Apoiantes de Isaltino festejam junto à prisão da Carregueira
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Cuidado, este maluco anda à solta por aí
Acabei de ouvir Passos a explicar a varridela nas autárquicas alegando que esse foi o preço a pagar por o PSD não ter apoiados candidaturas populistas.
Um ou dois minutos depois, ouvi Passos a dizer que o Governo vai continuar no mesmo caminho; um caminho, disse ele, que está a dar mais justiça social aos portugueses e a preparar as condições para o crescimento económico.
E foi-se embora.
Vivó Porto!
Revolution through evolution
Abuse, lack of parental warmth in childhood linked to multiple health risks in adulthood
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Why Do You Want to Eat the Baby?
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Walnuts in Diet Can Improve Endothelial Functions for Overweight Adults
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Smartphones, Tablets Could Provide Universal Access to Medical Monitoring
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The Myth of Executive Stress
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Older Is Wiser, at Least Economically
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Generosity Can Breed Contempt
AC-DC
Vou votar António Costa e daqui, desta tribuna de galáctico alcance, recomendo a todos os eleitores para reflectirem um bocadinho nestas palavras e depois concluírem pela decisão de seguirem o meu exemplo. Inclusive o conselho adequa-se a eleitores de outros concelhos, esses que estão a pensar abster-se. Pois que venham para Lisboa e digam que querem votar no Costa. Vale sempre a pena tentar porque isto na confusão nunca se sabe, né?
O que o edil alfacinha fez pela Capital é verdadeiramente extraordinário dadas as condições financeiras que têm condicionado os seus mandatos, e seja lá qual for o ponto de vista por onde se queira pegar. Seria um caso em que a unanimidade não assustaria, pois o mérito está provado. E acresce a este ditirambo o facto de ele ter vindo para Lisboa num contexto de sacrifício pessoal, assim abandonando o Governo onde era uma figura de forte influência. Nunca saberemos o que teria feito ao lado de Sócrates durante o período em que a crise internacional rebenta e depois no ciclo de calúnias e conspirações que a direita lançou. Mas adivinhamos que fez muita falta.
Dito isto, recomendo a leitura do que o André Macedo escreveu – A culpa de António Costa. É um justo lamento e um efeito do bloqueio político a que a direita e a esquerda, voluntariamente, conduziram o País. O que acontecer com António Costa depois de largar o poder autárquico não apaga as dores desta travessia do deserto em que o PS não tem liderança.
Saudades da glória que desliza
Portugal falhou o apuramento para a final do Mundial de hóquei em patins, que será disputada amanhã, em Angola, pelas seleções de Espanha e da Argentina.
A equipa nacional perdeu, já no prolongamento, por 0-1, tendo agora que defrontar o Chile para tentar o terceiro lugar.
Com esta derrota, Portugal fica de fora da final da modalidade pelo quinto ano consecutivo.
A propósito de mais esta tristeza, respigo um texto que teve a felicidade de agradar a quem sabia do que eu falava, sendo que nele falava apenas do que sentia:
Sabedoria do laranjal
Jorge Nuno de Sá diz que “estranha a coincidência da data da acusação com o calendário eleitoral” e afirma que vai requerer a abertura da instrução do processo nos prazos legais. “Nessa altura provarei a minha inocência. Quanto ao resto, já estou habituado a estas coisas em períodos eleitorais: atiram-se pedras às árvores que dão fruto.”
Candidato do PSD a Alcântara acusado pelo MP de se ter apoderado de dinheiro da junta
Somos todos independentes
Numa democracia somos todos independentes. A adesão a um partido é uma manifestação de independência. Seguir a disciplina partidária quando se quer seguir a disciplina partidária é uma realização da independência. Ser independente é o mesmo que ser livre e ser livre é ser autónomo e ser autónomo é o mesmo que ser independente.
A independência não se descobre, atesta e avalia pelo rótulo. Nem sequer pela caixa. É sempre, sempre e sempre pelo conteúdo. O qual tem de ser nutritivo, salubre e saber bem.
Uma anedota a embrulhar um segredo
Marco António, chega e sobra para uma esquerda suicida
Marco António Costa argumentou hoje de manhã que é o PSD que defende o Estado social, apontando o dedo, uma vez mais aos socialistas, dando como exemplos o Serviço Nacional de Saúde e as prestações sociais.
“Que maior defesa podemos fazer do Estado social que não seja a de impedir que o Estado tenha um colapso financeiro”, notou o porta-voz do PSD, numa sessão de apoio à candidatura do partido nas Caldas da Rainha. “Em 2011 foi o que aconteceu, estivemos próximos do colapso financeiro”, disse, referindo-se ao pedido de resgate financeiro feito pelo Governo de então.
Segundo Marco António, se esse “colapso financeiro” tivesse acontecido, “não haveria dinheiro” para escolas, centros de saúde ou hospitais funcionarem. “Nem para as prestações sociais.”
E depois deixou a crítica ao PS. “Aqueles que hoje fazem a defesa do Estado social não o podem fazer com aquela ligeireza. Devem meter a mão na consciência” pela forma como governaram, acusou.
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Em Maio de 2009, fazendo campanha para as europeias, Ferreira Leite escolheu Aveiro para lançar a suspeita de ter o telemóvel sob escuta. Que o Governo socialista, o PS ou o próprio Sócrates a estariam a escutar, alertava a dona da política de verdade. Aveiro. A senhora escolhia Aveiro para esse número. Saltemos para 2013, também em campanha. Marco António Costa, futuro presidente do PSD, escolhe as Caldas para dizer que ninguém defende melhor o Estado social do que o próprio Governo de Passos Coelho. O Pedro apresentado como o nosso herói do Estado social. E este chouriço fica pendurado nas Caldas. Como dizem os ingleses, c’est tout un programme.
Temos de reconhecer que a capacidade para avacalhar o regime, inscrita no ADN da cultura política do PSD, é admirável. Esta malta não se atrapalha com pormenores como honestidade intelectual ou vergonha na cara e até revela um sofisticado gosto pelo teatro do absurdo em versão chunga. Contudo, a fruição do picaresco dura apenas curtos segundos. O que Marco António está a fazer, e de maneira brilhante, é algo bem diferente de um espectáculo circense. Trata-se de seguir à risca a estratégia que tem suportado a retórica do Governo e do PSD desde que, nos inícios de 2012, perceberam que tinham falhado as contas e que se iria entrar num combate corpo a corpo a partir daí.
O PSD chama “fazer política” à actividade mental que consiste em tratar os adversários como demónios e os cidadãos como gado. Nesta lógica, as opções são sempre fáceis de tomar porque fáceis de descobrir. Se os adversários são demónios, então nada do que tenham feito pode ser considerado bom. Pelo contrário, a sua obra deve ser arrasada e a sua memória aviltada. E se os cidadãos são gado, então basta alimentá-los com palha, tosquiá-los de vez em quando e levá-los para abate com fatal indiferença. É assim possível ao PSD dizer, em simultâneo, que pretende reduzir o Estado social ao mínimo dos mínimos e que nessa destruição o está a salvar. É possível ouvirmos responsáveis social-democratas que boicotaram no Parlamento a possibilidade de Portugal se financiar sem perder a soberania nem entrar numa austeridade desmiolada a acusarem o PS de ter provocado a crise financeira que obrigou a um empréstimo de emergência na pior altura possível. Isto é o mesmo que um ladrão conseguir tirar a carteira à sua vítima e depois ficar junto dela a insultá-la por se ter deixado roubar.
Ninguém se indignou com a bacorada do Marco António. Estamos em campanha, é um carnaval e já se ouviu a cassete centenas de vezes. Mas esta passividade de tudo e de todos é absolutamente extraordinária e deve ser denunciada. Eis que os responsáveis pelo aumento da pobreza em Portugal para níveis desconhecidos em democracia, cujas motivações são uma mistela de fanatismo com revanchismo ao serviço da oligarquia, podem humilhar canalhamente o projecto social nascido do 25 de 74 e o qual reuniu consenso alargado durante mais de 30 anos. O facto de isto estar a acontecer perante a pusilanimidade e desorientação da esquerda revela o nó górdio que o sectarismo, o absentismo cívico e a miséria intelectual criaram. Socialistas, comunistas e bloquistas, vasto grupo cheio de vedetas com os mais diversos talentos, não conseguem pôr os Marcos Antónios debochados no seu devido lugar. Não admira, portanto, que PCP e BE tenham preferido empurrar esta putrefacta direita para o pote em vez de terem cerrado fileiras com o PS na defesa do Estado social, a flor de Abril.
Quatro notícias tiradas a papel químico
Cabeça e pés
Para os políticos de carreira, ou à beira dela, o sentido de oportunidade é o mais valioso dos talentos. Têm de aprender a dominar os impulsos guerreiros, a lerem os fenómenos meteorológicos e naturais. Há ventos, correntes marítimas, nuvens, animais e plantas que precisam de ser constantemente observados ou escutados pois trazem consigo sinais do futuro. Isso leva estes políticos a cultivarem uma prudência tão sofisticada como a dos diplomatas, fazendo com que falem por meias ou vagas palavras, ou se calem, ou se ausentem calhando estarem enfraquecidos. Esperam pelo kairos.
A maior parte de nós pertence a um outro grupo de políticos. Nele, reina a urgência, a impaciência e a confusão. Não entendemos as demoras dos políticos de carreira, a complacência a imitar conivência. Magoa-nos a sua resistência e tolerância ao nosso sofrimento. Humilha-nos a sua evidente superioridade profissional. Eles sabem daquilo, e são atrevidos. Nós somos uns tontos, incapazes de manter um diálogo interno com pés e cabeça, quanto mais conseguir falar com um estranho, mesmo que seja esse tipo de estranho que se encontra na família, nos amigos, nos colegas e nos vizinhos. Como não falamos uns com os outros, passamos o tempo todo a falar dos políticos de carreira. Aqueles que estão sempre a falar de nós ou para nós, não percebemos bem o quê e o quando.
Isto é assim, e é assim desde que é assim. Se quisermos influenciar os políticos de carreira teremos de fazer como eles: aproveitar as oportunidades. Para falarmos uns com os outros. Com cabeça e pés.
Um papelinho na engrenagem
As propostas de combate à corrupção que João Ribeiro apresentou na corrida a Setúbal evocaram as palavras de Seguro no discurso com que encerrou o XVIII congresso em 2011. As três prioridades assumidas para o seu 1º mandato eram as da diminuição do desemprego, do crescimento económico e do combate à corrupção. Neste último ponto, comprometeu-se solenemente a realizar uma espectacular promessa de campanha para secretário-geral, a qual pretendia “separar o trigo do joio” através da elaboração de um “código de ética” a ser assinado por “todos os membros do Secretariado Nacional e todos os candidatos socialistas a todas as futuras eleições”.
Que o tema da corrupção é relevante e grave não aparece como uma novidade, pois. Será uma daquelas conversas onde à esquerda e à direita reinará o consenso mais denso, e tão mais gorduroso e infecto quão maior for a pobreza intelectual e informativa do opinador ou o seu cinismo impotente. De resto, nem sequer Portugal terá aí qualquer exclusividade, sendo uma inevitabilidade nas opiniões públicas de quase todas as democracias. O que surpreendia em Seguro era o facto de estar a içar uma bandeira sem nenhum conteúdo substantivo para a contextualizar, apenas se agitando generalidades inanes. Consequência? Seguro alinhava conscientemente com um ambiente populista alimentado pela direita partidária e presidencial para desgastar e derrubar o anterior Governo socialista. Como as operações de difamação e calúnia foram de uma dimensão e alcance nunca antes observados nestas paragens, tendo-se pintado todas as esferas da administração do Estado como corruptas no ódio febril a que estava reduzida a direita, a escolha desse tema como pilar de uma afirmação política ou serviria para desmontar a corrupção dos acusadores ou para subscrever o seu diagnóstico. Vários foram os sinais de que Seguro concordava com a atoarda de que o PS era um coio de marginais, ao mesmo tempo que o chefe a estrear de tão suspeito partido se apresentava numa excepcionalidade moral que o tornaria imune a essas tentações. O “código de ética”, portanto, fazia parte dessa limpeza da casa e de uma nova era de transparência que iria acabar com o mal entranhado.
Só está bem a enfiar-nos porcarias pela goela abaixo
Na sequência da notícia avançada no dia 23 de Agosto pelo PÚBLICO, intitulada “Luís Filipe Menezes paga rendas a moradores de bairros pobres do Porto”, o BE apresentou uma queixa à CNE, onde considerava que a actuação do presidente da Câmara de Vila Nova de Gaia é uma “flagrante violação” da “neutralidade e imparcialidade das entidades públicas”.
Numa comunicação datada de sexta-feira, a CNE refere que “os factos apurados no presente processo não constituem indícios suficientes da violação dos deveres de neutralidade e imparcialidade por parte” de Menezes.
“No que respeita às declarações e aos actos realizados no âmbito da campanha eleitoral, os mesmos não configuram a prática de ilícitos eleitorais. Assim sendo, a CNE delibera o arquivamento do presente processo”, conclui.
Este sábado, durante uma visita ao Mercado do Bolhão, no Porto, Luís Filipe Menezes foi peremptório: “Podem-me criticar, podem-me dar caneladas, inventar coisas e depois ter que as engolir, como engoliram ontem com a Comissão Nacional de Eleições.”
CNE arquiva queixa do Bloco contra Menezes por pagamento de renda
Exactissimamente
Goloterapia
Sondemos
A testemunha desabonatória
O primeiro-ministro mantém confiança no seu ministro adjunto, Miguel Relvas, sendo a terceira vez que Passos Coelho tem de o fazer.
Antes, fizera-o no caso das secretas e, mais recentemente, no caso que envolveu uma jornalista do jornal ‘Público’. E agora no caso da licenciatura do ministro.
Passos Coelho renova total confiança em Miguel Relvas
“O primeiro-ministro deu-me a garantia absoluta que sobre a Dra. Maria Luís Albuquerque não pesa qualquer coisa menos correcta. Esta foi uma garantia absoluta que recebi do senhor primeiro-ministro.”
Cavaco diz que recebeu “garantia absoluta” sobre ministra
O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, afirmou hoje manter “totalmente” a confiança no ministro dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete, que admitiu ter cometido uma “incorreção factual” numa informação que prestou ao deputado do BE Luís Fazenda.
Questionado se mantém a confiança em Rui Machete, o primeiro-ministro respondeu: “Totalmente.”
Primeiro-ministro afirma manter “totalmente” a confiança em Rui Machete
Revolution through evolution
Women Suffer Worse From Austerity, Says UK Report
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Fertile Women Have a Heightened Sense of Smell
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Ovulating Women Are Less Trusting
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Drivers of Financial Boom and Bust May Be All in the Mind, Study Finds
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Science Reveals Why Calorie Counts Are All Wrong
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Cruel behavior has reward value for ‘everyday sadists’
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HOW MANY FACEBOOK MESSAGES, TWEETS, AND PHONE CALLS DOES IT TAKE TO FALL IN LOVE?
Parabéns, Merkel
Independentemente da avaliação das políticas seguidas até agora – juízo esse que varia radicalmente conforme a geografia e agenda do avaliador – é indiscutível que esta vitória de Merkel faz muito pela causa das mulheres no sentido de estabelecer um exemplo de conquista do poder que nos obriga a recuar até aos anos 80 para encontrar outro equiparável em dimensão e relevância.