«Habituem-se! [riso] Vão ser quatro anos. Habituem-se a viver com aquilo que foi a escolha dos portugueses.
[...] Se num quadro em que nós estamos a enfrentar uma guerra bárbara no território europeu, onde se colocam desafios imensos sobre a gestão da política energética, onde é necessário ir acompanhar a par e passo o que acontece com a evolução da inflação, da situação económica, e continuar a garantir que a economia mantém o seu crescimento, que as empresas não fecham, que o emprego não se perde, que vamos conseguindo adoptar medidas para apoiar o rendimento das famílias, que ao mesmo tempo garantimos que com isso não desequilibramos as finanças públicas, vamos continuar a cumprir o nosso objectivo de reduzir a dívida porque agora ainda é mais necessário do que nunca reduzir a dívida porque as taxas de juro estão a subir, oiça, isso é a minha vida, é nisso que eu estou focado, é nisso que eu estou preocupado!»
Dois ex-ministros de Costa fazem coro com a chicana militante das oposições por razões que só podem remeter para algum plano secreto gizado no Rato. Nele, o PS teria de ir em socorro da oposição de modo a dar ânimo à vozearia asinina contra o Governo. A estupidez comanda esta forma de preencher espaço mediático supostamente dedicado à política.
À política? A política é aquilo que o primeiro-ministro elenca ao correr do improviso. A política é tratar da coisa pública, cuidar da comunidade, e sugerir alternativas caso elas existam e pareçam melhores por razões atendíveis. O que os comentadores fazem, seja qual for a sua agenda, é apenas pateada. Pateada e soberba. Soberba e irresponsabilidade.
Não admira que as sondagens sejam o que são.
