Todos os artigos de Valupi
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Dominguice
A extrema dificuldade em se lutar contra os raciocínios motivados, os próprios, resulta de não termos essa motivação. É que todo o raciocínio é motivado, e tem de sê-lo para se poder constituir como uma acção pensante. Quão mais próximo estiver do instinto de sobrevivência, mais o raciocínio é apenas a racionalização da resposta instintiva, da motivação biológica. E a biologia nunca nos larga, só no último momento.
Para chegarmos à capacidade de trocar as nossas motivações egoístas por motivações altruístas, algo superior à biologia tem de estar presente, ser parte de nós. Que será?
E em 2010 já chegava atrasado
NOTA
O processo Face Oculta, nisto sendo radicalmente diferente do caso Casa Pia, foi o momento em que agentes da Justiça testaram a capacidade de cometerem ilícitos usando a Lei com vista a derrubarem, ou prejudicarem eleitoralmente, o poder político vigente. Fizeram-no porque existia um ambiente golpista desde 2008, ano da crise económica mundial e das crises nos bancos portugueses, o qual contava com Cavaco Silva, a direita política e quase toda a imprensa para validar a operação de espionagem a um primeiro-ministro em funções e a tentativa para o colocar como suspeito de corrupção em cima da campanha eleitoral das legislativas, e autárquicas, de 2009.
Esta operação não se consumou porque Pinto Monteiro e Noronha do Nascimento defenderam a legalidade. Por essa parte ter falhado, foi ainda tentado um golpe desesperado: a Inventona de Belém. Mas o que não falhou foi a aprendizagem do que podia ser feito e dos danos que se podiam infligir nos alvos. As campanhas de judicialização da política, as difamações e calúnias, a exploração partidária e parlamentar em comissões de inquérito, isso tornou-se caudaloso, imparável, sistémico.
A Operação Marquês, portanto, foi uma continuação do esquema do Face Oculta, agora em modo celerado e a outrance porque havia um Presidente, um Governo, uma maioria parlamentar e uma procuradora-geral da República em sintonia para se exibirem troféus de caça na temporada do “fim da impunidade”. Atenção, não seria possível deixar de investigar Sócrates a partir dos indícios recolhidos, isso era necessário e bom. O que está aqui em causa é tudo o resto irregular, injusto e ilícito que se fez a coberto dessa legítima investigação. Também no Face Oculta o sucateiro poderia ter cometido crimes, e como tal justificar-se a abertura de um inquérito, mas ele foi escolhido em Aveiro por permitir chegar a alvos infinitamente mais valiosos.
Assim, o golpe que levou à queda de um Governo de maioria absoluta, e o modo ostensivo como desde aí os agentes da Justiçam mostram que podem cometer crimes em barda contra quem lhes apetecer, têm já 16 anos de prática e refinamento — contando com a cumplicidade da sociedade, a capitulação do regime e a putrefacção da comunidade.
Após o debate Biden-Trump
Só verdades
Nas muralhas da cidade
«O mesmo, ou o que vai dar ao mesmo, ouvimos, em 2018, da boca de um membro do Departamento Central de Investigação e Ação Penal, Filipe Preces, num Prós e Contras da RTP. Dizendo-se “desconfortável” com a divulgação de imagens de inquirições do Processo Marquês, "por ser crime" e por "contribuir para a vitimização dos arguidos” (ou seja, acha que podia beneficiá-los, e isso é que nem pensar), Preces justificou, ao vivo e a cores, o crime, argumentando que o processo já não estava em segredo de justiça, que se tratava de “um crime de corrupção, em relação ao qual a lei prevê um escrutínio o mais alargado possível”, e que os inquiridos "são pessoas com elevada notoriedade social, por força das funções políticas e sociais que exerceram e isso leva necessariamente a uma compressão dos seus direitos fundamentais”.
Quem diz “compressão” diz anulação: para os membros do MP como Preces, contra certas pessoas — aquelas em relação às quais se determina uma suspeita de princípio, como vimos nas declarações de Ventinhas — vale tudo; não têm direito a direitos.
Como não ter medo de gente assim, de uma corporação, de um corpo do Estado detentor da ação penal que se deixa, com tão poucos protestos internos (et pour cause) representar assim e - já agora, não esquecer — dos juízes que fazem pandã com isto?»
Pessimista
Após dois programas do “Otimista”, já é possível concluir que a coisa não passará daquilo. E para aquilo há uma palavra cuja etimologia se perde nas brumas de antanho: chachada. É um programa não só feito em cima do joelho, de escrita e realização básicas, como ostenta uma indiferença para com a audiência que chega a ser a única caraterística a merecer elogio. Quem pensou o projecto está-se realmente a marimbar para o gosto dos espectadores, tão intragável é a forma do produto.
Não se trata apenas, nem principalmente, de Costa exibir uma confrangedora falta de jeito para o papel de apresentador televisivo. A única lógica de vermos um primeiro-ministro tornar-se num arremedo de jornalista em menos de 3 meses tem de transcender a racionalidade funcional. Ostensivamente, estão-nos a mostrar o esqueleto de um negócio a que falta tudo o resto, cérebro e pudor. A uma das partes dava um jeitão poder agitar a bandeira António Costa para o lançamento de um canal TV. A outra parte precisa de dinheiro, como toda a gente, mas também de um veículo publicitário para a sua marca. Foi isso que Costa obteve, bom dinheiro e o que ele achou que seria uma excelente operação de relações públicas: ter uma série de vídeos onde se pode vingar daqueles que disseram não ter deixado qualquer obra em 8 anos de governação.
Ora, de certeza que a SIC e a TVI/CNN, até a RTP, lhe dariam o mesmo tipo de plataforma onde se pudesse passear a dizer banalidades em governês. Por que caralho teria de ir para a Cofina? A resposta mais provável poderá ser apenas aritmética, por haver muito dinheiro a ganhar com os donos do esgoto a céu aberto. Mas também pode ter contado a vaidade, sentindo-se mais importante por integrar a estreia do NEWS NOW com estatuto de super vedeta. É que Costa não perde o sono por estar a ajudar a Cofina a ser Cofina, metendo ao bolso parte dos lucros que vêm do sensacionalismo, das campanhas negras, dos assassinatos de carácter, das perseguições políticas, do populismo mediático e de retintos crimes — na quase totalidade dos casos, contra pessoas do seu partido, amigos e camaradas, até familiares. Já o fez antes, quando era presidente da câmara de Lisboa, e ao tempo ninguém tugiu nem mugiu no PS e arredores.
A sua decisão de apoiar criminosos, oferecendo-lhes o seu currículo e reputação para usufruto comercial, tem um inevitável impacto ético e político. Por um lado, dado ele ter sido um dos melhores primeiros-ministros na dimensão da responsabilidade para com a comunidade, trai e desonra o seu passado de estadista e de líder do mais importante partido democrático em Portugal. Por outro lado, visto não mostrar qualquer embaraço ou dúvida acerca do que está em causa, espalha um sentimento de desconfiança e descrença nos representantes políticos que julgávamos estarem no bastião da defesa do Estado de direito, da democracia, da decência e da liberdade.
Quando um cidadão qualquer é alvo de difamações e calúnias, sendo o dano ainda maior por se usarem as páginas e ecrãs do mais poderoso grupo de comunicação social português, há graves consequências para a sua vida. Pode perder dinheiro, pode perder o bom-nome, pode perder a saúde, e perde fatalmente liberdade. Ver Costa, de novo, ao serviço desses pulhas deixa um gajo profundamente triste e pessimista.
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Dominguice
O conceito de Estado de direito democrático não costuma ser discutido à mesa do café ou em táxis. Também é raríssimo que entre nas conversas de família no Natal, em casamentos ou nos baptizados. É fácil de perceber porquê, ele requer uma literacia histórica e política que escasseia na população. O povo quer é tratar de si e dos seus, não tem disponibilidade para pensar. Partidos à esquerda do PS não se entusiasmam com a noção e defesa do Estado de direito, e até o podem ver como mais um braço do imperialismo capitalista. Partidos à direita do PS só se agarrariam a ele furibundos caso estivessem a ser prejudicados nos seus direitos. Como são, há décadas já, os socialistas as quase exclusivas vítimas dos crimes na Justiça e na imprensa, a direita portuguesa opta por aproveitar as oportunidades e alinhar com o assalto à cidade através do berreiro, do veneno e dos silêncios.
A ironia trágica é a de ser a lei o instrumento que melhor defende os mais fracos. Sem lei democrática — portanto, sem direitos — reina sempre, sempre e sempre a outra lei. A do mais forte. A da selva.
Nas muralhas da cidade
«Podem existir dúvidas legítimas sobre se tais escutas deviam ter sido autorizadas e se deviam ter sido transcritas e interpretadas, uma vez que não têm qualquer relevância criminal nem integram qualquer processo de justiça. Porém, não há qualquer dúvida de que não podiam ser divulgadas e que a sua difusão constituiu um crime, uma vez que, para tal, a lei exige o consentimento dos intervenientes nas conversações gravadas e transcritas. Pessoalmente, não tenho dúvidas de que a sua divulgação, tal como em outros casos recentes de matérias à guarda de instituições de justiça, cumpriu objetivos meramente políticos e mediáticos prosseguidos de forma ilegal e ilegítima.
Quem são os responsáveis por tal crime, tipificado na Constituição e no Código do Processo Penal? Teremos de aguardar os resultados de um inquérito, mais um, que a procuradora-geral da República diz ter mandado abrir. E segue, como se nada fosse, ignorando que um caso tão grave não permite que os cidadãos confiem na justiça, na sua capacidade de os proteger, de garantir que as informações que tem à sua guarda estão seguras, não circulam, não são dadas nem vendidas, não são usadas para fins políticos ou mediáticos.»
Estado de pulhice
Exactissimamente
“É chocante”. Lista conjunta com Chega para Conselho de Estado provoca desconforto no PS
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NOTA
Ontem preparei a publicação do texto que Ascenso Simões tinha escrito no Facebook, o qual foi notícia (como no exemplo acima). Hoje, esse texto já não existe.
Se alguém encontrar uma explicação, agradeço que a partilhe.
A Cofina tem o regime na mão
Lapidar
«Para Lacerda Sales, as conclusões do relatório que apontam para a marcação da consulta por parte da secretária de Lacerda Sales “é uma tentativa de corresponder à pressão mediática da comunicação social, que hoje se propõe a tudo menos ao prosseguimento da sua função — a busca e apuramento da verdade”.»
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