Parece uma pergunta absolutamente temporã, dado que o homem mal aqueceu o lugar como secretário-geral do partido e ainda não se cumpriu como primeiro-ministro. Mas a Internet (inventada pelo Al Gore, nunca esquecer) é o ecossistema ideal para este tipo de questionamento que é um hino à irrelevância.
Fernando Medina será um candidato certo, Duarte Cordeiro idem, José Luís Carneiro foi uma excelente surpresa na campanha eleitoral interna, e também Pedro Delgado Alves daria um promissor candidato, eis os nomes que me ocorrem sem gastar uma caloria na análise da paisagem dos recursos humanos disponíveis. Lamentavelmente, não posso pôr nesta lista o Paulo Pedroso.
Ora, esse grupo acima elencado é mais do mesmo, o clube da rapaziada. Para o meu palato, gostava de ver o PS numa qualquer solução hierárquica onde Mariana Vieira da Silva, Alexandra Leitão e Isabel Moreira fossem o núcleo directivo das propostas eleitorais e de um eventual Governo. Marta Temido poderia juntar-se ao trio pelas mesmíssimas razões.
Por serem mulheres? Sim, claro, mas não só nem principalmente. É que também são personalidades políticas brilhantes (exibem alta competência profissional), transmitem confiança ética (possuem, até ao presente, inquestionável integridade) e mostram valentia na defesa do ideal democrático (inspiram os cidadãos a imitarem o seu exemplo).
Há uma outra razão: é que tal situação seria perfeitamente normal. Anormal é continuar sem acontecer.