Arquivo da Categoria: Valupi
Por favor, não façam essa crueldade aos ranhosos… o Freeport tem de continuar para sempre!
O Ministério Público pediu hoje a absolvição dos dois arguidos do caso Freeport, Charles Smith e Manuel Pedro, considerando que durante o julgamento não ficaram provados os factos que lhes eram imputados.
O algodão não engana
Sabemos que o Governo está nas últimas quando a defesa do indefensável vem do Carlos Abreu Amorim, uma trituradora industrial para uso em lixeiras:
Carlos Abreu Amorim considera que Miguel Relvas está a ser alvo da mais «brutal campanha» de ataques de que há memória. O vice-presidente da bancada do PSD na Assembleia da República ensaia uma explicação.
O social-democrata considera que a marcação cerrada ao ministro adjunto obedece a uma agenda de interesses de grupos de comunicação social, uma estratégia que não vai surtir efeito, porque Passos Coelho vai resistir.
«Miguel Relvas está a ser alvo da mais brutal campanha que eu me lembre que alguém tenha sido sujeito, um ministro, nomeadamente nos tempos democráticos. Pedro Passos Coelho não é pessoa para mudar ministros ou fazer remodelações governamentais» em função da comunicação social.
Sondemos
Lembra-te
Finalmente chegou a aprovação de Paris, já podemos anunciar
Este blogue habituou-se à paridade sexual e agora não quer outra coisa. Para regressar a esse equilíbrio convidámos o Júlio, um nosso amigo de longa data, a juntar-se à equipa. Ele vai passar a presentear-nos com a sua superior e implacável escrita tendo ao dispor todos os recursos de edição.
Vai ser de arrebimbomalho.
Revolution through evolution
Why People Look the Other Way in Child Sex Abuse
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Army’s huge culture shift: No shame in mental health help
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Game, Set and Match to Strawberries: The Superfruit
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Cutting Daily Sitting Time to Under Three Hours Might Extend Life by Two Years
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Newer Technology to Control Blood Sugar Works Better Than Conventional Methods
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Evidence Supports Health Benefits of ‘Mindfulness-Based Practices’
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Giving Time Can Give You Time
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Americans’ Confidence in the Church at All-Time Low
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For Romantic Partners Left Out of a Meal, Lunch Is Not ‘Just Lunch’
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The More Gray Matter You Have, the More Altruistic You Are
Seguro, o anestésico
A vida política, a vida pública numa democracia tem que ter níveis de transparência a 100 por cento. E por isso, quando há dúvidas sobre o comportamento de membros do Governo, ou de outros políticos, elas devem ser cabalmente esclarecidas. Não pode ficar nenhuma dúvida, doa a quem doer e seja quem for.
Seguro a respeito do caso Relvas-Público, 22 de Maio
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Relvas foi à Comissão Parlamentar para a Ética, Cidadania e Comunicação prestar declarações a respeito das acusações do Público apenas porque a tal foi obrigado pelo agendamento potestativo do PS. Por sua vontade, não teria posto lá os pés. Chegada a hora da verdade, recusou-se sequer a comentar as passagens do relatório da ERC que registaram mentiras suas e que apontaram para eventuais consequências nos planos ético e institucional, repetindo com insolência e acinte em todas as respostas que tinha sido ilibado pelos técnicos que elaboraram o relatório. Teve até o descaramento para reclamar o direito à indignação perante ataques à sua honra (os quais não identificou) e de alegar que estava a ter um comportamento que beneficiava todos os agentes políticos.
O caso Relvas-Público não tem paralelo com nada que tenha chegado ao espaço público no Portugal democrático. A sua gravidade radica na absoluta credibilidade e veracidade da acusação, na exposição da tipologia da pressão (chantagem relativa à privacidade de uma jornalista e de um político e boicote informativo por todo o Executivo) e na cumplicidade moral e política do Primeiro-Ministro – portanto, do Governo. A partir do episódio é legítimo admitir a possibilidade de não ter sido esta a primeira vez que Relvas usou tal metodologia, podendo apenas ter sido esta a primeira vez que alguém lhe resolveu mostrar que tinha ossos no lugar onde ele contava com a presença de gelatina. É que Relvas já mostrou noutras ocasiões uma violência verbal que é manifestação de um sentimento de impunidade em roda livre. Quem se permite em público ofender toda a família de um adversário político, o que não fará julgando-se protegido pelo secretismo e pelo medo das suas vítimas?
Este caso, pois, ultrapassa a mera questão da sua permanência em funções governativas e partidárias. Este caso remete para uma cultura partidária que tem anos de exercício e a qual reduziu a política ao jogo e o jogo à batota. Ao lado de Relvas está Passos, e ao lado de Passos está o próprio Presidente da República e os anteriores líderes do PSD que promoveram e exploraram assassinatos de carácter, golpadas judiciais-jornalísticas e manipulações populistas. Foi este caldo venenoso que escolheu a política da terra queimada única e exclusivamente para conquistar o poder. E este é o cenário onde a personagem Seguro se ilumina e destaca.
Seguro, em Novembro de 2010, saiu-se com esta valentia lançada à cara dos seus colegas socialistas: “Serei implacável com a corrupção”. Em Setembro de 2011, no XVIII Congresso, disse que o combate à corrupção seria uma das prioridades do seu mandato e avisou que todos os membros do Secretariado Nacional teriam de assinar um compromisso de honra em como respeitariam um código de ética dirigido a todos os dirigentes e candidatos do PS. Não sabemos o que será feito de tanta ética junta por assinar e respeitar, mas sabemos que Seguro – um dos mais opacos líderes políticos de sempre – é o campeão da exigência de transparência. E foi precisamente isso que lhe passou pela mona quando teve de se pronunciar sobre as avarias do seu amigo Relvas.
Ora, estando o processo concluído e o PS satisfeito com os resultados, posto que nada mais tem para perguntar ou dizer a Relvas nem se mostra incomodado com o espectáculo chulo dado no Parlamento em frente dos deputados, está na altura de avisar o nosso exemplar Seguro que o seu objectivo foi alcançado. As dúvidas que ainda tínhamos a respeito da tua coerência, ideal republicano e sentido de Estado foram cabalmente desfeitas: estás completamente anestesiado e vais anestesiando o partido, doa a quem doer.
Teatro do absurdo
O som e a fúria
A sublime inteligência política do PSD resolveu responder às crescentes constatações de vazio de autoridade no Governo – onde se vê Passos na mão de Relvas, Relvas na mão de Menezes, Menezes na mão de alguns verdadeiros homens do Norte, Portas emigrado e Gaspar pairando por cima deles todos – com a encenação circense de um assomo de virilidade do nosso barítono de Massamá:
Passos furioso com colegas do Governo
A esperança desta operação típica da mentalidade jotista é a de que ela ocupe espaço mediático, afastando a atenção das labaredas que já vão altas em S. Bento e sugerindo que o Governo está sujeito ao férreo controlo patriarcal que sabe ser exemplarmente duro com os seus.
Pois é, um ano foi só o que bastou para que a incompetência política e o vazio moral desta direita rasca e bronca se exibissem fulgurantes.
Também poderá levantar na Lusófona o título de Cavalheiro de Indústria honoris causa, assim calhe lá dar um saltinho
A experiência profissional enunciada não lida em particular com o exercício de cargos de liderança, mas ao envolver funções, conforme declarado, de consultoria em organizações de domínios de actuação distintos permite contactar com realidades empresariais em mutação e percepcionar o entrecruzamento, hoje inevitável, entre esferas sociais no passado distintas ou incompatíveis, como era o caso da esfera empresarial e da esfera político-partidária. Neste ponto o currículo submetido reflecte um percurso profissional que, ao não se limitar ao exercício político, aponta para uma desejável diversificação de competências e aprendizagens.
Parecer que serviu de base à atribuição das equivalências a Miguel Relvas na íntegra
8it8
Emma Small e o Freeport

John McIvers e Emma Small têm boas razões para estarem zangados com o Expresso. É que o Johnny Guitar está a ser julgado por corrupção e o sacana desse Expresso não deixa que o País saiba o que já se descobriu ainda vai a procissão a meio.

Só que nem todos se acobardam perante os poderes sinistros do sinistro Expresso, pelo que a Emma Small tudo fará para expor as verdades que o Correio da Manhã, honra lhe seja, vem trazendo para ilustração e consolo do seu público.

Emma Small gosta de esperar nas esquinas dos acontecimentos de pistola na mão. Aparece sempre um incauto em quem disparar.
Mas pudesse ela escolher o alvo e a esta hora o Johnny Guitar estava cravadinho de balázios. Qual julgamento, qual quê.

“Hey, Johnny Guitar! Chega cá, meu cabrão! Vou-te matar, e depois vou-te obrigar a devolver os milhões que andaste a pedir aos construtores do saloon da Vienna, e depois ainda te vou esfregar a manhosa licenciatura de pistoleiro na tromba! Fode-te, cabrão!”

Emma Small tem um plano. Um plano simples, como é apanágio da gente séria. Ela, muito simplesmente, pretende destruir o saloon Freeport, a fonte da terrivel corrupção que está a ser meticulosamente provada e comprovada no tal julgamento que o Expresso abafa só para poder atacar com toda a força o Dancin’ Kid, um bacano que nem sequer é do PS.
Ah, nada como uma bela fogueira para nos livrar do mal… (de preferência com o Johnny Guitar lá dentro)
Foram estes e teriam sido os anteriores, mas estamos a lidar com pessoal que não percebe nada disto
Quem para um Acordo Ortográfico que pára a racionalidade da língua?
Tem sido frequente constatar que nos órgãos de comunicação social onde o AO está em vigor permanece a regra de acentuar graficamente palavras homógrafas de modo a distinguir verbos de preposições.
É tão-só a lógica a falar. É a evidência de que este AO é uma aberração que não vem resolver qualquer problema, antes introduz irracionalidade e amnésia no corpo da nossa identidade.
Um programa cujo visionamento vale 500 créditos para gasto em cursos de Ciência Política
Inestimáveis lições desta edição:
– Lobo Xavier acha que o caso da licenciatura de Sócrates é, num certo sentido, pior do que o caso da licenciatura de Relvas, embora não saiba bem o que terá acontecido no primeiro caso, talvez uma dúvida acerca da cadeira de Inglês Técnico, ou coisa que o valha. Seja como for, os casos são iguais nisso de ambas as figuras terem obtido graus formais sem realmente terem estudado ou aprendido fosse o que fosse.
– Pacheco Pereira, o arauto que apanhou “empregados do Governo e mais acima” a escrever neste e noutros blogues da Frente da Calúnia, o valente que denunciou as técnicas dos serviços secretos usadas a partir do gabinete de Sócrates, o herói que andou a cheirar as cuecas de um primeiro-ministro envolvido em manipulações avassaladoras mas que depois nada fez para o levar à Justiça e nem sequer explicou do que se tratava, diz que a situação de Relvas é exactamente igual à de Sócrates, os dois tendo recebido favores para tirarem cursos de plástico. Pacheco sabe o que se passou e quem fez o quê. Por exemplo, sabe que nada nos papéis da licenciatura de Sócrates bate certo, algo que talvez deva merecer a renovada atenção do Ministério Público assim haja alguém que lhes envie o link. E também sabe que Sócrates passou numa cadeira com um trabalho enviado de casa, algo que não terá desculpa possível e prova a complexa perfídia daquela operação. Pacheco tem toda a razão, escusado seria dizer, pois não há notícia de algum outro aluno em qualquer outro curso ter sido avaliado com trabalhos feitos em casa, em bibliotecas ou em mesas de esplanada. Os trabalhos legítimos são só aqueles que se fazem sob o olhar aquilino do professor ou de terceiros devidamente autorizados para esse controlo. É isto o ensino superior, aquele onde os avaliadores pairam por cima dos cábulas e não os deixam sair da sala para se dedicarem a leituras perigosas ou falar com estranhos.
– Pacheco igualmente nos pinta o enésimo retrato da miséria da classe política e sua gula infrene. Ele explica como as coisas se passam, como as coisas se fazem e como as coisas acabam. Tendo em conta que o próprio Pacheco faz parte desta classe política vai para 40 anos, e tendo em conta que é a maligna classe política que lhe permite ser uma vedeta da indústria da opinião, as suas detalhadas descrições adquirem automático estatuto de verdade. Faltaria só tirar as consequências de tão pudendas contradições éticas – mas talvez seja sensato abdicar de lhe exigir a perfeição.
– Lobo Xavier, Pacheco Pereira e António Costa estão de acordo no seguinte diagnóstico: o Governo está nas mãos de Luís Filipe Menezes, o qual vai metendo o seu Norte nos lugares de poder e prepara o regresso de Durão Barroso para substituir Cavaco. Provavelmente, tanta inteligência junta não poderá estar enganada.
Folclore do laranjal
É falso que a ERC tenha dito que houve pressões inaceitáveis. O relatório iliba-me em toda a linha.
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Estava convencido de que a expressão “uma pressão inaceitável” estava lá. Lamento que não esteja e o erro é meu.




