Arquivo da Categoria: Valupi

Superimpotência

Os Estados Unidos não conseguiram evitar o 11 de Setembro, não conseguem apanhar Bin Laden, não conseguem derrotar grupos tribais no Afeganistão, não conseguem controlar a sua fronteira com o México, não conseguiram regular os operadores bancários, não conseguem resolver o problema do desemprego, não conseguiram nem conseguem impedir a Wikileaks de lhes sacar informação classificada e despejá-la à má-fila onde lhes dá na gana.

Assim se vê como a democracia, para além de ser a pior forma de governo, é também a mais fraca.

Cuidado com o Sol

Deu pouco que falar a denúncia feita pelo Pacheco contra Felícia Cabrita a propósito da sua biografia de Passos Coelho, semanas atrás. Ela é acusada de ingenuidade e displicência. Resultado, segundo o marmeleiro: mentiras e mais mentiras.

Ora, se a Felícia borra assim a pintura ao falar da malta amiga, o que não fará ao tratar das matérias que envolvam os bandidos que nos desgovernam e que a perseguem desaustinados? Talvez se vingue deles recorrendo a uma implacável honestidade intelectual, probidade jornalística e zelo deontológico. Água benta para cima de vampiros.

Seja como for, o conselho do Pacheco é inestimável: resguardem-se nos papéis se não querem ser esturricados pelo Sol.

Ando há 10 anos a dizer isto, só que em português

When you’re in the office you’re lucky to have 30 minutes to yourself. Usually you get in, there’s a meeting, then there’s a call, then someone calls you over to their desk, or your manager comes over to see what you’re doing. These interruptions chunk your day into smaller and smaller bits. Fifteen minutes here, 30 minutes there, another 15 minutes before lunch, then an afternoon meeting, etc. When are you supposed to get work done if you don’t have any time to work?

People – especially creative people – need long stretches of uninterrupted time to get things done. Fifteen minutes isn’t enough. Thirty minutes isn’t enough. Even an hour isn’t enough.

When’s the last time you had three or four hours to yourself to get work done? It probably wasn’t at the office. A phone call, a co-worker tapping on your shoulder or knocking on your door, a required meeting — all the things prevent you from having long uninterrupted stretches of time to get things done. Good work requires thinking, and thinking requires time.

Fonte

Curso rápido de iniciação à espiritualidade – sem contra-indicações para ateus, agnósticos e distraídos

While everyone has a responsability to help the world, we can create additional chaos if we try to impose our ideas or our help upon others. Many people have theories about what the world needs. Some people think that the world needs communism; some people think that the world needs democracy; some people think that technology will save the world; some people think that technology will destroy the world. The Shambhala teachings are not based on converting the world to another theory. The premise of Shambhala vision is that, in order to establish an enlightened society for others, we need to discover what inherently we have to offer the world. So, to begin with, we should make an effort to examine our own experience, in order to see what it contains that is of value in helping ourselves and others to uplift their existence.

*

Chögyam Trungpa
Shambhala: The Sacred Path of the Warrior, 1977-78-84

Curso rápido de iniciação à espiritualidade – sem contra-indicações para ateus, agnósticos e distraídos

But we can be much more brave than that. We must try to think beyond our homes, beyond the fire burning in the fireplace, beyond sending our children to school or getting to work in the morning. We must try to think how we can help this world. If we don’t help, nobody will. It is our turn to help the world. At the same time, helping others does not mean abandoning our individual lives. You don’t have to rush out to become the mayor of your city or the president of the United States in order to help others, but you can begin with your relatives and friends and the people around you. In fact, you can start with yourself. The important point is to realize that you are never off duty. You can never just relax, because the whole world needs help.

*

Chögyam Trungpa
Shambhala: The Sacred Path of the Warrior, 1977-78-84

Génio

O ISEG, do inclinado João Duque, apresentou a seguinte estimativa:

Uma vitória da candidatura ibérica na corrida à organização do Campeonato do Mundo de futebol de 2018 poderá render ao lado português 1000 milhões de euros em receitas indirectas. Os três estádios portugueses, Luz, Alvalade e Dragão, foram construídos de raiz para o Euro2004 e estão prontos para cumprir com todos os requisitos determinados pela FIFA. No mesmo estudo estima-se que Portugal poderá arrecadar quase 800 milhões de euros em benefícios directos, no que respeita a receitas turísticas (quase 100 milhões) e valorização da imagem do país (cerca de 700 milhões). Em outros benefícios associados ao Mundial2018, entre eles impostos, emprego ou mercado publicitário, o ISEG prevê que a parte portuguesa poderá arrecadar mais de 300 milhões de euros. “Os benefícios directos para o país, ao nível do seu relacionamento com o exterior, são extremamente positivos e superam em muito eventuais e ligeiros investimentos”, destaca o relatório do ISEG.

Fonte

__

Um concidadão que assina Miguel Noronha, autor num blogue ao pé do qual as funerárias passam por dionisíacos antros de diversão, citou-me sem me citar; prática oligárquica que faz as delícias da pseudo-direita nacional. Mas esse não é o problema, estou é preocupado com o que ele diz – e diz isto: que os estádios do Porto, Benfica e Sporting não vão aguentar até 2018, pois não temos os milhões necessários à sua manutenção. Algures, bem antes, serão fechados e deixados ao abandono por falta de uso.

Não ponho em causa o acerto da previsão. Faço apenas um desesperado apelo à governação e à sociedade civil, a que chegar primeiro, para que se aproveite (nalguma coisa ou numa coisa qualquer) este génio da bola.

Curso rápido de iniciação à espiritualidade – sem contra-indicações para ateus, agnósticos e distraídos

The key to warriorship and the first principle of Shambhala vision is not being afraid of who you are. Ultimately, that is the definition of bravery: not being afraid of yourself. Shambhala vision teaches that, in the face of the world’s great problems, we can be heroic and kind at the same time. Shambhala vision is the opposite of selfishness. When we are afraid of ourselves and afraid of the seeming threat the world presents, then we become extremely selfish. We want to build our own little nests, our own cocoons, so that we can live by ourselves in a secure way.

*

Chögyam Trungpa
Shambhala: The Sacred Path of the Warrior, 1977-78-84

Alívio

A máfia russa, recorrendo às suas loiras fatais, capturou as cabeças dos 22 membros do Comité Executivo da FIFA e lá ficaram com o Mundial de 2018.

Trata-se de uma excelente notícia, pois não teremos de levar com o berreiro dos desmiolados a acusarem Sócrates de voltar a dar cabo da economia e do futuro com essa ideia louca de gerar receitas – muitas, gordas – com os estádios construídos para o Euro 2004.

É o próprio a explicar

Esta equipa está a aprender a jogar com o resultado.

Paulo Sérgio

__

7 meses após ter sido anunciada a sua contratação, o actual treinador do Sporting constata que os seus rapazes estão a aprender alguma coisa: a jogar com o resultado. Só nos resta então esperar, aos sócios com as quotas em dia como eu, que o próximo treinador ensine a equipa a jogar com a bola.

Curso rápido de iniciação à espiritualidade – sem contra-indicações para ateus, agnósticos e distraídos

Warriorship here does not refer to making war on others. Agression is the source of our problems, not the solution. Here the word warrior is taken from the Tibetan pawo, which literally means “one who is brave.” Warriorship in this context is the tradition of human bravery, or the tradition of fearlessness. The North American Indians had such a tradition, and it also existed in South American Indian societies. The Japanese ideal of the samurai also represented a warrior tradition of wisdom, and there have been principles of enlightened warriorship in Western Christian societies as well. King Arthur is a legendary example of warriorship in the Western tradition, and great rulers in the Bible, such as King David, are examples of warriors common to both the Jewish and Christian traditions. On our planet Earth, there have been many fine examples of warriorship.

*

Chögyam Trungpa
Shambhala: The Sacred Path of the Warrior, 1977-78-84

Curso rápido de iniciação à espiritualidade – sem contra-indicações para ateus, agnósticos e distraídos

The current state of world affairs is a source of concern to all of us: the threat of nuclear war, widespread poverty and economic instability, social and political chaos, and psychological upheavals of many kinds. The world is in absolute turmoil. The Shambhala teachings are founded on the premise that there is basic human wisdom that can help to solve the worlds’ problems. This wisdom does not belong to any one culture or religion, nor does it come only from the West or the East. Rather, it is a tradition of human warriorship that has existed in many cultures at many times throughout history.

*

Chögyam Trungpa
Shambhala: The Sacred Path of the Warrior, 1977-78-84

E pur si muove

Consta que os seres humanos envelhecem, pelo que teria de chegar a altura em que os obreiros da Revolução de Abril, juntamente com os feitores da Evolução de Novembro, arrumariam as botas. Só que não está fácil, como se viu e vê nas eleições presidenciais de 2006 e 2011, onde os principais candidatos estão desde os anos 40, 50 e 60 no activo, como se viu e vê no PCP, saíram as impurezas democráticas e cristalizou-se o proletariado ditador, como se viu e vê no CDS e BE, agremiações de nano-ideologias que vivem há anos e anos na dependência do marketing de uma única individualidade, como se viu e vê no PSD, absoluta carência de talento político e abundância de vícios a gerar um carrossel de lideranças efémeras, e como se viu e vê no deserto de alternativas partidárias, de que o percurso de Manuel Monteiro e Rui Marques são apenas dois luminosos exemplos.

Resta o PS, actualmente o único bastião da governabilidade, do sentido de Estado e da cultura democrática. É um partido onde coexistem tensões e conflitos internos que são férteis, que aumentam a plasticidade e resistência da sua acção política no Governo e no Parlamento. É também o partido que conseguiu apresentar os deputados independentes mais interessantes e promissores de que há memória recente: Miguel Vale de Almeida, Inês de Medeiros e João Galamba. Ainda por cima, este partido está pejado de candidatos de qualidade à substituição de Sócrates – a qual terá de acontecer mais tarde ou muito mais tarde.

Continuar a lerE pur si muove

O tempo é uma miragem

Este cabrão, de seu nome Eric Sanderson (tradução: Eurico, o filho do Areias), roubou-me a ideia de reconstruir paisagens perdidas, criando-se mapas e imagens com o maior detalhe geográfico, ecológico e fotográfico. E se bem a roubou, melhor a desenvolveu: Welikia Project

Mas prontos. Quero é lembrar à distinta audiência que a malta do TED é bué da inteligente e começou a incluir legendas nos vídeos só para que os povos encontrem ainda mais razões para dizerem mal dos outros povos; como será o caso com aqueles que optarem pela tradução para português do Brasil, a única variante disponibilizada entre centenas existentes numa língua que até se fala em Macau, Goa, Havai e partes de Lisboa.