Dennis só conhece o “Molero”?

    É mesmo um leitor de truz…

  6. diria antes que é um leitor de cruz… lê como assina. sobre o macshade, nem faz a mínima ideia das asneiras que profere e o gajo já não está cá para lhe ir aos cornos. se calhar tamém não ia, táva-se fodendo para broncos da benedita & chulos de salir.

  7. VINTE LINHAS 776
    Oh xico! Aproveitando o encerramento da Barateira (aquela merda tresandava a pó que se fartava) ontem aproveitei para lançar o meu primeiro livro. Chama-se “Abre as pernas, coração” e lancei-o do meu 1º. andar para a rua. O gajo (o gajo é o livro, claro) voou, voou (por estarmos nesta quadra até me lembrei daquela “uma gaivota voava, voava, voava e a filha da puta nunca mais poisava”. Lembram-se.
    Pois o dito cujo estatelou-se nas pedras da calçada e ficou feito em fanicos. Até parecia de fabrico chinês.
    A propósito de chineses. Sabes aquela do chinês que estava todos os dias à porta do seu estabelecimento à hora do almoço e quando um determinado sujeito passava no passeio em frente o chinês desatava a rir às gargalhadas?
    Tanta vezes isto aconteceu que um dia o sujeito mudou de passeio e perguntou ao chinês:- Porque é que o sr. ri cada vez que eu passo?
    Ao que o chinoca respondeu:
    – E porque é que o sr. passa cada vez que eu rio?

  8. “Tal como ele, todos nós… Todos nós já fomos ao país dos tios… Todos nós tivemos uma tia Henriqueta ou Francelina…”

    oh pázinho! fala por ti e não te mistures, que bronco da benedita não é miscível com civilização urbana. metes dó, sempre em bicos dos pés a ver se alcanças a fama e a escrever merdas sem interesse, tipo “Nascido no Beco do Carrasco, filho do senhor Machado do Farta Brutos”, para valorizares o teu diploma da 3ª. classe e o teu handicap académico. enfeim, uma miséria intelectual a condizer com o sarro do urinol onde moras. E VIVA A EMEL!!!

  9. Fogo, fogo, não há libros lebes nãoe, os teus, ó gajo da Benedita, vulgo, BRONCO, pesam cumó caraças, primeiro que se apanhe o fio à meada é do catano, tens uns escritos hemafroditos, páh, atacas a pontuação e como se não bastasse bens com a treta das tias e das mãos engelhadas, porque tu és um calão, um morcãoe, comes á custa do freguês e bá-se lá saver cumo, pois reprobastes na terdeira clase, nem issu consguistes pá, fogo, és a tristeza do curral da Benedita, pá, as tuas palabras pesam pá, pela carga defecatória que as enforma, meu, tás a bere, aquela trampa em cima de alguém dá conta de cada um, vasta olhare pra nós, que pacientemente tentamos ( em vão) educar-te.

    Pára de te armares em amante das letras, pah, tu és um pimp das letras, pah, ora bai lá à aldeia do teu neto que ele esplica-te o que é isso.

  10. Safa, que com três Autores principais tão distintos – e muito mais no sentido de diferentes do que no de ilustres -, este importante “blogue” bem que poderia até intitular-se “albergue espanhólico”! Ou, então, “Có-có, Ranheta & Facada”…

    Parece-me de facto que, e uma vez que o “travão” decididamente não se enxerga, já era tempo de o “acelerador” e a “embraiagem” perceberem que, assim, não há credibilidade blogosférica que resista (sem desprimor para o volante, para a “manette” das mudanças e para a pequena pisca-pisca, claro…).

  11. Ó anónima com as quecas em dia, fogo, traduz lá essa cousa que escrebestes pá, já que biestes aquie. Anda lá e despacha-te que ando de soltura e esta trampa tá sempre a marcar ponto na sanita, cá para mim foi praga do escriba da Benedita ou se quiesermos da aldeola do avô Penas.
    Oube, quecas em dia queres dizer o quêi, pah? mudas de ementa, comes sempre do mesmo prato, ou cumo é? Caraças pah, as cabeças tamém se desgastam, fogo, e se pensares nas berrugas do bronco da benedita, ainda se corre o risco das hérnias, carago.

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