“Para acabar com esta ofensiva sem precedentes e para uma política alternativa patriótica e de esquerda, a CDU diz ao povo português que está em condições de assumir todas as responsabilidades que o povo lhe queira atribuir, seja nas autarquias, seja na Assembleia da República, seja mesmo como Governo”, assegurou o líder comunista.
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Se existisse imprensa em Portugal
Se existisse imprensa em Portugal, tanto aqueles que realizaram, como aqueles que apoiaram, como aqueles que exploraram, e ainda aqueles que se calaram, todos seriam questionados a respeito das declarações de Noronha do Nascimento, a que se devem juntar as de Pinto Monteiro, que nos revelam como se fez um dos dois golpes de Estado tentados no Verão de 2009. E pelas respostas obtidas ficaríamos imediata e absolutamente esclarecidos quanto ao grau de pulhice de cada um dos interrogados.
Este caso – Atentado contra o Estado de Direito: “Vou jantar, estou estoirado, vou dormir“ – deixou a direita histérica e em modo de linchamento colectivo. Valia tudo, estávamos no nível anterior ao de uma intervenção militar para o mesmo objectivo. Mas colhe recordar que sem a cumplicidade da esquerda tal não teria sido possível, ou, no mínimo, não teria sido possível deixar os responsáveis sem qualquer punição e a continuarem durante 2010 a aproveitar-se dos danos causados – não foi, Pacheco? não foi, Semedo? – chegando os efeitos difamatórios e caluniosos às eleições de 2011.
Se existisse imprensa em Portugal também existiriam decência e coragem em Portugal. Não existem, pela simples, oh tão simples, razão de ser impossível que um país se pretenda digno sem se querer justo.
E se Cavaco e Passos forem os nossos melhores?
Passos conseguiu vencer os cavaquistas à segunda tentativa e conquistou o partido literalmente sem saber ler nem escrever. Depois, bastou-lhe aproveitar o trabalho feito desde 2008 pela onda caluniadora e conspiradora do tandem Manela-Pacheco. O homem invulgar até nas vírgulas do programa do PSD mentiu e aldrabou esfuziante nos espaços entre as letras das promessas eleitorais que despejou capitosamente. Mas chegou lá, manda nisto.
Cavaco planeou derrubar um Governo e derrotar um partido através de uma aliança estratégica com o laranjal e fazendo uso de forças judiciais e mediáticas corruptas que produziram abundante material para as campanhas negras. Tendo causado o maior escândalo que se pode associar à Presidência da República, foi reeleito e de imediato, numa sessão solene e no Parlamento, abriu uma crise política no pior momento possível para o interesse nacional. Ele estava lá, manda nisto.
Constatando a passividade reinante na sociedade – onde PCP, BE e sindicatos não mostram sequer metade da energia despendida nas gloriosas lutas contra os terríveis socialistas, pese a situação actual ser duas ou dez vezes mais grave – e observando em Cavaco e Passos o sistemático derrube de um respeito módico pelo povo, pela Constituição e pelo regime construído nas três últimas décadas, a conclusão só pode ser uma: eles são os grandes, os intocáveis, os supremos vencedores.
Há que começar pelo princípio: Passos e Cavaco têm todo o direito à sua visão para Portugal, qualquer que ela seja e admitindo que tenham alguma; ambos ganharam actos eleitorais legítimos; não se conhece nenhuma personalidade portuguesa com poder político para lhes fazer frente. Ora, à luz destas evidências, talvez seja um erro continuar apenas a registar a vergonha que se sente por ver o País entregue às duas decadentes e inanes figuras; e logo nesta altura do campeonato internacional, tragédia completa. Talvez uma explicação mais larga e profunda para este tempo nos obrigue a um triste confronto com a realidade, esta: a de que somos piores do que Cavaco e Passos – exemplos notáveis do sucesso pessoal sem constrangimentos morais, da conquista do poder pelo poder, do triunfo político contra tudo e contra todos.
Os maus selvagens
Exactissimamente
Nunca disseste verdade maior
Um dia triste para os ranhosos e os imbecis
Não será melhor entregar a administração da Justiça ao “Correio da Manhã”, ou à JSD, de modo a evitar que mais um xuxa consiga escapar ao merecido castigo?
Ministério Público pede absolvição dos arguidos do processo Taguspark
Daniel Bessa explica o “sucesso”, mas não assume
Mas não assume a sua parte de responsabilidade, ou a responsabilidade dos interesses que defende, no facto de Portugal ter sido levado em Março de 2011 para essa situação onde 99% dos investidores do Mundo não podem comprar dívida nacional por causa do rating da República. A seu lado, Lobo Xavier, um dos mais poderosos cavalheiros de indústria da nossa oligarquia, confirma e celebra o diagnóstico.
Perguntas simples
Cineterapia
É uma das frases feitas já não se sabe por quem essa de que os publicitários pavoneiam conseguir vender políticos aos eleitores com a mesma facilidade, ou as mesmas técnicas, com que vendem sabão aos consumidores. Colhe lembrar que as frases feitas nunca o teriam sido caso fossem irredimíveis e completos disparates. Esta na berlinda é um completo disparate, sim, mas não dos irredimíveis. Há nela a mesma verdade que se encontra na ideia de que uma costureira pode fechar feridas de guerra com o mesmo jeitinho e à-vontade usado para fazer bainhas em calças de ganga.
A publicidade é alvo de uma antipatia ideológica que a vê como braço armado do capitalismo – portanto, do imperialismo – ou do consumismo – portanto, do capitalismo – ou da alienação – portanto, do consumismo. E por aí fora. Extremidades de esquerda e de direita podem convergir no mesmo anátema, causticando a modernidade e suas modernices na forma dos simpáticos e apatetados anúncios. E uma das maiores críticas que muito boa gente faz à indústria dos reclames é a de ela criar necessidades, de influenciar a sociedade através da geração de carências. Ora, estaria tudo muito certinho não fora dar-se o caso de ser inconcebível uma indústria publicitária desligada de uma cultura, uma economia e uma moral – ou várias.
O publicitário é um especialista em antropologia prática. O seu talento depende de saber um pouco de tudo e de tudo um pouco. No mesmo dia pode ser desafiado para entender de rajada o problema de um refrigerante, de um banco ou de um preconceito. Em qualquer um deles será julgado pela relevância, originalidade e eficácia da sua solução. E a qualquer momento corre o risco de ser descoberto como a fraude que, inevitavelmente, ele é. Mas, enquanto durar o simulacro de talento, o publicitário consegue tocar sete instrumentos e animar a dança dos felizes gastadores.
Eis um filme que nos conta a história de um publicitário que usou a sua arte manhosa para conseguir uma extraordinária vitória política. Esta é a superfície da obra. No seu fundo, outros são os seres que encontramos: a ambiguidade de todos os poderes, a violência como expressão da estupidez, o amor a puxar pela coragem, a liberdade como o mais belo triunfo da criatividade.
Espero que este anúncio faça de ti um fatal consumidor deste apetitoso e saudável produto. E tão barato que ele está, quase dado.
Gaspar, escuta
Compravas um carrinho a este gajo? Refiro-me a um carrinho de linhas
– O que é que o diferencia do PS?
– Desde logo, duas matérias evidentes. A primeira é que o PSD nunca exercerá o poder em Portugal para com incompetência fazer as famílias, os funcionários públicos e as empresas pagarem por uma crise que é originada pelo excesso de peso do Estado e em que os governos não atacam a gordura do Estado. Este é o primeiro aspecto crítico: os Estados e os políticos só têm moral para impor sacrifícios aos cidadãos quando atacam a gordura do Estado. O segundo aspecto é que precisamos de voltar a crescer do ponto vista económico. Sem uma estratégia económica, não é possível voltamos a crescer – e isso nós temos e o PS não tem.
– Se fosse primeiro-ministro, não estávamos hoje com as calças na mão, a impor mais um plano de austeridade porque o Estado não cortou onde era necessário.
– Estamos com as calças na mão?
– Com certeza. Há outra explicação para o governo e para o primeiro-ministro, que andou repetidamente a dizer que não era preciso mais nenhuma austeridade, que todo o desempenho orçamental estava a ser histórico e excelente, de repente aparecer a dizer que precisa de cortar nas pensões para garantir os objectivos? Mas então os objectivos não estavam todos garantidos?
– Se for governo, também vai ter de adoptar medidas de austeridade…
– Claro que vou. Mas o que posso garantir solenemente é que não será com certeza à custa das pensões nem dos reformados que têm pensões mais degradadas.
Passos, mostrando de que é feita a direita portuguesa, Março de 2011
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Sábias palavras
“Tenho dito várias vezes que um Governo precisa de ter um apoio forte para tomar medidas de emergência que não são populares, mas as medidas têm de ter um grau de justiça, no dia em que deixam de ser justas ou tomadas como justas pela sociedade passam a ser ilegítimas e não são aceites”, afirmou o líder social-democrata, Pedro Passos Coelho.
Numa intervenção muito dura e crítica, o líder do PSD sublinhou que não vale a pena o executivo liderado por José Sócrates dizer que apenas está a propor mais medidas de austeridade por “uma razão de precaução”, pois ninguém congela pensões de 200 euros e “põe um país a pão e água por razão de precaução”.
“Chegámos ao fim, isto não pode continuar assim”, acrescentou, recusando ser “farinha do mesmo saco” do executivo. Insistindo que “a peça de teatro acaba aqui”, o líder do PSD recusou que se acene com o “papão da bancarrota”.
“Não precisamos de acenar com papão bancarrota”, sustentou, salientando que “ou o Governo faz o seu trabalho ou deixa que outros o façam”, porque “não vale a pena fingir mais”.
Nacional-parolismo hilariante
O Nuno Rogeiro até vai mandar foguetes
Que não haja ilusões
Tendo em conta estas exigências, que se irão prolongar por muitos anos, o País não pode afastar-se de uma linha de rumo de sustentabilidade das finanças públicas, de estabilidade do sistema financeiro e de controlo das contas externas. A não ser assim, seríamos obrigados, se as instituições internacionais estivessem na disposição de o fazer, a um novo recurso à ajuda externa, e dessa vez, muito provavelmente, em condições mais duras e exigentes do que aquelas que atualmente tantos sacrifícios impõem aos Portugueses.
Que não haja ilusões.
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A escolha não é, portanto, entre austeridade e ausência de austeridade. É entre o cumprimento, com uma estratégia consolidada de curto e médio prazo, e o incumprimento que teria como provável desfecho a saída do euro com consequências catastróficas para todos, sobretudo para a classe média e para aqueles que estão mais vulneráveis.
Temos de ter a coragem para resistir às falsas promessas e às ilusões que tempos como os que estamos a viver fazem crescer.
Passos, o Carniceiro de Massamá
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Pode uma sociedade aplaudir um plano para espiar um primeiro-ministro através de polícias e magistrados e com esses recursos passar a emporcalhá-lo no espaço público e, por fim, ainda o tentar levar a tribunal com acusações inventadas só para o atacar politicamente? Que tipo de país será esse que permite tamanha violação do Estado de direito?
Pode um Presidente da República promover uma conspiração para influenciar resultados eleitorais e não sofrer qualquer tipo de penalização, antes conseguindo a reeleição sem que tivesse sido confrontado pelos restantes candidatos presidenciais ou jornalistas a respeito da sua responsabilidade no caso? Que tipo de país será esse que permite tamanha violação da Constituição?
Pode um partido boicotar o acordo de um Governo minoritário com a Europa que garantia condições especiais de financiamento alegando que esse acordo trazia sofrimentos inadmissíveis e depois, assim que toma o poder, esse mesmo partido começar a multiplicar por dez ou cem esses mesmos sofrimentos que amaldiçoou? Que tipo de país será esse que permite tamanha violação do contrato eleitoral?
A direita domina por completo esse tal país, possuindo o poder político absoluto, o poder económico-financeiro maioritário e o poder mediático mais importante. Mas não lhe chega, ainda precisa das forças estrangeiras. Depois de ter trabalhado incansavelmente para que Portugal perdesse a soberania e o respeito próprio, agora a direita utiliza essa desgraçada situação para chantagear a população. Diz que a nossa vidinha pode ser ainda pior e muito pior. Ameaça com novas desgraças e bíblicas catástrofes. Tudo o que prometeram e juraram até às eleições presidenciais e legislativas é esquecido e contrariado pelo programa radical de empobrecimento em curso. Nada os inibe, nada temem. Assistimos à grande vingança contra o povo que sonhou conseguir diminuir as desigualdades.
O que está a acontecer nesse infeliz país seria impossível de ver se a direita não tivesse tido o caminho aberto pela cumplicidade da esquerda. Que não haja ilusões.

