Arquivo da Categoria: Valupi

Revolution through evolution

Single women are more likely to start a new business than men
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Five-year study reveals patients operated on at night twice as likely to die as patients who have daytime operations
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EEG recordings prove learning foreign languages can sharpen our minds
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Systems Biology Research Study Reveals Benefits of Vacation and Meditation
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‘Materials that compute’ advances as engineers demonstrate pattern recognition
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Brain perceives taste with all senses, scientific evidence reveals
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People enhanced the environment, not degraded it, over past 13,000 years

O cavaquismo está vivo e recomenda-se

"Vai haver muito boa gente em Portugal do PS e do PSD interessado em que não se investigue nada e que não se esclareça nada, porque evidentemente que há responsabilidades do chamado bloco central de interesses da gestão da Caixa, sobretudo nos anos entre 2005 e 2010", afirmou o ex-líder social-democrata num jantar-conferência na Universidade de Verão do PSD, que decorre em Castelo de Vide até domingo.

"Há 10, 12 operações que foram absolutamente ruinosas, porventura financiamentos que não deviam ter sido concedidos, financiamentos que não foram concedidos com garantias minimamente eficazes, porventura financiamentos concedidos a troco de favores políticos", disse, considerando que, se o Estado tem agora de meter dinheiro na Caixa, ao menos que se esclareça o que aconteceu e apure responsabilidades.

Muito boa gente de 2, 3 partidos vai querer que tudo seja varrido para debaixo do tapete e acho que tudo deve ser esclarecido e escrutinado", insistiu.


Marques Mendes diz que há no PS e PSD quem não queira investigação na CGD

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Marques Mendes, pelo seu longo e prestigiadíssimo currículo político, não só aparenta saber do que está a falar como, por inerência, deixa a certeza de saber de quem está a falar. Porém, ao começo curiosamente, mas segundos depois escandalosamente para quem ainda não tiver desistido de viver num país onde a decência faça parte da identidade comunitária, nega-se a identificar os autores das manigâncias que utiliza como material retórico nas suas exibições públicas.

O discurso sobre o “bloco central de interesses”, até há poucos anos, era um exclusivo das cassetes do PCP, BE e quejandos. Depois, com a radicalização provocada pela crise de 2008 e pela decadência das elites à direita que se agarraram ao populismo e ao golpismo, passou para os jornalistas especializados em malhar no PS e, finalmente, para o próprio PSD e CDS; como neste exemplo. A lógica, mesmo que a princípio contra-intuitiva, é simples de explicar. Trata-se – ainda e sempre – de conseguir diabolizar os socialistas, os quais ficam mais penalizados do que a actual direita em matéria de prevaricações governativas e financeiras. A tal “central” oferece ainda a enorme vantagem de não poder ser negada, pois ninguém de bom senso admite que as pessoas que em Portugal tratam da política e da finança sejam responsáveis, independentes, íntegras. Seria como negar a existência dos átomos, os quais não vêem a sua realidade beliscada por serem invisíveis, intocáveis, inaudíveis, inodoros e insípidos para toda a gente neste planeta à excepção de meia dúzia de cientistas. Logo, como nos garante Marques Mendes, a “central” é um facto à espera de exposição pública pelas autoridades, e tal só não acontecerá se a corrupção organizada pelas cúpulas partidárias o impedir.

Marques Mendes, e infelizmente, não omite só os nomes dos bandidos. Igualmente não revela se está disposto a colaborar com as autoridades dada a profundidade e minúcia das suas informações, talvez por serem conversas que se espalham à boca cheia no seu escritório de advocacia (muito advogado deve gastar a “central”, chiça). Ou talvez tudo se resuma, como com o Paulo Morais, a recortes de jornais dos seus próprios artigos e presenças televisivas ou a algo que ouviu na mesa ao lado enquanto desmanchava um bife com ovo a cavalo e muita molhanga, daquela mesmo boa. Também não explica o que sabe a respeito da história desta famosa “central”, as suas origens, os seus mentores, a sua dinâmica, os seus códigos, os seus crimes ou ganhos, e qual a razão para as autoridades, incluindo-se nelas o Presidente da República de seu nome Cavaco Silva e o Parlamento cheio de esquerdalha, já para não falar no esgoto a céu aberto, nada terem feito para acabar com o regabofe. Finalmente, o grande Mendes é omisso a respeito do contexto de crise extrema desde 2008, a qual levou internacionalmente a milhões de casos iguais ou piores do que aqueles ocorridos na CGD precisamente por causa do desabamento da economia e finança mundiais e europeias no período para que aponta os holofotes. Apenas consegue ser claro a respeito de uma faceta do seu número de circo. Entre 2005 e 2010, há dois nomes por onde podemos começar ou onde teremos de chegar: Sócrates e Vara.

O cavaquismo, numa das suas componentes fundamentais, é esta sonsice desbragada.

Kellymaníacos

Foi desta forma que Kelly Slater venceu na semana passada a sétima etapa do World Championship Tour, o Billabong Pro Tahiti 2016 em Teahupo’o, regressando à ribalta donde estava afastado há quase três anos. Chamo a atenção para a última onda e a queda a pique com que se inicia a corrida. Tão espectacular que um dos comentadores, fã do Medina (segmento ausente deste vídeo, mas o bacano aparece no vídeo abaixo a fazer a entrevista), não se conteve na azia e acusou Slater de exibicionismo. Para além da vitória, a prova deu-lhe mais pano para a glória, para a lenda viva que já ultrapassa o mundo do surf: quatro pontuações máximas (10), sendo duas delas obtidas na mesma eliminatória, e estas atingindo o nível de ondas perfeitas (todos os juízes deram 10), e ainda o troféu “Andy Irons Most Committed Performance”. A história deste prémio, deste surfista e da sua rivalidade com Kelly não dá para contar nesta folha de couve em que escrevo.

Razões para tanto alarido? O homem tem 44 anos, podia ser pai da maior parte daqueles com quem compete, e continua a ser um dos melhores do mundo num desporto de altíssima exigência física. Mas não só. A sua presença como atleta celebra o que de melhor a competitividade pode fazer a um ser humano – a exaltação do talento, o próprio e o dos outros. Por isso aparece como inspirador muito para além do âmbito deste específico desporto. Tudo isto ocorrendo em cenários de beleza deslumbrante ou simplesmente deslumbrantes pela nossa beleza. Eis um exemplo registado no dia em que o rei voltou a encher de alegria milhões de kellymaníacos:

Uma Justiça sem prazos é infernal

Em Março de 2012 foi aberto pelo Ministério Público um inquérito-crime na sequência da denúncia apresentada pela Associação Sindical dos Juízes Portugueses relativa a despesas efectuadas por responsáveis governamentais do anterior Executivo socialista. Nunca esta associação se tinha lembrado de tal iniciativa, apesar de todos os Governos, desde que há Governos neste país, terem registado despesas da responsabilidade individual dos seus membros. Mas prontos, lá acordaram para o perigo que ameaça a República e os socialistas têm a honra de serem os primeiros, quiçá os únicos, a ficarem na berlinda por causa de um café ali e um almoço acolá. Em meados de 2014 tinham sido ouvidas todas as testemunhas. Estamos dentro da segunda metade de 2016, alguém sabe qual é o estado desta investigação? Alguém responsável pode dar uma previsão de quando serão anunciados os resultados?

Em 2012, com grande aparato mediático e aproveitamento político por parte da indústria da calúnia e da ministra da Justiça ao tempo, foram feitas buscas domiciliárias a antigos governantes socialistas – de Mário Lino a Teixeira dos Santos, passando por Paulo Campos e António Mendonça – na operação “Buraco no Asfalto”; nome dado pela entidade policial ou pela judicial envolvidas, ou talvez nascido de ambas a mielas, o qual configura uma perseguição política e uma provocação ao Estado de direito. Estamos dentro da segunda metade de 2016, alguém sabe qual é o estado desta investigação? Alguém responsável pode dar uma previsão de quando serão anunciados os resultados?

Por volta do próximo 15 de Setembro ficaremos a saber que a “Operação Marquês” terá mais 3 meses, pelo menos, para continuar a fornecer material para a indústria da calúnia e para o permanente desgaste do PS. A já publicitada morosidade dos procedimentos que não param de crescer, conjugada com a real inexistência de quaisquer prazos para terminar o inquérito para além dos interesses avulsos dos magistrados responsáveis, permite supor que teremos festa para mais uns anos, os que o Ministério Público quiser. Tudo em nome da verdade e da perseguição aos criminosos, pois claro. Como estamos a falar de um móbil para a corrupção que vai variando à medida da imaginação dos investigadores, fruto podre de se ter detido e prendido arguidos sem se comprovar porquê, alguém sabe qual é realmente o estado desta investigação? Alguém realmente responsável poderá algum dia dar uma previsão de quando serão anunciados os resultados?

E acerca do BPN, alguém faz ideia de… Ah, espera, esse caso já está a ser julgado. Com sorte, dentro de 10 a 20 anos será possível ter uma versão oficial do que aconteceu. Mas, quer-se dizer, não faz grande diferença que ele continue enterrado e esquecido. Afinal, nem sequer para fazer primeiras páginas e especiais TV no esgoto a céu aberto serve, mais valia não terem perdido tempo e dinheiro com isso.

Exactissimamente

No seu editorial de hoje o Público apressa-se a dar como adquirido o óbito do TTIP. E depois de dizer que o "tratado era mau", acrescenta que "o secretismo que envolveu as negociações, as cedências que impunha à Europa em questões sensíveis como a protecção do ambiente ou da alimentação humana ou o poder de decisão em conflitos comerciais concedido às grandes conglomerações empresariais justificam e tornam até desejável esse fracasso".
É difícil imaginar tanta falta de rigor e tão precipitado juízo:
1º - Não existe ainda nenhum tratado: nenhum capítulo está concluído e em 1/3 dos capítulos ainda não se iniciaram as negociações;
2º - O alegado secretismo nas negociações é contrariado pela divulgação oficial de todas as propostas negociais da UE e pelo conhecimento dos pontos pré-acordados por parte de todos os governos nacionais e de todos os deputados do PE e dos parlamentos nacionais;
3º- Nenhum dos pontos já pré-acordados envolve qualquer cedência da UE em nenhum dos referidos pontos;
4º - O sistema de resolução de litígios de investimento ainda não foi negociado e a proposta da UE que está na mesa afasta ao malsinado sistema de arbitragem particular entre investidores e Estados.
Se o editorial de um jornal de referência pode revelar tanta falta de rigor, como exigir dos cidadãos comuns melhor informação sobre o TTIP?!


Júbilo (2)

Revolution through evolution

Why are we so afraid to leave children alone?
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Hurricanes are worse, but experience, gender and politics determine if you believe it
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Chimpanzees choose cooperation over competition
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We are all ‘wired’ for addiction, says researcher
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Citrus Fruits Could Help Prevent Obesity-Related Heart Disease, Liver Disease, Diabetes
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Music at work increases cooperation, teamwork
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Latest Research Reveals Sitting in Traffic Jams Is Officially Bad for You

Porque há quem goste

O caso da recapitalização da CGD é um dos tais onde a complexidade das questões bancárias, financeiras, legais, técnicas e políticas, para mais implicando diferentes decisores dentro e fora de Portugal, ultrapassa a capacidade de entendimento de 99% da população e 99% dos jornalistas. De tal maneira que perante o começo do seu desfecho – Bruxelas aprovou recapitalização da CGD que pode ir até 4,6 mil milhões – a oposição precisa de se preparar para abrir a boca e PCP e BE estão em modo “cautela e caldos de galinha”.

Entretanto, o caso tem servido para ataques eufóricos ao Governo, tanto por parte da actual direita como da actual imprensa. Ataques inevitáveis pois em ambas as entidades vigora uma lógica simplista e maniqueísta. A lógica da afirmação totalitária, onde se ficciona a actividade governativa retirando-lhe as características que a moldam como um exercício invariavelmente destinado ao falhanço – isto é, destinado ao concreto. Ao invés, as oposições, e a imprensa sendo sua extensão e réplica de acordo com as agendas próprias, discursam como se governar correspondesse à abstracta correlação entre uma decisão plenamente informada e livre de condicionalismos e um efeito directo desse acto governativo. O que é falso. O que é uma ficção. Daí, ao se trocarem as cadeiras, toparmos com a mudança das cassetes, passando os mesmos actores a repetirem os argumentos que ouviam aos adversários antes da alteração no poder.

Qual era o racional para a inclusão de administradores não-executivos na CGD? O que levava a direita e a esquerda a estarem contra tal inclusão? Quais os critérios para julgar um erro tal pretensão do Ministério das Finanças? Sejam quais foram as respostas, na realidade temos um Governo minoritário que tem de negociar as suas opções executivas tanto no Parlamento como na Presidência da República, e ainda na Europa nos casos onde tal é necessário. Como a História não se repete, nunca ninguém verá outro conjunto de governantes a resolver o mesmíssimo assunto nas mesmíssimas condições. Como avaliar a qualidade das decisões tomadas, então?

Os tribalistas não precisam de pensar. A bandeira das tropas é o seu farol, sabem sempre onde está a linha de costa. Os que prezem a liberdade, preferindo a incerteza à tanga, poderão recorrer a este exercício: se já foram enganados uma vez por alguém, à segunda só caem se quiserem ou se gostaram de ser tratados como borregos. Porque há quem goste.

PCP, um partido de farsantes no que toca às “violações dos direitos humanos”

O ministério da Justiça (MJ) deu ordens à Polícia Judiciária (PJ) para suspender a participação no projeto europeu destinado a treinar os inspetores em técnicas de interrogatório a suspeitos de criminalidade organizada transnacional. Esta decisão veio na sequência de vários protestos de partidos e organizações de esquerda, principalmente do PCP, porque a coordenação técnica era de Israel, cujas forças de segurança "violam os direitos humanos". O MJ refuta a "motivação política" na decisão.

[...]

Os protestos da esquerda começaram em junho passado com uma tomada de posição conjunta de várias organizações, como o Comité de Solidariedade com a Palestina, a CGTP, a SOS Racismo, a União de Mulheres Alternativa e Resposta, o Coletivo Mumia Abu Jamal e o Conselho Português para a Paz e Cooperação. Depois o PCP e os Verdes questionaram o Governo, tendo a PJ informado a coordenação do projeto da desistência em julho.

Os comunistas invocaram "violações de direitos humanos" por parte das autoridades israelitas para pedirem ao governo que retirasse a PJ do projeto, lembrando que "são sobejamente conhecidas as práticas de interrogatório "intercultural" das forças de segurança do Estado de Israel e o tratamento dado aos detidos palestinianos, com recurso à tortura".


Governo cede a pressão do PCP e afasta PJ de treino com Israel

Revolution through evolution

Austerity Linked to Rise of the ‘Spornosexual’
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Standing up for beliefs in face of group opposition is worth the effort, study shows
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Are violent video games associated with more civic behaviors among youth?
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Cognitive offloading: How the Internet is increasingly taking over human memory
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‘I miss you so much’: How Twitter is broadening the conversation on death and mourning
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It’s True: Latinos Age Slower Than Other Ethnicities
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A Dog’s Dilemma: Do Canine’s Prefer Praise or Food?

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Imprensa de má referência

Se há coisa que se pode dizer sobre Pedro Passos Coelho, sem criar qualquer polémica, é que é um político que não vive para as sondagens.

O ex-primeiro-ministro do PSD nunca se posicionou como líder que quer agradar, que antecipa o mood nacional e diz o que os portugueses querem ouvir.

Quando fala, percebe-se que Passos acredita no que diz e que quer dizer as coisas como pensa que elas são, por desagradáveis e duras que se revelem. No partido, alguns dos seus seguidores, como o jovem Hugo Soares, vice-presidente da bancada social-democrata, vêem-no como o homem que “fala verdade aos portugueses” e assume com orgulho os custos políticos resultantes desse estilo.

Público – Editorial – 15 de Agosto de 2016

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Não me lembro de ter visto qualquer estudo ou mera contagem a olho sobre o assunto, pelo que tenho apenas a minha memória como material de análise. Na minha memória, não encontro um líder partidário em Portugal que tenha mentido tanto como Passos Coelho. Sequer que se encontre na mesma divisão. Mentiras directamente relacionadas com as sondagens, com as eleições, com a manipulação do eleitorado.

A mentira – ou, para ser rigoroso no exemplo seguinte, a falsidade – começa com a sua transformação em liberal em 2010. Um liberal à portuguesa, de pacotilha, chegando ao ponto de atacar os fundamentos da Constituição e de andar a pedir prisão para políticos, que agitou essa bandeira por mera táctica face à conjuntura. Dois anos antes, ainda com o “pin” de social-democrata na lapela, andava a elogiar Sócrates pela sua resposta à crise internacional. Era o tempo em que valia tudo para desgastar Ferreira Leite, até atacá-la pela esquerda.

A mentira – aqui, sim, com todas as letras mais o espaço entre elas – continua com o chumbo do PEC IV e a campanha eleitoral de 2011, ficando como um logro historicamente original. As promessas de não ir despedir funcionários públicos, de não ir baixar salários, de não ir cortar pensões e subsídios, de ir estancar a emigração, e de que os problemas se resolveriam magicamente “cortando gorduras no Estado” e substituindo os bandidos do PS pela “gente séria”, foram feitas por ele e pelos seus tenentes até ao último dia de campanha. Nesse sentido, tendo em conta que o PSD sabia exactamente o que iria acontecer ao País e aos seus habitantes com o chumbo do PEC mais o pedido de resgate, nunca tivemos uma fraude eleitoralista como esta na democracia portuguesa.

A mentira – ainda por conhecer quanto às suas consequências finais para as contas públicas – culmina com a fuga às responsabilidades governativas do ponto de vista do interesse nacional que o levou a empurrar as crises do BES, Banif e CGD para fora do perímetro da “saída limpa”. Resultado: uma entrada suja na campanha eleitoral de 2015, onde a tanga da “recuperação económica” e da “austeridade salvífica” foi explorada até à exaustão.

Não sei quem é que escreveu este editorial, presumindo que tenha sido Bárbara Reis. Mas sei que ele transforma a expressão “imprensa de referência” numa anedota.

Ah!

João Céu e Silva - Acha mesmo que venceu o debate sobre o marxismo e o fascismo?

José Rodrigues dos Santos - Ninguém conseguiu desmentir o que escrevi no livro e num texto de opinião que publiquei, em que mostrava que havia historiadores a dizerem a mesma coisa que eu. Até foi estranho que um historiador tivesse começado o seu artigo por desmentir afirmações que eu não tinha feito. É difícil desmentir que o fascismo tem origens no marxismo porque é verdade. Eu nunca pretendi que isto fosse um facto novo, aliás, em toda a minha obra não digo coisas novas para os especialistas.


Fonte

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Estamos em meados de Agosto, altura ideal para voltarmos a uma das polémicas mais originais dos últimos anos, aquela que levou um famigerado apresentador de televisão, na posse da verdade a respeito do fascismo e do marxismo, a ser confrontado nos jornais por um grupo muito reduzido de supostos especialistas em História, e merdas dessas, os quais apenas conseguiram exibir a sua ignorância. Verdade.

A verdade, como substantivo e adjectivo, é um termo que aparece 23 vezes na entrevista de JRS ao DN. A entrevista termina, aliás, com o entrevistado a perguntar ao entrevistador se quer a verdade. Não sabemos o que o entrevistador terá respondido, pelo que não sabemos se a verdade foi de facto revelada nessa resposta final. Pode ter acontecido que o entrevistador tenha assinalado com um assentimento da cabeça ou de olhos que, sim, queria a verdade. Mas igualmente é legítimo supor que o entrevistador tenha ficado lívido e imobilizado perante a iminência de se deparar com a verdade, rigidez corporal e facial essa que bastasse ao entrevistado como sinal para deixar a verdade vir à luz. Ou podemos imaginar que o entrevistador fosse vítima de um espasmo ocular involuntário que tenha sugerido ao entrevistado estar o interlocutor em condições de acolher a verdade. A falta de informação contextual na peça dá azo a estas fantasias. Finalmente, é ainda de supor que o entrevistado não tenha recebido as garantias necessárias por parte do entrevistador para que a opção de contar a verdade se concretizasse. Nesta última hipótese, a entrevista termina com uma mentira – o que é sempre chato, embora seja também interessante.

JRS partiu para esta polémica com um avanço que, soubemo-lo entretanto, era impossível de vencer. Como nos conta, “houve historiadores a dizerem a mesma coisa que eu“. Portanto, não estamos perante um caso em que JRS resolveu repetir uma cenas esquisitas assinadas por historiadores. É ao contrário. E isto, como se viu rapidamente, era algo que em Portugal todos menos ele ignoravam. Sintomaticamente, o último texto que publicou sobre a temática – “O fascismo tem mesmo origem no marxismo” – não teve resposta de ninguém. Todos refugiados em tábuas e com a viola metida no saco, para usar duas imagens que acabei de inventar. Nem sequer do valente do Araújo, a quem a lição é dedicada, veio um ditongo crítico. Talvez porque o texto termina com um viril grito, “Ah!“, e este Araújo se sinta mais confortável a bater em mulheres (é uma metáfora, António, calma).

Ora, estamos em meados de Agosto. E isto é verdade. Então, bute responder ao JRS recorrendo a uma outra verdade ausente desta polémica até à data. Cá vai ela: Differenz der demokritischen und epikureischen Naturphilosophie. Acertaste, trata-se da tese de doutoramento de Marx. Com 23 anos, Marx obtinha o seu título académico com uma profunda reflexão sobre as diferenças entre os atomismos de Demócrito e Epicuro. Diferenças fascinantes, onde os átomos de Epicuro são a modos que avariados da corneta, sofrendo de uma tara chamada clinamen, enquanto os atómos de Demócrito não passam de uns totós. Tudo o que veio a seguir na produção intelectual de Marx resulta deste tratado. Sim, voltaste a acertar: o fascismo vem do atomismo clássico grego – ou, para sermos mais exactos, o fascismo vem do marxismo e o marxismo vem do epicurismo. Porquê? Porque é verdade. Não dá para desmentir. De resto, há historiadores a dizerem o mesmo que eu. Olha aqui um de quem o JRS deve gostar bastante:

A capacidade das esquerdas mundiais para justificar em nome de uma utopia humanitária as piores atrocidades do regime comunista — e, exterminado o comunismo na URSS, para continuar a pregar com a maior inocência os ideais socialistas como se não houvesse nenhuma relação intrínseca entre eles e o que aconteceu no inferno soviético —, é uma herança mórbida que, através de Marx, veio do epicurismo.

[...]

Que Marx tivesse, pessoalmente, um tremendo senso do teatro, do fingimento, da prestidigitação, é coisa que os biógrafos já estabeleceram com certeza suficiente. Mas isto não bastaria para dar à sua filosofia tamanho poder de ludibriar as consciências. Quando, no entanto, notamos que o primeiro interesse acadêmico do jovem Marx foi devotado ao estudo do príncipe dos ilusionistas filosóficos, e em seguida constatamos ser idêntica, em Epicuro e nele, a mixórdia proposital e alucinógena da teoria na prática e da prática na teoria, então compreendemos a virulência inesgotável da herança epicurista, capaz de atravessar os milênios e ressurgir a cada novo empenho cíclico de instaurar em alguma parte do mundo o reinado da impostura.

Olavo de Carvalho – EPICURO E MARX

Perante estas verdades, perante o calibre dos historiadores que me repetem, toda a polémica avança na direcção de uma verdade maior ou melhor do que a tese inicial de JRS, talvez mesmo maior e melhor em simultaneidade e concomitância. Agora, sabemos muito mais do que sabíamos em Maio e Junho passados. Restará satisfazer a última curiosidade: e o epicurismo, vem donde? Hum?

Mas não se vê logo, caralho? Esta até quem fez a antiga 4ª classe sabe de cor. De Sócrates!

Passos, o tal que nos ofereceu coisas inesquecíveis do ponto de vista económico, social e político

"Esta solução de governo está esgotada, não tem nada para oferecer do ponto de vista económico a não ser a estagnação e eventualmente o conflito com os credores, as instituições europeias e os investidores", afirma o líder do PSD. Passos Coelho considera também que também a nível social a "troika governativa" está esgotada porque só sabe fazer o que é fácil" e a seguir acabam-se a ideias".


Fonte

Revolution through evolution

Partisan Media Can Influence Viewers to Reject Facts
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Single people have richer social lives, more psychological growth than married people
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Study shows men follow up conflict with friendly gestures more than women
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New study confirms adage that with age comes wisdom
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Experiment shows exposure to nature reduces aggressive behavior among inmates
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Becoming a volunteer later on in life can result in good mental health and wellbeing
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Eating a Mediterranean diet can slow down cognitive decline