

Começa a semana com isto
Revolution through evolution
Study finds evidence emotional support animals benefit those with chronic mental illness
.
Stair climbing offers significant cardiovascular and muscular benefits for heart patients, researchers find
.
How imperfect memory causes poor choices
.
Taking photos can impair your memory of events
.
Research suggests fly brains make predictions — possibly by using universal design principles
.
Innovative free course empowers citizens to advocate for ethical AI
.
Taking more steps daily may lead to a longer life
.
Continuar a lerRevolution through evolution
Exactissimamente
[…]
Não há nada de distintivo nos mecanismos através dos quais a polarização se insinua em Portugal: parte-se sempre da identificação de um conjunto de ameaças, assentes em perceções avulsas. Afinal, o combate cultural precisa de forjar inimigos para que a batalha se inicie. Se levarmos a sério o que é sugerido, viveríamos num país com liberdade ameaçada, criminalidade galopante, universidades dominadas por heterodoxias pós-modernas e interesse comum capturado por uma minoria. Pouco importa que tenhamos imprensa plural, que sejamos um dos países mais seguros do mundo, que as universidades continuem a ser centros de excelência e que os nossos problemas económicos resultem de défices estruturais. Nada como um bom combate contra moinhos de vento para alimentar uma ilusão e, assim, fomentar a polarização.
E o nosso ecossistema polarizado não é distinto do que se desenvolveu noutras paragens. Começa logo na forma como alguns opinadores fazem carreira com uma retórica em que a proclamação do distanciamento das ideias extremistas convive, de facto, com uma naturalização dos argumentos extremistas, que são, assim, trazidos para os media mainstream (“a comunicação social que é socialista”, “o racismo que não existe”, “as feministas que exageram” ou “os políticos que são todos corruptos”).
Esta legitimação coexiste com a sugestão de que, finalmente, nos é oferecida uma argumentação racional, assente em verdades factuais que nos foram ocultadas por elites que condicionaram o acesso à informação e ao conhecimento. Por isso mesmo é tão importante que os mesmos opinadores invistam na revisão da história recente ou distante, de forma a revelar uma interpretação alternativa e mirabolante.
[…]
__
Notas
– Embora esteja tudo certo e certíssimo, o texto do Pedro é fraco. Fraco no sentido de não ter a força suficiente para ser um acto político. Fraco porque não consuma, não ascende (ou desce) à parrésia.
– Ao referir esses “alguns opinadores”, não os nomeia. Isso é uma fraqueza, diluindo num oceano de indiferença a gota de veneno do remoque. Depois, não os cita. Isso é fraqueza, sugerindo que não se pretende polemizar com os alvos. Por fim, não vai ao âmago do que está em causa: o problema não são os opinadores, é quem lhes paga. Aqueles que detêm os meios de difusão, os tais que escolhem certos directores para que estes escolham certas linhas editoriais, sigam (ou deixem de seguir) certos critérios mediáticos. Esse capital, portanto – e por tanto, e para tanto. A fraqueza da sua denúncia revela-se uma antinomia marxista: também o Pedro está a doar a mais-valia do seu trabalho intelectual (escrever o texto em causa resultou do trabalho de o conceber e produzir) aos mesmos que promovem e alimentam a polarização causticada pelas suas palavras.
– A polarização não é apenas essa geometria que destrói o centro, nem essa estética do sensacionalismo e catastrofismo, nem essa cultura do medo e do ódio. A polarização é também um processo de combate ao pensamento crítico, à complexidade, à análise, à objectividade, à lógica, à empatia, à alteridade. A polarização estupidifica e depende da existência de estúpidos em número suficiente para ter relevância sociológica. Que alguns ganhem muito dinheiro com isso não é um pormenor no fenómeno.
Mariana e o filme “Caros camaradas!”
O filme passa-se na URSS, na era Khrushchev, anos 60 do século passado, e é um desfile de “camaradas” e seus comportamentos em situação de crise (uma crise verídica e ocultada durante décadas) de tal maneira realista e bem interpretado que parece uma reportagem. Não, nele não aparece, como personagem feminina, nenhuma inquisidora com que a Mariana se possa comparar, apenas uma muito fiel militante comunista local à qual é dado provar do próprio veneno. Mas uma Mariana como a Mortágua não destoaria ali. De todo. E como elemento do KGB. Ai!
A Mariana, nas comissões de inquérito, encarna na perfeição a imagem da revolucionária fanática, fria e cruel para com os seus inimigos – neste caso todos os “capitalistas” que lhe apareçam para interrogatório. Aqueles momentos são um susto para mim. Só de imaginar o que faria esta mulher se algum dia assumisse o poder neste país dá-me vontade de implorar ao eleitorado que “extermine” o Bloco já, arriscando a que me comparassem com a mui populista e desbocada Suzana Garcia, candidata à presidência da autarquia da Amadora, que formulou o mesmo desejo em contexto diferente e de cujas maneiras e de cujo pensamento me encontro muito longe. Ainda por cima, quem pensa a Mariana que é? Quer dizer, o antigo patrão da Ongoing, como muitos dos que têm passado por aquelas CPI, não é, obviamente, flor que se cheire e conhece expedientes, mas a Mariana é uma deputada, logo, com um cargo político. Não judicial. O objectivo, à falta de poderes para mais, parece ser apenas enxovalhar e matar com as perguntas e o olhar e, assim sendo, como não compreender que muitos deles ali vão com uma atitude displicente, renitente e por vezes de gozo? Não são as instituições judiciais que devem investigar, interrogar, acusar e condenar (se for caso disso) as pessoas que cometem crimes? Será perante a camarada Mariana do Bloco que estes indivíduos vão confessar os seus crimes ou discutir o sistema capitalista e os seus buracos, que os favorecem pelos vistos, ou o Estado de direito democrático, que a Mariana nunca implementaria, mas que é a razão do seu protagonismo? Admito que seja o que mais apetece a alguns (sobretudo este último aspecto), embora não possam, porque aquilo é um interrogatório cujas regras determinam quem interroga e quem responde e eles cumprem.
Ai! e Ui!, já vejo o tropel de insultos que se aproxima face ao que acabo de dizer. Calma, eu apenas vi um filme sobre uma época tristemente experimental da História e, logo a seguir, aparece a Mariana inquisidora que, se calhar, escutou um pai e fez umas leituras na adolescência que a levaram a identificar-se com essa experiência, na qual não vê tristeza alguma, atendendo ao que ainda hoje defende. Deixei aqui a minha sensação de susto e ao mesmo tempo as minhas dúvidas quanto às comissões parlamentares de inquérito nestes moldes. Bom dia e obrigada. O filme está em exibição.
Faena de Cabrita
Rio e o seu comparsa Ventura, uma agenda cheia
Este texto contra mim e contra o CHEGA é da Fernanda Câncio, ex-namorada de José Sócrates. É natural que não goste de nós e que invente mentiras. Mas em breve faremos revelações sobre dinheiros gastos por esta senhora e pelo ex-primeiro ministro. https://t.co/7VueYL7t3R
— André Ventura (@AndreCVentura) May 11, 2021
Ferro rejeitou: Chega queria suspender trabalhos do Parlamento a 28 de maio
🐍
Desde ameaças sórdidas e canalhas a uma jornalista, por esta fazer jornalismo, até ao sistemático trabalho de desgaste e achincalhamento do actual presidente do PSD, passando pelo deboche de tentar usar a Assembleia da República para encher a pança de gozo aos saudosistas e neófitos do Estado Novo, não faltarão assuntos para uma animada sessão de trabalho entre esses dois magníficos líderes da direita portuguesa: o Ventura do lumpempopulismo e o Rio do populismo com sabor a laranja.
Exactissimamente
O Presidente está vacinado e faz testes a toda a hora. Mas os milhares de guineenses que o foram saudar na rua estão vacinados? O Presidente não podia ter evitado possíveis contágios. Afinal o Presidte levou o mau exemplo ds adeptos q condenou em Lx p Bissau. Populismo perigoso!
— Estrela Serrano (@estrelaserrano) May 18, 2021
Vamos lá a saber
Começa a semana com isto
Revolution through evolution
What does your voice say about you?
.
Parks not only safe, but essential during the pandemic
.
Eating more fruit and vegetables linked to less stress – study
.
Pink drinks can help you run faster and further, study finds
.
Meaningful movies help people cope with life’s difficulties
.
Head to toe: study reveals brain activity behind missed penalty kicks
.
Politically polarized brains share an intolerance of uncertainty
.
Continuar a lerRevolution through evolution
Estrume é adubo
Quando o Ministério Público, depois de investigar, arquiva um inquérito, e quando um tribunal, depois de julgar, absolve um arguido, está a fazer-se justiça na Justiça. Simetricamente, nem todas as acusações e condenações são justas. A história dos erros judiciais – com ou sem intencionalidade – é muito antiga, muito extensa e não pára de aumentar pois os erros são probabilisticamente inevitáveis. Só despreza esta problemática quem nunca foi vítima de tal, nem viu alguém a quem queira bem ser vítima desta violência de Estado. Ou seja imbecil.
De igual modo, se um órgão de comunicação social elogiar o Governo (um qualquer), ou realçar os méritos de uma dada decisão partidária (uma qualquer), ou recusar-se a alinhar no sensacionalismo e demagogia contra um certo político (qualquer um), essas decisões podem corresponder ao mais escrupuloso cumprimento de um ideal de independência política, serviço público e liberdade de imprensa. Simetricamente, não é por se atacar com fúria e obsessão o Governo, o partido e o político que se está necessariamente a contribuir para o benefício da comunidade e dos seus valores de cidadania. Poderá ser exactamente ao contrário, usando-se a capa de “imprensa” para servir uma agenda política e/ou económica sectária.
Isto a propósito do João Galamba. Um talento socialista, de temperamento sanguíneo, que reagiu no Twitter a um ataque pessoal. Nessa reacção, manifestou o seu desapreço para com o programa “Sexta às 9”. A exploração que se seguiu, a que se deve juntar a declaração de Costa a respeito, foi da mais aborrecida banalidade. Os direitolas aproveitaram para bolçar a sua chicana e os caluniadores profissionais agradeceram terem matéria fresquinha para despacharem serviço. O assunto ficou de imediato enterrado na sua própria inanidade.
Mas interrogo-me: em qual das sociedades a democracia é de melhor qualidade, uma onde os governantes têm de ser hipócritas ou cobardes, calando a sua opinião a respeito do que é feito em nome do jornalismo, ou a outra onde os governantes assumem a sua opinião em público a respeito do trabalho dos jornalistas precisamente para que assim se cumpra plenamente a democracia e a liberdade?
Rui Rio, de ideólogo do centro a centralina do populismo
Rui Rio, o fulano que concorreu para presidente do PSD a prometer rigor alemão no mealheiro e coragem política para enfrentar fanáticos e criminosos, desfez-se em merda. E merda é só o que se regista saído da sua boca após o sonho lindo nem sequer ter conseguido bolinar numa pandemia.
Por exemplo: Rio critica estratégia de “ostracizar” extrema-direita e prefere traçar “linhas vermelhas”
Quem ler encontrará a mais completa defesa do Chega até agora feita em Portugal. Porque vem do presidente de um partido que continua a reclamar-se social-democrata e que lidera a oposição. Presidente que anuncia, urbi et orbi, que para ele vale tudo desde que resulte do voto. Ele depois lá se arranja com os compinchas e despachará comunicados cheios de “linhas vermelhas” para jornalista amplificar e papalvo mastigar.
Donde, duas imediatas consequências desta “estratégia” do outrora centrista Rio: (i) escusas de voltar, Passos, pois para levar o Chega para o Governo também Rio é homem para essa façanha; (ii) qualquer maluco com assento no Parlamento poderá ver-se convidado pelo PSD de Rio para fazer um acordo, mesmo que seja eleito deputado defendendo o trabalho infantil a partir dos 5 anos e/ou a execução de deficientes e reformados. Como Rio explica, é indiferente o que leva o “povo” a dar o voto a um partido ou candidato, pois o “povo” tem uma “vontade” e essa vontade é sagrada. Desconfio que até o Ventura ficou surpreendido face a este vanguardismo populista com a chancela do partido fundado por Sá Carneiro.
Do muito que haveria para comentar na notícia, vou só realçar o que me parece mais inovador na solução criada por Rio para federar e fazer crescer os populistas. Eis como ele despacha o caso da Susana Garcia, assim mostrando o método para mais candidatos congéneres:
«Quanto à candidata apoiada pelo PSD à Câmara da Amadora, Rio salientou que Suzana Garcia tinha sido convidada anteriormente pelo Chega e recusara. "Como podemos dizer que é do Chega ou que tem simpatias pelo chega, quando ao Chega disse não e ao PSD disse que sim?", afirmou.
Rio admitiu que "algum excesso verbal" da advogada nos seus comentários televisivos "pode não ser coincidente com a forma clássica de um militante do PSD se exprimir", mas considerou que, em artigos escritos no Observador, nada viu que "fira os princípios do PSD".»
Percebido? Na TV, dá para soltar a demagogia, alimentar os preconceitos, instigar ao ódio, puxar pelos instintos mais primários, boçais, animalescos, dementes. Tudo isto e muito mais é permitido aos candidatos autárquicos do PSD, ou a futuros parceiros de governação, na condição de os visados entregarem no Observador umas linhas onde não conste nada “que fira os princípios do PSD”. Princípios esses que Rui Rio, em mais uma inovação para o seu legado político às futuras gerações, defende galhardamente com a preciosa ajuda do José Manuel Fernandes e do Rui Ramos, protótipos ambulantes dos “princípios do PSD”.
Assim se consumou o arco desta personagem ridícula que se limita a aquecer o lugar até ao regresso da personagem messiânica, o tal ex-primeiro-ministro que conseguiu prender um ex-primeiro-ministro.
Ministro da Cabrita
Alguém da PSP decidiu que seria boa ideia provocar uma situação de conflito com os adeptos do Sporting que já tinham tomado conta do espaço junto ao estádio onde foi montado um ecrã gigante e havia álcool à venda. Esse alguém até poderá ter sido um simples agente. Ou um seu graduado logo acima, tomando uma decisão que não considerou precisar de aprovação de quem estivesse a comandar a operação de segurança no local. Aparentemente, quiseram passar com motas pelo meio da multidão, disse-se na altura. Mas pode ter sido por outra razão qualquer que o inquérito mandado fazer pelo Governo talvez revele. O certo é que a partir desse momento iniciou-se o espectáculo grotesco e absurdo de se ter de continuar a “manter a ordem” junto daqueles que adoram a desordem, essa chungaria das claques e demais infelizes que se juntam na turbamulta da testosterona e da acefalia.
Claro que, obviamente, a culpa é do Cabrita. E do Medina. E do Costa. E do PS. E do Sócrates (não? de certeza?… olhem que o gajo… mesmo na Ericeira, o cabrão… o melhor é deixar ficar). Especialmente, do Cabrita. Porque o Cabrita tem uma mira desenhada na testa, basta aparecer para elevar a auto-estima daqueles para quem “fazer política” e “fazer oposição” só se suporta decapitando ministros com alguma regularidade de forma a evitar a depressão. Uma depressão profunda e prolongada, como as sondagens vão revelando. Que saudades dos incêndios e sua devastação, os seus mortos. Que saudades de Tancos e da “vergonha internacional”, da “falência do Estado”. E, ai, que saudades de Janeiro de 2021 e da delirante expectativa de catástrofe com os doentes covídicos a amontoarem-se em pilhas de agonizantes às portas dos hospitais. Isso é que eram tempos, pá. Foda-se, pá. Saudade.
Pelo que teremos sempre o Cabrita. E o melhor seria inventar-se uma nova pasta, a da Cabrita. Seria ocupada por um bode expiatório cuja função consistia apenas a de dizer coisas para irritar esta gloriosa oposição para quem ganhar só é possível se for o adversário a perder. Perder ministros, perder autonomia, perder autoridade, perder o mínimo respeito institucional como órgão de soberania, para que finalmente perca votos.
É simples. Aliás, com os broncos e os pulhas é sempre simples. Sempre a aviar.
Sportinguismo
No meu sportinguismo, este título não tem qualquer importância, qualquer significado, para além de ter nascido da aleatoriedade do pontapé no esférico.
No meu sportinguismo, o que aconteceu com mais importância nos últimos 19 anos da história do Sporting, significando plenamente o que é a clubite disfuncional – e que fica como a primeira manifestação política do populismo contemporâneo em Portugal – consiste na ascensão de Bruno de Carvalho (começada em 2011) e nos apoios que um traste daquele calibre agregou. Apoios políticos de gente com currículos que sugeriam bom senso e módica capacidade para reconhecer um epifenómeno que nascia dos piores instintos identitários.
O meu sportinguismo talvez só exista na minha ingenuidade e romantismo. Consiste em viver a cidadania com desportivismo e ir à bola com os cidadãos.
Consta que é do melhorzinho que se encontra no PSD
«"As pessoas não dizem porque têm medo. Mas estão cansadas destes 14 anos de sempre o mesmo, de um PS que depende de uma extrema-esquerda que nos odeia, que odeia todos os que não pensam como eles."»
Carlos “Inté parece que não andei a estudar na estranja” Moedas
Na notícia também se pode ler a seguinte maravilha, capaz de deixar as pedras da calçada a gargalhar:
«Antes, o presidente do PPM, Gonçalo da Câmara Pereira, tinha dado a garantia de que a coligação vai "varrer este Governo marxista e leninista que existe no país", começando pela autarquia da capital.»
Começa a semana com isto
Revolution through evolution
Breastfeeding linked to higher neurocognitive testing scores in offspring
.
Being around children makes adults more generous
.
Dogs’ aggressive behavior towards humans is often caused by fear
.
Researchers Create Leather-Like Material From Silk Proteins
.
The science behind how literature improves our lives
.
Seeing Others’ Big Triumphs, We May Feel More Motivated than Usual to Succeed
.
Feeling Younger Buffers Older Adults From Stress, Protects Against Health Decline
.
Continuar a lerRevolution through evolution
