Faz hoje 1 ano que

Faz hoje um ano que PSD, CDS, BE e PCP olharam uns para os outros e pensaram que a coisa não estava assim tão mal que não pudesse ficar pior, e muito pior. Se bem o pensaram, implacavelmente o fizeram.

Creio que melhor retrato do que são actualmente esses partidos não há, nem nunca houve, e só nos resta esperar que não venha a haver.

31 thoughts on “Faz hoje 1 ano que”

  1. Passado um ano aconteceu que:
    pcp/be de partidos amola-facas tornaram-se pastores-criadores de cordeiros-mansos.
    psd/pp trocaram a varinha-mágica das fadas pela varinha-mágica de Midas que transforma tudo que toca em merda.
    Agora, o governo, os media, os juízes, os magistrados e o “residente” sequestrado em Belém, todos juntos andam afadigados à procura da perdida varinha-mágica: E pelo andar da carruagem tudo indica já têm uma pista de indícios irrefutáveis:parece que a tal varinha-mágica-de-fada foi roubada e levada para Paris.

  2. A santa aliança (PSD,CDS, BE e PCP), nem sequer podem invocar não terem sido
    avisados para as consequências futuras do chumbo do PEC IV, o “mentiroso” falou
    e alertou o significado para as àreas sociais e laborais dessa decisão…mais, fez disso
    sua bandeira eleitoral que, acabou vencida pela campanha de intoxicação há muito
    em curso e, pelas promessas enganosas da actual maioria!
    Na véspera do aniversário, que dizer da energia posta pela PSP no arranjar de confron-
    tos com os manisfestantes? Serão manobras intimidatórias? Será que o regime já mu-
    dou e esqueceram-se de avisar o bom Povo português? Ou tudo não passa da habi-
    tual incompetência e tendência para trapalhadas que tem sido apanágio deste mini-
    -governinho ???

  3. Juntou-se a impaciência de uns com a impotência dos outros e nós agora é que teremos todos juntos que resolver, mas de vez, esta indecência.

    Ontem foi dia d(a costumeira e inconsequent)e “luta”, hoje é dia de Luto, mas amanhã, preparem-se – preparemo-nos -, que será dia de acertar contas.

  4. Pois, magistrados, sindicato, coisa e tal, querem substituir-se ao Tribunal de Contas e à Assembleia da República. Já pouco falta para tomarem conta do Governo, efectivamente…

  5. “Sr.as e Srs. Deputados, a terminar, quero dizer uma coisa a esta Câmara: os senhores podem, dentro de instantes, irresponsavelmente, votar no sentido de provocar a queda do Governo, mas os senhores não vão derrubar o PS! Os senhores não vão enfraquecer a nossa vontade!
    Os senhores não vão afastar-nos do nosso rumo! Os senhores podem até procurar pôr-nos fora do exercício do poder político, mas não nos retiram o mais imprescindível dos poderes em política, que é o poder da dignidade, o poder de quem toma as decisões que têm de ser tomadas, o poder de quem corre todos os riscos, sempre em nome dos interesses de Portugal!”
    O deputado Francisco Assis nesse dia.

  6. dia de choro de raiva, esse dia, pela morte irresponsavelemente não anunciada, decidida. E o desatare, para mim, começou no dia seguinte, como aqui referi na altura. Sempre para pior e não vamos sair disto. O assassinato de um país ao vivo e a cores, meus senhores…que tempos tristemente históricos: assistir à mediocridade gananciosa no poder, sem limites, sem barreiras, sem Estado, sem Direito, sem Dinheiro, sem Dignidade, sem Nada.

  7. é, tamos no reino da fantasia. com neologismos e tudo, topa.
    http://www.youtube.com/watch?v=sa3D1OrZZpo

    Would you care to sit with me
    For a cup of English tea
    Very twee, very me
    Any sunny morning

    What a pleasure it would be
    Chatting so delightfully
    Nanny bakes fairy cakes
    Every Sunday morning

    Miles and miles of English garden, stretching past the willow tree
    Lines of hollyhocks and roses, listen most attentively

    Do you know the game croquet
    Peradventure we might play
    Very gay, hip hooray
    Any sunny morning

    Miles and miles of English garden, stretching past the willow tree
    Lines of hollyhocks and roses, listen most attentively

    As a rule the church bells chime
    When it’s almost supper time
    Nanny bakes fairy cakes
    On a Sunday morning

  8. edie, não vale a pena chorares pelo leite derramado. hoje é sexta-feira e tá uma noite do caraças, mete folga ao Val e vai dar uma voltinha ao Camões. vais ver quisso passa.

  9. anonima, ganha tento no miolo, vais para o camões, please, para não infestares aqui? ( a sério, já que te pausas pelas sextas-feiras e não tens mais nada a acrescentar…apesar de achar que o Camões não merece tão fútil companhia, mas enfim, chegas lá e explicas-lhe que está tudo bem, e para não fazer sonetos deprimentes, quisso passa e tal e e assim…)

  10. nem sei o que te diga, rapariga! já tinha ouvido, voltei a ouvir e li várias vezes, nada faz sentido. se tiveres aí um descodificador de fantasias e neologismos, manda para eu não fazer figuras tristes.

    olha, estes percebem-se e vestem melhor

    http://youtu.be/ai-aLzd5imI

  11. “O assassinato de um país ao vivo e a cores, meus senhores…que tempos tristemente históricos: assistir à mediocridade gananciosa no poder, sem limites, sem barreiras, sem Estado, sem Direito, sem Dinheiro, sem Dignidade, sem Nada.”

    não deprecies o trabalho daqueles que te ofereceram o Estado de Direito. pela cumbersa nem deves saber o quisso é. cresce e aparece, mimada da treta! FÚTIL É A TUA TIA!

  12. claro que não faz sentido: teríamos de passar para o outro lado do espelho da alice e ter mais duas ou três costelas inglesas…

  13. anonima, acciona lá o neurónio (quero acreditar que tenhas um): depreciar quem destroi o estado de direito não é a mesma coisa que depreciar quem o construiu (ai madre…pronto, vai lá falar com o camões, coitado, que está uma noite bonita).

  14. continuando no desalinhamento habitual…pois que é como sporting contra sporting com empate.é o que tenho para te dizer de momento, mainada.

  15. para que não haja mal entendidos, meu comentário anterior era destinado ao estimado senhor do obami obabá, ou whatever.

    fatos é no alfaiate, mas não vês um boi, cara anonima, pois que são estas bestas que te (des) governam, começando no PR e acabando na puta que os pariu…(ora a minha vida)
    Quanto a exemplos, tenho-os dado às dezenas por aqui, ainda hoje…busca, busca.

  16. Terça-feira, 5 de Agosto de 2008

    Afinal o Bloco Central parece estar já em funções, só falta mesmo oficializá-lo…

    Não só neste blogue mas também nos meus artigos no Público (ver, nomeadamente, “Grande coligação ou esquerda plural?”, em 23/6/08), tenho advertido para a forte possibilidade de, caso o vencedor nas próximas legislativas seja o PS e este não tenha maioria absoluta, se vir a formar um governo do bloco central: PS e PSD.

    No seu blogue, bem como nos seus artigos no Público (ver, nomeadamente, “O Espantalho e a Sereia?”, em 24/6/08, em que o colunista reage ao meu artigo do Público supra-citado), Vital Moreira tem dito que a hipótese do bloco central não só é uma hipótese improvável para 2009 (“uma carta fora do baralho”) como seria mesmo “uma inventona conveniente para o canto de sereia esquerdista”.

    Mas um artigo recente da jornalista Susete Francisco, do Diário de Notícias (DN), veio revelar que o PSD e, em menor medida, o CDS-PP, têm sido os partidos que mais votaram favoravelmente as propostas de lei do PS (que, como se sabe, em princípio não precisa de tais apoios, pois tem maioria absoluta) na última sessão legislativa (findada em Julho passado): em 55 propostas de lei apresentadas pelo PS, os deputados do PSD aprovaram 30 (54,5%) e abstiveram-se em 11; no caso do CDS-PP, as votações favoráveis e as abstenções foram de 24 (43,6%) e 16, respectivamente (DN, 29/7/08, p. 16). Pelo contrário, é a esquerda que menos tem apoiado as propostas do PS: 32 votações contra (58,2%), ex aequo para PCP e BE. Ou seja, enquanto a direita votou mais vezes a favor do que contra, o oposto se passou com a esquerda. Mais, segundo a própria jornalista, “as votações da terceira sessão legislativa vêm confirmar a tendência de anos anteriores (…).” Claro que para uma avaliação mais cuidada seria preciso, primeiro, fazer algum escrutínio do tipo de propostas em que há (ou não) convergência com a direita e, segundo, descontar as propostas que carecem de dois terços para serem aprovadas (e onde é normal que haja uma convergência entre PS e PSD: são leis que estruturam as regras do jogo ou áreas consideradas estruturantes e, por isso, carecem de maiorias alargadas, até por exigência constitucional).

    Porém, mesmo descontando as cautelas supra-referidas, podemos concluir (ainda que provisoriamente, isto é, esperando análises mais aprofundadas, nomeadamente de Susete Francisco) das estatísticas das votações na Assembleia da República, durante a presente legislatura, que o PS e a direita têm convergido bastante mais do que o PS e os partidos à sua esquerda. Ou seja, ao contrário do que tem alegado Vital Moreira, estes dados apontam para que o bloco central possa mesmo já estar em funções, só faltando por isso oficializá-lo, se o PS não tiver maioria absoluta nas próximas eleições…

    Claro que o que se irá passar em 2009 não depende só do PS e da direita, pressupondo a perda da maioria absoluta (o que não é líquido!, ainda que bastante provável), uma certa estagnação do PSD (e do CDS-PP) e o crescimento da extrema-esquerda (o que também não é nada líquido, apesar de as sondagens actuais para aí apontarem!). Na minha perspectiva, o que se irá passar em 2009 dependerá também do comportamento dos partidos à esquerda do PS e, nomeadamente, da sua disponibilidade (mais ou menos dissimulada, como é normal em pré campanha eleitoral…) para apoiarem uma solução governativa do tipo “esquerda plural” (coligação ou acordo de incidência parlamentar). Caso não haja indícios dessa disponibilidade, tais partidos correm o risco de ver as respectivas previsões de crescimento furadas (estimulando o voto útil…) e/ou de contribuírem activamente para a oficialização do bloco central… Alguns alegados traços do comportamento do BE na coligação PS-BE na Câmara Municipal de Lisboa (veja-se o artigo de Daniel Oliveira no Expresso, 2/8/08) parecem indiciar que o BE poderá também vir a querer dar a sua ajuda à oficialização do bloco central em 2009… É que para se dançar o Tango são precisos (pelo menos) dois…

    Mais: conforme tenho alegado noutros artigos, ou o sistema partidário é capaz de gerar soluções de governo (estáveis) em caso de maiorias relativas – como acontece por essa Europa fora! -, ou a tentação dos grandes partidos em cozinharem uma reforma eleitoral num sentido maioritário será cada vez maior… (tanto mais se tivermos um governo do bloco central…) Neste capítulo, nunca é demais lembrar que a direita já demonstrou à exaustão que é capaz de se entender e formar governos estáveis, a esquerda é que não…

    Postado por André Freire às 5.8.08 3 comentários
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  17. “Sr.as e Srs. Deputados, a terminar, quero dizer uma coisa a esta Câmara: os senhores podem, dentro de instantes, irresponsavelmente, votar no sentido de provocar a queda do Governo, mas os senhores não vão derrubar o PS! Os senhores não vão enfraquecer a nossa vontade!
    Os senhores não vão afastar-nos do nosso rumo! Os senhores podem até procurar pôr-nos fora do exercício do poder político, mas não nos retiram o mais imprescindível dos poderes em política, que é o poder da dignidade, o poder de quem toma as decisões que têm de ser tomadas, o poder de quem corre todos os riscos, sempre em nome dos interesses de Portugal!”
    O deputado Francisco Assis nesse dia”

    Já ficaram lá muito para trás estas aconchegantes palavras que o Tiago C fez muito bem em relembrar! E eu relembro a tristeza que foi ver este Francisco Assis ser preterido em favor de um tal Seguro que faz questão de contrariar todos os dias o nome que herdou dos seus!

  18. Parece que a polícia tem instruções para bater em jornalistas, mas nunca em sindicalistas. Miguel Macedo elogiou hoje a CGTP e Marques Mendes já o tinha feito na TV, referindo-se também ao PCP, que segundo ele “enquadra” o descontentamento sem o deixar extravasar. Fazem estes elogios para evitar desacatos de rua, mas sobretudo porque estão interessados em manter até onde for possível a aliança dos comunistas com a direita, gerada nos anos de Sócrates e selada com o chumbo do PEC que conduziu à queda do governo. Jardim, esse, fala há muito tempo de um “compromisso histórico” da direita com o PCP, precioso aliado na sanha contra os socialistas, que são o comum inimigo principal. Nada como um bom desbocado para se saber o que lhes vai na alma.

    Nada disto é, no fundo, novidade em Portugal: conscientes disso ou não, geralmente inconscientes, comunas e outros vermelhos sempre foram os melhores aliados da direita, inclusive no tempo de Salazar, em que desempenharam o papel de espantalho legitimador da ditadura, e no tempo da 1.ª República, que ajudaram a derrubar.

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