Arquivo da Categoria: Valupi
Impressionar nas greves, brilhar nos congressos, seduzir em Braga
Holding a Gun Makes You Think Others Are Too, New Research Shows
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Classical Music Slows Mice Transplant Rejection
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Poverty Leads To Poor Health – But Not For Everyone
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Snacking On Raisins May Offer a Heart-Healthy Way to Lower Blood Pressure
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A New Take on the Games People Play in Their Relationships
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Meditation Fights Cancer and Promotes Longevity
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Media, Politics, and Democracy: In the Election Season
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Beer and Bling in Iron Age Europe
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‘Coregasm’ or Orgasm With Exercise Is Real, Says Kinsey Study
Sê rei de ti próprio – III
A quem interessa o populismo, ou niilismo, anti-políticos, anti-partidos, anti-deputados? Depende, né? Depende donde ele vem e como ele vem.
Se vier do analfabruto, ou do deprimido, ou do xexé, ou do desempregado, ou do cínico, ou do facebookiano, é uma coisa. Uma coisa boa, porque exprime uma honestidade. Aquelas pessoas pensam aquilo. Tal e qual. Isso significa que, havendo recursos, disponibilizando-se voluntários e horas, ou dias, ou meses, aquelas pessoas trocariam os seus pensamento decadentes, anti-democráticos, anti-republicanos, anti-cidadania por outros. Melhores? Sem dúvida alguma. Qualquer coisa é melhor do que o culto da impotência, que é a única consequência do discurso contra os políticos e contra a política. A energia desses discursos é bondosa, pois contém uma ideia de justiça. Mesmo que essa ideia seja primária, ou incoerente, ou inviável, continua a ter uma certa forma que abre um espaço onde a comunicação pode acontecer.
Se vier do próprio político, do publicista, do jornalista, do empresário, do profissional disto ou daquilo, do dirigente de uma merda qualquer, é uma outra coisa. Uma coisa má, porque nasce de uma desonestidade. Aquelas pessoas não pensam aquilo. Muito pelo contrário. Se o pensassem não estariam a ocupar os cargos que ocupam, os quais dependem da manutenção de um qualquer sistema político em condições regulares de legitimidade e funcionamento para existirem e permanecerem. Invariavelmente, é a sua íntima frequência dos círculos e circuitos da política partidária e executiva que lhes dá a motivação e a confiança para simularem uma denúncia ou oposição a algo propositadamente abstracto para que não seja ameaça para nada nem ninguém.
O Ministro superlativo absoluto sintético
O ministro da Educação assegurou que vai à Assembleia da República prestar todos os esclarecimentos necessários sobre a Parque Escolar, depois de o PSD ter anunciado que pretende ouvir Nuno Crato, Maria de Lurdes Rodrigues e Isabel Alçada sobre esta questão.
Em Leiria, Nuno Crato recordou que os números que apresentou no Parlamento sobre a Parque Escolar foram «confirmadíssimos pelo Tribunal de Contas que agora veio explicar muito daquilo que se passava de uma maneira muito clara».
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Como é que é? Confirmadíssimos? Crato está a sair melhor do que a encomenda. Este caso da Parque Escolar, até pela magnitude da acusação do Tribunal de Contas, tem tudo para ser a última oportunidade de Seguro interromper o suicídio para que está a arrastar o PS. Pura e simplesmente, não é possível continuar a ser cúmplice – e por razões que não revela! – com as manobras difamantes e caluniosas cujo objectivo é exactamente este aqui espelhado nos 4 comentários à notícia na TSF:
inot
25.03.2012/23:46
E foi assim que estes miseráveis deixaram o Pais e agora o principal culpado vai para PARIS estudar e vi ver há grande e há francês como se diz em girea.
J.M.
25.03.2012/23:24
Que esclarecimentos? É do conhecimento geral que os milhões foram gastos em proveito próprio e politico. RESPONSABILIZAÇÃO CRIMINAL já!
cesar tavares
25.03.2012/21:56
no correio da manha de hoje vem noticiado que o T.C “tribunal constitucional pode multar os ex responsaveis do parque escolar em 5100 euros por pagamentos elegais no montante de 544 milhões.Como é que é? então eles cometeram uma falcatrua de milhôes e são multados em tostões?Estão a brincar com o fogo,ai estão estão.Qualquer dia isto vai dar *** da grossa e depois já não há nada a fazer
antonio marques
25.03.2012/20:39
era preciso julgar e prender estes enrgumes de governantes que em vez de governarem governaram-se preso já
Cineterapia

Hugo_Martin Scorsese
A vida de Méliès merece um filme. A obra de Méliès merece outro filme. A herança cinéfila de Méliès merece ainda outro filme. Ver Scorsese a realizar algum deles teria sido mais do que merecido, para ambos. Infelizmente, Marcantonio Luciano resolveu fazer o 3D-em-1 disto tudo.
James Cameron, talvez o mais eficaz representante na actualidade do estilo invisível de Hollywood, o qual entende o cinema primeiro que tudo como experiência de plena imersão emocional na profundidade do ecrã pela maior quantidade de espectadores possível, o cinema como puro entretenimento, disse que nunca se utilizou tão bem o 3D até agora. Ora, acontece que Cameron é uma puta velha que pode ter com esse elogio evitado falar do filme ele próprio. O próprio elogio pode não passar de irónica ironia, se nos lembrarmos que o 3D em Avatar é não só inútil como ridículo.
A indústria, desde os primórdios, tentou acrescentar realismo a uma imagem que começou por ser monocromática e muda. De imediato se tentou aplicar o 3D ao cinema, aparecendo os primeiros desenvolvimentos técnicos estereoscópicos ainda no século XIX, e as primeiras projecções nos anos 20 do século XX. Nos anos 50 viriam inovações que criaram uma moda que levou à produção de dezenas de filmes pelos maiores estúdios. As décadas seguintes repetiriam o padrão de permanente procura de soluções técnicas que tornassem o 3D economicamente viável e confortável para os espectadores.
Gaia Ciência
Luís Filipe Menezes fez um ataque violento ao anterior governo, pelo “descalabro” da governação socialista. O antigo líder do PSD quis mesmo atingir José Sócrates, um dos nomes que ainda não tinha sido proferido no congresso laranja.
Menezes fez um paralelo entre o percurso de vários políticos para dar uma estocada no antecessor de Pedro Passos Coelho: “O primeiro-ministro Cavaco Silva hoje é Presidente da República; António Guterres, que falhou, é presidente de uma instituição das Nações Unidas, Durão Barroso cumpriu o seu dever é presidente da Comissão Europeia; o engº Sócrates é aluno estudante em Paris…” E acrescentou: “Pelo menos em Sorbone não se fazem exames ao domingo”…
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A governação socialista foi um descalabro, Menezes tem 300% de razão, em especial a partir daquela altura em que Sócrates levou o Lehman Brothers à falência e deu ordens a Teixeira dos Santos para rebentar com a AIG na primeira oportunidade, coisa que o ex-futuro administrador não executivo da PT fez em poucos dias. O resto é História, e a Grécia que o diga que está cheia dela, tendo esta dupla continuado a afundar a economia mundial e a Eurolândia até Junho de 2011, quando finalmente foram corridos pela gente séria.
Menezes atinge os 1000% de razão quando compara o percurso de alguns líderes políticos com o de Sócrates. E até podia ter ido um bocadinho mais longe. Por exemplo, Cavaco não se limita a ser o Presidente da República, é também o patrono da “Inventona das Escutas”, entre outras habilidades nunca antes vistas em Belém. Por exemplo, Durão Barroso não se limita a ser o presidente da Comissão Europeia, é também aquele tipo que disse consistir a sua maior ambição na vida chegar a primeiro-ministro, e que depois de lá se apanhar fez algo que igualmente nunca tínhamos visto em S. Bento: fugiu a meio do mandato para ir ganhar mais e deixou o seu partido e o País entregue ao Santana Lopes. Por exemplo, Santana, que Menezes não referiu apenas por falta de tempo, não se limita a ser uma figura que liderou o PSD e o Governo, é também aquele político que alimentou um boato acerca da suposta homossexualidade do seu maior adversário eleitoral, algo que, novamente, marca uma estreia no panorama político nacional e que mais do que justifica o prémio de usar a Santa Casa da Misericórdia para andar por aí a ser misericordioso. Por exemplo, Marques Mendes, que Menezes igualmente teve de omitir por falta de tempo, não se limitou a ser um zeloso operacional do Cavaquistão, é também na actualidade um dos mais fervorosos adeptos das escutas ilegais a políticos seleccionados e sua divulgação em pasquins do laranjal. Por exemplo, Menezes foi de uma modéstia exemplar ao não se incluir neste comparativo, pois ao contar 9 meses como presidente do PSD estaremos perante o recorde da liderança partidária mais curta em Portugal, um feito que poderá ser inscrito no Guiness Book sem espinhas.
República dos juízes
500 milhões de euros pagos ilegalmente pela Parque Escolar
Um relatório fascinante. Como fascinante será observar a reacção que vai gerar nos visados.
O suspiro da banqueira
A escassez de liquidez é global em todo o Mundo. Porquê? Porque nós estamos a assistir em todo o Mundo a uma coisa que se chama the great deleveraging, a grande desalavancagem. O que é que aconteceu? Nós estamos piores do que os outros, em todas as situações há melhores e piores e nós estamos intervencionados portanto estamos piores, não obstante, desde a década de 80 até 2010 houve um crescimento brutal do crédito, um credit boom em todo o Mundo. Em 1980 os países da OCDE tinham globalmente em termos de dívida 160% do seu PIB, dívida pública mais privada – chegam a 2010 e estão com 320%.
Explica-se muito pela China. Isto coincide com o período em que a China entra em força no mercado, em 1978, altura em que a China abriu aos mercados de capitais, permitindo algumas décadas de forte crescimento em todo o Mundo com produtos que vinham da China a muito baixo preço. Pensamos que esse período está a chegar ao fim e que o Mundo chegou à conclusão que viveu acima das suas possibilidades, que todos exagerámos um bocado na festa.
[…]
Eu sou engenheira e gosto muito de dados objectivos.
Isabel Ferreira, presidente do banco Best
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Esta banqueira diz aquilo que qualquer profissional ligado à actividade económica repete para si e entre colegas. Porque são os tais dados objectivos passíveis de serem demonstrados com números e contas fáceis de fazer e de entender. Estamos perante um acontecimento global que rebenta indomável aquando da crise das dívidas soberanas na Europa, mas o qual decorre ao longo de décadas de uma forma que nem sequer teria sido racional combater por um país isolado, pois era uma dinâmica sistémica ubíqua. Foi este o fenómeno que a direita portuguesa explorou para fazer de Sócrates, de Teixeira dos Santos e do PS os tais monstros simultaneamente incompetentes, corruptos e loucos que nos tinham levado à bancarrota por causa de um TGV por construir, um aeroporto por planificar e muito rico dinheirinho esbanjado com doentes, crianças e desempregados em vez de ter ido aumentar a zona de conforto da gente séria.
Marcelino, o director da versão softporno do Correio da Manhã que conduz a entrevista, não quis tirar daqui nenhuma ilação para a situação em Portugal e fugiu rapidamente daqueles terrenos. Contudo, é delicioso o suspiro que se consegue ouvir no minuto 30, quando a Isabel começa a explicar que não se podia ter feito diferente do que se fez em Portugal, e por isso quase todos os países, de alguma forma, acabaram por ter as suas dívidas a aumentar enormemente. Nesse suspiro está uma calada e dolorosa tristeza por ver a elite da direita a transformar a política numa decadente caça às bruxas, promovendo os instintos mais baixos e irracionais num povo tão carente de educação e formação, só para chegar ao poder de qualquer forma e nem que para tal tivesse de afundar o País numa crise ainda mais grave do que aquela que já era gravíssima por causa das fragilidades estruturais e das condições externas. Nesse suspiro cabe também a absoluta inutilidade do voto entregue ao PCP e, particularmente, ao BE, forças de sectarismo demente que acabaram por servir os interesses dos supostos adversários ideológicos. É o suspiro de quem contempla a estupidez humana, tantas vezes registada na História, o lastro da animalidade que prefere a selva, que não sabe viver na cidade.
Faz hoje 1 ano que
Faz hoje um ano que PSD, CDS, BE e PCP olharam uns para os outros e pensaram que a coisa não estava assim tão mal que não pudesse ficar pior, e muito pior. Se bem o pensaram, implacavelmente o fizeram.
Creio que melhor retrato do que são actualmente esses partidos não há, nem nunca houve, e só nos resta esperar que não venha a haver.
Populismo de alta velocidade
A oposição do PSD e CDS à linha ferroviária de alta velocidade faz parte do padrão populista com que estes dois partidos fizeram combate político contra o Governo PS. O TGV era um alvo que permitia despertar a irracionalidade numa enorme maioria de eleitores que não compreendiam o que estava em causa e se deixavam manipular com a distorção desmiolada de ser apenas um investimento megalómano para satisfazer o desejo de luxo dos socialistas. E o que estava em causa era o compromisso do Governo português com Espanha, assinado por Durão Barroso e Manuela Ferreira Leite em 2003 para a construção de 4 linhas, número que viria a ser reduzido a duas por Sócrates. Esse projecto tinha o aval europeu, sendo considerado estratégico para as redes de transportes de passageiros e de mercadorias, e o Fundo de Coesão dispunha de verbas para o seu financiamento.
O que continua a ser fascinante é o gosto da opinião pública pela escancarada violação da verdade factual que aqueles que levaram a cabo o maior engano do eleitorado de que há memória continuam a fazer. O logro que consistiu em prometer o fim dos sacrifícios só para depois os agravar para níveis inimagináveis assim que tomaram o poder não suscita no cidadão o mais leve protesto, antes estão ao lado dos violadores e repetem os seus argumentos. É por isso que às explicações de Ana Paula Vitorino, realçando as evidências, responde Hélder Amaral com a retórica da criminalização, como se o chumbo do Tribunal de Contas não tivesse um contexto, um pretexto e até um subtexto. Se perguntarmos ao vizinho de que lado é que está a razão e quem é que melhor defende os seus interesses nesta questão, dobrado contra singelo como 90% se oferecerá para levar a senhora até ao calabouço.
Claro, calhando o PSD ter governado de 2005 a 2011 e o TGV seria agora uma obra imprescindível na paisagem do laranjal.
Red Light District
Na eventualidade de algum comunista ou bloquista ter passado algumas horas, mesmo só alguns minutos, a reflectir sobre a política dos últimos Governos socialistas – e na ainda mais improvável eventualidade de ter chegado à conclusão de que esses Governos não eram constituídos por serventuários do imperialismo americano e do capitalismo selvagem, antes por concidadãos que tentaram, e em grande ou relevante parte conseguiram sem ter de abandonar a União Europeia e a NATO, utilizar os recursos do Estado na defesa dos superiores interesses dos portugueses, interesses esses atacados e desmantelados ou a caminho disso, em grande e relevante parte, pelo actual Governo e sua constelação de pote-dependentes – que pensará agora das decisões do seu partido cuja única material e dialéctica consequência foi o apoio à direita no seu processo de derrube da esquerda?
Zona de Conforto
Pedro Adão e Silva, o surfista prateado do comentário político, é também um disc jockey de mão-cheia. Nas madrugadas de sexta para sábado, entre a meia-noite e a uma da manhã, felizardos que estejam em automóveis à beira-rio, ou felizardos que não estejam em automóveis à beira-rio, poderão sintonizar a TSF e comprovarem quão felizes são.
Para todos os outros felizardos de todos os outros dias e de todas as horas, os programas arquivados e as cenas fixes aguardam pela visita aqui.
Exactissimamente
Impressionar com desemprego, brilhar sem receitas, seduzir com défice
More Women Having Children Before Marriage
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Recent Generations Focus More on Fame, Money Than Giving Back
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“Unconscious” Racial Bias Among Doctors Linked to Poor Communication with Patients, Dissatisfaction with Care
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Hydrogen Power in Real Life: Clean and Energy Efficient
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Cyborg Snails Power Up
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Why Interacting with a Woman Can Leave Men “Cognitively Impaired”
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Sharing the Wealth (of Knowledge): Cumulative Cultural Development May Be Exclusively Human
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Helping Children To Succeed By Reducing Academic Pressure And Fear Of Failure
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Cool Hands May Be the Key to Increasing Exercise Capacity
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Losing Belly Fat, Whether from a Low-Carb or a Low-Fat Diet, Helps Improve Blood Vessel Function
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Rats Match Humans in Decision-Making That Involves Combining Different Sensory Cues
Estudos socráticos
Nove meses depois de ter apresentado a demissão de secretário-geral do PS, e de ter abandonado o País para um recolhimento privado só interrompido pela obsessiva perseguição dos caluniadores, Sócrates continua a ser a principal personalidade na política portuguesa. As manchetes são diárias, os publicistas direitolas carimbam como socrático qualquer sinal de pensamento próprio no PS, os tribunais fervilham com processos que directa e indirectamente afectam o seu bom nome e futuro político e o Presidente da República declarou-o persona non grata do regime em mais um inédito ataque ao prestígio da soberania que lhe foi confiada unipessoalmente. Seja qual for o ponto de vista da análise, é indiscutível que estamos a testemunhar algo completamente novo em quase 40 anos de democracia. Soares, Cavaco, Santana, nomes que podemos associar a períodos de grave austeridade, prepotência e desvario, respectivamente, foram deixados em paz com a sua honra intacta assim que abandonaram o poder. E nenhum deles foi alvo das escabrosas golpadas a que assistimos com os casos “Freeport”, “Licenciatura”, “Casas da Guarda”, “Face Oculta” e “Inventona de Belém”, os quais exibiram um assustador conluio entre magistrados e jornalistas na violação da deontologia e da lei para fins de derrube político através de escutas e campanhas negras. O resultado lateral deste vale-tudo é quantitativamente aferível: nunca houve, depois do 25 de Abril, um político tão devassado policial e jornalisticamente como Sócrates.
A que se deve esta fúria que não conhece distinções ideológicas e de classe, reunindo manipuladores profissionais com fanáticos, membros das elites sociais e intelectuais com analfabrutos, ranhosos com imbecis, e que até conta na sua legião odiosa com figuras gradas do PS? Antes de todas as variadíssimas respostas, uma aparece em primeiríssimo lugar: só a quem se reconhece poder para alterar factores culturais que estruturem a vivência dos grupos se fazem maldades de tipo, duração e logística como estas a que assistimos desde 2004. Caso Sócrates fosse apenas mais um, banal na sua idiossincrasia, não se perderia tempo com ele. Acontece que são os seus declarados inimigos que não o largam, sugerindo algo mais do que oportunismo táctico dada a intensidade das paixões expressas: tudo indica estarmos perante uma resposta do foro traumático. Algo se terá passado neste últimos 6 anos que até levou a referência máxima da direita, Cavaco Silva, a perder por completo o sentido das responsabilidades e a conspurcar a Presidência da República no seu afã de ostracizar Sócrates. Que terá sido?
Sporting místico
O Sporting de Sá Pinto exibe os sinais da verdadeira mística: ser forte com os fortes e fraco com os fracos. Não há nada de errado com isso e vai dar-nos um taça europeia, mas alguém devia dizer-lhe que retirar o Matías ao intervalo é uma pulsão sacrificial que pode ser guardada para os jogos particulares.
Servir a dois senhores continua a ser uma péssima ideia
Quando dois “comunicadores pró-governamentais” saem à liça para intervir num debate de ideias, para mais com a mesma estratégia de intervenção, é natural que se desconfie das intenções. E quando o seu argumento-chave repete aquele que já havia sido utilizado pelo jornalista criticado – argumento esse que já estava refutado e que os spin doctors repescaram -, acabam por lhe prestar uma má ajuda, cumpliciando-o, decerto contra a vontade dele, em intenções que não tinham sido imputadas.
Que argumento foi esse? O de que eu teria utilizado “fontes anónimas” para elaborar a crítica àquela notícia. Na verdade, na análise que elaborei há duas semanas, referi três testemunhos que me chegaram de trabalhadores dos transportes que refutavam a veracidade das afirmações produzidas na notícia. Na resposta, o jornalista insurgiu-se contra “cartas anónimas” de “leitores anónimos”. Esclareci que não se tratava de ninguém anónimo, estavam identificados perante mim e eu havia decidido resumir a sua identificação a duas iniciais, por razões que cada vez mais se me afiguram ajustadas.
Nas presentes circunstâncias – que, diga-se, em boa verdade, são apenas a continuidade de uma estratégia deplorável iniciada pela anterior governação de fomentar ódios e invejas entre portugueses – […]
Óscar Mascarenhas leva 62 anos de uma vida dedicada ao jornalismo. O seu currículo é altamente prestigiante, acumulando prémios e cargos de responsabilidade sindical e deontológica. Do alto dessa autoridade, e adentro da sua filiação ao DN, não se atrapalhou nada para denunciar o sectarismo passista do jornal de que é Provedor. Nesta continuação da polémica por causa dos ataques que sofreu, Mascarenhas deixa uma nota de grave inquietação para todos nós, ao frisar que a protecção das suas fontes lhe parece cada vez mais justificada. Cada vez mais, em relação directa com a virulência dos que perseguem anónimos…
E depois, caída de pára-quedas, estabelece uma ligação entre as práticas populistas e persecutórias que são apanágio da direita triunfal e decadente e o anterior Governo que teria criado ódios e invejas entre os portugueses por razões estratégicas. Esta técnica de duche escocês talvez tenha méritos que me estão por ora a escapar, mas surgem bizarros num texto, e numa função, que não consta ter como meta o comentário político. Particularmente quando ele se esgota numa boçal insinuação. Que o tema é interessante, não está em causa. Mas, então, que o Óscar aproveite o espaço à sua disposição e apresente os seus factos e argumentos. Terá aqui um leitor muito atento e agradecido. Se não o fizer, vamos ter de pensar em arranjar um Procurador do Leitor para lidar com as manigâncias e/ou tonteiras do Provedor.
Ando desde 1998 a tentar convencer os meus sucessivos patrões desta grande verdade
Exactissimamente
Esta é a receita que a direita portuguesa continua a repetir dever ter sido aplicada há muito mais tempo
A prova de que a Europa cometeu uma estupidez colossal, trágica:
Juncker e Thomsen admitem erros no programa de ajustamento grego
Dando origem a absurdos como este, reveladores da insanidade da ideologia da austeridade:
Os turistas alemães geraram menos 30% de receitas do que no ano anterior e os ingleses menos 10%. “Este ano, vamos ter um problema com a Alemanha”, reconhece Pavlos Geroulanos, ministro da Cultura e do Turismo, que diz que alguns mercados menos tradicionais, como a Europa do Leste, estão a ajudar a compensar parte destas perdas.
Mesmo assim, o ministério que dirige já solicitou às Finanças que libertem fundos para que se lance uma campanha promocional da imagem da Grécia na Alemanha e no Reino Unido. As limitações orçamentais, contudo, tornam difícil a concretização deste plano.