abrir o livro

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O hóquei em patins português morreu no início década de 90, mas do seu funeral só nos chegou notícia em Junho último. Foi enterrado na Suíça, por suíços e franceses. O 6º lugar, a pior classificação de sempre em 70 anos de campeonatos do Mundo, passou por entre as notícias. O povo adepto que se poderia alvoraçar com a desdita também já passou, jazendo na amnésia. Quem tem menos de 40 anos não pode saber o que foi o hóquei em patins português em Portugal. Porque não pode saber o que era viver nos anos 70 e 60 e 50 neste país rural, analfabruto, cobarde e infantil. Um país literalmente desesperado, sem orgulho, que tinha no hóquei a possibilidade de viver a fantasia de se imaginar cosmopolita. Puro delírio. Nem nos Jogos Olímpicos o hóquei em patins podia entrar, quanto mais na atenção do Mundo. A nós se juntavam outros nostálgicos de tordesilhas, impérios e rios de prata, espanhóis, italianos e argentinos. Opulentos miseráveis. O hóquei, desporto para aristocratas, joga-se de bengala. Garbosos, elegantes, altivos, os jogadores sabem-se alados. Em cima dos patins o céu está mais perto, a terra é lisa e desliza.

Por leonina sorte, apanhei a última geração de amor popular, a equipa dos 5 magníficos: Ramalhete, Rendeiro, Sobrinho, Chana e Livramento. Como a televisão da época ainda não era omnívora e insaciável, brilhavam as vozes dos locutores da rádio. Desses relatos ficou-me uma lição atinente ao poder das metáforas. Em 1977, o Sporting foi campeão europeu. Alguém, cujo nome não fixei, relatava os jogos tendo no seu reportório a expressão: abrir o livro. Dizer-nos que o Sporting estava a abrir o livro correspondia a celebrar os momentos em que a equipa alcançava um nível exibicional que o encantava, o equivalente à entrada da música para premiar o espectáculo do toureiro. Embora a sua voz fosse moldada pela grave solenidade de quem comunica com a audiência, o timbre era de bem contido encómio, de festa sentada.

Os movimentos sincronizados dos atletas, o juízo e gosto linguístico do comentarista, a imaginação púbere do ouvinte, uniam-se estes diferentes planos da realidade para transformar a expressão abrir o livro na minha iniciação ao poder divino das metáforas. Eu tomava conhecimento da existência de um livro onde estavam as jogadas perfeitas, aquelas que não tinham oposição possível nem possível melhoria. Eram absolutas, por isso estavam gravadas num livro. A equipa, por eleição misteriosa, conseguia abrir esse livro de vez em quando. E, enquanto o livro estava aberto, era até bom que a leitura não fosse perturbada pela marcação de um golo. Isso poderia levar à alteração súbita da coreografia mágica em acção, embora fosse esse evento a promessa de redenção, apocalipse e transcendência inclusa no livro agora aberto. O sublime estava no que antecedia a glória, o gozo de uma jogada eterna era preferível ao êxtase de um golo efémero. Mais valia não chegar ao fim, continuar a passar a bola, fintar os adversários, folhear o livro.

Era uma lição relativa à condição paradoxal do humano, o único animal que lê. O único animal que vai de patins.

41 thoughts on “abrir o livro”

  1. Valupi,

    Texto espectacular. A lembrar que um dia, não distante, uma recolha de bons aspirínicos momentos poderia, sem desfeita, engalanar um recanto de montra.

    Memórias auditivas sobre patins, só me resta a do Livramento. Era o herói, um Joaquim Agostinho, um Alves Barbosa (se não sou anacrónico) deslizante, um Baptista Pereira rodopiando. Não sei se isso me faz velho, ou me faz novo. Sei que não me fazia cosmopolita, e que aquilo era uma forma – a que se arranjava – de ser docemente português.

  2. Texto belíssimo. A merecer moldura. Sem metáfora.
    Meu Pai era um homem duro. Não tínhamos rádio, porque nem electricidade havia. E, se a tivéssemos, não teríamos dinheiro para esse luxo. Um dia, ou seja, uma noite, chegou a casa e contou. Contou que Portugal ganhara à Espanha. Por um a zero. Salvo no último minuto. Como os heróis ou as heroínas das histórias dos filmes do Atlântida Cine. O verdadeiro Atlântida Cine, do Aeroporto de Santa Maria, não o de Carcavelos. Golo de penalty. Para doer mais a espera, para que a expectativa massacrasse mais a alma.
    Meu Pai tinha lágrimas nos olhos. Então compreendi que o hóquei merecia ser amado. E a Pátria.
    Papá morreu há muito tempo. O hóquei foi-se finando. Salvar-se-á a Pátria?

  3. Jesus Correia, campeão do Mundo de hóquei e nacional de futebol ao mesmo tempo contava esta história passada em Roma. Foi a comitiva portuguesa visitar o Papa em fins do anos 40. No convívio o Papa terá achado graça ao nome do Necas (Jesus) e pediu-lhe para partir um bolo. O Necas respondeu «O Raio que o parta!». Pôs toda a gente a rir porque o Raio era de facto o capitão…

  4. Em Pac,o de Arcos ha uma estatua de Jesus Correia no jardim e, no CDPA, continua a tradic,ao do hoquei em patins. Antigos jogadores com os filhos pequenos nos treinos de sabados e domingos de manha e nos jogos do campeonato distrital: esses garotos tem o melhor treinador do mundo, bestial para os miudos, que tenta fazer deles os melhores, quer como jogadores quer como pessoas.

    Ha uns dias joguei ludo com o meu filho. No fim do jogo, agarrou nos bonecos e fe-los cumprimentarem-se uns aos outros, dizendo “bom jogo, bom jogo”. Chama-se desportivismo e todos os fins de semana o vejo, em miudos de 6 anos.

    (assinado: mae de um jogador no seu segundo ano de hoquei em patins)

  5. Fernando, muito me contas. E o advérbio até peca por escasso. Confesso que nunca penso nisso. Esta escrita sai-me tão descuidada, súbita, rápida, que a volatilidade do meio me parece o único ecossistema onde pode sobreviver.

    Enfim, mas não seríamos os primeiros.
    __

    Daniel, gostei muito de conhecer o Senhor teu pai. Um vero patriota, como todos os açorianos.
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    francis, grandes jogos, grandes alegrias. Pavilhões cheios de uma gente que nunca se calava.
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    sem-se-ver, e com toda a razão.
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    jcfrancisco, saborosa anedota. Muito obrigado. Por acaso, um genro do Jesus Correia foi meu patrão. Falava dele com reverência.
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    Catarina, Paço de Arcos tem esse encanto acrescido, a tradição do hóquei. Invejo o teu filho.
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    Mao, aceito como um pedinte o teu exagero exagerado.
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    claudia, acertaste em cheio com o aléu.

  6. Devemos ser mais ou menos da mesma idade, pois sinto o hóquei como o descreves e lembro-me bem desses cinco violinos em patins.
    Sobretudo, claro, o Livramento que passou uns anos no meu fófó, o clube da minha terra (Benfica) onde o hóquei sempre foi rei e a sua magia arrastava multidões e paixões.
    Soube-me bem, pá, ler esta tua prosa.
    Gosto de me sentir um puto mas não desdenho a componente jurássica…

  7. Que texto belíssimo , obrigado pelas palavras o Hóquei em Patins agradece.
    Todavia deixe-me discudar um pouco, o Hóquei em Patins não morreu tem mais equipas , mais jogadores ,apesar de não se apostar nos clubes nem haver insentivos à prática deste desporto . Temos uma classe de dirigentes que não sabem vender este desporto , contudo as pessoas aderem , Temos um desporto como se fosse um diamante em bruto do qual os dirigentes não sabem o que fazer .
    Sou do Hóquei e da CUF , não posso deixar de relembrar também o Leonel Fernandes , o Vitor Domingos , o José António , entre outros , que esgotavam sempre o Pavilhão , muitas das vezes até pedíam às pessoas para se porem de pé , para caberem mais e ainda ficavam muitas de fora . Temo-nos de lembrar da fabulosa equipa de Moçambicanos ( Moreira , Fernando Adrião , Amadeu Bouços , Souto e talvez o maior de sempre , Velasco ) . Por isso o Hóquei não morreu , nem vai morrer , porque enquanto houver alguém que ame este desporto isso não vai acontecer .
    Por fim devo dizer que os políticos Portugueses , estão com dúvidas em incluir o Hóquei em Patins nos Jogos da Lusofonia 2009 em Portugal . Se à desporto lusófono, ele é o Hóquei e será uma tremenda injustíça não ser incluído. O País deve muito a este desporto , que povoa o imaginário de milhões de Portugueses por isso os nossos Governantes não podem ser ingratos.
    Cumprimentos
    Rinito

  8. perfeito, no meu entender se queremos fazer o hóquei renascer temos que deixar os miudos desenvolver a sua criatividade, e não robotiliza-los com tacticas desde tenras idades.

  9. Caros amigos, adorei ver este texto aqui publicado para puxar pela memória curta de muitos antigos atletas e derigentes para os puxar para a realidade do hoquei actual. vou-me identificar sou josé Manuel silva(BRAGA) fui atleta do Grupo desportivo da cuf, e dfrontei todos esses atletas ,famosos tanto do sporting como do benfica ,porto e paço de arcos e de outros clubes menos famosos mas não devendo por isso serem menos importantes,

    Mas tenhgo a minha opinião pessoal o hoquei em patins não está a morrer, temos muitos jovens a praticar o hoquei cada vez á mais jovens a aderir ao hoquei em patins, mas para issso é necessário os clubes os derigentes e os treinadores e pais, fazerem um trabalho de base sério e consistente e deixar-mos de campeonites
    e proseguirmos por o caminho que os nossos antigos treinadores tracávam ,patinar como deve de ser ,travar bem tanto as oito rodas como entacões como tranversal, e
    ensinarem as crianças como deve de ser . e não andarem a fazer um frete enquanto duram os treinos só para justificaren o que ganham com este pensamento de se ganhar dinheiro o hoquei não vai a lado nenhum só irá como pessoas que deem o seu tempo sem quaisqueres contrapartidas. com estes presoupostos o hoquei nunca morrerá com gente como eu que anda á cinquenta anos nele sem qualquer interesse pessoal e monetário só asiim trabalhando em, prol das crianças e do desporto conseguiremos levar este trabalho a bom porto caso contrário o hoquei afunda-se derivado aos oportunistas….

    JOSÈ MANUEL SANTOS SILVA

    BARREWIRO

  10. Foi enviado ao pelo ex-selecionador Mexicano , Srº. Guillem Alcón , uma carta aberta ao Presidente da CIRH , Srº.Harro Strucsberg a propósito do facto de ainda haver ignorantes que estúpidamente querem implementar os patins em linha no Hóquei em Patins , um completo absurdo e uma demonstração de que não percebem a essência do Hóquei em Patins ou então estão envolvidos com as grandes marcas e fabricantes dos patins em linha . Deste abaixo deixo o link da carta do meu amigo Guillem que tem todo o interesse para esclarecer este assunto de vez :

    http://www.mundohoquei.net/opiniao/opiniao0801.htm

  11. Aproveito este forum para fazer um apelo a clubes históricos , como o FOFO ( dos Serpa ) , Hockey Club de Portugal ( que fundou o Hoquei em Portugal) , Os Belenenses , o Beira Mar entre muitos outros, voltem a ter Hóquei em Patins.

    Deixo aqui uma ideia que pode e deve ser aproveitada… noutro dia passei pelo pela catedral do Hóquei , o Pavilhão dos Desportos e vi com tristeza a sua falta de utilização e até degradação . O que proponho é que este espaço seja utilizado para o ensino da patinagem e para uma Escola de Hóquei em Patins , com o objectivo de mais tarde seja novamente utilizado para a competição . Para isso faço um apelo à Câmara Municipal de Lisboa , à Associação de Patinagem de Lisboa , para que façam um projecto e entreguem devidamente apoioado ao Hockey Club de Portugal ( que não tem espaços para a prática desdportiva )que faça este trabalho em prol da patinagem e do Hóquei em Patins e dê novamente vida a um espaço que viveu momentos maravilhosos com grandes nomes do desporto Português e do Hóquei em Patins.

  12. Com poesia mas sem fé.
    Ainda há bom hoquei em portugal, outra coisa é haver seleccionadortes a não perceber nada de Hoquei e tornar a nossa equipe vulgar.
    Acordem senhores! Acordem!

  13. Os tempos foram mudando a forma e o conteúdo…

    Nessa altura, jogava-se em campo inteiro, passou fugazmente para dois terços e hoje só joga em metade do campo…
    Nessa altura só existiam duas cores de cartões, hoje há três e permite-se que a equipa “premiada” com o cartão azul mantenha 5 jogadores em campo…
    Nessa altura não existiam livres directos, os “penalties” eram marcados com uma valente “stikada” à baliza, hoje temos livres directos e os “penalties” passaram por uma fase em que tanto era permitido “stikar” como fintar, para voltarem à primeira forma recentemente…
    Nessa altura as balizas eram mais pequenas, cheias de arestas vivas, hoje são maiores e de forma arredondada…
    Nessa altura existiam três elementos da equipa de arbitragem em campo (o árbitro e dois “bandeirinhas”), hoje existem dois (afirmação válida a partir de um determinado escalão)…

    … tudo em prol do desporto e da melhoría do seu desempenho/espectacularidade…

    Nessa altura os pavilhões estavam “à pinha”, cheios de espectadores, hoje…
    Nessa altura ouvíamos falar da modalidade nos “media”, hoje…

    Algumas decisões até tiveram bons resultados práticos mas a maioria nem por isso… e não bastam os cursos de treinadores para alterar o “status quo” actual…

    Numa sociedade cada vez mais mediatizada como a de hoje, é necessário investir também na imagem de marca deste desporto de uma forma continuada e não somente quando existem campeonatos da Europa ou do Mundo.
    É necessário voltar a criar referências para os mais novos, para os meus filhos e para os Vossos.
    Não só é necessário fazer muito mais, como ter vontade para o fazer e, acima de tudo, ter bom senso nas medidas a tomar…

  14. Quatro causas para o actual estado do hóquei em patins
    Numa abordagem global, a Casa do Povo de Sobreira considera que são quatro as causas fundamentais que estão a
    orientar o hóquei em patins português para um beco sem saída:
    1) O actual paradigma de funcionamento da modalidade: “Existem Clubes porque existem Associações de Patinagem e a
    Federação de Patinagem de Portugal;
    2) Uma forte concorrência de outras modalidades de pavilhão, mais bem estruturadas e organizadas;
    3) A actual regulamentação sobre a qual assenta o funcionamento geral do hóquei em patins, que é completamente
    desadequada;
    4) Uma asfixia financeira cada vez mais acentuada dos Clubes.
    Tendo como base estas causas, a Casa do Povo de Sobreira defende uma alteração significativa de todo o paradigma
    de funcionamento da modalidade e avança, desde já, com algumas sugestões para aquilo que considera não estar a funcionar
    de forma adequada. É intenção deste clube que a sua filosofia de pensamento possa servir de base à elaboração de um
    conjunto de propostas que traduzam os anseios, não só da Casa do Povo de Sobreira, como também de todo aqueles que de
    uma forma genérica se interessem pela modalidade.
    Há que realçar que estas propostas com certeza não serão as finais. Pretende-se que este processo seja participado
    e que a proposta final, a apresentar em sede própria ainda em 2008, traduza a vontade expressa de todos os agentes que nela
    queiram colaborar de forma construtiva. Pretendemos, fundamentalmente, servir como alavanca de arranque a um processo
    que se quer real e rapidamente executável.
    Regulamentos foram “elaborados por tecnocratas que pensaram a estrutura de cima para baixo”
    São inúmeras as situações que urgem alterar nos Estatutos e Regulamentos federativos. Numa lógica isolada, um
    determinado artigo ou conjuntos de artigos poderão não indiciar qualquer falha. Porém, no seu todo contribuem para que o
    hóquei em patins, na sua generalidade, fique mais enfraquecido.
    Os Estatutos e os Regulamentos que regem o funcionamento actual da FPP e da Associação de Patinagem do Porto
    foram elaborados por tecnocratas que pensaram a estrutura de cima para baixo, contrariamente ao que seria desejável: “A
    FPP deve existir para servir os Clubes e não o contrário”, defendemos.
    Exemplo disto é o Regime Financeiro a vigorar, tanto na FPP como nas AP’s – nomeadamente na AP Porto.
    No Regulamento Geral Estatutário federativo abundam, no nosso entendimento, falhas estruturais graves.
    Genericamente, a distribuição de competências para os membros dos vários Órgãos Sociais parece-nos adequada; porém,
    além de não sabermos de que forma são cumpridas, há certas e determinadas competências com as quais discordamos
    frontalmente. Serão as mais evidentes aquelas que concernem à definição dos honorários a pagar aos colaboradores da FPP,
    visto que na maioria, se não em todas, explicita o Regulamento que a definição dos valores a auferir pelos prestadores de
    serviços será definida de acordo com proposta da direcção.
    Para a Casa do Povo de Sobreira, este artigo do Regime Financeiro é demasiado vago, além de que não define de
    forma clara quais os critérios e condições a observar para a admissão de colaboradores da FPP. Exemplo prático do que
    afirmamos é a existência de uma fraca cobertura noticiosa por parte dos Órgãos de Comunicação Social ao hóquei em patins,
    não obstante o facto de tais funções estarem sob alçada do Director de Marketing e Comunicação e este poder “entregá-las” a
    «técnicos ou empresas da especialidade».
    Quem executa tal tarefa?
    Caso tenha sido contratada alguma empresa, quanto custam os seus serviços?
    Quais as suas obrigações junto da FPP?
    Estarão salvaguardados os interesses dos Clubes?
    Ainda no que respeita ao Regulamento Geral Estatutário, a Casa do Povo de Sobreira crítica as diversas Taxas aí
    consagradas que são, no entender dos dirigentes deste clube, um atentado à moralidade.
    Se pretendemos que o hóquei em patins seja uma modalidade eclética temos de garantir, tal como previsto na Lei de
    Bases do Desporto, que se cumpra o princípio da universalidade da prática desportiva.
    Será que com estas taxas se consegue almejar tal objectivo?
    Será assim que os Clubes poderão investir cada vez mais e melhor numa formação de qualidade?
    Será assim que vão continuar a existir Clubes?
    Mais ainda, neste regulamento não há qualquer limite para as vulgarmente designadas despesas de representação.
    Tal como está, e assumindo um cenário hipotético e absurdo, à luz do Regulamento nada impede que os Órgãos Sociais da
    FPP jantem fora todos os dias e imputem a respectiva factura à FPP! Não bastando, as AP’s de patinagem têm a obrigação de
    pagar anualmente um valor correspondente a 10% do Ordenado Mínimo Nacional por cada Clube que nela se filie. Isto parecenos
    completamente contraproducente!
    A Direcção Técnica Nacional
    A Direcção Técnica Nacional abraça na sua constituição o Director Técnico Nacional (DTN) – técnico qualificado
    exercendo as suas funções a tempo inteiro – que é, entre outras coisas, responsável pela promoção, fomento e
    desenvolvimento da patinagem, formação de atletas, de árbitros, juízes, calculadores e cronometristas, de treinadores e
    técnicos, de directores e de outros agentes da patinagem.
    Sabendo disto, questionamos o trabalho desenvolvido pela Direcção Técnica Nacional nestas áreas junto dos Clubes
    e perguntamos se foi realizado algum encontro, acção de formação para atletas, para directores e/ou campanha de
    sensibilização nas escolas junto da sua área de filiação.
    Foi nas funções atribuídas ao DTN que encontrámos uma ‘delícia regulamentar’: de acordo com o Regulamento das
    Selecções Nacionais, o DTN terá direito – tal como quase todos os elementos que compõem a comitiva na sua generalidade –,
    no acompanhamento das selecções a provas ou competições, a uma «compensação pelos salários perdidos, desde que tal
    situação seja devidamente comprovada pela sua entidade patronal». Mas…
    O Director Técnico não é funcionário a tempo inteiro da FPP?
    E nos restantes casos, não há limites orçamentais?
    O clube não põe em causa a competência do actual DTN, mas sim os princípios que regem a sua actividade,
    enquanto líder da Direcção Técnica Nacional, no seio da FPP.
    O que é feito dos Contratos programa?
    Achamos que alguns dos contratos-programa celebrados nos anos de 2006 e 2007 entre o Instituto do Desporto de
    Portugal (IDP) e a Federação de Patinagem de Portugal (FPP) carecem de alguma clarificação.
    Verificámos que, tanto em 2007 como em 2006, foram assinados com o IDP vários contratos programa visando o
    financiamento de actividades a efectuar pela FPP. Como membros filiados na APP e, por inerência, na FPP, cremos que seria
    conveniente explicitar o propósito de alguns apoios e, numa abordagem global, que evolução efectiva tais apoios trouxeram à
    modalidade. Consideramos é que só o facto de termos tais dúvidas é ridículo. Uma política de informação eficaz, tanto na FPP
    como nas AP’s, impediria este tipo de questões e dúvidas.
    Nos contratos programa assinados referentes ao “Enquadramento Técnico”, a comparticipação do IDP foi em 2007
    no valor de 27.654 euros e, no ano transacto, de 15.137 euros. Uma vez os beneficiários são os mesmos – o Prof. Luís Sénica
    e o Prof. Nuno Ferrão –, questionamos o porquê de haver uma diferença tão grande entre as verbas consignadas.
    Num outro contrato assinado em 2006, referente ao “Desenvolvimento da Prática Desportiva”, recordamos que
    300.842,12 euros foram para afectos à organização e gestão da FPP, 549.157,88 euros afectos ao Projecto de
    Desenvolvimento da Prática Desportiva e 5.000 euros para a realização de alguns encontros regionais do Grande Prémio
    Jovem Hoquista e do Grande Prémio Jovem Patinador.
    Questionamos:
    Porquê estes valores?
    O que é o Projecto de Desenvolvimento da Prática Desportiva?
    Foram realizados todos os Grandes Prémios previstos?
    Sem informação, queremos saber o que foi feito aos 6.000 euros previstos no Contrato – Programa Nº23/2006
    “Apetrechamento” e que eram destinados à aquisição de 93 pares de patins extensíveis, 99 Sticks TVD de Iniciação e 100
    Bolas de hóquei em patins.
    Qual o critério utilizado na sua distribuição?
    A quem foram dados?
    No Contrato – Programa Nº24/2006 “Alta Competição e Selecções Nacionais”, com uma comparticipação financeira
    de 560.000 euros: Tal apoio visou a utilização do complexo desportivo do Jamor, tendo as Selecções Nacionais de alcançar,
    no mínimo, as classificações previstas no presente contrato. O que consideramos é que, face ao prestígio de Portugal na
    modalidade e às suas obrigações, os objectivos propostos são medíocres. Na sua generalidade, com esses objectivos e
    apoios, até um Clube pequenino como o nosso os conseguiria alcançar!
    A comparticipação financeira no valor de 30.000 euros prevista no Contrato – Programa Nº187/2006 “Formação de
    Recursos Humanos” também nos oferece dúvidas: se o IDP deu este dinheiro todo para formação, gostaríamos de saber a
    razão pela qual se cobraram e cobram taxas elevadíssimas nas inscrições para os cursos de treinadores?
    “Se os Clubes querem reivindicar sobre qualquer coisa, então que convoquem e apareçam às Reuniões de
    Clubes e Assembleias”
    Para nós, há uma necessidade efectiva de se alterar, tal como na FPP, os Estatutos – datados de 1995 – e o
    Regulamento Geral Estatutário da Associação de Patinagem do Porto.
    Genericamente, os princípios que regem a actividade da AP Porto são em tudo similares aos da FPP daí que, no
    nosso entendimento, estes deveriam ter sido já alterados há bastante tempo. Essa mesma alteração estava já prevista no
    Manifesto Eleitoral apresentado a sufrágio pela direcção actualmente em funções em 2005.
    Porque não foram alterados?
    Acresce o facto de, à luz dos actuais Estatutos, existirem pontos que objectivamente não são cumpridos, como por
    exemplo a realização de duas Assembleias-gerais por ano. Ora, se os Clubes e/ou a direcção da AP Porto não concordam com
    o que está consagrado nos actuais Estatutos então estes que se alterem!
    Reprovamos, igualmente, a atitude da maioria dos Clubes, que não comparece às reuniões para as quais são
    convocados e desaproveitam as poucas oportunidades que têm para se fazerem ouvir junto dos seus interlocutores na FPP.
    Consideramos que não há uma fiscalização efectiva da actividade federativa por parte da AP Porto e defendemos que, de uma
    forma geral, será imperiosa uma fiscalização cabal de toda a actividade federativa por parte dos seus Sócios Efectivos, as
    Associações de Patinagem.
    De acordo com as informações que nos foram transmitidas – Clubes – em Reunião havida no passado dia 30 de
    Novembro na AP Porto, haverá alegadamente atrasos nos pagamentos que a FPP está obrigada a efectuar junto da APP.
    Se esses atrasos existem, o que foi feito em concreto para reivindicar o que é devido?
    Se a Federação não cumpre, quem se responsabiliza por tal facto?
    Como poderá funcionar condignamente não só a AP Porto como qualquer outra AP?
    A Arbitragem
    A Arbitragem deve ter maior autonomia e mais poderes. Defendemos que os clubes deveriam pagar as taxas de
    arbitragem directamente aos próprios árbitros, nos jogos em que estes intervenham, pois tal procedimento é já adoptado com o
    pagamento do policiamento.
    Não seria muito mais expedito proceder-se dessa forma também com os árbitros?
    Defendemos que sejam criadas mais e melhores condições para a arbitragem, pois é fundamental dotar a arbitragem
    de meios capazes de a tornar atractiva a um número cada vez maior de cidadãos. Há cada vez mais dificuldades em conseguir
    seduzir novos elementos para a arbitragem. E a idade passa para todos, não apenas para os jogadores. Exemplifique-se: dos
    500 euros pagos por jogo para a Taxa de Arbitragem, na 1ª Divisão, quanto recebe a dupla de arbitragem? Ou então, dos 150
    euros pagos na 3ªDivisão quanto recebe efectivamente o árbitro?
    Queremos ainda que se publiquem em Comunicado Oficial da FPP, a composição dos quadros nacionais de
    arbitragem, a acção disciplinar exercida sobre os agentes da arbitragem e a classificação anual obtida por árbitros e juízes.
    PROPOSTAS A APRESENTAR – Resumo
    A. Organização Funcional
    Achamos que é absurda a completa centralização de todos os Serviços na sede da FPP em Lisboa e, portanto,
    defendemos que algumas competências actualmente sob alçada exclusiva dos serviços federativos passem para os serviços
    Associativos. Alguns exemplos:
    (1) A criação de um modelo geral de cartão desportivo, passível de existir sempre em todas as AP’s e havendo nele
    campos que permitam diferenciar se se trata de uma inscrição associativa e/ou federativa;
    (2) Uniformização dos Boletins-de-Jogo Associativos e Federativos;
    (3) A inscrição on-line “na hora” de atletas e dirigentes na internet, ficando o Clube responsável pela posterior
    facultação de todos os elementos em suporte de papel dentro de prazos rígidos;
    (4) O pagamento das taxas decorrentes da participação nos vários campeonatos ser efectuada pelos Clubes junto das
    respectivas AP’s de filiação que, posteriormente ficariam encarregues de remeter a parte devida para a FPP;
    (5) Os pagamentos referentes às arbitragens sejam efectuados aos próprios árbitros nos dias dos jogos;
    (6) Realizar as reuniões federativas de forma itinerante e nas sedes das respectivas AP’s;
    (7) Definir de forma clara quem faz/fará parte das comitivas das selecções nacionais/representações institucionais e
    porquê;
    (8) Os Clubes passem a ter direito a voto nas assembleias da FPP;
    (9) Se clarifique qual o regime de incompatibilidades de ocupação de cargos remunerados.
    B. Organização Desportiva
    Do ponto de vista desportivo são vários os aspectos que contribuem de forma decisiva para o abandono da prática do HP:
    (1) Não existe qualquer protecção à Formação dos atletas efectuada pelos Clubes;
    (2) Não existe, por parte da FPP, qualquer iniciativa efectiva junto das escolas do país visando o fomento da prática do
    HP bem como a inerente articulação e concessão real de apoios aos clubes que se queiram integrar em projectos
    desta índole;
    (3) Os cursos de treinadores são raros, caros e na maioria dos casos muito pouco itinerantes;
    (4) Há um real desinvestimento na arbitragem, de uma forma global;
    (5) A definição das regras de jogo passa completamente ao lado dos principais actores da modalidade, os Clubes.
    Pretende por isso a Casa do Povo de Sobreira pugnar para que:
    (1) Se defendam regulamentarmente os legítimos direitos dos Clubes Formadores;
    (2) Se realizem iniciativas efectivas de acções visando a promoção da modalidade junto das crianças e jovens;
    (3) Sejam concretizados mais cursos de treinadores;
    (4) Se reforcem as condições oferecidas aos agentes da arbitragem, no sentido de a tornar mais apelativa;
    (5) Sejam feitos debates abertos aos Clubes para a discussão das regras do jogo de HP e que, destas mesmas
    reuniões, se vinculem de alguma forma as posições assumidas.
    C. Organização Financeira
    Um breve resumo das propostas defendidas:
    (1) Sejam apresentados aos Clubes o Plano e Orçamento da FPP;
    (2) Exista a possibilidade de os Clubes acederem à actividade financeira corrente da FPP (na Internet, por exemplo);
    (3) Se acabem com as Taxas de Organização dos jogos e as Taxas de filiação dos Clubes na FPP;
    (4) Imponham-se, de forma clara, quais os limites para todas as despesas de representação dos Órgãos Sociais das
    AP’s e FPP e quais, dentre eles, os que terão direito a elas;
    (5) Se defina, com a aprovação dos clubes e de forma inequívoca, um quadro remuneratório de todos os
    colaboradores da FPP bem como sejam estipulados;
    (6) Se obriguem as AP’s a proceder a uma fiscalização efectiva de toda a actividade federativa.
    Por fim, defendemos a realização de um inquérito nacional aos Clubes para que seja avaliado, de uma forma geral,
    qual o grau de satisfação destes em relação à estrutura associativa e/ou federativa e quais as matérias, no seu entendimento,
    que carecem de intervenção urgente por parte da estrutura federada. Tanto o inquérito como a divulgação dos seus resultados
    poderiam facilmente ser realizados através do site da FPP.

  15. Boa tarde

    Caros amigos

    Vai haver eleições em Setembro deste ano para as Associações e Federação de Patinagem de Portugal , chegou a altura de limpar e revolucionar tudo o através de meios democráticos . Faço um desafio a todos ( e são muitos ) aqueles que acham deplorável e falaciosa a gestão desta direcção , para arranjarem uma lista de pessoas competentes , modernas , com visão de futuro e projectos inovadores , capazes e que destaquem o apoio aos clubes , que insentivem os que já existem e angariem novos e à formação , que têm agora uma grande oportunidade de trabalhar em prol do Hóquei em Patins e dar uma grande sapatada neste grande marasmo gerado pela incompetência e pela visão destorcida que se tem para a modalidade.
    Peço que tomem uma decisão de participação efectiva , basta apenas de palavras , vamos a acção, para combater :
    * AS TAXAS
    * FALTA DE MEDIATIZAÇÃO
    * AFINAR E GERIR MELHOR OS ACOMPANHATES DAS EQUIPAS
    * APOIAR OS CLUBES
    * PESQUISAR NOVOS CLUBES
    * PROCURAR TER PELO MENOS UM CLUBE EM CADA CONCELHO
    * FAZER JOGOS AONDE NÃO EXISTE HÓQUEI
    * PROMOVER A FORMAÇÃO DE BASE COM ESCOLINHAS DE HÓQUEI E PATINAGEM NAS ESCOLAS
    * PROMOVER O HÓQUEI ATRAVÉS DO MARKETING
    * REVISTA MENSAL
    * ETC ETC

    Cumprimentos
    Rinito

  16. Bom dia
    é inexplicável como se continua a manter este tipo de modelo competitivo para as camadas jovens principalmente para Juvenis e Juniores , com este nível de competição cada vez vai haver menos clubes a investir na modalidade , não vale a pena ter despesas para depois competir 4 meses . Os joves devem ter em média 10 meses de competição e proponho o seguinte :
    1 – fase de competições regionais , para apurar os primeiros para a competição nacional que se pode designar de 1ª divisão.
    2 – fase nacional com 2 divisões , a 1ª para os clubes apurados nos primeiros lugares regionais e os restantes irão disputar uma 2ªdivisão Nacional
    3 – todos os campeonatos Regionais e Nacionais devem ser disputados na mesma época desportiva.
    4 – Taça de Portugal para Juvenis e Juniores
    4 – os campeonatos devem ser organizados por forma a completarem 10 meses de competição na época desportiva.
    5 – o último mês deve ser destinado para torneios dos clubes e taçs de encerramento das Associações.
    A bem do Hóquei em Patins mudem este estado de coisas , planifiquem a modalidade com projectos a 4 anos com objectivos de aumentar o nível competitivo , nº.de clubes e o nº. de jogadores em quantidade e qualidade.
    Cumprimentos
    Rinito

  17. A crónica inicial é espectacular e diz tudo pois a maioria das pessoas que andam no hoquei fazem muitas consultas ao dicionário já que para eles o SUCESSO vem primeiro que o TRABALHO e este livrinho é o unico onde isso acontece.
    Tive o previlégio de jogar no tempo de todos os atletas que foram referenciados bem como por ter sido treinado por alguns .
    Tambem sou de opinião que o Hoquei Patins Português ainda não morreu alguns é que já o enterraram vivo, mas temos todos os que andamos há muitos anos no Hoquei a obrigação de reverter esta situação, pois não basta existirem pessoas que virtualmente dizem querer pegar na batuta mas que depois nada se vê.
    Temos tambem de icentivar as pessoas mais jovens para os cargos de dirigentes das várias instituições que gerem o Hoquei nas suas vertentes e o que se passa é precisamente o contrário porque ninguem aparece, e ao longo de vários anos os dirigentes da FPP, Associações e de alguns Clubes são sempre os mesmos e por vezes origina cair no comodismo.
    Eu tenho dado dentro do possivel o meu contributo à modalidade que gosto, pois já fui jogador,treinador, dirigente de clube,dirigente da APL e actualmente dirigente`há 10 anos !!!!! da ANTHP, e continuo disponivel para ajudar no que for preciso para engrandecer e elevar o Hoquei em Patins.
    Não quero tambem deixar de realçar o facto de numa estactistica recente por voto popular o Hoquei em Patins continua a ser a 2ª modalidade preferida dos portuguêses, portanto só falta os dirigentes fazer com que a modalidade seja atractiva.
    Hoje em dia os Sábados e Domingos e por vezes à 2ª feira estão totalmente ocupados com futebol, no meu tempo de jogador felizmente os recintos estavam sempre com bastante publico mas os jogos eram à 6ª feira às 21,30 , poderá ser uma alternativa voltar a este horário onde não conheço outros competições, podendo tambem serem alterarados os quadros competitivos por zonas.
    Os quadros competitivos dos jovens têm mesmo de ser alterados pois os mesmos só têm competição num curto espaço de tempo e nas Associações com menos clubes ainda piora a situação para além de andarem sempre a jogar com os mesmos adversários.
    Um abraço

  18. Penso que nada há a dizer, está aqui muito bem retratada a realidade e as soluções para devolver o HOQUEI a quem quer e gosta desta querida e prestijiada modalidade .
    Um abraço

  19. Sete em oito equipas Espanholas nas taças Europeias … isto é mau para o Hóquei em geral , mas prova que os Espanhóis não brincam com a nossa modalidade . No mínimo os dirigentes Portugueses , copiem os nossos vizinhos , já que não têm capacidades , imaginação e competências para levar a nossa amada modalidade para o caminho do sucesso. Está nos olhos de toda a gente que o Hóquei em Patins em Portugal é um produto de alta qualidade e que se vende muito bem … ainda à bem pouco tempo e desde que existem dados estatísticos , pelo menos desde os anos 40 , que a nossa modalidade , mantêm-se no 2º lugar ( logo a seguir ao futebol )das sondagens de forma consecutiva , sem os nossos dirigentes term mexido uma palha para que isso aconteça.Á que aproveitar este estado de graça , fazendo projectos de desenvolvimento ao nível da formação , na pesquisa de novos clubes , no apoio aos existentes ( ACABEM COM AS TAXAS ) e na divulgação constante e permanete junto aos orgão da comunicação social.
    Alterar o quadro competitivo mais competitivo, por forma a voltarmos os pavilhões cheios ( ARRANJAR DINHEIRO COM BILHETES , EM VEZ DAS FAMIGERADAS TAXAS ).
    Por último e faço um apelo ao bom senso dos nossos dirigentes Federativos , para que nunca mais aconteça aos clubes da III divisão que acabaram vergonhosamente a época no princípio de Março , ficando parados mais de 6 meses , acham que isto faz algum sentido , acham que isto é motivadoe para haver e manter os clubes ???

  20. Eu tive a sorte que muitos não tiveram. Conhecer a maioria dos campeões da altura do meu avô, Amadeu Bouçós. Eu conheço o Velasco, o José Souto (meu tio-avô) e claro o meu avô, dos que já morreram conheci o Fernado Adriâo e o António Souto (também meu tio-avô).Nunca vai haver uma equipa tão boa como esta!

  21. É verdade Dª.Catarina , essa equipa faz parte do meu imaginário de criança e cresci a aprender o nome dos Moçambicanos , o Moreira , o Souto , o Bouços , o Velaco ( o maior hoquista de sempre ), o Adrião e o intormetido Vaz Guedes do Caco.
    Diga-me se souber … eu conheço uma estória do Hóquei que nunca consegui confirmar e que constava que os miudos de Moçambique foram descobertos porque nos anos 50 a selecção da Espanha tinha sido Campeã do Mundo e como prémio a Federação Espanhola tinha oferecido uma viagem a Moçambique e que durante essa viagem jogaram contra uns miudos desconhecidos e levaram uma tareia! Pode confirmar esta estória?
    Cumprimentos
    Rinito

  22. Enquanto modalidade o HÓQUEI EM PATINS, é a modalidade mais expetacular tanto em jogo “jogado” como em actividade para o desenvolvimento motor dos jovens.

    Quanto aos velhinhos do “Restelo”, que dizem com alguma nostalgia que o hóquei só era bem jogado, nos anos da outra “senhora”. E avaliando as idades dos dirigentes das varias associações e respectiva federação, hoje em dia, quero lembrar que seriam alguns desses os jogadores e dirigentes dessa altura.
    Pois, mas hoje os tempos são outros, as mentes são mais abertas, existe mais possibilidades de escolha e o futebol aparenta dar mais dinheiro.
    Trabalhando da mesma forma que no século passado onde só havia futebol, ciclismo, touradas, hóquei, 1 canal de televisão e a guerra no ultramar. O hóquei tem de ser pensado de outra forma para conseguir aliciar as famílias os jovens, temos que motiva-los, para a prática deste desporto, nas escolas e para tal terá a federação e as respectivas associações, que mover influencias junto do ministério da Educação, das autarquias e até nos centros de pediatria.
    Viva o Hóquei!

  23. Boa tarde

    Caros amigos

    O Torneio da Cidade ( Escolares/Benjamins ; Infantis ; Iniciados ; Juvenis ; Juniores )do G.D.Fabril será em 13/14/ e 15 de Junho 2008 , pelo que estão todos convidados a assistir a este evento para nós muito importante e para que a tradição do Hóquei em Patins continue com força e que volte a ter o Pavilhão cheio como no tempo dos famosos Vitor Domingos , José António , Leonel Fernandes entre outros . Desde já agradecemos a vossa visita.

    Cumprimentos

    Rinito

    G.D.Fabril

  24. no dia da medalha do Nelson évora , o jornal Record , publicou na 1ª página uma notícia e uma foto dum futebolista que ninguém conhece … EH EH EH

  25. Texto magnifico e mais profundo do que poderia sugerir o tema..! Confesso que sinto alguma nostalgia, eu que, além de também ter jogado hóquei, vi tantas vezes esses magnificos jogadores “abrir o livro”. Adoraria ter um filme (deve estar no museu da RTP) de algum dos campeonatos do mundo que tão brilhantemente ganhamos. Será que alguém sabe se é possível adquirir um fime desses?

    Alberto Pereira

  26. Rinito Rita de facto essa história e verdadeira!
    Perguntei ao meu pai como esta equipa tinha sido descoberta e de facto ele contou-me que a equipa espanhola tinha sido campeã do mundo e que foram ate Moçambique e ai perderam o jogo por 7-2,quando chegaram ca a Portugal perguntaram-lhes se eles tinham sido “roubados” devido ao resulto e eles apenas responderam: Ali e que esta a verdadeira selecçao!

  27. lembro-me dessa equipa do sporting,parecia o barcelona a jogar futebol.fomos à catalunha ganhar a taça dos campeoes europeus.val, tudo que disse é factual e muito bem escrito como é habito.como portugues e sportinguista fiquei contente ao reviver um passado triste em muitos aspectos mas que não apaguei da memoria,pois foram os anos da minha infancia e adolesçencia. a juventude passei-a na guerra colonial.depois veio abril.fui eu que o “anunciei”com o regresso da guerra praticamente a coincidir com a data da liberdade,mal tratada por alguns, que nos querem pôr numa especie de regresso ao passado a varias cores….

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