Estrume é adubo

Quando o Ministério Público, depois de investigar, arquiva um inquérito, e quando um tribunal, depois de julgar, absolve um arguido, está a fazer-se justiça na Justiça. Simetricamente, nem todas as acusações e condenações são justas. A história dos erros judiciais – com ou sem intencionalidade – é muito antiga, muito extensa e não pára de aumentar pois os erros são probabilisticamente inevitáveis. Só despreza esta problemática quem nunca foi vítima de tal, nem viu alguém a quem queira bem ser vítima desta violência de Estado. Ou seja imbecil.

De igual modo, se um órgão de comunicação social elogiar o Governo (um qualquer), ou realçar os méritos de uma dada decisão partidária (uma qualquer), ou recusar-se a alinhar no sensacionalismo e demagogia contra um certo político (qualquer um), essas decisões podem corresponder ao mais escrupuloso cumprimento de um ideal de independência política, serviço público e liberdade de imprensa. Simetricamente, não é por se atacar com fúria e obsessão o Governo, o partido e o político que se está necessariamente a contribuir para o benefício da comunidade e dos seus valores de cidadania. Poderá ser exactamente ao contrário, usando-se a capa de “imprensa” para servir uma agenda política e/ou económica sectária.

Isto a propósito do João Galamba. Um talento socialista, de temperamento sanguíneo, que reagiu no Twitter a um ataque pessoal. Nessa reacção, manifestou o seu desapreço para com o programa “Sexta às 9”. A exploração que se seguiu, a que se deve juntar a declaração de Costa a respeito, foi da mais aborrecida banalidade. Os direitolas aproveitaram para bolçar a sua chicana e os caluniadores profissionais agradeceram terem matéria fresquinha para despacharem serviço. O assunto ficou de imediato enterrado na sua própria inanidade.

Mas interrogo-me: em qual das sociedades a democracia é de melhor qualidade, uma onde os governantes têm de ser hipócritas ou cobardes, calando a sua opinião a respeito do que é feito em nome do jornalismo, ou a outra onde os governantes assumem a sua opinião em público a respeito do trabalho dos jornalistas precisamente para que assim se cumpra plenamente a democracia e a liberdade?

53 thoughts on “Estrume é adubo”

  1. Até parece que a liberdade de expressão está vedada aos governantes, muito embora se reconheça que João Galamba bem podia ter escolhido um termo menos mal cheiroso. Interessante é que se houve logo muitas críticas pelos jornalistas e comentadores do costume, sempre prontos a morder no governo (socialista), julgo que ainda não houve nenhum que se abalançasse a defender as qualidades do programa “sexta às 9”, nem a sua autora.

  2. Estrume é adubo. E de que maneira. Ainda recordo a passagem por campos de cultivo e o cheiro a estrume. Outras vezes à frente da junta de bois e com as galochas encharcadas de estrume. Tempos bons. Não havia os pesticidas. Portanto João Galamba ao apelidar o Sexta às Nove só lhe acrescentou valor. Aos ofendidos que se pesticidem.

  3. Õ sexta às nove, é aquele programa, que já lá vão uns anos, passou em direto a entrega de um assassino foragido? Ainda tenho presente, que pouco faltou para que a jornalista fizesse dele um herói e os vilãos eram os policias que levaram dias na sua perseguição, sem o conseguirem deter. A animosidade da jornalista, Felgueiras, cheira-me a ajuste de contas com o PS em relação ao que se passou com a ex-Presidente de Câmara e ao tratamento dado na altura à sua mãe pelo PS.
    Aguardo que numa próxima revisão da grelha de programas o sexta às nove se junte a mais uns quantos e sejam arrumados no sótão das coisas inúteis.

  4. Não vi, nem vejo, o programa nem tão pouco o comentário. Sei apenas que nem é preciso muito para que os jornaleiros se armem em Atílios de telenovela brasileira.

  5. a melhor sociedade , com uma democracia educada , é onde quem escolhe ser figura pública , é uma escolha expor-se , sabe que será julgado e criticado , e deixa os ouvidos em casa , como um senhor, quando sai em público.
    esse galamba arrepia , de mariconço que é , cheio de tiques e vozinhas : um tipo com estas características não deveria ter escolhido ser sanguessuga pública , vai ser um bombo da festa.

  6. e este blog que perdeu a oportunidade de se colocar “nas muralhas da cidade” relativamete à questão palestiniana? que pena

  7. se fosse muralhas de monção ainda acusavas qualquer coisa.
    deves pensar que isto é discos pedidos.

  8. Foi J.S.Mill que disse; – a minha liberdade termina onde começa a liberdade do outro -.
    Logo a liberdade do jornalista também deve terminar onde começa a liberdade do leitor; neste caso a liberdade de alguém ofender a honestidade de outrem deve terminar quando esse outrem se sente ofendido ou este tem de responder em legítima defesa.
    O erro (a garotice) de Galamba foi ter respondido por via daquele meio e naquela forma; devia ter tido a coragem, à Sócrates, de responder pelo mesmo meio e da mesma forma que o faz a safada putativa auto-deslumbrada “investigadora” Felgueiras.
    Portugal é uma democracia estabelecida como um moderno Estado de Direiro; tem um sistema independente de Justiça para aplicar a lei segundo as leis dos códigos e só a esse sistema confere a aplicação da lei e da Justiça.
    De acordo com que lei e porque sentido ou razão as TVs se armam de equipas de “investigação” formadas por jornalistas que nem experiência de vida têm quanto mais um mínimo de formação para aplicarem Justiça; porque motivo a legítima, certificada e ordenada Justiça democrática deixa que diversos justicialismos televisivos prosperem contra a democracia a promover arremedos de justiça na praça pública manipulando imagens e jogos de linguagem contra adversários políticos ou por inimizade e vingança que não passam de verdadeiros autos-de-fé públicos.
    Como entender tal deixar correr das coisas quando, para mais, em grande parte dos casos as ditas “investigações” televisivas não são mais que evidentes excertos parciais precisos de informações acerca de processos em segredo de justiça passadas ao jornalista para o combate político; excertos que o jornalismo mal intencionado vai depois manipular com novos acrescentos de excertos de entrevistas e documentos manipuláveis por montagem de imagens e linguagem orientados de sentido único; através do mau exemplo permitido ao “cm” que serviu de inspiração para fedorentos e fedorentas humoristas e jornalistas mal formadas de todas TVs lhe seguirem o caminho fácil para a audiência ingénua, ignorante ou interesseira e não perceberam ainda, apesar do caso Sócrates, que a longo prazo estão descredibilizando totalmente o sistema de justiça e a democracia no país.
    Com o uso e abuso deste tipo de “justiça” feito de moto-próprio, embora disfarçada por efeitos de montagem visuais e linguagem, a longo prazo e face à impossibilidade de defesa dos apontados de ilegalidades e corrupção estes, ver-se-ão forçados e obrigados a também usarem os seu métodos pessoais de fazer justiça; face à ilegitimidade de justiça que lhes é aplicada sentir-se-ão legitimados a usar da mesma justiça ilegítima; em nome pessoal ou em nome de grupo em rebelião cívica.

  9. gostava era de ter visto a xandra fazer um pugrama sobre as acusações de corrupção da mãe quando era presidenta de felgueiras, talvez tivesse tido mais sucesso na incriminação da família do que nas acusações que faz ao governo todas as semanas.
    alguém lembrou aí acima e bem, aquele broche que a gaja fez à mónica claúdia no caso pedro dias, que de ilustre desconhecida passou a deputada do psd e a vice-qualquercoisa do rio.

  10. Bem por bem
    15 de Maio de 2021 às 14:01
    Querem calar os políticos? mas que zorra carrega a mãe na mala do carro para fora do País e por quê?!

    o problema é que o País virou um clube de jornalistas e opinadores (alguns) em que o passatempo favorito dos garotos é achincalhar políticos (alguns) e tentar deitar abaixo governos (alguns).

    saiu-me no concurso do viagra um yóyó que tem um comportamento extra ordinário é pena que seja como EV citroen ami em que a frontaria é igual à traseira.

  11. Faz bem ao Galamba levar nos cornos. Um esquerda caviar, um snob, cheio de “não me toques”, que andou disfarçado de revolucionário durante anos. Chegou a deputado pela mão do Sócrates e a secretário de estado cravando lhe a faca. “A política ama a traição mas odeia os traidores”

  12. Galamba fez mal ao responder ao ataque, usando os termos do atacante. Devia ter ignorado, porque é sabido que os governantes são insistentemente injuriados e não há qualquer indignação. Na mentalidade reinante, os políticos podem ser alvo de devassa (na primeira página de um pasquim, as declarações de rendimentos de Costa e Rio, a que título?), de escrutínio e condenação por todos os tribunais, desde os de lei aos do “achismo”, que está tudo bem. Mas se um governante manifesta uma opinião desagradável para alguém dos media – ai Jesus!
    O “Sexta às 9” é uma espécie de tempo de antena disfarçado de “investigação”, apresentado em estilo de feira. A responsabilidade é da direção de informação.
    Recordo algo que nunca acontecera em qualquer das televisões. Em resposta a uma das “investigações” sobre casos de Pedrógão houve uma deliberação de tribunal de desmentido. Uma extensa sentença. Pois bem. Assistiu-se à leitura da sentença a uma velocidade supersónica, de molde a ninguém entender nada, mesmo nada, do que tinha sido deliberado. O que ficou para o telespectador do programa foi a “verdade Felgueiras”. E isto numa estação de serviço público!

  13. A idYOta da YOlinda está preocupada com o “mariconço” do Galamba, mas nunca lhe saiu da cloaca um pio que fosse sobre os PANELEIROS hipócritas do PP.
    É caso para dizer que não há cu que aguente esta “mal baisé” (em franciú soa mais chic, lóle)

  14. isso está tudo mal cantado, a tua liberdade começa onde começa a minha e a nossa liberdade ( colectiva ) começa onde começa a liberdade de todos .
    deves ter bué respeitado a liberdade dos outros quando fazias casas e entaipavas os vizinhos que já lá estavam .
    aí exercias a liberdade de entaipar, respeitando a liberdade dos vizinhos a serem entaipados ?era respeitando o direito dos vizinhos à não privação da luz solar natural, ao direito à paisagem, e ao direito às regras de escala harmónica e de proporção urbanistica não opressivas ?
    é que o direito ( assim mesmo, com d pequeno ) ou se preferires, os regulamentos urbanísticos, ditados por interesses estatais ( mais IMI ) e ganância empresarial ( mais construção em altura dá mais lucro ) dão-te o direito de prejudicar o vizinho e ele que se conforme .
    de tudo o acima exposto já se concluiu que a liberdade deve ser para todos, mas tem que ser ponderada com razoabilidade, nomeadamente, com a regra de ouro “ não faças aos outros aquilo que não gostavas que te fizessem a tí “.
    dito de outra forma, liberdade exercida, mas respeitando a liberdade dos outros .

  15. Camachô:
    O pessoal tem medo que os watchdogs lhes fechem os blogues, por isso ninguém reage às acções criminosas de Israel.
    É o único estado que faz o que lhe dá na real gana porque conseguiu proteger-se através de leis que consideram racista quem quer que abra a boca para o criticar.
    Se reparares na forma como são dadas as notícias sobre a destruição em Gaza, percebes que os mérdia estão perfeitamente dominados, quando relatam alegremente bombardeamentos a alvos civis e depois dizem que um bloco de apartamentos RUIU (???). Assim, sem mais.
    Vale a pena reflectir no facto do Hamas se lembrar de mandar uns foguetes de merda logo agora que o Bibi estava a passar dificuldades, tanto eleitorais como com a justiça. Que conveniente.
    O único jornalista Tuga -que eu conheça- que se atreve a relatar a merda que esse estado assassino anda a fazer é o José Goulão e, por isso, tem que se aguentar com o blogue porque ninguém lhe dá trabalho. Nem um comentáriozinho num canal de tv ou estação rádio.
    Enquanto a malta continuar inocentemente a acreditar neste maniqueísmo hollywoodesco das vítimas do holocausto contra os facínoras que matam acéfalamente porque têm inveja da nossa liberdade, não vai ser possivel resolver nada.
    Parece que alguém nos anda a comer e a tirar grandes benefícios destas estórias da carochinha.

  16. um poste sobre o galamba adubado com nitrato da rússia por especialistas em fertilização palestina.
    se fossem escavar piretes para aljustrel não se perdia nada.

  17. Ó pide ranhoso! És tão estúpido que não resistes a vir para aqui bazofiar o que aprendeste na António Maria Cardoso, porco! Pareces o lacrau da anedota. Mete uma coisa nesses cornos: falta pouco para o Agente Laranja da Amérdica te foder a folhagem do arbusto e logo a seguir levas com o supositório XXXXXXL de Novichok da Moscóvia pelo cu acima, já faltou mais. E se fosse a ti tinha cuidado com referências a Aljustrel, grande terra, de grandes gentes, com larga experiência a lidar com pides ranhosos como tu e resto da rataria da António Maria Cardoso com quem passas o tempo a espreitar o Homo sapiens, piolhoso. Aparece por lá com piadas de pirites ou outra coisa qualquer e fazemos-te a folha em três tempos, não há arbusto que te salve, javardão.

  18. Não recebi nitratos da Rússia nem fertilizantes da Palestina bem como não me alimento intelectualmente com o Observador, o Expresso, o inenarrável CM (esse é mais pra uso intra muros). Não aceito a aceitação dos ataques feitos por Israel e defendo a autonomia da Palestina. Aos judeus o que é dos judeus, falo da vergonha do holocausto, aos palestinianos a terra que é deles. Agora que estes dois povos têm de se entender não tenho dúvidas, mas, é bem evidente quais são as forças que ali os estão a utilizar para os respectivos projectos políticos.

  19. Amigo Vieira, salut! Agora tenho de ir comprar melões, mais logo falo contigo. Um abraço.

  20. “Não aceito a aceitação dos ataques feitos por Israel e defendo a autonomia da Palestina. Aos judeus o que é dos judeus…”
    é assim mesmo, mas o galamba não tem nada a ver com isso. só mesmo na cabeça desse paranóico rússia today que promete porrada a todos os que não abrem os links que aqui despeja a ritmo frenético e acha que o antónio maria cardoso foi o inventor da pevide.

  21. “Agora tenho de ir comprar melões”

    se é para extraíres pevides podes escavar com a unhaca do mindinho no ouvido, aproveitas a coças o melão por dentro.

  22. Lembram-se de Saigão, e da cena do fim da guerra do Vietnam ?
    Lembram-se de quem saiu de helicóptero, fugindo pelo telhado da embaixada ?
    Bibi, Bibi, a vida do artista nem sempre é alegre !!!
    Lembras-te da península do Sinai,quando o Egipto atacou ? Aquele deserto foi muito mais curto ao ir do que na retirada…

  23. Quem ganha a guerra não são os canhões nem os super-aviões.
    Quem ganha a guerra são os que tem guts para ir agarrar o inimigo à mão!
    Foi assim em Berlim, na China, no Vietname, na Argélia, em Angola,na Guiné, em Moçambique !!! Nestes ultimos paises os guerrilheiros não tinham um único avião, um único camião !!! Tinham a vontade, essa arma invencível.

  24. O seu comentário aguarda moderação. Esta é uma pré-visualização, o seu comentário será visível depois de ter sido aprovado.

  25. Ó pide aldrabão. Toda a gente já percebeu que és, aqui, A ÚNICA criatura a quem me dirijo deste modo. Bueno, criatura é modo di falá, já que não foste criado e sim cagado. És o único a quem aplico o método do deboche porque és nesta caixa o único debochado e é a linguagem que entendes, porque é a tua, porco. É o método que utilizas há anos, sem folgas nem dias santos, contra tudo o que mexe, vigarista, e és tão burro que ainda não percebeste que estás a pagar pelo bullyanço nojento desses anos todos. Bem podes agora, como cobarde que és, tentar esconder-te atrás dos muitos que aqui vêm apenas para conversar ou discutir, com a aldrabice cobarde de que prometo “porrada a todos os que não abrem os links” que aqui despejo, mas esses todos sabem bem que és um aldrabão, porque tal nunca aconteceu. Àqueles de quem discordo, apliquei quando muito alguma dose de ironia, no máximo algum sarcasmo. Porque opiniões diferentes há por aqui muitas, mas porcos há só um, tu e mais nenhum.

    Pide mariconço e vigarista, não te prometo porrada. O que te prometo é que, quando o Agente Laranja cumprir a sua missão e a folhagem caduca dos arbustos atrás dos quais te escondes de deixar os entrefolhos ao léu, serás convidado a repetir, presencialmente, os insultos que há anos bolças aqui. O que acontecer depois será o resultado natural da resposta ao convite.

    P.S. — A minha mulher e a minha filha pedem-me para te dizer que, depois de mim, te farão (uma de cada vez) convite idêntico, em relação à referência que a elas aqui fizeste há dias.

  26. “A minha mulher e a minha filha pedem-me para te dizer que, depois de mim, te farão (uma de cada vez) convite idêntico, em relação à referência que a elas aqui fizeste há dias.”

    e falam contigo? gabo-lhes a paciência e ofereço-lhes asilo político quando estiverem fartas de ver e ouvir vhs da rádio moscovo com galas de pequenos cantores.

  27. “Quem ganha a guerra não são os canhões nem os super-aviões.

    pela pátria lutar, contra os canhões marchar, marchar! tipo carne para canhão, toutaver.

    “Quem ganha a guerra são os que tem guts para ir agarrar o inimigo à mão!”

    acho um bocado artesanal para o meu gosto e baixa produtividade, maisómenos pescar sardinha à unha.

    “Foi assim em Berlim, na China, no Vietname, na Argélia, em Angola,na Guiné, em Moçambique !!! Nestes ultimos paises os guerrilheiros não tinham um único avião, um único camião !!! Tinham a vontade, essa arma invencível.”

    aqui já é mais complicado.
    . em berlim caiu o muro e não foi à mão, na china a muralha ainda lá está e foi feita à mão.
    . no vietnam foi o povo americano que se fartou da guerra e o governo tinha problemas em recrutar mão de obra
    . em angola e moçambique tivemos o mesmo problema que os americanos e a mão-de-obra revoltou-se. nem mais um soldados para as colónias, tazòvir.
    . na guiné foi parecido, a tropa estava-se fodendo para a guerra, ninguém queria sair dos quartéis e só o tarado de marcelino mata é que fazia guerra por conta própria.

  28. “ Àqueles de quem discordo, apliquei quando muito alguma dose de ironia, no máximo algum sarcasmo “ .

    a mim, por exemplo, mandaste-me uma vez para a etar .
    e quando o que agora te inferniza a vida me vinha chatear a mim, nessa altura, tu vinhas logo prontamente ombrear com ele, e atirar pedras .

    poizé, pimenta no cu dos outros é refresco .
    tadinho …

  29. “Vale a pena reflectir no facto do Hamas se lembrar de mandar uns foguetes de merda logo agora que o Bibi estava a passar dificuldades, tanto eleitorais como com a justiça. Que conveniente.”

    Pois é, amigo Vieira, também me parece que não há aqui coincidências, mas julgo que o filme é ao contrário. Na velha questão do ovo e da galinha, a escalada actual começou com o despejo de famílias palestinianas de suas casas, em Jerusalém Oriental, para nelas instalar colonos israelitas judeus. Foi isso que deu origem aos protestos palestinianos, que descambaram em confrontos com a bófia sionista na Mesquita de Al-Aqsa, tendo a polícia chegado a atirar granadas de gás lacrimogéneo e disparado balas de borracha lá para dentro. Seguiram-se confrontos entre árabes israelitas e judeus israelitas, que alastraram a várias cidades de Israel, e só em seguida, como represália pelos despejos sionistas e pelo que os israelitas fizeram na mesquita e depois, é que o Hamas começou a lançar rockets.

    É possível que a data para os despejos tenha sido escolhida pelos israelitas precisamente para provocar aquelas reacções (previsíveis) por parte dos palestinianos, na sequência atrás descrita (assim fazendo o jeito ao Bibi, como sugeres), mas também pode ter sido coincidência. O que importa, porém, é que o sionismo assassino continua a roubar: rouba terras, rouba vidas, rouba presentes e futuros, rouba tudo a que consegue deitar a mão, perante o silêncio cobarde do magnífico farol da liberdade e direitos humanos que é esta paquidérmica Europa castrada, que, no entanto, mostra uma surpreendente agilidade quando se trata de, para agradar ao patrão americano, inventar mais umas sançõezinhas contra a Moscóvia por dá cá aquela palha. As últimas parece que tiveram como pretexto Alexei Navalny, um racista e xenófobo que é, na Rússia, o equivalente ideológico e político de André Ventura, mas ainda mais à direita.

    E depois temos o vergonhoso comportamento do mainstream merdia, uma parte por medo de desagradar ao patrão americano, outra por militância pura e dura ao lado da ladroagem sionista. No sábado, por exemplo, o Henrique Cymerman, correspondente da SIC em Israel e campeão mundial da sonsice, perorava assim: “Ninguém esperava é que a quarta guerra entre Israel e o Hamas provocasse o que a imprensa israelita define como anarquia em dezenas de cidades israelitas.” Foi ao contrário, Henriquinho: a anarquia em dezenas de cidades israelitas, desencadeada pelo roubo de mais umas quantas casas a famílias palestinianas, é que provocou a quarta guerra entre Israel e o Hamas e tu sabe-lo bem. A tua missão, aqui, foi varrer para debaixo do tapete mais um esbulho sionista, como se não tivesse existido, e recriar a narrativa a partir de um falso ponto de partida.

    Outro aldrabilhas, o salta-pocinhas Paulo Portas, perorava assim, no domingo, na TVI (rubrica “Global”): “E do lado da Palestina, da Autoridade Palestiniana, foram adiadas as eleições, porque o herdeiro da OLP, a Fatah, tem medo de as perder. E os militantes do Hamas, que co-gerem Gaza, estão muito irritados com os seus compatriotas palestinos. E, portanto, em certo sentido, a origem disto é uma dissidência entre palestinianos porque não há eleições, porque o Hamas esperava ganhá-las. E o Hamas percebeu que, do lado de Israel, há duas coligações impossíveis. E, portanto, aproveitou o vazio no pior sentido da palavra.” Topas? A origem dos actuais confrontos, no linguajar desta luminária, foi uma divergência entre o Hamas e a Fatah por não haver eleições. Sai medalha de ouro em teorias da constipação às três tabelas para a magnífica atleta Catherine Deneuve… perdão, Paulinho das Feiras.

    Sintomática da leviandade descarada com que este gajo come as papas na cabeça do pagode é ainda a bojarda ignorante sobre “o herdeiro da OLP, a Fatah”. A Fatah é há muito, como é por de mais sabido, a componente dominante da OLP, mas dizer que é “o herdeiro” da OLP é afirmar que esta acabou e foi pela Fatah substituída. É mentira, há dezenas de anos que a composição formal da OLP não sofre qualquer alteração e, vinda de um caramelo que já foi ministro dos Negócios Estrangeiros desta porra, a bojarda revela uma ignorância difícil de entender.

    Noutro ponto da narrativa reinventada, em mais um prodígio de criatividade, diz o Portas aldrabão: “Embora o início da história, esta em particular, tenha que ver com uma refrega numa mesquita relevante entre ortodoxos judeus e radicais islâmicos.” Topas esta também, Vieira? Mais uma vez, o verdadeiro ponto de origem, a expulsão de palestinianos de suas casas para lá meter colonos judeus israelitas, é varrido sem cerimónias para debaixo do tapete, mas é igualmente perceptível a sabedoria, roubada a António Aleixo, de que “Para a mentira ser segura, e atingir profundidade, tem de trazer à mistura, qualquer coisa de verdade.” Last but not least, temos ainda que de um lado estavam judeus ORTODOXOS e do outro islâmicos RADICAIS, topas again? Vai daí, houve uma REFREGA entre ORTODOXOS (uns caramelos meio excêntricos, com caracóis e uns chapéus esquisitos, mas que não fazem mal a ninguém) e RADICAIS (que como toda a gente sabe são na prática uma cambada de terroristas), numa MESQUITA RELEVANTE, que por acaso até é o terceiro local mais sagrado do Islão. Brutal repressão policial e profanação de um local por milhões considerado como sagrado pela bófia sionista, com lançamento de granadas de gás lacrimogéneo e disparo de balas de borracha lá dentro? Qual quê! Minudências! Inadmissível sacrilégio, a exigir indignação planetária e eventual bombardeamento humanitário, seria se se tratasse de uma sinagoga, ou de uma igreja cristã, vá lá. A não ser que a dita igreja fosse na Moscóvia e os sacrílegos se chamassem Pussy Riot ou afins, sendo que, em vez de profanação, os seus actos seriam automaticamente reciclados em heróica acção de dissidentes, oposição democrática ou coisa que o valha.

    Se arranjares paciência para ver e ouvir tudo o que o Paulinho bolçou ontem sobre o assunto, ficas de boca aberta perante tanto descaramento e desprezo pela inteligência do telespectador. Aquela merda é mesmo cada cavadela sua minhoca. E recebe dinheiro por aquilo, o caramelo.

  30. eh pá se queres namorar com o vieira manda-lhe emails dos fardos de palha. o piople aqui na caixa dos comentários não tem que gramar com os teus supositórios íntimos e especulações sobre o que a porteira diz, os bóbós do cymerman ao bibi ou as caldeiradas fora de prazo que ainda ruminas. todos temos televisão e a grande maioria, excluindo idiotas como tu, faz zapping para fugir a essas merdas que tu vens para aqui retransmitir com adereços russian today.
    o que é feito do teu afilhado galuxo? na volta bazou com a tua mulher & filha para israel e deixou-te várias máquinas de roupa interior do trump para lavares aqui no caixote.

  31. Camacho:
    Não te lembras da obra “maestra” do Alberto Pimenta, Discurso sobre o Filho da Puta ?
    Não percas tempo: quando te referires a gajos como esses, recomenda :
    – Leiam o Alberto Pimenta !

  32. mais uma donzela ofendida em defesa do cavaleiro da mula russa.
    façam um movimento pela verdade pela república dos sorvetes e referendem a ilegalização daquilo que os chateia.

  33. Chalupi: já viste-visto isto sobre nós?

    Nota. Porra, mas que lambidela artravessada ó Soares nickista, vou agora mesmo a correr ver como é que te sagas no teu habitat do porno: o Aspirina B das lambidelas bem dadas pela personagem Valupiana. Quem será hoje o felizardo, o José Sócrates, um bandido do gangue ou o António Costa?

    Adenda. Eheheheh, hoje o felizardo lambido é o talentoso, glup!, repito, o talentoso e sanguíneo (!) João Galamba o das maroscas com lítio e o hidrogénio que continua a sua alegre campanha de patifarias na blogosfera, no #Twitter &etc. e, vê lá tu bem, é o mesmo moço dos… mariscos, LOL, que manjava no famoso grupo da Lagosta do José Sócrates!!!

    Que caraças, ó Soares nickista, até me esqueci de ti…

    :-)

  34. Em Berlim, os homens que foram erguer a bandeira da União Soviética no cimo do edifícios do Reichstag foram lá colocados por um avião ? Foi um projétil de artilharia que os transportou ?
    Quem ganha as guerras são aqueles que vêem ,em combate, o branco dos olhos fo inimigo !!!
    Fiam-se em tecnologias de ponta e fartam-se de apanhar pancada em qualquer parte do Mundo!
    Olá, Baía dos Porcos !

  35. DS disse o que há para dizer deste caso Galamba. Não precisou de muitas palavras.

    Mais uma vez, Camacho fornece excelentes e elaboradas contribuições para a compreensão do quotidiano internacional. Conforme previsto, tudo se encaminha para que a governação de Trump venha a ser o período menos conflituoso no Mundo em muitas décadas. Biden ainda não aqueceu a cadeira e as guerras a que estávamos habituados regressaram em força, Ucrânia, Síria, Palestina,…

  36. ya meu… a academia da mula russa ainda lhe atribui um trotil da paz pela confusão internacional que gerou nos últimos 4 anos e nos pugressos nas relações com o kimboyo da coreia.
    bonito, esse gesto de solidariedade com o pascóvio, ainda não perdi a esperança de ver o louçã a beijar o ventura num outdoor da benetton.

  37. Claro que sim Lucas, então aquela de reconhecer Jerusalém como capital de Israel foi de mestre, aquela zona ficou logo toda em paz! Ámen!

  38. Acho que a Felgueiras podia começar por investigar a mamã…. E ver que o “tiro ao PS” já começa a cheirar a estrume…… só há “cenas maradas” no PS? Cadê os outros?????????

  39. Samuel, a propósito do Alberto Pimenta, publiquei aqui no Aspirina, há um porradão de anos, um importante decreto, dedicado precisamente ao parvalhatz, que já então não me largava a braguilha. Não há braguilha que lhe escape, aliás, são a obsessão do bacorinho. Mais tarde adaptei a histórica peça legislativa a um outro javardo bilioso que por aqui apareceu, que assinava “numbejonada” e rebaptizei como “chafurda ceguinho”. Esse já desapareceu, certamente afogado na própria bílis, destino provável do pide parvalhatz. Aqui vai de novo, em reedição fuck-shitmilada, esse importante “Decreto Real” parido por um indefectível republicano:
    —————————————————–

    «Espíritos pouco preocupados com o rigor da ciência não hesitarão em classificar o intriguista parvalhatz como um filho da puta, na linha da exaustiva investigação e sistematização feita por Alberto Pimenta sobre essa odienta e odiosa figura. De um ponto de vista puramente científico, porém, tal classificação terá de ser considerada um erro, pois o parvalhatz, coliforme invejoso, hiperactivo e bilioso, não nasceu de ventre de mulher. O seu surgimento foi o funesto resultado da partenogénese acidental (e até então inédita) de um cagalhão vagabundo saído do cu de um cão raivoso em estertor de peido final por afogamento, depois de o dono o ter atirado de uma ponte. Tendo dado à costa não muito longe de uma saída de esgoto, o dito cagalhão foi acidentalmente pisado por um pescador desportivo que se abeirou da margem para mijar, acabando a azarada (e involuntariamente pestífera) sola do sapato do pobre homem, no regresso a casa, por espalhar pela urbe a infecção.

    Não se contesta que ser um filho da puta é o propósito primeiro e último do parvalhatz, o sonho molhado da sua abjecta existência. Mas a realidade objectiva é que, reunindo embora praticamente todos os requisitos necessários à sua classificação como tal, falta-lhe um, que o rigor científico considera crucial: apenas tendo na sua génese um ventre de mulher se poderia afirmar, com propriedade, ter o parvalhatz como matriz uma meretriz. Um verdadeiro filho da puta, legítimo, da Bayer.

    Uma coisa é gotejar para a existência à boleia do peido final de um “Canis lupus familiaris”, ou, como dizem os brasileiros, de carona. Outra, bem diferente, é a bênção de provir de uma cona. Do aqui exposto se infere, aliás, outra impossibilidade ditada pelo rigor científico, que é a de mandar o parvalhatz para a cona da mãe, pois nunca a teve. É uma desagradável intimação (possibilitada pelo privilégio da origem) a que todos nós, humanos, já fomos ocasionalmente sujeitos, mas também disso está livre (por manifesta impropriedade) o coliforme parvalhatz, que apenas pode ser mandado para o cu do cão.

    Pelos motivos acima aduzidos, e por mais que macaqueie e papagueie o “Homo sapiens sapiens”, não ultrapassará nunca, o besuntas parvalhatz, a incómoda mas descartável condição de coisa pegajosa e malcheirosa na sola do sapato de quem percorre as ruas do mundo dos homens.

    Estabelece-se, assim, por decreto régio, que o nome científico do coiso, de acordo com as regras da Nomenclatura de Lineu ampliada, será averbado nos Anais do Reino e Arredores como “Parvalhatz coliformis biliosus hiperactivus”, embora a generosidade de uma bula papal autorize, excepcionalmente, o uso da designação popular “filho da puta” para facilitar a vida ao povo martirizado pela crise, sem tempo nem paciência para a exactidão da ciência.

    Devem, porém, ainda que de forma voluntária, abster-se de tal atitude facilitista os espíritos amantes do rigor, que utilizarão apenas a designação científica.

    Promulgue-se.»

  40. prá próxima faz uma adpatação dos lusíadas, sempre dá mais palha para te alimentares e aos teus indefectíveis durante o verão e com uma moldura estilo império fica bem em cima do naperon da telebisão.

  41. Camacho:
    Devemos ser contidos com as pérolas. O gado que por aí ronca, historicamente não assimila nada que se aparente ao nácar. Uma dieta de merda basta para os manter felizes e mal-cheirosos

  42. Vai para o cu do cão, javardão. E bem podes regar o arbusto à vontade, que eu fodo-te a folhagem na mesma, cabrão.

  43. Samuel, a estupidez irreciclavelmente bronca do javardo e os truques infantilóides a que joga mãos… perdão, patas, para tentar estragar aquilo que nunca terá chegam a ser chocantes, de tanto primarismo. O que o pide mariconço nunca compreenderá é que os homens e mulheres de boa vontade são e serão sempre indefectíveis uns dos outros, ferozmente indefectíveis uns dos outros. É coisa que escapa completamente à compreensão de um resíduo pastoso e malcheiroso.

  44. são já célebres esses teus decretos-régios.
    espelham bem a tua auto-à-pedrada, moderação.
    se bem me lembro, um comentador chamado tostines, levou com um em cima, em tudo idêntico, mas com uma piquena nuance, em vez de cabrão, foi apudado de filho da p .
    o viegas, esse é tratado por “broas”, deve ser quando estás numa de padeiro, de aljubenarota.
    sugestão : dada a tua obsessão por coliformes, passa a tratar todos por cagalhões, assim poupas bastante na farmácia, é só aderires aos genéricos.
    e quanto à comentação ultra-noturna, trata mas é da saúde, vê lá se colidermes .

  45. Julga-se que por excesso de lotação e/ou defeito de montagem, caiu no domingo passado uma bancada numa sinagoga provisória num colonato em Givat Zeev, zona da Jerusalém Oriental ocupada, tendo morrido duas pessoas e ficado feridas 130. Notícia na TSF aqui:

    https://www.tsf.pt/mundo/dezenas-de-feridos-apos-colapso-de-bancada-em-sinagoga-de-jerusalem-oriental-13727068.html

    Vídeo de uma televisão israelita aqui:

    https://youtu.be/jryQEgAPdo4

    No Jornal da Noite da SIC, no mesmo domingo, numa peça sobre a fase actual do conflito israelo-palestiniano e os mísseis disparados pelo Hamas sobre território israelita, foram emitidas as mesmas exactas imagens que podem ser vistas acima, daquilo que foi sem dúvida alguma um acidente, acompanhadas por uma voz off que dizia o seguinte:

    “Uma das bombas do Hamas matou duas pessoas e feriu mais de cem que assistiam às cerimónias religiosas nesta sinagoga no Norte de Jerusalém.”

    Element… perdão, exemplar, meu caro Watson, aldrabar é o que está a dar! Ou, em americano erudito condensado: Phoda-se!

  46. confirmo essa notícia da sic, que ví e houví, fructo de uma ligação ( penso que balsemão tem origem judaica, o que de per si não tem mal nenhum, porém a tendenciosidade, ou falta de imparcialidade, isso sim, que tem mal ) o cymmermen é a mesma coisa, parece um porta-voz do coiso etno-estado .

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