Todos os artigos de Valupi
Revolution through evolution
Family and media pressure to lose weight in adolescence linked to how people value themselves almost two decades later
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Physical activity reduces stress-related brain activity to lower cardiovascular disease risk
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Millions of gamers advance biomedical research
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Health behaviors accumulate and remain relatively stable throughout middle adulthood
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Biodiversity is key to the mental health benefits of nature
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Impact of Meditation Versus Exercise on Psychological Characteristics, Paranormal Experiences, and Beliefs: Randomized Trial
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How claims of Anti-Christian Bias can serve as Racial Dog Whistles
Dominguice
Toda a gente, e a gente toda, aplica critérios morais dúplices, tríplices, decúplices. Cúmplices. Quão maior for a recompensa, a ameaça, maior a plasticidade moral. Nem poderia ser de outra forma, sobrevivência oblige. Mas também o amor. Que é o amor senão o viés supremo? Permanecemos indiferentes ou adaptados a essa antropológica hipocrisia porque ela é funcional: permite a entrada nos grupos, e até chegar à sua liderança. Ora, não é possível escapar aos grupos. O anacoreta continua a viver em sociedade, imaginária e ecossistémica.
A justiça, a filosofia e a ciência nasceram dessa mesma gente. Nasceram por causa dos grupos. Mas depois cresceram. Foram para longe. Para onde se pode aprender. Quando não, não há ciência, nem filosofia, nem justiça.
Lapidar
A honra de Galamba é uma hipótese a ter em conta, diz a Relação aos procuradores verdugos
Galamba pode ser só um político preocupado com o interesse do país, diz Relação https://t.co/DkpvT3hpPV não conheço um caso de escutas tão prolongadas . @Joaogalamba foi devassado. Devassado. Não foi ouvido em sede própria. Foi devassado anos a fio. E fez política .
— Isabel Moreira (@IsabelLMMoreira) April 18, 2024
Influencer-mor
É preciso uma pessoa ter muita lata. pic.twitter.com/ogl7qQcWfV
— Luís Paixão Martins (@lpmpessoal) April 17, 2024
À justiça o que é da injustiça
Comem-se vivos
«“A Troika a partir de certa altura percebeu que havia um problema com o CDS. E passou a exigir cartas assinados por Paulo Portas. Eu julgo que ele [Portas] não sabe isto: para impedir uma humilhação do ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, eu obriguei o ministro das Finanças [Vítor Gaspar] a assinar comigo e com ele a carta para as instituições. Assinámos os três. A Troika exigia uma carta só dele. Porque não confiava nele”, garante.»
Começa a semana com isto
Revolution through evolution
Everyday social interactions predict language development in infants
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New study highlights the benefit of touch on mental and physical health
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A friendly pat on the back can improve performance in basketball
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People make more patient decisions when shown the benefits first
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New Study Explores the Positives of Raising the Minimum Wage
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What do bird dreams sound like?
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Americans are bad at recognizing conspiracy theories when they believe they’re true
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Continuar a lerRevolution through evolution
Dominguice
Para além da divisão esquerda-direita em política — a qual, na essência, diz respeito à problemática da desigualdade —, há uma outra divisão que pode, e deve, guiar a nossa atenção e voto: desconfiança-confiança. Ora, quem está no Governo pede confiança, acha que a merece. E quem está na oposição desconfia, acha que é esse o seu dever, sob pena de “não estar a fazer oposição”. Se uma dada força política na oposição tiver a seu favor a comunicação social e partes da Justiça, inevitavelmente irá explorar ao máximo o sentimento de desconfiança até ele se tornar tóxico e golpista. Ou se um dado político seguir a estratégia do populismo de direita, tal implica seguir sistemática e maniacamente tácticas que aumentem na opinião pública a percepção de desconfiança até ao ponto em que tal ponha em causa as instituições da República e o regime.
Os que alimentam a desconfiança são pulhas, é simples e fatal. Quem, estando na oposição, tiver a práxis de espalhar confiança garante que defenderá o bem comum e a cidade se chegar ao Governo — seja de esquerda ou direita.
Existe uma direita decente, tem é andado na clandestinidade
A circunstância do processo crime que corre termos contra António Costa ter saído do STJ sem um único movimento ou atuação processual que seja conhecida, em mais de 4 meses, num processo com esta compreensível atenção mediática (até porque ocasionou o pedido de demissão do PM e a…
— André Coelho Lima (@coelho_lima1) April 11, 2024
Nas muralhas da cidade
O paralelo com a posição histórica dos supremacistas brancos. pic.twitter.com/b8mxrsF3Pc
— Isabel Moreira (@IsabelLMMoreira) April 10, 2024
Como será o pós-nunismo?
Parece uma pergunta absolutamente temporã, dado que o homem mal aqueceu o lugar como secretário-geral do partido e ainda não se cumpriu como primeiro-ministro. Mas a Internet (inventada pelo Al Gore, nunca esquecer) é o ecossistema ideal para este tipo de questionamento que é um hino à irrelevância.
Fernando Medina será um candidato certo, Duarte Cordeiro idem, José Luís Carneiro foi uma excelente surpresa na campanha eleitoral interna, e também Pedro Delgado Alves daria um promissor candidato, eis os nomes que me ocorrem sem gastar uma caloria na análise da paisagem dos recursos humanos disponíveis. Lamentavelmente, não posso pôr nesta lista o Paulo Pedroso.
Ora, esse grupo acima elencado é mais do mesmo, o clube da rapaziada. Para o meu palato, gostava de ver o PS numa qualquer solução hierárquica onde Mariana Vieira da Silva, Alexandra Leitão e Isabel Moreira fossem o núcleo directivo das propostas eleitorais e de um eventual Governo. Marta Temido poderia juntar-se ao trio pelas mesmíssimas razões.
Por serem mulheres? Sim, claro, mas não só nem principalmente. É que também são personalidades políticas brilhantes (exibem alta competência profissional), transmitem confiança ética (possuem, até ao presente, inquestionável integridade) e mostram valentia na defesa do ideal democrático (inspiram os cidadãos a imitarem o seu exemplo).
Há uma outra razão: é que tal situação seria perfeitamente normal. Anormal é continuar sem acontecer.
Jornalismo jornalismo
A criatura e o criador

«Passos Coelho apela a entendimentos políticos depois de “sinal claro” nas eleições. À saída, ainda dentro da sala, Passos Coelho trocou algumas palavras com Ventura. “Já nos cumprimentámos, já o felicitei pela eleição, e pela prestação que tem tido no Parlamento, temos sempre de reconhecer o mérito dos outros, muito bem”, disse, desejando um “bom mandato”. “[A intervenção] Foi brilhante”, respondeu o líder do Chega.»
«André Ventura classificou o discurso de Passos Coelho como “mais próximo até do Chega do que do atual PSD”. “Acho que este discurso marcou um bom momento para essa convergência, talvez até permita um candidato presidencial”, disse Ventura, deixando uma pergunta retórica: “Porque não o Pedro Passos Coelho?”»
Começa a semana com isto
Revolution through evolution
Lonely women experienced increased activation in regions of the brain associated with food cravings
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Researchers map how the brain regulates emotions
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Did you know that physical activity can protect you from chronic pain?
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Estudo da Mayo Clinic revela que exercitar o seu corpo enquanto trabalha pode melhorar o seu cérebro
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Study uses artificial intelligence to show how personality influences the expression of our genes
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Talking politics with strangers isn’t as awful as you’d expect, research suggests
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Extreme views get more likes on social media, new research reveals
Dominguice
Nos anos 70, numa aldeia do Ribatejo, vi um familiar a preparar-se para sair à noite. Teria vinte e poucos anos e ia com uns amigos para os cafés da região, talvez para alguma festa popular. Eu ia para a cama cedo, criança que era. Mas nunca mais me esqueci de vê-lo prender uma faca de mato a uma perna, ficando coberta pela calça. A naturalidade e descontracção do episódio, a que se juntava a normalidade da pessoa em questão (emigrante de férias em Portugal), levaram-me a concluir, muitos anos mais tarde, que aquele procedimento era usual — naquele tempo, naqueles lugares. Se viajarmos para o passado, não encontraremos menos facas e facadas na noite portuguesa. Quão mais se for nessa direcção, mais cresce a insegurança nas ruas e locais de consumo de álcool ou meros ajuntamentos.
Hoje, todos temos câmaras de fotografar e filmar prontas a disparar. É uma poderosa arma contra as facadas e demais violências físicas, embora crie a impressão contrária.