Nesta entrevista a João Galamba, quais são as declarações politicamente mais relevantes?
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Don’t be a stranger — study finds rekindling old friendships as scary as making new ones
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Low intensity exercise linked to reduced depression
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Exploring brain synchronization patterns during social interactions
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Social programs save millions of lives, especially in times of crisis
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A university lecture, with a dash of jumping jacks
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Unveiling the secrets of Montesinho’s honey: a blend of tradition and science
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Dominguice
A ideia de uma inteligência artificial atingir o ponto da singularidade descreve a hipótese de esse tipo de inteligência se tornar cada vez mais inteligente apenas usando os seus recursos — portanto, não só se tornando independente da humanidade para o aumento das suas capacidades de cálculo como igualmente se tornando incompreensível para essa mesma humanidade. Um buraco negro cósmico é também descrito como uma singularidade dado que a física no seu interior transcende as leis conhecidas sobre a Natureza, os conceitos de espaço e tempo deixam de fazer sentido e uma densidade infinita pode ter um volume zero. Idem para a suposta causa do Big Bang.
Há outras singularidades parecidas mais acessíveis, próximas. Por exemplo, alguém que tenha o hábito de alimentar a sua curiosidade estará, por inerência, a aumentar a sua inteligência. E esse processo pode ser mantido indefinidamente, assim haja saúde. Dá origem a pessoas e situações singulares. Por vezes, ao nascimento de universos.
Aguiar-Branco finalmente livre
O discurso de Aguiar-Branco, nesta quinta-feira 50 anos após a outra, surpreendeu por ser uma bela peça oratória. Bela no conteúdo, fielmente representando a comunidade democrática de outrora e de agora. E belo na forma, começando com forte apelo sentimental e terminando com sapiente e folgada sátira política.
No seu sucesso, este desconhecido talento revela as causas do seu fracasso como político. Aguiar-Branco concorreu para presidente do PSD em 2010, tendo perdido para Passos Coelho numa corrida onde também estava Paulo Rangel. Donde, o homem tinha grandes ambições governativas, que o actual cargo senatorial apenas apaziguarão. Só que a sua derrota para o então jovem Pedro foi justíssima. Aguiar-Branco sempre se apresentou no espaço público como um bimbo, uma máquina de despachar clichés e imitar os colegas laranjas na práxis da baixa política e da chicana. Afinal, tinha dentro dele um tribuno e um patriota.
A decadência da direita é, na essência, isto. Pessoas que optam por esconder a sua decência durante décadas por terem medo das consequências.
Vamos lá a saber
Saudades do Abril futuro
«O que faltou dizer a Marcelo e a Santos Silva é que as ameaças ao tempo, às regras institucionais, à necessidade de uma “respiração pausada” ou ao pluralismo vêm em grande parte do Governo. O caso TAP, a impunidade dos poderosos e o estilo pasmaceiro e complacente de António Costa não justificam a histeria do Chega, que se estendeu a uma parte do PSD e à nova liderança da IL ou à imprensa — a histeria do Bloco é outra coisa. Mas se não responsabilizarmos o Governo pela degradação da política, pela erosão das instituições e pelo consequente fulgor do populismo, estaremos a fugir à realidade.»
Manuel Carvalho, 25 de Abril de 2023
Este fulano, então ainda director do Público, termina com o parágrafo acima mais um dos caudalosos editoriais sépticos despachados ao longo de 5 anos. Porquê ir buscar a sua prosa inane, na solenidade dos 50 anos do 25 de Abril, de que ninguém se lembra nos poucos que a leram, nem o próprio autor? Por causa da liberdade, essa forma de viver que nos humaniza infinitamente.
Passou um ano. O Governo socialista foi alvo de uma golpada judicial, o Presidente da República aproveitou-a para dissolver uma maioria absoluta no Parlamento, as eleições deram ao Chega uma vitória estrondosa em número de votos e de deputados, uma AD de fancaria foi à rasca para S. Bento mostrar a sua encardida incompetência, e o tal Presidente da República, que anda há dois anos a exibir-se como pessoa cognitivamente diminuída, acaba de pedir ajuda urgente do foro neurológico e psiquiátrico. Comparemos com a lista do valente Carvalho: o “caso TAP” (está só a falar do Galamba, vítima de um taralhouco e da exploração mediática e política que se seguiu), a “impunidade dos poderosos” (quais poderosos? qual impunidade? que tinha o Governo anterior a ver com isso?), o “estilo pasmaceiro e complacente de António Costa” (ou seja, a responsabilidade, ponderação e confiança de Costa como governante, a que se junta o seu exímio sentido de Estado). É isto que tem o topete de invocar como causas do “fulgor do populismo”. Não contente, ainda lava as mãos ao dizer que a “histeria do Chega” se estendeu à imprensa.
A “histeria do Chega” nasceu na imprensa, a partir de 2004. E teve no Público um dos órgãos mais “histéricos” na promoção do populismo de extrema-direita, logo em 2007, na sequência da OPA falhada que a Sonae lançou à Portugal Telecom. Um dia depois da votação na assembleia-geral da PT, literalmente, José Manuel Fernandes (o qual tinha interesses acionistas na operação da Sonae) iniciava uma campanha negra contra Sócrates, e contra o PS, que nunca mais terminou e a qual apontou aos pilares da República. Em 2009, o mesmo Zé Manel lançou a meias com Cavaco a Inventona de Belém. Em 2013, foram buscar o João Miguel Tavares ao Correio da Manhã, com a ostensiva intenção de lhe dar um palco supostamente mais credível para a sua actividade de caluniador profissional. Ainda em 2019, o bravíssimo Manuel Carvalho inventou isto — Citizen Karvalho — em que chafurda numa alucinada teoria da conspiração lançada pela direita após a crise internacional de 2008, quando os seus bancos começaram a cair. O Carvalho fez uma manchete em que trata Vítor Constâncio como mafioso do que seria o crime do século, mesmo do milénio, em Portugal e na Europa. O pânico celerado, pois não tinham quem fosse competitivo face a Sócrates, deu azo à utilização da Justiça, em conluio com a imprensa, para tentar destruir politicamente os socialistas num inaudito vale tudo, inclusive com recurso a incontáveis e normalizados crimes. O Carvalho vestiu essa camisola, nisso sendo apenas mais um no ecossistema da imprensa nacional que está toda, sem excepção, nas mãos das direitas. O milhão de votos no Chega não seria possível sem o efeito decadente e pestífero produzido pelos jornalistas portugueses com poder editorial, e seus apaniguados, há já duas décadas.
A democracia permite os ataques à democracia. A liberdade que começou com o 25 de Abril, portanto, nunca está plenamente realizada. É por isso mesmo que precisamos de a festejar. Para nos recordarmos do nosso futuro.
24 de Abril sempre
Perguntas simples
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How claims of Anti-Christian Bias can serve as Racial Dog Whistles
Dominguice
Toda a gente, e a gente toda, aplica critérios morais dúplices, tríplices, decúplices. Cúmplices. Quão maior for a recompensa, a ameaça, maior a plasticidade moral. Nem poderia ser de outra forma, sobrevivência oblige. Mas também o amor. Que é o amor senão o viés supremo? Permanecemos indiferentes ou adaptados a essa antropológica hipocrisia porque ela é funcional: permite a entrada nos grupos, e até chegar à sua liderança. Ora, não é possível escapar aos grupos. O anacoreta continua a viver em sociedade, imaginária e ecossistémica.
A justiça, a filosofia e a ciência nasceram dessa mesma gente. Nasceram por causa dos grupos. Mas depois cresceram. Foram para longe. Para onde se pode aprender. Quando não, não há ciência, nem filosofia, nem justiça.
Lapidar
A honra de Galamba é uma hipótese a ter em conta, diz a Relação aos procuradores verdugos
Galamba pode ser só um político preocupado com o interesse do país, diz Relação https://t.co/DkpvT3hpPV não conheço um caso de escutas tão prolongadas . @Joaogalamba foi devassado. Devassado. Não foi ouvido em sede própria. Foi devassado anos a fio. E fez política .
— Isabel Moreira (@IsabelLMMoreira) April 18, 2024
Influencer-mor
É preciso uma pessoa ter muita lata. pic.twitter.com/ogl7qQcWfV
— Luís Paixão Martins (@lpmpessoal) April 17, 2024
À justiça o que é da injustiça
Comem-se vivos
«“A Troika a partir de certa altura percebeu que havia um problema com o CDS. E passou a exigir cartas assinados por Paulo Portas. Eu julgo que ele [Portas] não sabe isto: para impedir uma humilhação do ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, eu obriguei o ministro das Finanças [Vítor Gaspar] a assinar comigo e com ele a carta para as instituições. Assinámos os três. A Troika exigia uma carta só dele. Porque não confiava nele”, garante.»
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Everyday social interactions predict language development in infants
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New study highlights the benefit of touch on mental and physical health
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People make more patient decisions when shown the benefits first
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What do bird dreams sound like?
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Americans are bad at recognizing conspiracy theories when they believe they’re true
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Dominguice
Para além da divisão esquerda-direita em política — a qual, na essência, diz respeito à problemática da desigualdade —, há uma outra divisão que pode, e deve, guiar a nossa atenção e voto: desconfiança-confiança. Ora, quem está no Governo pede confiança, acha que a merece. E quem está na oposição desconfia, acha que é esse o seu dever, sob pena de “não estar a fazer oposição”. Se uma dada força política na oposição tiver a seu favor a comunicação social e partes da Justiça, inevitavelmente irá explorar ao máximo o sentimento de desconfiança até ele se tornar tóxico e golpista. Ou se um dado político seguir a estratégia do populismo de direita, tal implica seguir sistemática e maniacamente tácticas que aumentem na opinião pública a percepção de desconfiança até ao ponto em que tal ponha em causa as instituições da República e o regime.
Os que alimentam a desconfiança são pulhas, é simples e fatal. Quem, estando na oposição, tiver a práxis de espalhar confiança garante que defenderá o bem comum e a cidade se chegar ao Governo — seja de esquerda ou direita.