O que há de mais interessante no fedor que rodeia Mário Crespo – enquanto suposto jornalista que utiliza o seu estatuto profissional para lançar campanhas de assassinato de carácter – é o que tal permite revelar dos critérios políticos e deontológicos de António José Teixeira e de Pinto Balsemão. Sem a anuência destes dois, em especial do patrão, o deboche da porqueira do Crespo não teria sido tolerado.
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Aspirina bué marada
Ficámos bué da tempo sem poder resolver alguns, senão todos, dos maiores problemas da Humanidade. Há cientistas que atribuem o problema a umas chatices no servidor onde o blogue está alojado, mas inteligências ainda mais esclarecidas relacionam o crash com a ida do Álvaro a Madrid, onde explicou que o TGV vai mesmo avançar, claro, até porque eles no Governo não são malucos, mas a coisa tem de entrar muito devarinho e devidamente vaselinada. Será uma tese bué alucinada? Talvez, mas não mais do que aquela que atribuía à construção do TGV para Madrid a responsabilidade pelo défice, pelo desemprego, pela pobreza, pelas doenças, pela demora na restituição de Olivença e pela incapacidade dos clubes de Lisboa para jogarem no mesmo campeonato do Futebol Clube do Porto.
Principium exclusi tertii
Pode ser que PSD e CDS tenham dito a verdade aos portugueses durante a campanha eleitoral. Nesse caso, estas pessoas acreditavam mesmo que a crise económica internacional era um abalozinho e que os mercados deixariam de punir Portugal assim que Sócrates fosse afastado e as obras públicas fossem interrompidas sob a férrea e iluminada mão de um Governo de direita. A sua compreensão dos mecanismos dos sistemas financeiros e da complexidade da situação monetária europeia seria equivalente à dos protozoários. Se a hipótese for válida, estas pessoas são inegavelmente honestas e inacreditavelmente estúpidas.
Pode ser que PSD e CDS não tenham dito a verdade aos portugueses durante a campanha eleitoral. Nesse caso, estas pessoas sabiam que a crise internacional tinha causado tanto o aumento do desemprego como o do défice por toda a Europa e grande parte do Mundo, e sabiam que o problema das dívidas soberanas não era resolúvel pela mudança de cor política do Governo por dizer respeito à arquitectura do Euro. A sua compreensão dos mecanismos dos sistemas financeiros e da complexidade da situação monetária europeia seria equivalente a de todos os analistas, jornalistas e paineleiros. Se a hipótese for válida, estas pessoas são inegavelmente espertalhaças e inacreditavelmente mentirosas.
Não é concebível uma terceira hipótese.
Quem não gosta de frango assado?
Isto é de ir às lágrimas, primeiro a rir e depois a chorar
O ministro reconheceu que existem entre 20 a 40 mil professores que não vão ser avaliados.
Questionado sobre porque é que os professores mais velhos vão ficar de fora do processo de avaliação, Nuno Crato disse que considera que é sobre os outros, que estão a iniciar ou no meio da carreira, que é necessário fazer a avaliação.
Impressionar no emprego, brilhar nos jantares, seduzir em festas
Narcissists Look Like Good Leaders, but They Aren’t
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Small Amount of Exercise Could Protect Against Memory Loss in Elderly, Study Suggests
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Study Reveals That Risk-Taking Behavior Of Women And Men, Adolescents And Adults, Departs From Assumptions Related To Gender And Age
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Research Reveals Genetic Link to Human Intelligence
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Be It Wife Or Girlfriend, When a Man’s Partner Becomes Too Buddy-Buddy with His Pals, His Sex Life May Suffer
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A Change in Perspective Could be All It Takes to Succeed in School
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You Can Count on This: Math Ability is Inborn
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New Anticensorship Scheme Could Make It Impossible to Block Individual Sites
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Study Finds Rise in Sexualized Images of Women
Anorexia política
Tem toda a razão, o País regressou à normalidade
Fazendo uma retrospectiva do último ano, Passos Coelho considerou que hoje, depois das eleições, “o País está mais confiante por saber que os sacrifícios que estamos a fazer e vamos fazer vão permitir virar uma página negra da nossa história”.
Além disso, notou, “o ambiente que se respira é totalmente diferente”. “Não temos a crispação politica que se viveu nos últimos anos em Portugal. Não prometemos o que não sabemos se pudemos cumprir. O País, hoje, regressou à normalidade”.
O belo é difícil
Fernanda Câncio – no texto glória difícil – reflecte sobre a cultura do ódio que assolou em crescendo a sociedade portuguesa de 2007 a 2011. A caixa de Petri analisada é a blogosfera política, um meio que conhece particularmente bem por ser dele a sua maior vedeta (este estatuto é aferido pela quantidade de ataques canalhas e soezes de que tem sido alvo). O facto de alguns dos maiores protagonistas da promoção do ódio contra o anterior Governo terem migrado para o novo Governo só acrescenta relevância à sua nostálgica, ingénua e generosa reflexão.
Coisas que acontecem a quem respeita a tradição
Aspirina marada
Desde ontem à noite que temos tido comentários, e até uma publicação, a desaparecer de cena como danos colaterais por se estar a fazer uma intervenção técnica no servidor. Se alguém deu por si roubado de algum comentário, esta é a singela causa. Não sei se os comentários desaparecidos serão recuperáveis nem quando a situação estará resolvida.
Aforismos para o XIX Governo Constitucional
DN ensina como se faz
Pedradas contra a democracia
Não é possível nesta altura saber quais foram as principais causas da violência que se espalhou por algumas cidades inglesas, será preciso recolher testemunhos dos envolvidos e estudar as suas diferentes dinâmicas psicossociológicas. Uma forte possibilidade, que a variada e surpreendente tipologia dos detidos reforça, é a de ter sido um mero efeito de contágio como o que aconteceu no apagão de 1977 em Nova Iorque, também no auge do Verão. Então, mais de mil e seiscentas lojas foram saqueadas, mais de mil incêndios em edifícios foram registados, quatro mil pessoas foram presas. E, provando que a arte escreve direito por linhas tortas, graças a este selvagem caos nocturno o género musical hip hop saltou para a ribalta devido aos assaltos a lojas de aparelhos electrónicos e instrumentos musicais, cujo material roubado viria depois a servir para espalhar a cultura DJ entre a comunidade negra…
As explicações que associam a violência urbana a condições sociais de pobreza, exclusão e injustiça são inevitáveis. São lógicas. E são preguiçosas. Porque o apelo da violência, a hipnose da destruição, a sede de rapina, o ódio irracional estão inscritos na natureza humana. São comportamentos de todos os tempos, lugares, condições sociais. Alguma esquerda continua a perpetuar a falácia marxista que garantia cientificamente estar para breve a destruição da burguesia, minoritária, às mãos do proletariado, imenso e com a razão da História do seu lado. Estes crentes novecentistas celebram cada montra partida e cada pedrada contra a polícia como sinais divinos da chegada iminente do fim dos tempos. Porém, tal como os primeiros cristãos, ou agora as Testemunhas de Jeová, o atraso na vinda do paracleto obriga a uma constante exaltação semiótica. Daí o fervor com que se entregam à estética psicopata.
A impotência política desta esquerda patética, com a sua retórica furiosa e demente, não é um acaso. É o inevitável resultado de estar em guerra contra a democracia.
Bushismo
Good food for good thought
People who come from a lower-class background have to depend more on other people. “If you don’t have resources and education, you really adapt to the environment, which is more threatening, by turning to other people,” Keltner says. “People who grow up in lower-class neighborhoods, as I did, will say, «There’s always someone there who will take you somewhere, or watch your kid. You’ve just got to lean on people.»”
Wealthier people don’t have to rely on each other as much. This causes differences that show up in psychological studies. People from lower-class backgrounds are better at reading other people’s emotions. They’re more likely to act altruistically. “They give more and help more. If someone’s in need, they’ll respond,” Keltner says. When poor people see someone else suffering, they have a physiological response that is missing in people with more resources. “What I think is really interesting about that is, it kind of shows there’s all this strength to the lower class identity: greater empathy, more altruism, and finer attunement to other people,” he says. Of course, there are also costs to being lower-class. Health studies have found that lower-class people have more anxiety and depression and are less physically healthy.
Upper-class people are different, Keltner says. “What wealth and education and prestige and a higher station in life gives you is the freedom to focus on the self.” In psychology experiments, wealthier people don’t read other people’s emotions as well. They hoard resources and are less generous than they could be.
One implication of this, Keltner says, is that’s unreasonable to structure a society on the hope that rich people will help those less fortunate. “One clear policy implication is, the idea of nobless oblige or trickle-down economics, certain versions of it, is bull,” Keltner says. “Our data say you cannot rely on the wealthy to give back. The ‘thousand points of light’ – this rise of compassion in the wealthy to fix all the problems of society – is improbable, psychologically.”
The ability to rise in class is the great promise of the American Dream. But studies have found that, as people rise in the classes, they become less empathetic. Studies have also found that as people rise in wealth, they become happier – but not as much as you’d expect. “I think one of the reasons why is the human psyche stops feeling the need to connect and be closer to others, and we know that’s one of the greatest sources of happiness science can study,” Keltner says.
Vamos lá a saber
A gramática da puta que o pariu
A nossa amiga edie trouxe-nos este brasileiro castiço. O que aqui diz do acordo ortográfico recolhe o meu apoio.
Mas estamos perante um maluquinho das teorias da conspiração, como há tantos por tantas razões. A seu favor tem a formação intelectual e a graça da sua petulância. Curte:
TERRORISTA NORUEGUÊS FOI TREINADO PELA KGB – OLAVO DE CARVALHO
O catastrofismo como catástrofe
Uma das vantagens do estudo da História, e pode ser apenas pela rama, é a de nos imunizar contra os catastrofistas. Friso o vocábulo estudo, pois há quem utilize a História apenas como tela onde projecta as suas angústias e maldições. Estes não estão a estudar, estão a consumir estupefacientes sob a forma de historietas mal contadas e pior entendidas. Utilizam o passado para antecipar o futuro, assim provando que lhes escapa o presente.
A História consiste na colecção universal das catástrofes de que há memória e indício. Como as alterações ecológicas no século XXI. Como as Guerras Mundiais no século XX. Como a escravatura nos séculos XVI, XVII e XVIII. Como a colonização do Novo Mundo. Como a Peste Negra. Como a queda do Império Romano. Como o incêndio da Biblioteca de Alexandria. Como a destruição dos meios de subsistência na Ilha da Páscoa. Como a extinção dos mamutes pela caça. Como o adeus aos dinossauros à pala de um asteróide maiorzinho. Está-me a faltar alguma? Ah, o Big Bang, essa explosão do caraças que inquestionavelmente resultou de alguma coisa ter corrido mesmo, mesmo, mesmo muito mal mesmo. Logo, conclui-se que nós somos o belo fruto destas catástrofes. Ter medo delas é como ter medo dos próprios pais.
O catastrofista não é só um inútil, é também um peso-morto e um empecilho. Possuindo entranhada até à medula a arrogância dos ignorantes, permanece incapaz de aprender seja o que for. Para ele, aprender seria mudar, e mudar seria desaparecer. Por isso persegue furibundo aqueles que estudam, experimentam, pensam. São estes os seus inimigos. A possibilidade de o futuro estar em aberto assusta-o de morte, daí a segurança que encontra na catástrofe – a segurança de ter uma certeza. E daí o conforto melífluo e secreto do catastrofista – nada ter de decidir, por nada se responsabilizar.
Estamos rodeados de catastrofistas. Muitos fazem carreira profissional nessa categoria, seja na política-espectáculo ou na falsa religião. Antropologicamente, somos impelidos a dar atenção a quem traz más notícias, pois delas pode depender a nossa sobrevivência imediata. Mas quando as más notícias são apenas a expressão de uma inteligência atrofiada, de emoções descontroladas e de uma vontade débil ou inexistente, os catastrofistas devem ser implacavelmente ignorados ou combatidos. A sua influência é tóxica, os danos que provocam são extensos e prolongados.
Good food for good thought
Dr. Ghaemi looks at the careers and personal plights of figures like Sherman, Lincoln, Churchill, John F. Kennedy, Mahatma Gandhi, and Martin Luther King, Jr,. What Ghaemi uncovers is that our great heroes were neither “normal” nor were they special in the sense of being better, or more perfect, than the rest of us. They often suffered from mental illness, but these afflictions actually proved beneficial by boosting the very traits they needed to excel as leaders during hard times. In the case of Lincoln and Winston Churchill, depressive realism and empathy helped these men tackle both personal and tremendous national challenges. For General Sherman and Ted Turner, mania proved a catalyst for the design and execution of some of their most creative and successful strategies. Depression built resilience in King and Gandhi.
As Dr. Ghaemi concludes, “We should not be seeking leaders who are like us – our leaders should be different from the norm and possess the qualities that come naturally to those persons with mental illnesses.”


