Kellymaníacos

Foi desta forma que Kelly Slater venceu na semana passada a sétima etapa do World Championship Tour, o Billabong Pro Tahiti 2016 em Teahupo’o, regressando à ribalta donde estava afastado há quase três anos. Chamo a atenção para a última onda e a queda a pique com que se inicia a corrida. Tão espectacular que um dos comentadores, fã do Medina (segmento ausente deste vídeo, mas o bacano aparece no vídeo abaixo a fazer a entrevista), não se conteve na azia e acusou Slater de exibicionismo. Para além da vitória, a prova deu-lhe mais pano para a glória, para a lenda viva que já ultrapassa o mundo do surf: quatro pontuações máximas (10), sendo duas delas obtidas na mesma eliminatória, e estas atingindo o nível de ondas perfeitas (todos os juízes deram 10), e ainda o troféu “Andy Irons Most Committed Performance”. A história deste prémio, deste surfista e da sua rivalidade com Kelly não dá para contar nesta folha de couve em que escrevo.

Razões para tanto alarido? O homem tem 44 anos, podia ser pai da maior parte daqueles com quem compete, e continua a ser um dos melhores do mundo num desporto de altíssima exigência física. Mas não só. A sua presença como atleta celebra o que de melhor a competitividade pode fazer a um ser humano – a exaltação do talento, o próprio e o dos outros. Por isso aparece como inspirador muito para além do âmbito deste específico desporto. Tudo isto ocorrendo em cenários de beleza deslumbrante ou simplesmente deslumbrantes pela nossa beleza. Eis um exemplo registado no dia em que o rei voltou a encher de alegria milhões de kellymaníacos:

2 thoughts on “Kellymaníacos”

  1. ou como a idade é, boa onda, uma frequência acumulada de energia vital. :-)

    (e abençoada folha de couve (em flor)) :-)

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