Só está bem a enfiar-nos porcarias pela goela abaixo

Na sequência da notícia avançada no dia 23 de Agosto pelo PÚBLICO, intitulada “Luís Filipe Menezes paga rendas a moradores de bairros pobres do Porto”, o BE apresentou uma queixa à CNE, onde considerava que a actuação do presidente da Câmara de Vila Nova de Gaia é uma “flagrante violação” da “neutralidade e imparcialidade das entidades públicas”.

Numa comunicação datada de sexta-feira, a CNE refere que “os factos apurados no presente processo não constituem indícios suficientes da violação dos deveres de neutralidade e imparcialidade por parte” de Menezes.

“No que respeita às declarações e aos actos realizados no âmbito da campanha eleitoral, os mesmos não configuram a prática de ilícitos eleitorais. Assim sendo, a CNE delibera o arquivamento do presente processo”, conclui.

Este sábado, durante uma visita ao Mercado do Bolhão, no Porto, Luís Filipe Menezes foi peremptório: “Podem-me criticar, podem-me dar caneladas, inventar coisas e depois ter que as engolir, como engoliram ontem com a Comissão Nacional de Eleições.”

CNE arquiva queixa do Bloco contra Menezes por pagamento de renda

16 thoughts on “Só está bem a enfiar-nos porcarias pela goela abaixo”

  1. nm, pareces-me um especialista em tratados europeus ou alguém especialmente carente de aprender o básico do que seja um tratado. Oscilas entre dois extremos, tal é a tua insistência. Vamos lá ver isso com mais atenção, pois. A quais te referes, exactamente?

  2. Não só não balanço entre extremos, como não sou especialista de porra nenhuma, nem me reivindiquei como tal, tu é que trataste de me mandar estudar.

    Quando te pedi que deixasses de defender o que defendem Gaspar, Passos e Portas e me explicasses onde é que o articulado dos tratados europeus defende que nos tornemos uma china social, o último grito da miséria, deixando de lutar pelos nossos direitos ou que em alternativa abandonemos a união foste pregar para outras bandas.

  3. Explica lá os pontos do articulado dos tratados onde está a coisa . Não sei do que estás à espera, já to pedi várias vezes. Se queres começar por explicar o que é um tratado força. Eu espero, desde que comeces a explicar o que dizes que não percebo – que tem vindo a tardar.

    De caminho, explica-me também como pretendes fazer para teres o crescimento económico de oito por cento que se refere no Câmara Corporativa, para poderes pagar a dívida, cumprir tratados (e acordos) e manteres o país na UE: «Para se reduzir a dívida pública nos próximos vinte anos, seguindo as novas regras orçamentais europeias, a manutenção do défice público da última década exige um crescimento económico real de 8%.» in http://corporacoes.blogspot.pt/2013/09/ainda-que-mal-pergunte-159.html

  4. nm, entendo-te com facilidade. Tu vais disparando uma saraivada de questões de diferente ordem e diferente importância para não assumires o que começaste por dizer que era o principal: falar dos tratados.

    Pois bem, companheiro, eu pretendo falar contigo dos tratados, como tens implorado. Vamos lá outra vez: de que tratados estás a querer falar, exactamente?

  5. Elucidando a questão que o nm colocou:

    O tratado em questão foi aprovado em 1997; creio que a sua elaboração e discussão remonta ao tempo de Cavaco Silva. Ele chama-se “Pacto de Estabilidade e Crescimento” (PEC):

    http://pt.wikipedia.org/wiki/Pacto_de_Estabilidade_e_Crescimento

    e institui os limites de 3% para o défice público em cada ano, e de 60% do PIB para o total da dívida pública. Ele estabelece os critérios técnicos que a política orçamental de um país deve seguir para poder pertencer ao euro. O pacto garante, indirectamente, que o euro é uma moeda forte e que a inflação se situa abaixo dos 3%. Ou seja, o PEC regula uma política monetária favorável aos países mais ricos da Zona Euro.

  6. Olinda, vou ser maischato até o val me explicar onde é que estou a falhar na exposição das questões que não compreendo e na percepção dos tratados.

    Val, explica-me lá quais são as questões de diferente ordem e de diferente importância e diz-me de que modo se relacionam ou não com os tratados. Quem começou a falar de tratados foste tu, dizendo que seríamos expulsos por ter assinado coisas.

    Não sei muito bem a que tratados te referias, por isso ninguém melhor que tu será capaz de me fazer a destrinça deles. Aguardo.

  7. Para o eleitor do centro, que não acredita em soluções radicais, é no seu interesse votar no PS de Seguro, em vez de deixar Passos Coelho e o seu governo disfuncional reforçados, a gabarem-se que afinal ainda têm o apoio do tuga para “governarem” Portugal até 2015.

  8. @nm

    Não nos podem por para fora do euro, pois isso violaria outros tratados. Por temerem uma avalanche de incumprimentos, dos países do sul, no pagamento das dívidas, os sectores financeiros norte-europeus não mostram ter interesse nisso. Se não cumprirmos o PEC, eles podem aprovar sanções económicas contra nós.

    Se violarmos ostensivamente o PEC seremos chicoteados sem piedade, pois perderemos o financiamento e os fundos comunitários. Como não podemos emitir moeda, o Estado e alguns bancos entrariam em falência. Nessa circunstância, eles não nos iriam ajudar a sair do euro de forma controlada; mas seríamos, pelas circunstâncias (como Argentina) forçados o fazê-lo por nossa conta e risco, e iríamos passar por um período difícil.

    Se cumprimos e tentamos não violar o PEC (digo “tentamos” porque, apesar dos esforços, o défice permanece teimosamente acima dos 6%) desgraçamos totalmente a economia em meia dúzia de anos. No fim, o resultado poderá ser o mesmo: sermos obrigados a sair do euro. Isto seria ainda pior do que sair já, dada a degradação social que um prolongado período de decadência económica acarretará.

    Pessoalmente, eu penso que não se deveria adiar as decisões necessárias; quando mais esperamos, mais pioramos as dificuldades por que iremos passar.

  9. nm, agora sim, estás no caminho certo. Repara no que tu próprio escreveste:

    “Não sei muito bem a que tratados te referias”

    E eu concordo contigo e até vou mais longe, tu não fazes ideia do que seja um tratado. No entanto, queres à força que te mostrem nos tratados que desconheces aquilo que supostamente deveria lá estar ou que tu já sabes que não está embora desconheças em absoluto o que seja e o que valha um tratado.

    Lembro-te que a tua pancada começou por eu ter relacionado a posição do PCP na sua recusa de negociar seja o que for com o PS com a impossibilidade de querer pertencer à União Europeia e deixar de cumprir os tratados respectivos. Ora, não pagar dívidas – e, para mais, dívidas à própria União Europeia nas figuras do Banco Central Europeu e Comissão Europeia – corresponde a violar esses tratados em várias dimensões, pois o país que o faça deixa de ter direito ao estatuto de plena pertença. Aparentemente, estás com dificuldades em entender este raciocínio.

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