49 thoughts on “Vamos lá a saber”

  1. Tanto quanto consigo perceber, trata-se de uma deriva inquietante e de uma decisão inspirada no puro justicialismo de cariz populista e demagogico. Os actos que ela cometeu não constituem nenhum ilicito penal, nem civil. Trata-se de uma pratica corrente seguida por muitos responsaveis politcos antes dela, o que implica que foi, no passado, perfeitamente aceite politicamente. Admitindo que os responsaveis politicos brasileiros, democraticatemnet eleitos, tenham querido mudar a situação e passar a considerar esta pratica intoleravel, cabia-lhes antes de mais nada tomar uma clara decisão politica neste sentido, por via legislativa de preferência. As coisas seriam então claras e a nova regra poderia e deveria ser aplicada em todo o seu rigor (sem retroactividade, como é obvio).

    Não foi nada disso que sucedeu. Os senadores, com oportunismo irresponsavel, instrumentalizaram o processo de impeachment, normalemente pensado para que o Presidente responda dos seus actos pessoais (e não das suas decisões politicas), e travestiram uma decisão puramente politica sob a veste de uma decisão judiciaria.

    Isto não é minudência nem esquisitice. Achar que os politicos devem responder dos seus eventuais erros politicos judicialmente é ir na conversa do taxista que considera que estes gatunos (que ele elegeu) deviam estar todos presos.

    Uma decisão preocupante, não so para os Brasileiros, mas para todos os democratas. E uma chamada de atenção para nos, Portugueses, que também somos particularmente “bons” em misturar alhos com bugalhos e que, provavelmente por não conhecermos uma justiça que funciona bem, tantas vezes cedemos ao populismo justicialista.

    A minha modesta opinião, salvo melhor informado.

    Boas

  2. Independentemente da nossa opinião, é um problema que só o povo brasileiro pode e deve resolver e oxalá o faça democraticamente.

  3. Promover por malabarismos jurídicos e corrupção institucional um governo com um programa oposto ao eleito em consulta popular é um golpe fundo na ideia de democracia, em qualquer parte do mundo. Avalio a inteligência cívica das pessoas que conheço, entre outras coisas, pela posição que tomaram em relação à Guerra do Iraque, em relação ao processo Sócrates e, agora, em relação à golpada Cunha & Temer.

  4. confesso-me dividida entre o que me parece ser e o que alguns brasileiros que lá vivem me dizem que é – e o que dizem é, com imensa revolta, tratar-se de dois ladrões: Lula e Dilma.

  5. é um golpe de estado, a derrota da democracia e o fim do estado de direito perpetrado por um bando de ladrões com a cumplicidade da justiça. uma presidenta eleita livre e democráticamentepor 54 milhões de brasileiros foi deposta por 61 senadores para dar o lugar a um palhaço imposto ilegalmente.

  6. João Viegas disse e disse bem.
    Vi muito em directo.
    Dilma está muito acima intelectual e politicamente de toda matilha corrupta que a persegue.
    Uma vergonha para a “democracia” que já teve que ver com votos do povo.

  7. João Viegas
    Subscrevo integralmente a sua opinião !

    PS: a cereja em cima do bolo que mostra a consciência pesada de muitos Senadores é o facto de terem votado favoravelmente para que Dilma não fique inibida de concorrer a cargos públicos (tentativa de se fazerem passar por bonzinhos), quando … o Temer não pode por estar condenado pelo tribunal por ter infringido a Lei eleitoral.

  8. O Valupi, acérrimo socratista-platonista defensor dos valores absolutos, achará que foi uma vitória da Lei e da Democracia. E, aparentemente, terá sido.
    Terão sido aplicadas as leis brasileiras pelos golpistas e, sob esse aspecto, foi uma victória da injustiça, tal como no julgamento de Sócrates há 2500 anos. Mas também não é ainda sabido que as Leis tenham sido aplicadas devidamente e é por isso que Dilma vai agora recorrer para os tribunais.
    Contudo, se se considerar uma victória do funcionamento da democracia brasileira, será apenas uma vitória dessa democracia especialmente mal-parida e nunca da verdadeira Democracia. E assim, neste caso, tratar-se-á de uma vitória de uma relatividade igualmente quase absoluta.
    E, mesmo assim, a eventual vitória desta democracia brasileira será sempre uma vitória golpista porque não há verdadeiramente crime algum praticado para ser julgado nem há, segundo parece, Lei brasileira alguma dedicada a condenar o “crime” de que Dilma é acusada e pela qual se quer destitui-la.
    Entre o valor absoluto da Lei e o valor absoluto da relatividade da Justiça está, precisamente, o golpe.

  9. sendo assim “Trata-se de uma pratica corrente seguida por muitos responsaveis politcos antes dela, o que implica que foi, no passado, perfeitamente aceite politicamente. ” (João Viegas ) , não passa de um golpe sexista e a Dilma devia recorrer à comissão das esganiçadas da igualdade e tal.

  10. Vitória da democracia não é de certeza absoluta. A presidente Dilma foi eleita directamente pela maioria dos brasileiros, sendo que a vão substituir por um parlamentar eleito numa votação completamente distinta. A meu ver isto é das coisas mais estúpidas que me lembro de ver num país dito democrático.

  11. “o triunfo do acabar com a impunidade. oxalá aconteça o mesmo a portugal.”

    Já aconteceu meteram o homem de cana sem ser acusado e sem provas durante 1 ano.
    Os de lá só tiveram que imitar.

    Devias mudar o nick para a “verdadeira idiota” , relaciona-se mais com a qualidade daquilo que escreves.

    Fica a sugestão.

  12. Nem uma coisa nem outra, mas apenas o meio brasileiro de mudar um governo que não tem maioria no respectivo parlamento, tal como, alias, acontece em outros países do mundo, designadamente na Europa. A nossa gerigonça resulta de um processo negocial no parlamento cujo resultado nunca foi apresentado ao eleitorado. Dir-se-ia que a especificidade – a ironia – brasileira está em que aí foi necessário fundamentar a destituição com a imputação de um crime de responsabilidade, exactamente por que não há outra maneira de afastar um presidente cujo governo já não conseguia governar devido não só à falta de maioria parlamentar mas sobretudo à hostilidade do congresso brasileiro. Chocante? Sem dúvida, mas, na essênciaa, a direita brasileira não é diferente da portuguesa, da espanhola nem da europeia em geral. Haverá ainda alguma coisa na direita que nos choque, que nos surpreenda?

  13. Olinda, tem amigos lá que lhe dizem que o Lula e a Dilma são ladrões? Bem, primeiro, não foi o Lula que foi destituído, mas sim a Dilma. Segundo, com que fundamento dizem os seus amigos que a Dilma roubou? Curiosamente, nunca tinha lido essa acusação em lado nenhum.

  14. O “Mal por Mal”, ingenuamente, disse tudo :) Afinal, não havia qualquer fundamento para o impeachment da Dilma. Como é que isso se chama?

  15. “A nossa gerigonça resulta de um processo negocial no parlamento cujo resultado nunca foi apresentado ao eleitorado.”

    porquê, é necessária apresentação prévia ou basta fazer contas?

  16. ignatz:
    É conveniente, em democracia, dizer antes das eleições com quem se fará coligações depois, no caso de se obter as necessárias votações. O «vota em mim que eu depois farei alianças com quem quiser» não é um bom princípio republicano – pode ser permitido mas não devia ser feito. É a diferença entre o que a lei permite e a tal ética republicana reprove. O resto são despeitos e fanfarronices.

  17. “É conveniente, em democracia, dizer antes das eleições com quem se fará coligações depois, no caso de se obter as necessárias votações.”

    em 2011 psd e cds concorreram separadamente às legislativas e não houve qualquer anúncio oficial de pós-coligação. anteriormente houve arranjos parlamentares, uns mais secretos (pcp) e outros descarados (limiano), com níveis de ruído muito mais aceitáveis. aqui o problema foi a esquerda ter-se unido e com a esquerda unida a direita não volta ao poder nos próximos 20 anos, é conferires a quantidade de intrigalhada que diáriamente é editada para tentar minar a confiança entre o ps, be e pcp.

  18. GOLPE (politico) digo eu. Foi realizado na base da violação a constituição do país (pelo menos do que consegui acompanhar dos debates nas Câmaras e no Senado, nenhum acusador evocou o artigo da Constituição ou artigo do Código Penal violados), é golpe.

  19. ignatz:
    As identidades dos partidos agora coligados, construiram-se, historicamente, umas contra outras. Deixando de lado os confrontos entre BE e PCP, é inegável que o PS é o que é porque sempre optou por realizar, no poder, as políticas que resultavam do programa que apresentava aos eleitores e não as «políticas patrióticas e de esquerda» que o PCP lhe exigia. O PS sempre dissera que o PCP era um partido totalitário e antieuropeu. E mais: sempre o dissera em todas as eleições antes das respectivas votações. O PCP, por seu turno, sempre acusou o PS de realizar políticas de direita. A orientação política do PCP atingiu três picos de suprema irracionalidade: A votação com a direita para derrubar o 1º governo constitucional (PS sózinho); a aliança com a direita em 2011 para derrubar o governo PS (José Sócrates) e, pelo meio, a garantia em meados dos anos 80, de que o PCP nunca votaria em Mário Soares para Presidente da República (embora depois voltasse atrás e, em face dos resultados da 1ª volta e num espasmo de lucidez política, fizesse, à pressa, um congresso extraordinário para, dando o dito por não dito, impedir com êxito a vitória de Freitas do Amaral na 2ª volta). A questão central é esta: podem mudanças tão surpreendentes (quase me apetecia dizer: tão radicais) serem arranjadas assim em alguns dias sem um amplo debate publico, apenas porque, circunstancialmente, isso proporciona o poder a um líder que estaria de partida? Outra pergunta se impõe: foi o PS que, finalmente, deixou de seguir as tais «políticas de direita» que sempre adoptara e deixou-se seduzir pelas «políticas patrióticas e de esquerda» do PCP ou foi este partido que abdicou do seu patriotismo de esquerda e cedeu às «políticas de direita» do PS? Ou não será tudo uma imensa caldeirada de oportunismo em que se misturam vaidades, vedetismos e ambições pessoais com interesses de clientelas várias?

  20. O ignatz está equivocado.
    O PS não se coligou com ninguém
    Quem se coligou, engatilhou, embaraçou, amancebou, foi o Costa.
    E vai dar cá um aborto!

  21. Entretanto no outro lado do oceano e umas boas leguas marítimas mais acima a representante do MP no governo deu uma entrevista onde fez questão de reafirmar a sua duplice condição à jornalista. Esta de tao burra nao foi capaz de ver o ineditismo da situaçao e conformista meteu-se a caminho do filão Socrates. A ministra reafirmou tecnicamente o obvio, o papel do ministro da Justiça não é nem nunca foi intervir nos casos em tribunal. No entanto a demissão não pode ser total e mete do que em vez de ser a esquerda coube ao PR dizer o que deve ser dito. Ou noutra dimensão o Vital Moreira :
    https://causa-nossa.blogspot.pt/2016/09/e-desta.html?m=1

    Não ha pendor social democrata sem haver coragem de mexer nas estruturas de poder. Não é só repor ordenados e reverter cortes, para o que interessa isso é cosmético, aliás facilmente reversível num qualquer futuro governo de direita.
    Chegou-se a um ponto em que na AR ninguém defende o individuo ou ameniza estruturalmente as desigualdades. Os geringonços calam-se e/ou falam de futebol e a direita anda aos cucos. Mais vale ser cão.

  22. Ó Adubo, olha que aqui não há vagas para a profissão de papagaio e não me parece que haja alguém que seja tratador da União Zoófila.

  23. “As identidades dos partidos agora coligados, construiram-se, historicamente, umas contra outras.”

    Parece que não entendes bem a essência da Democracis, caro filotemis. Claro que a identidade dos partidos se cria e forma face a diferentes correntes de opinião que se constituem em ideários-ideologias políticas diferenciadas e, muitas vezes, contraditórias que se constituem organicamente em partidos políticos. A prática da evoluçao da humanidade ensina-nos que é da controvérsia e conflito de ideias que se atinge a melhor verdade relativa possível.
    Caso todos professagem as mesmas ideias bastaria a existência de um partido único o que contraria a Democracia. É por isso que não só os “partidos agora coligados” formaram a sua identidade com base ideológica diferente mas também os partidos coligados do governo anterior o qual foi notório nas várias disputas nomeadamente aquando da demissão irrevogável de Portas.
    Ora é partindo dessa incorreta concepção de Democracia que partes para tirares conclusões igualmente incorretas acerca dos acordos entre partidos. Se se coligam antecipadamente é que cometem engano deturpando as suas bases de apoio ideológicas pelo que é mais democrático o povo saber qual o peso eleitoral real de cada partido e poder conhecer e aceitar as condições de posteriores negociações para formação de governos de maioria.
    E é nessa negociações que se dão as cedências ideológicas de parte a parte. Se estas são para formar “uma caldeirada de oportunismo” isso o povo julgará nas eleições seguintes.

  24. josé neves e jpferra:

    A razão por que a hipótese da geringonça não foi sequer equacionada antes das eleições foi porque se tal acontecesse haveria muitos eleitores que não votariam PS (abstinham-se ou votavam PSD) e haveria mesmo eleitores do PCP que (tal o ódio ao PS…) também não votariam na CDU. Mas a questão é também esta: Poder-se-á, depois de umas eleições fazer-se alinaças que antes da votação se apresentavam (pelo menos tacitamente) como contra natura? Eu sei que o poder legitima tudo, mas isso é porque ele deixou de ser um instrumento para a realização de certas finalidades ideológicas, económicas e sociais e tornou-se, ele próprio, num fim em si mesmo que instrumentaliza os fins que deveria servir. O resto é dever de ofício político, miltância partidária ou mesmo puro militantismo.

  25. poizé, oh filó. fixe, mêmo fixe, era o pcp e o bloco continuarem a votar contra o ps e a derrubar governos ps. o ps para governar precisaria sempre de maioria absoluta e se a tivesse levava com os deolindos todos do país em manifestação contra o governo, promovida pelo presidente da república ou em alternativa uns directos diários das esperas da fenprof aos membros do governo. azarucho, acabou-se a mama e vai ser difícil reverter a situação sem que se foda o partido que roer a corda.

  26. “Poder-se-á, depois de umas eleições fazer-se alinaças que antes da votação se apresentavam (pelo menos tacitamente) como contra natura?”

    contra natura é a tua tia e os parvos que se conveceram que o partido socialista é de direita.

  27. Eheheh
    Eu, evita repetires-te quando chamares papagaio a alguém. As pessoas merecem ter haters com um minimo de inteligência, fonix !

  28. “Eu sei que o poder legitima tudo, mas isso é porque ele deixou de ser um instrumento para a realização de certas finalidades ideológicas, económicas e sociais e tornou-se, ele próprio, num fim em si mesmo que instrumentaliza os fins que deveria servir.”

    Aqui, caro Filotemes, cometes outra confusão de ordem democrática. As coligações fazem-se, precisamente, para poder realizar as finalidades ideológicas definidas nas negociações para sua formação e futura actuação. A finalidade primeira da “coligação” é o poder exercer o poder legitimamente e de seguida poder aplicar as políticas negociadas e acordadas pois, se deixar de ser um instrumento para a realização dessas políticas acordadas entre partes, o povo terá oportunidade de avaliar em novas eleições e decidir. E o mesmo deverá acontecer se se constatar que o exercício do poder se tornou um “fim em si mesmo” sem mais. Mas o poder não pode ser um fim em si mesmo para atingir uma finalidade. Se é para obter uma finalidade de “instrumentalizar” os fins devidos não pode ser considerado um “fim em si mesmo”; há nesse caso uma contradição nos termos.
    Além disso o poder nunca pode ser um fim em si mesmo porque para existir tem de ser exercido ou, caso contrário, cria um vazio que logo será preenchido. O poder existe em equilíbrio dinâmico e caso se fixe estaticamente a acção do tempo e dos homens engoli-lo-ão.

  29. “Esa figura ignatz esta cheia de azia e e estomago azedo. Recomenda se um anti acido efervecente”

    pelo sotaque deves andar a sniffar linhas dos relatórios diplomáticos.

  30. Manojas e ainda cabe, mas nós podemos mandar umas postas de pescada, e dizer umas parvoíces comparando a situação politica no Brasil com a nossa.

  31. Não é preciso ser muito perspicaz para se perceber a contaminação operativa em termos de MP do que se passou no Brasil com Lula e Dilma e o que sucedeu a Socrates. A divulgação de escutas de orgas de poder, a matilha dos jornais de direita, etc…um franchising português exportado pela Vidal montado em conjunto com a Globo/SIC que anda sempre cá e lá à pala da cooperação entre processos. Seria optimo escutar os escutadores de vez em quando era uma como uma torneira a deitar infâmia.

    Entretanto o Baldaia já está a tratar da imagem do gordo gentrificador, anexando a sua foto a toda e qualquer medida positiva vinda do governement. Demasiado obvio, sugestão:
    Fotografar o gordo na praia com protector solar ecran 50. Afinal ha que demonstrar Paixão pela vida. Always the Sun.

  32. «Ó Adubo, olha que aqui não há vagas para a profissão de papagaio e não me parece que haja alguém que seja tratador da União Zoófila.»

    «Eu, evita repetires-te quando chamares papagaio a alguém. As pessoas merecem ter haters com um minimo de inteligência, fonix !»

    Caro Joe, o que me pareceu que o senhor te disse ontem, se calhar sem dares por isso, é que a cada dia que passa te apresentavas cada vez mais treinado para te candidatares a uma das vagas de papagaio no Aspirina B (alguém que não se repete a si próprio, repete o que ouve, e digo isto sem querer diminuir a tua auto-estima). E que, por aqui, as vagas estavam preenchidas (pela esplendorosa Jasmim e, ex-aequo, pelo eco Ignatz e não digo mais nomes para não ferir susceptibilidades). Lê até ao fim e vê lá se não te revês aqui, e atina.

    1
    Como foi dito anteriormente, a primeira coisa é fazer com que o papagaio se adapte da melhor maneira possível ao seu novo ambiente. Para isso, é preciso encontrar um lugar para ele, um local apropriado. Comece pela gaiola [ou pelo blogue, no caso]. Dependendo do tamanho, procure uma gaiola [ou um blogue] que se adapte às necessidades dele, que seja suficientemente confortável e onde o papagaio esteja realmente à vontade.

    2
    Em segundo lugar, coloque o papagaio em um lugar agradável, onde a temperatura seja adequada, a vista seja boa, sem mau cheiro ou muito barulho. Coloque a gaiola do papagaio [ou o blogue] em um lugar onde ele não seja incomodado, mas que fique perto das pessoas para que possa ouvi-las e se sinta parte da família [sublinhado], assim aumentará o seu conforto e será mais fácil fazer o seu papagaio falar.

    3
    Não force o papagaio a falar e dizer as coisas que você quer ouvir. Você tem que fazê-lo com naturalidade. Para começar, se acostume a cumprimentá-lo ao passar ao lado dele, sempre de uma forma agradável, simples e com poucas palavras para que ele memorize facilmente [olá Joe, cool?].

    4
    Repita muito a frase que você gostaria que seu papagaio aprendesse, mas sem se dirigir diretamente a ele [António Costa bang-bang, Sócrates ou António Costa bad-bad, vivó Sócrates!]. Repita a frase quando estiver perto dele, se puder de forma alegre, quase cantada. Fale de forma natural, em voz alta e sem mostrar que o está pressionando. Repita a frase encaixando no que você estiver fazendo, como se não fosse com ele. Isso irá ajudá-lo a memorizar as palavras [mas isso é o que o Valupi faz afinal, disse-me há dias O Fininho do Júlio Isidro.]

    5
    É bom recompensar o papagaio quando ele começar a falar as primeiras palavras. Dessa forma, ele vai perceber que o que fez é bom e que deve fazer com mais frequência para receber seu prêmio [mas isso é o que o Valupi faz, disse-me há dias o próprio Júlio Isidro.]

    6
    Cuide do seu papagaio, mimando e deixando ele perto da área onde a família se reúne. Assim, ele vai se sentir parte da família, vai se sentir confortável e querido para começar a falar e relaxar [mas isso é o que o Valupi faz com a Jasmim e com o Ignatz, diz o próprio Júlio Isidro].

    7
    É aconselhável não lhe ensinar palavrões [e por isso fazes bem em dizeres fonix em vez de foda-se!, uma expressão dos anos 90] . Se você fizer isso, talvez o seu papagaio repita isso na presença de estranhos e eles podem lhe responder mal [este é um aviso à navegação, está confirmado]. Situações como essas podem fazer com que o papagaio se sinta mal. O animal deve sentir-se confortável e amado. Se ele associar a fala a momentos desagradáveis, isso pode fazer com que pare de falar. [TODA SEGUNDA PARTE DESTE PONTO É DEDICADO AO IGNATZ, GARANTO.]

    8
    Este artigo é meramente informativo, no XXXXXX.com.br não temos capacidade para receitar nenhum tratamento veterinário nem realizar nenhum tipo de diagnóstico. Convidamo-lo a levar o seu animal de estimação ao veterinário caso apresente qualquer tipo de condição ou mal-estar.

    Lá esta, caro Joe, como diria o outro sempre é melhor ser cão do que papagaio.

  33. “outro”: esse comentário é excelente para compreender o funcionamento da blogosfera em geral (e não apenas o Aspirina B). Noto que quase o mesmo se poderá dizer sobre o que é a militância partidária em Portugal e qual o funcionamento dos “círculos” de diferentes dimensões (concelhia ou órgãos nacionais, por exemplo) que, a princípio isoladamente, os militantes individualmente aceitam integrar aguardando, pacientemente, que chegue a sua vez para que sejam premiados embora rezando para que outras lógicas não se imponham (compadrio, relações familiares, apadrinhamentos, sexo, facadinhas e flirts, etc.). Idem, e aqui os factores poderão ser os mesmos mas passarão a existir dois polos (pai e filho/a, mãe e filho/a ou pai e filho/a de um/a amigo/a) o mesmo se passa durante as idades precoces através das jotas nas universidades, nas escolas de quadros, nos acampamentos do BE ou, ainda, das festas na Atalaia do Seixal.

    [E o Valupi em vez de cantarolar mais uma melodia de sempre pós-2005 deveria aceitar o debate, acho.]

  34. Judiciário, de barriga cheia, com aumento aumento salarial de 40%, na primeira decisão do governo de Temer, prossegue a campanha de destruição da economia brasileira

    http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2016/09/1810678-operacao-sobre-fundos-pode-atingir-setor-eletrico-sistema-financeiro-e-ate-politicos.shtml

    e, à semelhança do que aconteceu em Portugal, ambos trabalham para entregar tudo o que mexe ao Partido Comunista Chinês.

    http://g1.globo.com/economia/noticia/2016/09/na-china-temer-reforca-planos-do-brasil-em-infraestrutura.html

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.