Temos o que merecemos

Passos Coelho, que falava três dias depois de o Presidente da República ter enviado para o Tribunal Constitucional para fiscalização preventiva o diploma do Governo sobre a requalificação da função pública, lembrou que no passado os juízes do Palácio Ratton ‘chumbaram’ medidas propostas pelo executivo, o que obrigou a aumentar impostos.

“Já no passado alguns desses riscos se materializaram e não foi fácil ultrapassá-los, obrigou-nos a aumentar os impostos que era uma opção que não queríamos tomar”, recordou. Em outros casos, continuou, o Governo foi obrigado “a fazer um processo acelerado e concentrado de redução de efetivos ao nível da administração”.

Demagogia triunfante, completo desaforo

9 thoughts on “Temos o que merecemos”

  1. Deus me perdoe, mas isto parece tudo combinado: o INE, o PR e Passos no Pontal. A mensagem que se faz passar é clara como a água e não vai ser possivel desmontá-la, porque toda a comunicação social é “amiga” e perfeita correia de transmissão: tudo está a ir lindamente, o sucesso à vista, mas o Tribunal Constitucional é travão maldito na corrida em direcção ao sucesso destas políticas certeiras, é responsável pelo “enorme aumento de imposto”, pelos despedimentos na função pública…
    Ainda por cima, estes demagogos contam com um PS mais amorfo que os ditos amorfos e uma esquerda verdadeira que só levanta a voz “como deve ser” quando a esquerda, a que aceita governar em democracia, está no governo.
    Com tudo isto, vamos assistir, provavelmente, a um esperado suceso eleitoral de Cavaco-Passos-Cavaco nas autárquicas, e Seguro a repetir Portas: “Eu fico”.

  2. O subjacente ao discurso é um “vale tudo o que eu quiser e o TC está a mais” É uma sem vergonhice pegada!
    LIVREM-SE do SEGURO !!!!!!!

  3. estou a ouvir na “antena um” a “vida dos sons” que nos recorda tambem os tempos passados do fascismo em portugal e no mundo.ao ouvir salazar ou marcelo caetano,não consigo descortinar a quem passos coelho, foi buscar a tecnica discursiva.ontem no pontal parece que estava a ouvir a “vida dos sons” tal era o tom” professoral” do orador! não faltou o inimigo, na figura do tribunal constitucional

  4. O ano passado tiveram medo de fazer a festa no pontal.
    Medo do povo, das reacções que este ainda tinha.
    Este ano estão seguros. Segurissimos e com toda a lata que lhes assiste voltam a fazer o vómito de festa no pontal sem que haja a minima perturbação por parte do povo que oprimem e destroiem.
    É verdade. Temos mesmo o que merecemos.

  5. A festa do Pontal, mudou de nome. Parece que agora também é designada pela Festa do Calçadão de Quarteira. Beneficiando da proximidade de Vilamoura, onde por esta época muitos dos notáveis laranjas passam férias. sempre é mais fácil encher o recinto. Contudo a festa, segundo noticiário de ontem da antena 1, não foi de todo pacifica. Os movimentos contestatários ao pagamento das portagens da Via do Infante, envolveram-se em acalorada discussão com os festivaleiros. Desse desaguisado não foi dada nota na quase totalidade da comunicação social. Outra coisa não era de esperar. Alem da proverbial tacanhez discursiva do 1º digo 2º primeiro-ministro na sua diatribe contra o Tribunal Constitucional, nada de novo. É simplesmente o arranque, com mais cheirinho a água de colónia, do circuito da carne assada, que está prestes a arrancar, coma realização das autárquicas. Aguardemos. É pena que o PS com tanta INSEGURANÇA, não consiga almejar um resultado mais SEGURO, nas próximas eleições. Talvez seja benéfico, pois terá de mandar o SEGURO, para um lugar longe e SEGURO, de modo a que não perturbe as legislativas

  6. Alguém deve dizer ao primeiro láparo que, o seu limite discursivo não pode exceder
    os 10/15 minutos senão, acaba em completa contradição e incoerência!
    Facto saliente, para ele não basta uma maioria, um governo, um venerador e faci-
    litador presidente da República … precisa de um Tribunal Constitucional colaborante
    e, que acima de tudo esqueça a Constituição da República, para poder levar a cabo
    a sua “missão” dívina de destruir não só a economia mas, a vida da generalidade dos
    portugueses porque não vivemos num Estado de Direito, antes habitamos em algo
    que se deve comparar a uma qualquer empresa !?!?!?!
    Sim, não pensem que a vida de um CEO de uma média empresa é fácil, para mais a
    críse ainda não acabou … são muitas noites sem dormir apesar do muito esclareci-
    mento que existe dentro da maioria … pois há uma luz lá ao fundo estão a ver ???

  7. gostei de voltar ouvir as palavras da galega dona da zara:” quem veio de onde vim,não pode ser outra coisa senão de esquerda”.quem pensa assim com tanto poder e dinheiro,só pode merecer o nosso reconhecimento e pesar pela sua morte aos 68 anos.em portugal,temos tanto teso sem eira nem beira, a dar vitorias à direita!

  8. O discurso de Passos Coelho é a mesma coisa de sempre; mal escrito, com deficiências de argumentação, em algumas partes quase incompreensível. Via-se, pela expressão facial dos presentes, que a festa não lhes correu de feição. Mas, quanto aos nossos credores, não há qualquer problema; D. João de Castela também nunca exigiu competência nem nobreza de carácter a Leonor Teles. Quanto aos tugas aturdidos, também não há problema: pois logo apareceram os comentadores de serviço a apanhar do chão o leite derramado e a dar-nos, depois, a mistela de leite impuro a beber. Por uma questão se salubridade, sugiro à malta que não engula tais mistelas: dão diarreia.

    Mas, pelo que se ouve, Passos Coelho prepara-se para disparar mais um missil sem os três giroscópios necessários para lhe manter o rumo; são misseis que nunca se sabe onde acertam. O que pretende é fazer uma lei que permite o despedimento sem justa causa dos funcionários públicos. O plano será generalizar depois a coisa ao sector privado, argumentando com a harmonização.

    O que ele vai ter que explicar (e eu espero que os senhores deputados não o deixem fugir sem responder a isso) é como vai enfrentar uma jurisprudência consolidada em milhares de processos judiciais? Não haverá apenas problemas no TC, mas também nos tribunais administrativos, que vão ficar incrivelmente entupidos, durante longos anos, devido aos devaneios legislativos da troika e deste governo. Reunindo toda a coragem de que ainda aparenta dispôr, Passos decreta um sacrifício cujo único (e confesso) propósito é o de aplacar a ira dos deuses a quem jurou obediência. Mas não suja as suas prestimosas mãos com o sangue dos inocentes; nem os seus deuses lhe apertariam a mão, se ela lhes mostrasse do sangue do sacrifício.

    Quando o primeiro-ministro, por fim, constatar que o seu devaneio legislativo falhará o propósito de serenar os caprichos da sua divindade, restará a Passos uma única via: a de resolver o assunto por invocação de Satanás. Poderá pedir ao diabo a dizimação de um número de funcionários públicos e reformados a contento dos credores; mas convém que, depois, não se venha lamentar da pesada dívida que a sua alma contraiu…

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