“Há que manter a confiança e estabilização e o aproveitamento de fatores externos”
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Marcelo afundou-se na completa irrelevância. Tornou-se, para os impérios mediáticos da direita, num familiar incómodo que só diz disparates e inconveniências de muito mau gosto nas festas. Todos fogem agora dele. Injusto? Justíssimo.
Qual a credibilidade de vir apelar à “confiança e estabilização” depois de ter andado perto de um ano a ameaçar semanalmente abrir uma crise política insana e brutal com a dissolução de uma Assembleia com maioria absoluta do partido do Governo, e estando esse Governo no início do seu mandato, e não havendo qualquer alternativa sequer viável quanto mais desejada pelo eleitorado? É que nem os malucos lhe dão razão.
Resta-lhe a Ângela. Uma artista capaz destes números:
“Não seria bom que num ciclo de potencial estabilidade, se seguisse um ciclo formado por mini-ciclos governativos, com fragmentação”, afirmou Marcelo, sublinhando que a sua "preocupação vem desde 2018” mas “está mais evidente”.
O Presidente não explica porquê, mas nas entrelinhas do discurso que levou à plateia de economistas está um óbvio défice de confiança na capacidade de o PSD conseguir liderar uma alternativa de direita estável. Coisa que aponta como vital, até para que não continuem pendentes e a marcar passo dossiés estruturantes para o país.
O Presidente nem precisa de explicar seja o que for. Manda umas patacoadas para o ar e a Ângela, especialista em entrelinhas, trata de publicar a interpretação oficial — devidamente sublinhada a negrito que é para a malta do PSD saber o que anotar e tomar providências. Estão muito bem um para o outro.