Exactissimamente

No seu editorial de hoje o Público apressa-se a dar como adquirido o óbito do TTIP. E depois de dizer que o "tratado era mau", acrescenta que "o secretismo que envolveu as negociações, as cedências que impunha à Europa em questões sensíveis como a protecção do ambiente ou da alimentação humana ou o poder de decisão em conflitos comerciais concedido às grandes conglomerações empresariais justificam e tornam até desejável esse fracasso".
É difícil imaginar tanta falta de rigor e tão precipitado juízo:
1º - Não existe ainda nenhum tratado: nenhum capítulo está concluído e em 1/3 dos capítulos ainda não se iniciaram as negociações;
2º - O alegado secretismo nas negociações é contrariado pela divulgação oficial de todas as propostas negociais da UE e pelo conhecimento dos pontos pré-acordados por parte de todos os governos nacionais e de todos os deputados do PE e dos parlamentos nacionais;
3º- Nenhum dos pontos já pré-acordados envolve qualquer cedência da UE em nenhum dos referidos pontos;
4º - O sistema de resolução de litígios de investimento ainda não foi negociado e a proposta da UE que está na mesa afasta ao malsinado sistema de arbitragem particular entre investidores e Estados.
Se o editorial de um jornal de referência pode revelar tanta falta de rigor, como exigir dos cidadãos comuns melhor informação sobre o TTIP?!


Júbilo (2)

10 thoughts on “Exactissimamente”

  1. Mas eu conheço. Infelizmente, demasiadas afinidade electivas, entre Valupi e um que se queixa mas tem andado sempre de braço dado com os neo-liberais, diz ele que é para evitar que a Europa caia para a direita.

  2. O IMI da igreja da minha parvalheira e da capela de São João, fazem de mim parvo.

    Vou tornar-me ateu e o Costa que faça da igreja um quartel da tropa como fazia Afonso Costa.

    Mas que espante os morcegos da Igreja, como faz o sacristão, que vão cagar para outro lado.

    Ai costa/costa|

  3. Afinal quem copiou?
    Valupi ou Vital Moreira?!

    “Júbilo (2)

    Publicado por Vital Moreira

    No seu editorial de hoje o Público apressa-se a dar como adquirido o óbito do TTIP. E depois de dizer que o “tratado era mau”, acrescenta que “o secretismo que envolveu as negociações, as cedências que impunha à Europa em questões sensíveis como a protecção do ambiente ou da alimentação humana ou o poder de decisão em conflitos comerciais concedido às grandes conglomerações empresariais justificam e tornam até desejável esse fracasso”.
    É difícil imaginar tanta falta de rigor e tão precipitado juízo. De facto:
    1º – Não existe ainda nenhum tratado: nenhum capítulo está concluído e em 1/3 dos capítulos ainda não se iniciaram as negociações;
    2º – O alegado secretismo nas negociações é contrariado pela divulgação oficial de todas as propostas negociais da UE e pelo conhecimento dos pontos pré-acordados por parte de todos os governos nacionais e de todos os deputados do PE e dos parlamentos nacionais;
    3º- Nenhum dos pontos já pré-acordados envolve qualquer cedência da UE em nenhum dos referidos pontos;
    4º – O sistema de resolução de litígios de investimento ainda não foi negociado e a proposta da UE que está na mesa afasta o malsinado sistema de arbitragem particular entre investidores e Estados.
    Se o editorial de um jornal de referência pode revelar tanta falta de rigor, como exigir dos cidadãos comuns melhor informação sobre o TTIP?!”

    in: http://causa-nossa.blogspot.pt/

  4. :-) realmente, uma morte anunciada feita em pseudo guerra comercial. isto é muito elaborado do ponto de vista dos pastores do rebanho. :-)

  5. ó arber, quando o valupi faz postados Exactissimamente está a concordar de uma ponta à outra com aquilo que transcreveu. Faz parte do livro de estilo cá da coisa.

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