Dizer bancários não é o mesmo que dizer bancários no activo
Foi num telejornal na RTP 1 mas podia ser noutra qualquer estação televisiva. Foi o José Rodrigues dos Santos mas outro qualquer pivot poderia ter dito a mesma notícia falsa: «Os bancários já estão integrados na Segurança Social» E falsa porque o Decreto-Lei n 1-A/2011 de 3 de Janeiro no seguimento do Decreto-Lei nº 54/2009 de 2 de Março apenas contemplava «bancários no activo» o que é muito diferente de «bancários». Ora se o Decreto-Lei que tenho aqui à minha frente é o mesmo que o pobre diabo da televisão tinha no momento de redigir a notícia não há como explicar a discrepância. Confundir «bancários» com bancários «no activo» é um desastre mas o facto de nada terem dito sobre a CAFEB (que foi extinta) não augura nada de bom. Se tivessem pegado no assunto seria o desastre total.
Pois a CAFEB (Caixa de Abono de Família dos Empregados Bancários) foi extinta e os seus beneficiários passaram naturalmente para o regime geral da Segurança Social para efeitos de maternidade, paternidade, adopção e velhice. Se tivesse pegado no assunto da CAFEB o mesmo pobre diabo que escreveu «Os bancários já estão integrados na Segurança Social» podia ter escrito «A CAFEB foi extinta» assim sem mais nem menos e aí os mesmos espectadores que ficaram assustados ao ouvir dizer que «os bancários» foram integrados na Segurança Social (porque tomaram a sério o que ouviram) poderiam ficar ainda mais assustados. Mas não – nem tudo foi mau. O José Rodrigues dos Santos só fez um erro, foi poupado ao segundo. Não partiu os dentes e as orelhas ficaram onde já estavam antes. Mas o susto, esse já ninguém o apaga.


















