Quando é que a oposição tenciona voltar de férias?
Todos os artigos de Valupi
Verdade, credibilidade, transparência, competência & etc.
Governo apresenta “menu discriminado” de reforma do Estado até Fevereiro de 2013
Executivo não foge às suas responsabilidades, garante Passos Coelho, e vai mostrar até ao sétimo exame da troika o cardápio daquilo que considera ser uma “reforma profunda do Estado”.
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Cortes na despesa revelados após autárquicas
A próxima avaliação do memorando só estará pronta depois das eleições. Definirá os cortes na despesa pública – e portanto os cortes nas pensões de reforma.
A Cinemateca devia fechar, e quanto mais cedo melhor
Portugal colocou no Parlamento e no Governo aquelas pessoas que se propunham acabar com as “gorduras do Estado”. As gorduras consistiam nos salários, nas pensões e nos apoios sociais para a classe média e para os mais desfavorecidos, mas a gente séria atrapalhou-se na campanha eleitoral e só teve pachorra para nos explicar que os tecidos adiposos já marcados para a extracção eram apenas aqueles pendurados nos corruptos dos socráticos, e que o País ia sentir um enorme alívio ao ver-se livre desse peso e dessas vergonhas. Felizmente, assim que as tais pessoas agarraram o pote, a sua memória atinou e começaram de imediato a cortar a eito onde havia banha da boa. Hoje, o sucesso é retumbante. Estamos numa espiral de crescimento, ora aumentando mais a pobreza e o desemprego, ora menos, mas infalivelmente a crescer pelo caminho certo. O único. O certo, portanto. E por tanto.
Também não consta que essas pessoas frequentem a Cinemateca ou tenham interesse por qualquer uma das suas actividades museológicas. Na Cinemateca não se ganha dinheiro nem dá para fazer compras de jeito. Outra situação aborrecida na Cinemateca é a alta probabilidade de se cruzarem com socialistas, pelo que o melhor é nem lá porem os bem calçados pezinhos. Daí acharem que as suas salas estão sempre vazias ou, enfim, que não estão sempre cheias. O que acaba por ser o mesmo. É o mesmo porque a cabeça destas pessoas é simples, daí serem tão rápidas a pensar. O mecanismo mental é o seguinte: o mundo foi criado só para quem tem dinheiro do seu, venha lá ele donde vier. A partir deste invencível axioma, o qual subsume tudo o que estas pessoas com estas cabeças conseguem elaborar à volta do que seja o liberalismo-que-odeia-socialistas-e-tem-nojo-do-Estado, é lógico que a Cinemateca deve fechar se não passa de mais um coio de pobretanas armados em ricos com o dinheiro da gente séria.
Confesso que o encerramento da Cinemateca me encheria de satisfação. Como regular frequentador, tendo lá vivido dezenas das minhas mais luminosas paixões cinéfilas, ficaria especialmente agradado com o simbolismo do seu fim neste tempo em que os pulhas e os broncos tomaram conta disto. Até porque, sejamos honestos, quem precisa de estar a dar três euros e tal por um bilhete na Cinemateca quando temos uma esquerda que é uma comédia e uma direita que é um horror?
Para quem é, é a situação ideal
Receitas de vida
Mais uma excelente produção da TSF com a mão do excelente Fernando Alves, começada em 2012. Dois exemplos contrastantes nas personalidades e similares na vocação:
Revolução verde
Mais qualificação, mais rendimentos. É simples de explicar e de entender. Atente-se nas datas:
Investimento de jovens agricultores vale 16% do capital aplicado no sector
Não é só ao povo americano
Everett Briggs, ex-embaixador dos Estados Unidos em Portugal, afirmou que o atual ministro dos Negócios Estrangeiros Rui Machete gastou muito dinheiro na compra de arte francesa quando presidia à Fundação Luso-Americana (FLAD).
Em entrevista ao jornal «i», Everett Briggs, cujas relações com Machete eram pouco pacíficas àquela data, criticou as opções do agora governante, por considerar que enveredou por outros caminhos em vez de promover a diplomacia com os Estados Unidos.
«No meu tempo, a FLAD, cujo objetivo essencial passa por promover laços entre os dois países, gastou fortunas comprando por exemplo arte francesa e publicando um elegantíssimo catálogo da sua flamante coleção… francesa. Não americana», afirmou o antigo embaixador, justificando o facto de as relações com Machete não terem sido sempre cordiais.
«(…) sem diplomacia, admito que era escandaloso. Encontrei-me numa situação em que tive de manifestar o meu desagrado, até porque o próprio governo norte-americano começou a demonstrar apreensão com a reviravolta na gestão das contas da Fundação Luso-Americana», explicou Briggs, afirmando, no entanto, que tudo isso são «águas passadas».
Enquanto ministro, Rui Machete «é uma excelente escolha, uma vez que conhece muito bem os Estados Unidos e tem contactos privilegiados que são importantes nas funções que agora desempenha», defendeu Briggs, que disse que as relações com os EUA não sairão afetadas com Machete como chefe da diplomacia portuguesa: «ao povo americano falta, geneticamente, memória.»
Serviço público
Nós, os estúpidos
A maior parte da comunidade não liga à política. Até foge dela. Daí tantos alimentarem uma larvar ou infecta repulsa por todo e qualquer um que a faça, essa porca e essa puta (pois é, o machismo bronco anda de mão dada com o bronco populismo). Estes infelizes estão cheios de histórias para contar, que relatam de baba a escorrer pelos cantos das beiçolas, daquele e do outro que roubaram, fizeram, aconteceram… e voltaram a roubar. Outros vivem-na como um conflito identitário, mergulhados na infernal defesa do que julgam ameaçado pela alteridade. São os sectários e os fanáticos, e também os oligarcas (os de posses ou os de delírio). Outros não possuem as condições cognitivas, intelectuais ou morais para sequer acederem aos conceitos primeiros inerentes à actividade política – pense-se nos imaturos, nos analfabetos, nos alienados. Finalmente, os doentes, com mais e pior para pensar.
Os partidos, mesmo os que utilizem sofisticadas métricas demográficas, não falam para esta mole tão díspar como ubíqua. E por evidentes razões. Como despertar o interesse a quem não está disposto a ouvir-nos? E ainda antes: que dizer a um conjunto definível pela ausência de mínimos programáticos comuns? Em vez desta missão impossível, os partidos discursam para um eleitor que representa quem eles melhor conhecem: as suas próprias e mui estimadas pessoas mais os respectivos grupos de pertença. Por isso, nesse fatal egocentrismo, os oradores tentam derrotar os adversários através do aumento dos decibéis e da exposição de caras feias, não pela curiosidade que gera confiança, e cuja confiança aumenta a curiosidade pela diferença. Regista-se a mesma disfunção que leva um jogador de futebol a ofender e ameaçar um árbitro para que ele volte atrás no que decidiu, embora não haja notícia de alguma vez isso ter acontecido a não ser em jogos da distrital sem policiamento. Os políticos contentam-se com as palmadinhas nas costas dadas pelas suas claques após os espectáculos, rendidos à evidência de que não se pode remar contra a maré se a ideia for a de querer chegar a algum lado.
Universidades, imprensa de opinião e organizações civis variegadas não oferecem soluções, alternativas ou esperança. Aceita-se fácil e confortavelmente o marasmo por ser previsível, uma constante produção de irrelevâncias. Atenção: não se trata de considerar irrelevante o que os partidos apresentam e o que os políticos defendem ou atacam – irrelevante é o resultado do debate político usual, por ser mecânico, por ser estéril. Estaremos, portanto, condenados à estupidez que consiste em fazer da política uma guerra civil? Sim. Será uma guerra enquanto existirem hierarquias de poder social e financeiro geradoras de desigualdades económicas, algo que não consta estar para acabar nos próximos dez mil anos. Mas poderá ser uma guerra menos estúpida. Se começarmos por tratar de nós. Nós, os estúpidos.
Revolution through evolution
Battered Dogs Get More Empathy Than Battered Adults
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White People Support Academic Meritocracy When It Benefits Them, Study Suggests
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Cultural Mythologies Strongly Influence Women’s Expectations About Being Pregnant
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Is Solar Suburbia the Way to Power Modern Cities?
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Your Thoughts Can Release Abilities Beyond Normal Limits
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Drinking coffee linked to lower suicide risk in adults
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High Debt Could Be Hazardous to Your Health
Bela ideia, belo vídeo
Querem impostos mais baixos? Então, abaixo a Constituição
«Tudo é pressão, mas esta pressão no sentido do aviso, é legítima», acrescentou este ex-líder do PSD, que entende que o Tribunal Constitucional estará a fazer um «bloqueio» ao se opor à redução de salários e, ao mesmo tempo, à redução de pessoal.
No seu espaço de comentário na SIC, Marques Mendes defendeu que, no caso de o Tribunal Constitucional se opor a estas duas questões, estará a impedir que o Governo faça uma redução de impostos.
«Hoje há um clamor nacional no sentido de baixar impostos. Para baixar impostos é preciso diminuir despesa e para diminuir despesa é preciso fazer um de dois cortes: reduz salários ou reduz pessoal», lembrou.
Marques Mendes considerou ainda que no Governo nem enfrenta tanto o problema de ter de cumprir a Constituição, mas sim o da «interpretação» da Lei Fundamental por parte do Tribunal Constitucional.
Temos o que merecemos
Passos Coelho, que falava três dias depois de o Presidente da República ter enviado para o Tribunal Constitucional para fiscalização preventiva o diploma do Governo sobre a requalificação da função pública, lembrou que no passado os juízes do Palácio Ratton ‘chumbaram’ medidas propostas pelo executivo, o que obrigou a aumentar impostos.
“Já no passado alguns desses riscos se materializaram e não foi fácil ultrapassá-los, obrigou-nos a aumentar os impostos que era uma opção que não queríamos tomar”, recordou. Em outros casos, continuou, o Governo foi obrigado “a fazer um processo acelerado e concentrado de redução de efetivos ao nível da administração”.
O acesso mental à Internet continua com falhas graves
Algumas das identidades que o fim do anonimato nos comentários no Público permitiu descobrir:
Fenchurch St.
du Bocage
Misantropo
incorporeo
Minhoto
guza
Sam the Squid
Don Draper
calvino em queda
Ceci n’est pas une nick
rls
Viana
Ana A
Tozinho
Achille Talon
cisteina
Inzébio
Luisa
Fidel Castro
Strelok
Mario
Klassified
Santo Ananás
92*******
Exactissimamente
Uma lição de política
Para quem é
Casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão. A atmosfera pública está em carne viva: qualquer notícia provoca apoios arrebatados ou acusações iradas. A execução orçamental no 1.º trimestre de 2011 não fugiu a este clima. Segundo os valores agora divulgados, as receitas cresceram 15% e as despesas caíram cerca de 4%, o que nos dá um quadro mais favorável do que é necessário para reduzir em 5600 milhões de euros o défice público para 4,5% do PIB em fins de 2011. Não é de espantar que os economistas ligados a partidos da oposição afirmem não acreditar no apurado superavit de 432 milhões, entre Janeiro e Março deste ano, acusando reiteradamente o Governo de instrumentalizar os números da execução orçamental e de ocultar outros buracos, escondidos em parte incerta.
Editorial do DN, Abril de 2011
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Um fenómeno curioso, talvez universalmente inevitável, consistiu – e continua a consistir – na observação da troca directa de argumentário quando se passa da oposição para o Governo. Por exemplo, assim que o PSD venceu as eleições, saiu um cartaz da JSD a apelar à união de todos os portugueses no contributo para a nova governação. Esta mesma JSD, até às eleições de 2011, afiançava que parte desses portugueses era corrupta e outra parte servia esses corruptos por vício moral ou defeito intelectual. Por exemplo, aqueles que alimentaram a indústria da calúnia na comunicação social, e que instigaram ao ódio com furioso entusiasmo, passaram a queixar-se da imprensa por esta ousar não estar de acordo com o estupendo Executivo de Passos aqui ou ali. Agora, e é apenas outro exemplo entre tantos, os mesmos que ficavam deprimidos e desvairados com alguma notícia positiva para Portugal durante a governação de Sócrates, de imediato a carimbando como mentira mesmo que viesse de entidades europeias, aparecem agora à janela com os melhores fatos de domingo a dar lições de patriotismo ortodoxo.
Se este segundo trimestre ainda fosse de recessão, as razões que PSD e CDS agitariam eram as da cassete: Sócrates, a bancarrota, o Tribunal Constitucional, o azar da situação europeia. Como aconteceu uma retoma na Europa, uma travagem judicial na austeridade celerada e o factor Galp, o laranjal congratula-se, solta demagogias para cima dos empresários portugueses e falácias para dentro das vítimas da sua incompetência e irresponsabilidade.
Mas, sim, para quem é, é o suficiente.
Calma, portugueses!
O ministro da Presidência, Marques Guedes, afirmou esta quarta-feira que os números sobre o PIB divulgados hoje pelo INE «consolidam a ideia de que o caminho traçado dá sentido aos esforços dos portugueses», mas alerta que «é preciso prudência».
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Prudência. Cautela. Tino. Cabeça fria. O Governo não quer que 1 milhão de desempregados, mais 3 milhões e meio de reformados, fora os restantes milhões de empresários e empregados cujos rendimentos foram reduzidos além-Troika, entrem de imediato num carnaval de esbanjamento e deboche só porque o INE confirmou que o País está 2% mais pobre do que estava no ano passado por esta altura. Esses festejos poderiam ter consequências calamitosas para a imagem de Portugal junto dos mercados, já para não falar nas poucas-vergonhas e consequente aumento da natalidade que poderiam advir de tanta imprudência.
O Governo anuncia que está no caminho certo, que isto de ter o primeiro-ministro mais incompetente do regime democrático a ser levado ao colo pelo Presidente da República mais rancoroso e hipócrita de que há memória viva é a fórmula do sucesso. Veja-se como o plano de se fazerem Orçamentos inconstitucionais de rajada, e de manter um ministro das Finanças demissionário durante 7 meses só para vê-lo bater com a porta com tal estrondo que toda a palhota desabou, permitiu entregar a governação ao Tribunal Constitucional, assim estancando a demência. Brilhante jogada, nunca antes tentada.
O Governo declara que ainda há muita gordura para cortar, como rapidamente iremos ver, e lembra que também os músculos, os órgãos vitais e até os ossos contêm gordura. É tudo uma questão de perspectiva, de não haver cá pieguices e de se conseguir moer essas porcarias para extrair a gordurinha tão valiosa no estrangeiro. Afinal, nas décadas da opulência socialista e socrática (mas mais socrática, mais socrática) gastámos à louca e à maluca, o que hoje se sabe ter causado a crise económica mundial mais grave dos últimos 80 anos e também a crise das dívidas soberanas na Europa. Portanto, este é o tempo para pagar essas facturas, como a gente séria tem repetido.
O Governo pede às portuguesas para começarem a sair à rua com um xaile na cabeça e pede aos seus maridos para estarem de regresso a casa antes das 9 da noite. Nos casos em que haja portuguesas sem marido, é favor tratar de arranjar um, rapidinho. Quanto às crianças, a receita é a mesma: prudência, muita prudência.