Parabéns, Merkel

Independentemente da avaliação das políticas seguidas até agora – juízo esse que varia radicalmente conforme a geografia e agenda do avaliador – é indiscutível que esta vitória de Merkel faz muito pela causa das mulheres no sentido de estabelecer um exemplo de conquista do poder que nos obriga a recuar até aos anos 80 para encontrar outro equiparável em dimensão e relevância.

17 thoughts on “Parabéns, Merkel”

  1. Nenhuma das duas no entanto demonstrou grandes diferencas em relacao aos colegas masculinos, em termos de sensibilidade…e pensar q se dizia q o mundo governado pelas mulheres seria diferente…seria mm?

  2. esta senhora, alem de beneficiar da politica anterior do spd,seu aliado na altura, fez campanha, pedindo aos eleitores os votos do partido, que foi seu aliado até um dia antes das eleiçoes,o partido liberal.pelos vistos,a comunada, não tinha eleiçoes,por que não tinha partidos para sacaniar!

  3. A realpolitik de Merkel parece-se, vagamente, com a prática política de Bismark. Com tanta intriga contra os liberais, que lhe estavam a causar problemas na coligação, acabou por lhes atirar um tiro demasiado certeiro e perder a maioria absoluta que era o sustento do seu governo. Terá agora maiores dificuldades políticas com uma aliança com a esquerda (SPD ou verdes), dado que a imagem de chanceler de ferro que tem cultivado é notoriamente inconsistente com alianças à esquerda.

    Bismark enfrentou um problema similar e acabou afastado pelo novo Kaiser, Guilherme II, em virtude da crescente radicalização do nacionalismo germânico. Tal radicalização — de que o próprio Bismark fora artífice — deixou de se coadunar com as maquinações, intrigas constantes e incoerências da “realpolitik” do “chanceler de ferro”.

  4. o psd, no seu comunicado, a felicitar angela merkel pela vitoria disse estas verdades:”merkel é um garante de estabilidade para a politica interna alemã.mas tambem um aval à politica de responsabilidade e solidariedade no plano europeu,defendida pela chanceler alemã, que tem sido determinante para a recuperaçao economica da zona euro e na uniao europeia no seu conjunto.” até para o estrangeiro o partido do governo exporta o seu produto de marca.a mentira!

  5. Alianças á esquerda….essa é para rir.

    Os verdes, são uma amalgama de pessoas, sem qualquer ideologia, e o SPD, defende as politicas económicas da Merkel, com pequenas nuances.

    Com um ou com outro , a Merkel vai prosseguir o seu rumo, para desgraça da Europa, de Portugal, e eu acrescentaria da Alemanha.

  6. Esta de “Parabéns, Merkel”, tendo como critério a chanceler alemã ser uma mulher, não lembrava ao careca. Como se os nomes Merkel, Butto, Thachter, Dilma, Ghandi ou Pintassilgo, queiram todos dizer a mesma coisa…
    Mas, não é para admirar: num tempo de (des)ideologia, o que está a dar é o “gender”. Depois, não se admirem que sejam comidos. Como a nêspera, que estava muito quietinha em cima da mesa e veio a velha e comeu-a!

  7. Parabéns à Merkel, até ao fim do ano espera-se que a Espanha peça um resgate
    desta vez com intervenção da troika! Quanto à Grécia é esperar um pouco mais
    e logo se vê o que sai da cartola! Sobre a Irlanda diz-se que saíu da recessão mas,
    as coisas estão longe de se comporem! Por cá os estarolas, pela boca do marco
    toninho diz que a dívida, com o pagamento hoje feito, baixou uns 3%, tudo vai
    muito bem, temos os melhores engraxadores da Europa!!!

  8. @Augusto,
    Cinco anos após a crise do subprime, a política tornou-se bem mais complicada para os detentores do poder económico. O problema para Merkel é o de que, depois de ter aliado estreitamente com certas forças (que andam constantemente a denegrir e a caluniar a social-democracia e o socialismo) terá, na actual conjuntura de ataque aos direitos dos trabalhadores alemães, alguma dificuldade em entrar em alianças à sua esquerda.

    Mas, como decerto percebeu Guilherme II, qualquer projecto imperial necessita de seduzir os trabalhadores e as classes médias alemãs; daí que não se pudesse dar ao luxo de perseguir os sociais-democratas. Foi por isso que Guilherme II demitiu Bismark, em 1889, por ocasião da tentativa de aprovação de uma lei que o chanceler e os seus apoiantes queriam usar como arma para perseguir violentamente os socialistas.

  9. Faço minhas as históricas e sábias palavras de Rhett Butler para Scarlett O’Hara:

    “Frankly, my dear, quero que a Merkel se foda!”

  10. mas o caroço, apesar de redondinho e macio saiu – não saiu, rui mota? afinal, como em tudo, há sempre a perspectiva do essencial que fica. :-)

    (olha que coincidência a essência ser feminina)

  11. Val,

    Não bebo vinho, mas cerveja (da boa, claro). Já tu, terás de explicar, porque é que felicitas a ideóloga da mesma política que criticas em Passos Coelho. Contradições…

    Olinda,

    Obrigado pela atenção. Já reparei que gostas muito de comentar os meus comentários (!?).
    Se o caroço sai ou não, depende de quem o come. Há quem engula sapos e tudo…

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