Vinte Linhas 572

Dissertação para um quadro de Fiona Bell Currie

Fosse pela sonata para piano nº 14 de Beethoven que veio de súbito encher de melancolia o fim da tarde neste canto da sala a dar para o Tejo e para a Margueira
Fosse por te saber longe, uma semana noutra cidade, frente ao Mar Tirreno, sem mensagens de SMS nem postais porque hoje já não há tempo para os escrever
Fosse pela luz a bater no verde do parque e pela sombra das árvores com as duas silhuetas a meio do quadro, quem sabe, tu e a tua amiga ao encontro da irmã dela
Fosse pelo rio com os seus armazéns todos iguais, perfeitos, alinhados e as suas barreiras para evitar inundações que podem chegar do Mar do Norte
Fosse pelo relógio da torre da igreja onde ouvimos o som das três horas da tarde com o imediato contraponto do alvoroço das bancadas do vizinho Charlton Athletic Club
Fosse pelos olhos cansados dos velhos do cais de Greenwich, afinal iguais na sua tristeza sem fim a todos os olhares de todos os cais do Mundo onde já estivemos pata perceber melhor a nostalgia de todas as viagens feitas e por fazer
Fosse pela música de Erik Satie que veio empurrar as derradeiras palavras desta memória do som do teu nome na sombra de um parque à beira de um rio na cidade de Londres e, sem qualquer dúvida, só pode ser o Tamisa
Fosse pelo verde sempre presente nos quadros desta pintora que vive em Blackheath Park e respira este vento e esta luz branca de um pequeno afluente do Tamisa capaz de dar uma teimosa volta antes de entrar no sossego do grande rio
Fosse pelo quadro de Fiona Bell Currie ou pelo som do teu nome na luz pronunciado

12 thoughts on “Vinte Linhas 572”

  1. Bob Fosse,

    Ponha lá a “dissertação” em palavras mais simples e sem rodeios, que eu não percebi essas, faxavor.

  2. Informação – hoje como ontem «Sapateiro não vai além da chinela». Se não percebe passa à casa seguinte. Não há palavras simples tal como nao há livros leves – todos pesam toneladas…

  3. Reles, muito reles, esta resposta do «poeta»! E estúpido! Não há, então, palavras simples e os livros pesam toneladas?! Grande papagaio da treta, peneiras da merda, armado naquilo que não é. Pé rapado da trampa! Um mete nojo que já não se grama ler aqui no blog. Mal sabe ele o quanto certas pessoas se riem do seu ridículo, da sua obsessão em fazer-se notado. Mas a verdade, verdadinha. é que ninguém fala nele a não ser ele próprio, o pobretanas! Sapateiro será ele quando se trata de escrever poemas. Nunca vi outro sapateiro mais remendão!

  4. As coisas nunca são o que parecem – e ainda bem. Quando se lê «inicie os comentários» e não há comentários isso não quer dizer que não os haja de outra maneira. Há pessoas (pessoas mesmo, não seres humanos) que comentam por mail, por TM ou pessoalmente. Ainda agora recebi dois mails sobre o «dicionário excêntrico» e vários elementos de uma família me agradeceram a ideia de colocar «on line» os poemas que dediquei a uma grande senhora e as capas dos livros de 1980, 1981, 1996 e 1999 que de outro modo não estariam acessíveis aos seus netos e bisnetos. Nem toda a gente está para aturar as marteladas e as vozes de burro – por isso preferem outro tipo de comunicação, por fora do espaço dos Blogs.

  5. “(pessoas mesmo, não seres humanos)”
    Os admiradores do JKF são pessoas, mas não seres humanos. Já todos desconfiávamos, mas ainda bem que ele explicitou.

  6. Cága-te zézinho, cága-te como melhor achares. Os prosáicos cagalhões que cagas, já nem são cagalhões: o que sai dos teus comentários é autêntica diarreia! E o mal que cheira, só tu é que não dás por isso! Ouvi dizer que a tua profissão de há muitos anos era a de pelintra/peneiras/engraxador/aldrabão lá pelo Bairro Alto. Pelos vistos, só mudaste a banca aqui para o Aspirina! Para que não digam que achatas a fuça por não teres comentários em muitos dos teus posts, vens-me com tretas. Sempre és muito ingénuo, ó pacóvio, julgas tu que nos enrolas. Burro és tu e de humano, deixa que te diga, não tens realmente NADA! É só peneiras! Mas alguém se gaba de ter recebido comentários por mail, por TM ou pessoalmente?! Qualquer dia nem os comentadores que tens se vão dar ao trabalho de te fazer um único comentário! Olha, fica aqui a sugestão: GREVE GERAL! QUE NINGUÉM COMENTE OS POSTS DE JOSÉ DO CARMO FRANCISCO! (O tipo não merece que se perca tempo com ele!)

  7. Em vez de inventares baboseiras vai ver, por exemplo, ao «triplov» e lá saberás algo mais mas, pelos vistos e pelo escrito, o teu interesse não é saber mais; é chafurdar. Vai chafurfar para longe; este lugar não é para ti.

  8. Sem dúvida que é melhor nada dizerem do que dizerem coisas altamente miseráveis como «ouvi dizer que a tua profissão era engraxador» quando a realidade é bem diferente: fui empregado bancário de 9-9-66 a 1-12-96. O maloio que escreveu a baboseira deve saber mas fingiu que não e achou melhor inventar. Comentários desses não deviam sair do cano de esgoto ao qual pertencem e olhem que o Luciano das Ratas já não volta. Safa!

  9. “Ouvi dizer que a tua profissão de há muitos anos era a de pelintra/peneiras/engraxador/aldrabão lá pelo Bairro Alto.”

    Como o visado só desmente um dos atributos, confessa (por omissão) todos os outros. Honra lhe seja feita.

  10. Não honra nada, oh bandalho! Fui bancário na Rua do Ouro que não é no Bairro Alto. Vai lá para o cano de esgoto com o outro, é esse o vosso lugar.

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