Sportinguismo

No meu sportinguismo, este título não tem qualquer importância, qualquer significado, para além de ter nascido da aleatoriedade do pontapé no esférico.

No meu sportinguismo, o que aconteceu com mais importância nos últimos 19 anos da história do Sporting, significando plenamente o que é a clubite disfuncional – e que fica como a primeira manifestação política do populismo contemporâneo em Portugal – consiste na ascensão de Bruno de Carvalho (começada em 2011) e nos apoios que um traste daquele calibre agregou. Apoios políticos de gente com currículos que sugeriam bom senso e módica capacidade para reconhecer um epifenómeno que nascia dos piores instintos identitários.

O meu sportinguismo talvez só exista na minha ingenuidade e romantismo. Consiste em viver a cidadania com desportivismo e ir à bola com os cidadãos.

22 thoughts on “Sportinguismo”

  1. A ascensão de Bruno de Carvalho percebe-se bem ao ver as matilhas de atrasados mentais que ontem à noite celebravam a sua própria bestialidade na parte de fora do estádio e para quem o pontapé na bola é o que menos interessa. Os “apoios políticos de gente com currículos que sugeriam bom senso” explicam-se pelo oportunismo sem escrúpulos que os leva a surfar qualquer onda, desde que os ajude a chegar à praia da manjedoura e das bem-aventuranças. Mas gosto do teu sportinguismo.

  2. Bom dia a todos. Estou em parte de acordo com o comentário do Camacho mas será que alguém com o curriculum dos Drs. Daniel Sampaio ou Eduardo Barroso precisavam de “surfar a onda desde que os ajudasse a chegar à praia da manjedoura e das bem-aventuranças”? Acho, mais um achismo, que entrará noutro campo do comportamento humano, o falecido Meirim tinha razão, ao fim de 5 minutos de um jogo de futebol as diferenças culturais e/ou académicas dos espectadores do jogo são praticamente anuladas com o desenrolar do mesmo. De todo o modo parabéns ao Sporting.

  3. “O meu sportinguismo talvez só exista na minha ingenuidade e romantismo. Consiste em viver a cidadania com desportivismo e ir à bola com os cidadãos.”

    em parte foi o que aconteceu, foram à bola e viver a cidadania com a paixão do seu clube ter ganho o campeonato. a outra parte tem a ver com o rt do covid, cujo resultado final só dá para apurar dentro de 15 dias. umas cabeças rachadas fazem parte dos festejos, só lá foi quem quiz. uma nova vaga de covid já não faz porque prejudica o país e os portugueses. pode ter sido um balão de ensaio para o desconfinamento e caso falhe terá sido aberto um precedente para grande contestação política.

  4. Jornalistas, também maus da fita:
    Alguém, viu, ouviu, leu, o que tem acontecido ao João de Almeida no Giro de Itália ?
    O rapaz anda para lá, no meio das feras, com o dono da própria equipa a dizer-lhe que ,no fim da Volta,vai para a rua, fica em 4. o ,no meio de 250 concorrentes no contra-relogio inicial e ,por aqui o silêncio é de chumbo…. nem uma linha sobre o Almeida…
    Quando o Moedas larga um traque, todos esses sabujos jornalistas se põe de quatro…
    Pobre pátria…

  5. Marcelo sobre os acontecimentos do titulo do Sporting: “as autoridades falharam nos preparativos”.
    Quer isto dizer que foi mais um prego no caixão do Cabrita….
    Aliás, ontem foi um da do caraças: nas TV´s ( todas) nem uma notícia positiva , fosse lá o que fosse. Não é bom sinal….

  6. Viva o Sporting malgrado os Brunos e aqueles “adeptos” (serão mesmo?), ou entre adeptos ansiosos e oportunistas para a desordem fizeram uma mistura explosiva? O Ministro não tem culpa do que aconteceu. Ou foi ele que definiu a segurança para o acontecimento? Estou farta desta politiquice só faltava o Marcelo tb vir para o coro. Este choradinho da falta de liberdade, da falta de s guranca, das “más ” decisões em Odemira levarão a demissão do Ministro? Nesse caso ela serve para quê e a quem?

  7. ANTÓNIO BARATA: “Acho, mais um achismo, que entrará noutro campo do comportamento humano.”

    Não ouvi as declarações de Daniel Sampaio nem de Eduardo Barroso, mas também acho, mais um achismo, que tens razão. No caso desses dois, e a juntar à lúcida observação do Meirim, haverá porventura uma vontade irresistível de ser gostado, e a pertença a uma tribo de que se é membro destacado é meio caminho andado. O psiquiatra Sampaio terá até, eventualmente, feito essa auto-análise. Nada disto invalida, no caso desses dois e de muitos outros, uma paixão autêntica pela arte do pontapé na bola e a mais que legítima escolha de uma das tribos. Sem perceber quase nada de bola, e tendo até uma profunda aversão a muito do folclore que o acompanha, nomeadamente o que vimos ontem, o certo é que nunca deixo de ficar fascinado por uma jogada de génio de um Cristiano Ronaldo ou de um Maradona, entre muitos outros de quem nunca saberei sequer o nome.

  8. alguém ouviu alguma palavra do varandas apelando à calma durante a manifestação violenta à porta do estádio enquanto decorria o jogo e ele estava lá dentro?
    não ouviram, nem ouvirão, porque o gajo é pago para estar calado e fingir que é presidente, aparecendo ao público em imagens à distância no camarote real.
    a estratégia para o sucesso passa por dar o mínimo de bola à comunicação social.

  9. O seu comentário aguarda moderação. Esta é uma pré-visualização, o seu comentário será visível depois de ter sido aprovado.

  10. Sou benfiquista, sócio do Benfica, desde os meus sete anos, e onde eles já lá vão, mas não tenho qualquer relutância, muito pelo contrário, em dar sinceros parabéns aos Sporting Clube de Portugal. Já era tempo! É que acreditem ou não, tenho saudades dos tempos em que os verdadeiros candidatos ao campeonato, eram quatro, na altura: Benfica, Sporting, Porto e Belenenses. Era bom que tal viesse novamente a acontecer, e até que esse número aumentasse. Mas como adversários, leais, e não como inimigos, como, infeliz e estupidamente, ainda muitas vezes se verifica.

  11. A festa do Sporting foi estragada pelos energúmenos de sempre. São os pseudo-adeptos das claques, na verdade meros sociopatas, que o Sporting e os outros clubes continuam a não querer hostilizar, por cobardia e/ou cumplicidade.

  12. Eh pá parabéns, O BCP Millenium e o Novo Banco conseguiram demonstrar uma vez mais a genialidade e o espírito desportivo da engenharia financeira portuguesa.

    Quanto aos festejos, por acaso queriam que o marido da Josephine em ano de autárquicas colocasse algum obstáculo à festa por parte dos serviços camarários? Ali mesmo ao lado do aeroporto, no triângulo dos bônus? Haja pundonor e moral, pá.

  13. É invocando um sportinguismo igualmente romântico e ingénuo que discordo do Valupi.
    O que de verdadeiramente mais importante aconteceu ao Sporting nos seus últimos 19 anos de história foi o facto de ter demonstrado, na sua grandeza, a capacidade de resistir a uma erosão que muitos presumiriam ou desejariam irreversível, causada por longos períodos de insucesso no futebol e agravada pelas ondas sísmicas do epílogo brunista.
    Erosão, afinal, não impeditiva do regresso do sucesso desportivo, obtido com trabalho e superação.
    Viver a cidadania com desportivismo e ir à bola com os cidadãos são estimáveis preceitos de conduta. Mas importa que não fundamentem um sportinguismo que se equivoca na avaliação dos últimos 19 anos da história do Sporting, relevando o que, em circunstância alguma, se sobrepõe à continuidade histórica do Clube e à projeção das suas vitórias.
    Saudações Leoninas

  14. Só uma nota sobre a polémica dos festejos do título

    Todos responsaveis … os que acharam que não ia acontecer nada e toda a gente se ia portar bem (SCP, CML, DGS, governo, etc.) os que deixaram acontecer (os mesmos … ) e sobretudo os participantes nos “festejos” que deram uma exaltante demonstração de IRRESPONSABIILIDADE COLECTIVA

    A memoria é curta e já esqueceram as filas das ambulâncias, as + de 300 mortes diárias (sem contar os óbitos induzidos pela falta de capacidade de resposta do sistema de saúde) e as vidas destruídas pelo encerramento de muitas actividades.

    Neste triste episódio (cujas consequências ainda estão para se avaliar) a PSP é a entidade que tem menos responsabilidade – era impossível conter aquela massa humana desvairada … Perante o que se tinha passado no estádio de Alvalade o passeio de autocarro deveria ter sido pura e simplesmente cancelado e todos convidados ordeiramente a regressar a casa

    Daqui a semanas se as coisas piorarem e os britânicos mudarem as férias para outro lado la vamos ter o coro habitual a falar dos “bifes mal intencionados” dos estrangeiros que não gostam de nós, da crise económica, das falências e do desemprego

  15. “… a PSP é a entidade que tem menos responsabilidade – era impossível conter aquela massa humana desvairada …”

    chamassem o exército… quem é que é responsável pela ordem pública? imagino que seja impossível por os desordeiros do sporting serem bófia à paisana, seguranças privados, porteiros, proxenetas e dealers, o movimento zero do ventrulhas.

  16. Ah, a alietoriedade …
    Diz antes, Valupi, o sportinguismo Ferrenho, são coincidências, da penúltima vez que o Sporting foi campeão, o gajo era ministro da Segurança Social integrando o governo de Guterres, tendo o poder de perdoar no todo ou em parte dívidas à Segurança Social ( quando o Catroga inventou o plano de pagamentos de dividas em prestações, lí num periódico que dos três grandes, um devia mais impostos que contribuições à SS, outro devia mais contribuições à SS que impostos, e outro devia tanto de impostos como de contribuições, adivinha quem era o que devia mais à SS ) agora, por coincidência, ocupa o assento n.° 2, a seguir ao Celinho na hierarquia .
    Desculpa lá mas nunca gostei do marreco . É descendente do António Ferro, gajo da propaganda do Salazar, nao é ?
    Costuma dizer-se : ter amigo em altos postos nunca prejudicou ninguém .
    Pois é, de vitorinha em vitorinha, com vitórias escassas e empates à rasca, lá foi indo em pézinhos de lá – e não esquecendo penaltis arrancados com remates de angulo impossível, mas eficazes porque direccionados contra os braços dos defesas, que mesmo em posição natural e sem esboçar qualquer movimento, levavam o apito à boca do árbitro, – em 1999/2000, eram as faltas cavadas pelo velho e manhoso avançado argentino, que depois o André Cruz convertia em golo .
    Quanto ao resto, e como aqui já alguém referiu, pagamos todos, – para o Novo Banco, – pela ordem natural das coisas, o Sporting já não existia porque faliu, não tinha dinheiro e não pagou sequer um empréstimo obrigacionista, viu perdoada uma dívida de 94,5 milhões ao Novo Banco/Velho BES, financiador oficial por via do Ricciardi, ainda por cima contraiu novos empréstimos, não pagou o treinador que foi roubar ao Braga, e quanto ao Paulinho não sei .
    Mas, como disse um comentadeiro oficial leonino naqueles painéis insuportaveis das TVs informativas, “o Sporting não pode desaparecer porque é uma grande instituição”, as grandes dívidas é que podem desaparecer, assim sendo, não te esqueças de ir pagar a licença da cana de pesca porque senão no dia seguinte tens uma penhora da casa às costas .

  17. Já fizeste o clister, palonço? Precisas de vaselina? Cabou, porco! Mas arranjo-te margarina… com areia, bués de areia.

  18. Leo Ferré:

    Apresento-te também os meus sinceros desejos de cura da azia.
    Não, podendo, evidentemente, garantir que, à falta de vontade de cura, não suceda que em vez de padeceres de azia aguda passes a sofrer de azia crónica. Como é próprio de quem rumina as cartilhas da sua conveniência.

  19. Já fizeste o clister, palonço?
    Apresento-te também os meus sinceros desejos de cura da azia.
    Precisas de vazelina ?
    Não, podendo, evidentemente, garantir que, à falta de vontade de cura, não suceda que em vez de padeceres de azia aguda passes a sofrer de azia crónica, como é próprio de quem rumina as cartilhas da sua conveniência, mas arranjo-te margarina com areia, bués de areia.

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