Mais qualificação, mais rendimentos. É simples de explicar e de entender. Atente-se nas datas:
Investimento de jovens agricultores vale 16% do capital aplicado no sector
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Everett Briggs, ex-embaixador dos Estados Unidos em Portugal, afirmou que o atual ministro dos Negócios Estrangeiros Rui Machete gastou muito dinheiro na compra de arte francesa quando presidia à Fundação Luso-Americana (FLAD).
Em entrevista ao jornal «i», Everett Briggs, cujas relações com Machete eram pouco pacíficas àquela data, criticou as opções do agora governante, por considerar que enveredou por outros caminhos em vez de promover a diplomacia com os Estados Unidos.
«No meu tempo, a FLAD, cujo objetivo essencial passa por promover laços entre os dois países, gastou fortunas comprando por exemplo arte francesa e publicando um elegantíssimo catálogo da sua flamante coleção… francesa. Não americana», afirmou o antigo embaixador, justificando o facto de as relações com Machete não terem sido sempre cordiais.
«(…) sem diplomacia, admito que era escandaloso. Encontrei-me numa situação em que tive de manifestar o meu desagrado, até porque o próprio governo norte-americano começou a demonstrar apreensão com a reviravolta na gestão das contas da Fundação Luso-Americana», explicou Briggs, afirmando, no entanto, que tudo isso são «águas passadas».
Enquanto ministro, Rui Machete «é uma excelente escolha, uma vez que conhece muito bem os Estados Unidos e tem contactos privilegiados que são importantes nas funções que agora desempenha», defendeu Briggs, que disse que as relações com os EUA não sairão afetadas com Machete como chefe da diplomacia portuguesa: «ao povo americano falta, geneticamente, memória.»
A maior parte da comunidade não liga à política. Até foge dela. Daí tantos alimentarem uma larvar ou infecta repulsa por todo e qualquer um que a faça, essa porca e essa puta (pois é, o machismo bronco anda de mão dada com o bronco populismo). Estes infelizes estão cheios de histórias para contar, que relatam de baba a escorrer pelos cantos das beiçolas, daquele e do outro que roubaram, fizeram, aconteceram… e voltaram a roubar. Outros vivem-na como um conflito identitário, mergulhados na infernal defesa do que julgam ameaçado pela alteridade. São os sectários e os fanáticos, e também os oligarcas (os de posses ou os de delírio). Outros não possuem as condições cognitivas, intelectuais ou morais para sequer acederem aos conceitos primeiros inerentes à actividade política – pense-se nos imaturos, nos analfabetos, nos alienados. Finalmente, os doentes, com mais e pior para pensar.
Os partidos, mesmo os que utilizem sofisticadas métricas demográficas, não falam para esta mole tão díspar como ubíqua. E por evidentes razões. Como despertar o interesse a quem não está disposto a ouvir-nos? E ainda antes: que dizer a um conjunto definível pela ausência de mínimos programáticos comuns? Em vez desta missão impossível, os partidos discursam para um eleitor que representa quem eles melhor conhecem: as suas próprias e mui estimadas pessoas mais os respectivos grupos de pertença. Por isso, nesse fatal egocentrismo, os oradores tentam derrotar os adversários através do aumento dos decibéis e da exposição de caras feias, não pela curiosidade que gera confiança, e cuja confiança aumenta a curiosidade pela diferença. Regista-se a mesma disfunção que leva um jogador de futebol a ofender e ameaçar um árbitro para que ele volte atrás no que decidiu, embora não haja notícia de alguma vez isso ter acontecido a não ser em jogos da distrital sem policiamento. Os políticos contentam-se com as palmadinhas nas costas dadas pelas suas claques após os espectáculos, rendidos à evidência de que não se pode remar contra a maré se a ideia for a de querer chegar a algum lado.
Universidades, imprensa de opinião e organizações civis variegadas não oferecem soluções, alternativas ou esperança. Aceita-se fácil e confortavelmente o marasmo por ser previsível, uma constante produção de irrelevâncias. Atenção: não se trata de considerar irrelevante o que os partidos apresentam e o que os políticos defendem ou atacam – irrelevante é o resultado do debate político usual, por ser mecânico, por ser estéril. Estaremos, portanto, condenados à estupidez que consiste em fazer da política uma guerra civil? Sim. Será uma guerra enquanto existirem hierarquias de poder social e financeiro geradoras de desigualdades económicas, algo que não consta estar para acabar nos próximos dez mil anos. Mas poderá ser uma guerra menos estúpida. Se começarmos por tratar de nós. Nós, os estúpidos.
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«Tudo é pressão, mas esta pressão no sentido do aviso, é legítima», acrescentou este ex-líder do PSD, que entende que o Tribunal Constitucional estará a fazer um «bloqueio» ao se opor à redução de salários e, ao mesmo tempo, à redução de pessoal.
No seu espaço de comentário na SIC, Marques Mendes defendeu que, no caso de o Tribunal Constitucional se opor a estas duas questões, estará a impedir que o Governo faça uma redução de impostos.
«Hoje há um clamor nacional no sentido de baixar impostos. Para baixar impostos é preciso diminuir despesa e para diminuir despesa é preciso fazer um de dois cortes: reduz salários ou reduz pessoal», lembrou.
Marques Mendes considerou ainda que no Governo nem enfrenta tanto o problema de ter de cumprir a Constituição, mas sim o da «interpretação» da Lei Fundamental por parte do Tribunal Constitucional.
Passos Coelho, que falava três dias depois de o Presidente da República ter enviado para o Tribunal Constitucional para fiscalização preventiva o diploma do Governo sobre a requalificação da função pública, lembrou que no passado os juízes do Palácio Ratton ‘chumbaram’ medidas propostas pelo executivo, o que obrigou a aumentar impostos.
“Já no passado alguns desses riscos se materializaram e não foi fácil ultrapassá-los, obrigou-nos a aumentar os impostos que era uma opção que não queríamos tomar”, recordou. Em outros casos, continuou, o Governo foi obrigado “a fazer um processo acelerado e concentrado de redução de efetivos ao nível da administração”.
Algumas das identidades que o fim do anonimato nos comentários no Público permitiu descobrir:
Fenchurch St.
du Bocage
Misantropo
incorporeo
Minhoto
guza
Sam the Squid
Don Draper
calvino em queda
Ceci n’est pas une nick
rls
Viana
Ana A
Tozinho
Achille Talon
cisteina
Inzébio
Luisa
Fidel Castro
Strelok
Mario
Klassified
Santo Ananás
92*******
Casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão. A atmosfera pública está em carne viva: qualquer notícia provoca apoios arrebatados ou acusações iradas. A execução orçamental no 1.º trimestre de 2011 não fugiu a este clima. Segundo os valores agora divulgados, as receitas cresceram 15% e as despesas caíram cerca de 4%, o que nos dá um quadro mais favorável do que é necessário para reduzir em 5600 milhões de euros o défice público para 4,5% do PIB em fins de 2011. Não é de espantar que os economistas ligados a partidos da oposição afirmem não acreditar no apurado superavit de 432 milhões, entre Janeiro e Março deste ano, acusando reiteradamente o Governo de instrumentalizar os números da execução orçamental e de ocultar outros buracos, escondidos em parte incerta.
Editorial do DN, Abril de 2011
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Um fenómeno curioso, talvez universalmente inevitável, consistiu – e continua a consistir – na observação da troca directa de argumentário quando se passa da oposição para o Governo. Por exemplo, assim que o PSD venceu as eleições, saiu um cartaz da JSD a apelar à união de todos os portugueses no contributo para a nova governação. Esta mesma JSD, até às eleições de 2011, afiançava que parte desses portugueses era corrupta e outra parte servia esses corruptos por vício moral ou defeito intelectual. Por exemplo, aqueles que alimentaram a indústria da calúnia na comunicação social, e que instigaram ao ódio com furioso entusiasmo, passaram a queixar-se da imprensa por esta ousar não estar de acordo com o estupendo Executivo de Passos aqui ou ali. Agora, e é apenas outro exemplo entre tantos, os mesmos que ficavam deprimidos e desvairados com alguma notícia positiva para Portugal durante a governação de Sócrates, de imediato a carimbando como mentira mesmo que viesse de entidades europeias, aparecem agora à janela com os melhores fatos de domingo a dar lições de patriotismo ortodoxo.
Se este segundo trimestre ainda fosse de recessão, as razões que PSD e CDS agitariam eram as da cassete: Sócrates, a bancarrota, o Tribunal Constitucional, o azar da situação europeia. Como aconteceu uma retoma na Europa, uma travagem judicial na austeridade celerada e o factor Galp, o laranjal congratula-se, solta demagogias para cima dos empresários portugueses e falácias para dentro das vítimas da sua incompetência e irresponsabilidade.
Mas, sim, para quem é, é o suficiente.
O ministro da Presidência, Marques Guedes, afirmou esta quarta-feira que os números sobre o PIB divulgados hoje pelo INE «consolidam a ideia de que o caminho traçado dá sentido aos esforços dos portugueses», mas alerta que «é preciso prudência».
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Prudência. Cautela. Tino. Cabeça fria. O Governo não quer que 1 milhão de desempregados, mais 3 milhões e meio de reformados, fora os restantes milhões de empresários e empregados cujos rendimentos foram reduzidos além-Troika, entrem de imediato num carnaval de esbanjamento e deboche só porque o INE confirmou que o País está 2% mais pobre do que estava no ano passado por esta altura. Esses festejos poderiam ter consequências calamitosas para a imagem de Portugal junto dos mercados, já para não falar nas poucas-vergonhas e consequente aumento da natalidade que poderiam advir de tanta imprudência.
O Governo anuncia que está no caminho certo, que isto de ter o primeiro-ministro mais incompetente do regime democrático a ser levado ao colo pelo Presidente da República mais rancoroso e hipócrita de que há memória viva é a fórmula do sucesso. Veja-se como o plano de se fazerem Orçamentos inconstitucionais de rajada, e de manter um ministro das Finanças demissionário durante 7 meses só para vê-lo bater com a porta com tal estrondo que toda a palhota desabou, permitiu entregar a governação ao Tribunal Constitucional, assim estancando a demência. Brilhante jogada, nunca antes tentada.
O Governo declara que ainda há muita gordura para cortar, como rapidamente iremos ver, e lembra que também os músculos, os órgãos vitais e até os ossos contêm gordura. É tudo uma questão de perspectiva, de não haver cá pieguices e de se conseguir moer essas porcarias para extrair a gordurinha tão valiosa no estrangeiro. Afinal, nas décadas da opulência socialista e socrática (mas mais socrática, mais socrática) gastámos à louca e à maluca, o que hoje se sabe ter causado a crise económica mundial mais grave dos últimos 80 anos e também a crise das dívidas soberanas na Europa. Portanto, este é o tempo para pagar essas facturas, como a gente séria tem repetido.
O Governo pede às portuguesas para começarem a sair à rua com um xaile na cabeça e pede aos seus maridos para estarem de regresso a casa antes das 9 da noite. Nos casos em que haja portuguesas sem marido, é favor tratar de arranjar um, rapidinho. Quanto às crianças, a receita é a mesma: prudência, muita prudência.
À margem da tomada de posse do presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), no Porto, o ministro defendeu a necessidade urgente “de uma reflexão sobre a cultura política em Portugal”.
“Por um lado, foi construída uma história, que era uma história de que o Governo anterior teria recusado e teria impedido o negócio, que era pouco ético e legal, até que agora verificamos que não é exactamente verdade, que esse Governo tinha até interesse e considerava absolutamente normais as operações em causa”.
Mas, na opinião de Poiares Maduro, o que lhe parece “particularmente preocupante e grave, competindo “às autoridades judiciais averiguar”, é o facto de “ter existido realmente, como há fortes indícios de que existiu, a falsificação de um documento”.
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É bizarro, mas acontece. Poiares Maduro revelou-se um simétrico de Miguel Relvas. O que, na simetria em causa, leva a que cheguem aos mesmos resultados por caminhos opostos.
Relvas é o exemplo acabado (pun intended) do arrivista ordinário e canalha: de ofensas à família de um adversário político, passando por perjúrio no Parlamento a propósito de ligações secretas com espiões do Estado, até à ameaça de boicote a um jornal e chantagem a uma jornalista, vale tudo. E se isto é assim na montra, visível a quem passa incauto na rua, tememos pelo que se guardará no armazém. Maduro é o exemplo por acabar (intended pun) da vedeta académica moderna e internacional: percurso brilhante e impoluto, investigador premiado, coroado com lugares de docência em institutos de prestígio na Europa e nos EUA. Um mimo, este rapaz.
Ora, ora. Portanto, ora. Dá-se o caso de ouvirmos amiúde ao substituto de Relvas a sua preocupação com a “cultura política em Portugal“. É um assunto onde não está sozinho: 10 milhões de portugueses, pelo menos, estão, estiveram ou estarão igualmente muito preocupados, desiludidos e magoados com a cultura política em Portugal. Realmente, isto de o regime estar balizado por uma esquerda fanaticamente sectária e uma direita raivosamente caluniadora não dá saúde política a ninguém. E sendo parte integrante de um Governo PSD, olha a sorte, não faltam ao Maduro acontecimentos a merecer urgente atenção da sua superior capacidade analítica e supina vocação reflexiva.
Deixa cá ver. Como descrever a cultura política de quem se arroga a posse da “verdade” como bandeira política? E que cultura política será essa que utiliza e explora escutas ilegais a conversas particulares de um primeiro-ministro e tentativas infundadas de incriminação desse mesmo governante e dirigente partidário? Qual o contributo da “Inventona de Belém” para a literatura sobre a cultura política? Que ilações tirar do boicote ao PEC 4 na febre do pote e da estratégia para que o País capitulasse e fosse entregue aos credores? Como avaliar uma campanha eleitoral onde se mentiu do primeiro ao último segundo, prometendo o fim dos sacrifícios, a recusa de aumentar impostos e cortar salários e pensões, mais a imediata reviravolta nos mercados por via da ostracização de um homem mau e da entrada da gente séria? É um sem-fim de material à disposição da missão de regenerar a cultura política em Portugal – e até pode deixar esquecido esse outro monumento da coisa que consistiu no apoio que Passos Coelho e Cavaco Silva foram dando a Relvas durante a sua passagem pelo governo da República, pois é compreensível que não se consiga ir a todas quando os dias continuam a só ter 24 horas.
“I’m Sick of Talking about Sexual Harassment!”
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Which Jeff Bezos bought the Washington Post?
Seguro – corrijam-me se estiver enganado, é o actual secretário-geral do PS – não tem qualquer opinião sobre a actividade do Governo anterior no que diz respeito aos swaps. Não estava lá, não viu, não foi nada com ele, cruzes canhoto. Mas vai ter. Assim que a comissão de inquérito apresentar as suas conclusões poderemos descobrir o que pensa Seguro destas manigâncias. Porque ele vai pensar exactamente o mesmo que sair a público. Eis como o mais recente ideólogo da “política de verdade” apresenta a questão:
Sobre a eventual responsabilidade do PS nesta matéria e se o partido deveria ter outra forma de encarar esta situação, Seguro reiterou: “É para isso que há uma comissão de inquérito. As comissões de inquérito existem para se apurar a verdade e quando estão envolvidos dinheiros dos contribuintes essa verdade tem que vir ao de cima”.
Duas inovadoras ideias: (i) as comissões de inquérito chegam à verdade; (ii) quando há dinheiro dos contribuintes na berlinda, essa verdade na posse das comissões de inquérito consegue mesmo trepar por ali acima e aparecer à tona – já nos casos em que não haja pilim, temos pena, a verdade poderá ficar submersa.
Outro grande momento que este momento político está a oferecer a todos os apreciadores de grandes momentos consubstancia-se na declaração:
Na política não somos todos iguais. Eu abomino a baixa política e a política feita sem ética.
É um facto. Há dimensões onde somos todos iguais. Estou a pensar, especificamente, na primeira dimensão, sendo que a partir da segunda as coisas já se começam a complicar, e quando chegamos à quarta, então, é caso para dizer que nem dois gémeos monozigóticos são iguais. Outros autores defendem que há situações e lugares onde somos todos iguais, e dão como exemplo os transportes públicos, a praia, o médico e a feira da Malveira.
Porém, chega-nos a palavra de Seguro para acreditarmos no que nos está a transmitir. É que não falha. Seguro abomina tanto a baixa política e a política feita sem ética que anda há dois anos a ver os seus camaradas de partido que tiveram responsabilidades governativas no passado recente a serem difamados e caluniados diariamente sem que alguém lhe consiga arrancar uma qualquer palavra de defesa individual ou do grupo. E isso mostra o grau da sua abominação, pois estudos feitos com rãs provam que quando um animal atinge o grau máximo da abominação já não consegue falar. Os cientistas chegaram a esta descoberta depois de passarem longos meses a insultarem as rãs sem nunca terem registado qualquer declaração das próprias contra o tratamento a que estavam a ser sujeitas.
Seguro, no entanto, não precisava destes dois anos para mostrar que não é igual aos outros. Basta lembrar que ele foi um dos dois ou três deputados socialistas que aplaudiram esse monumento de alta política e perfectibilidade ética que Cavaco deixou na Assembleia da República no dia 9 de Março de 2011. Enquanto à sua volta uma bancada inteira se remetia a um silêncio igualitário, Seguro lançava as palmas das mãos uma contra a outra no afã de exibir o seu apoio ao que tinha acabado de se passar.
Só não percebeu quem não quis: aquele militante socialista era especial de corrida.