Da série ‘Allo ‘Allo!

Os distintos deputados do Grupo para lamentar do PSD enviaram um comunicado à imprensa onde admitem o seguinte:

– Acreditam ser possível medir o tempo de resposta do INEM através de telefonemas para a PSP.
– Dispõem de um algoritmo único no Mundo que permite calcular a média das 10 milhões de chamadas recebidas por ano no serviço 112 através de um singular telefonema.
– Estão convencidos de que os portugueses têm uma idade mental não superior a 12 anos.
– Reconhecem que eles próprios têm uma idade mental não superior a 6 anos.

Esta forma de lidarem com o caso, recusando assumir qualquer responsabilidade pela inacreditável estupidez exibida, corresponde à cultura mais genuína deste PSD.

Canção breve para dois retratos

Dois retratos tipo passe na cabina
Do centro comercial movimentado
Entre o passeio na quebra da rotina
E o som das gentes no café ao lado

Tomás mais habituado a fotografias
Mas Lucas olha de surpresa a cidade
Cinco anos são mil e oitocentos dias
Quatro meses são apenas novidade

Lucas no seu olhar confia e acredita
No Mundo à sua volta na praceta
A mãe que lhe dá ternura é bonita
O pai vê o retrato quando projecta

Um Mundo novo sai do estirador
Onde Lucas vai ter o seu lugar
Tomás é pai pequeno, protector
Na praceta onde o verbo é amar

Álvaro ao sol

Está a tornar-se notório que este governo tem dois ministros que vale a pena seguir com atenção – Victor Gaspar e Nuno Crato – porque mesmo discordando das orientações nota-se que sabem minimamente o que querem fazer, embora não saibam bem como lá chegar (algo mais evidente no caso de Crato, que espero que aprenda depressa que o ME é um campo minado cujo objectivo é fazer ministros ficarem sem pernas para andar). Têm o mérito  de requererem inteligência e alguma profundidade nas críticas e avaliações. Há outros dois que pelo que se percebe são tão fraquinhos, mas tão fraquinhos, que a simples galhofa serve. O caso mais evidente é Assunção Cristas, que revelou a sua total e completa impreparação para cargos desta responsabilidade não pelo inconsequente episódio das gravatas, mas por ter achado necessário publicar o mesmo em DR, onde ficará para gozo eterno. E Paulo Portas, que evidentemente se acha merecedor de umas prolongadas férias à volta do mundo, já que conseguiu ser aliviado de toda e qualquer responsabilidade que interesse.

E depois há o Álvaro, o génio de Vancouver.

Aqui a galhofa já entra na fase de humor negro, daquele que utilizamos quando o motor do avião começa a arder. Já é outra coisa, bem mais séria. Porque os seus conhecimentos académicos sobre economia são evidentes, ninguém põe isso em causa. E tem uns livros escritos. O que é espantoso é que use essa suposta munição intelectual para tantos tiros de pólvora seca, tanta banalidade, tão medíocre que roça o insulto. Aliás, é mesmo insultuoso. Aqui temos alguém que alegadamente seguia de perto a economia portuguesa, que tem extensos conhecimentos em “desenvolvimento económico”, e que chamado ao seu país para aplicar esses conhecimentos, o que tem a propor é a “Florida da Europa”, num programa que ameaça designar de “Reforma ao sol”.

Florida da Europa? Reforma ao sol? A sério?  Atrair estrangeiros nos anos dourados? Mas porque é que nunca ninguém se lembrou dessa? Ninguém repito, absolutamente ninguém. Essa é a grande ideia de desenvolvimento para o futuro? Porque até agora não ouvi outra, tirando a revelação que temos que apostar na exportação, outra das coisas que ninguém fazia ideia. Mas falando em exportação, alguém lhe ouviu, até agora, alguma coisa relacionada com ciência e tecnologia? Eu também não. Investigação e desenvolvimento? Não. Energias alternativas? Nada. Carro eléctrico? Zero. Cluster de aviação, aproveitando a vinda da Embraer, conseguida pelo anterior governo? Silêncio. Até tenho medo que alguém pergunte ao ministro o que é que devemos exportar, porque ainda se sai com a industria conserveira, ou sapatos baratos, ou outra do mesmo calibre e actualidade. Resultou nos anos 50, não foi?

Ou seja, para resumir, as ideias do ministro académico para o “desenvolvimento económico” são: marketing inútil (“marca Portugal”, agora é que ninguém nos pára) a juntar ao mercado imobiliário e restauração (“Reforma ao sol”). A estratégia dos três Tês – Tangas, Trolhas e Turismo – para servir os cidadãos estrangeiros que colhem os frutos das suas economias avançadas . E é isto, pelos vistos, que o académico do Canadá acha que é o nosso futuro. Para usar as suas palavras, tão inteligente e inovador que nem parece feito em Portugal.

Europa, carteira e 112

Eu sei que já cheira mal falar da Europa, mas não há como escapar do facto de a União Europeia estar a chegar à sua última encruzilhada nesta crise. A Espanha e a Itália entraram no processo irreversível de subida das taxas de juros, não havendo medidas de contenção da despesa que lhes valham. Em Espanha não sei até se ainda sobram algumas. O ministro das Finanças alemão e a líder do FMI começaram ontem a dizer o que sempre têm dito de cada vez que um país se abeira do precipício, ou seja, “não está prevista, nem será necessária qualquer ajuda a Espanha ou a Itália”. Começamos a estar cansados destas afirmações, destinadas a acalmar mercados que não têm a mínima intenção de se acalmar.

Segundo Paul de Grauwe, economista belga ultimamente muito citado, a UE tem de reformular-se de alto a baixo, revendo os tratados, e o BCE funcionar como a FED norte-americana, com poderes para imprimir moeda. De outra maneira, o problema dos juros não se resolve.
Pergunto-me se os alemães não estão apenas a protelar qualquer decisão mais drástica – nomeadamente o fim da moeda única – para que os seus bancos consigam recuperar o máximo que emprestaram, antes de se fecharem na sua resplandecente galáxia, de onde dirigem os seus súbditos europeus, e reintroduzirem o marco com o mínimo de perdas possível.

Com estas perspectivas negras e agitadas, os cerebrozinhos que nos governam e que continuam a acreditar que assim é que é, só exangues veremos a luz do crescimento, deviam deixar de parasitar a carteira das classes média e média-baixa portuguesas e ter, eles sim, alguma contenção no entusiasmo do saque. Aumentar os transportes públicos daquela maneira e, ao mesmo tempo, não em alternativa, cobrar taxas à entrada das grandes cidades é ir verdadeiramente depressa demais no seu mandato como comissão liquidatária.

Por outro lado, efectuar uma chamada falsa para o 112, ocupando assim a linha, para comprovar a existência de 5 ou 6 segundos, repito segundos, de espera a mais no atendimento de uma chamada (aquela, claro está) em plena Assembleia da República, transformando isso numa estatística nacional instantânea, com direito a televisão e tudo, demonstra grande estupidez.

Nota de Leitura

Aurélio Lopes – «Videntes e confidentes» (Um estudo sobre as aparições de Fátima)

O antropólogo Aurélio Lopes (que se estreou em 1995 em livro com «Religião Popular do Ribatejo») apresentou na FNAC do Chiado no passado dia 13 de Maio o seu mais recente livro «Videntes e Confidentes» – uma publicação da Editora COSMOS. Embora subintitulada «Um estudo sobre as aparições de Fátima» a obra engloba outros três aspectos: «Mulheres e Deusas», «Aparições» e «A construção do Sagrado».

Um dos temas mais curiosos tem a ver com a multiplicação quase milagrosa de testemunhos, muitos deles até contraditórios, como refere o escritor fatimita Sebastião Martins dos Reis ou seja, «ao sabor do critério estreito de uma interpretação pessoalíssima».

Na verdade Lúcia, nas entrevistas e inquéritos a que é submetida em 1917 e nos diálogos breves e simples que ao tempo estabelece, responde quando lhe solicitam um maior rigor nas declarações: «não me recordo já bem», «podia ter sido isso, não sei», «cuido que sim», «cuido que foi em», «talvez não entendesse bem», «parece-me que não» ou simplesmente não responde.

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“Persistentemente, Teimosamente, não somos demais para continuar Portugal”

A muita gente parecerá distante o tempo, e por isso os tempos, em que uma vírgula mal atirada chegava para mil estrategas alienados da política e antes postos em cima de uma estratégia de ódio, bramiam: – mentiroso, mentiroso, esse homem que esconde a verdade.

Esse homem era o PM Sócrates, que soube dizer que ganhar eleições é um critério de legitimidade, não de razão.

É assim mesmo.

Este Governo que jurou – ai, Jesus – não mexer nos impostos sobre os rendimentos e quanto muito, em cenário de desastre, no IVA, apostado na redução da dívida, fez tudo ao contrário.

Mentiroso?

Não! Isso era o outro!

Não se pode chegar a São Bento e aos Ministérios e desatar a cortar despesa sem mais, pois não. Mas não tinham PSD e CDS previsto ao cêntimo o corte da despesa, área por área, sector, por sector, com os números tão certinhos que afligia?

Ora, como tinham os agora governantes chegado à minúcia daqueles futuros cortes sem um estudo real, factual e seguro da realidade?

 Afinal precisam de estudar o quê?

Mentirosos?

Não! Isso era o outro!

O PS não dança valsas com as capas de jornais, logo não ataca o PM no sentido de este ter feito, por exemplo, o que o Expresso diz que ele fez relativamente ao Sr Bairrão.

Era assim, no passado? Entre uma capa de um jornal e a palavra do PM, antes de mais elementos, o que escolher? Linchar um putativo PM mentiroso – ódio, ódio, ódio – ou fazer prevalecer o sentido institucional nesta questão?

Você decide.

O Governo prometeu que todas as nomeações e remunerações seriam publicadas na net no dia y.

 Não foram.

 Logo veio um deputado do CDS abanar uma espécie de Magalhães mostrando a promessa cumpida, nós estamos todos loucos, Passos a sorrir.

Era mentira.

 Só lá estavam algumas, poucas, nomeações e nem sempre com a remuneração respectiva.

Hoje, com algum esforço, posso dizer que o Governo já fez, salvo erro, 411 nomeações (estou a falar em nomeações feitas por membros do Governo), número que resulta da soma das nomeações indicadas na base do Governo acrescidas das publicadas em Diário da República e ainda não mencionadas na base.

Faltam dados sobre o Ministério dos Negócios Estrangeiros, Ministério da Justiça e do Ministério da Educação, Ensino Superior e Ciência.

Mentiroso?

Não! Isso era o outro!

Entretanto, diz-nos a imprensa, até há tempos sagrada, o seguinte: “O Governo já colocou 51 especialistas desde que tomou posse, quando ainda não são conhecidas as nomeações de três dos 11 ministérios. Em governos anteriores, a média era de 70 ao longo da legislatura. A nomeação de especialistas é considerada pelo Tribunal de Contas como uma forma de tornear o limite de contratações dos gabinetes”.

Transparentes, virtuosos, verdadeiros, a verdade, sempre a verdade, estão aqui para emagrecer o Estado, está tudo na net, e se não estiver não gritem, é um pormenor!

A não ser que fosse tudo há uns tempos e então sumo, molho, matéria prima para todas as variantes de mentiroso que a língua portuguesa conhece, depois passar-se-ia para suspeito, até acabar em corrupto nos processos dos artesãos do ódio.

 Aqui, nada disso. Há uma palavra mágica para tudo: “circunstâncias”.

Lições a colher, memória a cultivar

Até à escolha da equipa de Seguro, até se revelar quem serão os seus generais e lugar-tenentes, ainda estaremos no ínterim processual da mudança de oposição. Tempo para balanços, pois. E tempo para constatarmos que a eventual vitória do PS em Junho, continuando sem maioria absoluta, levaria o País para uma situação completamente imprevisível. Não por culpa do PS, que é o principal partido do regime democrático, mas por culpa do Cavaquismo e da cegueira sectária da extrema-esquerda.

Colhe reconhecer que é por uma lógica cristalina que se explicam as disfunções da direita e da esquerda. À direita existe uma cultura de usufruto do poder que vem do berço, nuns casos, e da mais completa ausência de escrúpulos, noutros. À esquerda existe uma cultura de contra-poder que vem da instrução, nuns casos, e da mais pueril ignorância, noutros.

Assim, este novo ciclo era inevitável para se evitar uma situação onde os boicotes ao Governo, e as chantagens sobre o PS, iriam continuar e crescer. Pura e simplesmente, não seria possível vencer. Mesmo o eleitorado socialista mais fiel não conseguiria resistir à permanente campanha de ódio que Belém, oposição e comunicação social promoviam com febril obscenidade.

Todavia, para alguns de nós, humildes mas garbosos cidadãos, há lições a colher e uma memória a cultivar. Quem sabe para onde quer ir nunca se perde.

O nosso Bairro cercado

(a Fernando Grade)

Hoje a nossa malta já não vai aos jogos

De hóquei em patins no ringue do Lisgás

Nem a Campo de Ourique pelo Passos.

Só a nossa marcha é que não desiste

E continua a ensaiar as suas marcações

Dois meses antes do desfile da Avenida.

Sabias? A nossa marcha ganhou o prémio

E foi o melhor poema dos bairros de Lisboa

Em mil novecentos e noventa e quatro.

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Descobertas acidentais

Gostava de vos relatar uma experiência que me aconteceu. Deixei recentemente cair uma moeda de um euro no fogo, e quando a fui buscar – porque os tipos da EMEL estavam à coca, e era a única – reparei que, para além de se ter mantido fria, apareceram umas curiosas inscrições no bordo.

 

 

Após aturada pesquisa, determinei que eram em Hermiónico, linguagem muito antiga, do tempo das runas. Traduzido para Inglês contemporâneo, dá sensivelmente o seguinte:

One currency to rule them all, One currency to find them,
One currency to bring them all and in the darkness bind them
In the Land of Mordor where the Shadows lie.

Não sou dado a teorias da conspiração, mas acho isto curioso. Se algum jornalista quiser perguntar ao Jean-Claude Trichet, agradecia. Ou ao Victor Gaspar. Ele trabalhou no BCE, portanto deve saber.

Perguntinhas a granel

1. Este governo apregoou que não ia desculpar-se com o anterior para justificar medidas duras. Mesmo assim, já fez algumas tentativas e continua (ver aqui e aqui). Não resultaram. Não tem nada a apontar, não foram descobertos quaisquer esqueletos nos armários.
Não se está mesmo a ver que a ideia é mostrarem-se os campeões dos bons princípios, ou seja, levar o povinho a pensar que muito haveria a apontar (embora seja mentira) e que só não o fazem porque assumiram um princípio e o respeitam?

2. A propósito das diferenças (para o triplo) entre os salários dos motoristas ao serviço de Passos e dos motoristas ao serviço de Francisco J. Viegas, lê-se no DN: “Fonte oficial da Cultura classificou o cenário como “normal”, de acordo com “uma uniformidade de critérios”, que pode não ter sido seguida pelas restantes pastas quando forneceram os dados”. Ler notícia aqui

Que critérios? Quer isto dizer, se bem entendo, que os motoristas de Passos ganham mais e que a informação publicada sobre os seus salários é falsa?

3. O papa resolveu puxar as orelhas a D. Policarpo chamando-o ao Vaticano, por ter ousado afirmar que “não há obstáculos teológicos à odenação de mulheres”. Ler aqui
Parece que já não é a primeira vez que o cardeal-patriarca se manifesta nesse sentido. A questão só me interessa do ponto de vista sociológico e cultural, note-se. Mas mesmo assim gostaria de saber o que lhe aconteceria se tivesse mantido a sua opinião?

A Sé de Leiria ou 16 fragmentos de um esquecimento

Não vejo nesta Sé a caixa com os ossos do meu bispo
Nem hoje nem em Agosto de 1961 quando aqui rezei
Pelos exames de admissão ao Liceu e Escola Técnica

Estranhei os sinos da Sé e os galos madrugadores
Mais que o colchão de palha tão igual ao do quartel
Que iria ter anos mais tarde nas Caldas da Rainha

Comecemos: nasci numa terra de escritores esquecidos
José António da Silva Rebelo não é só bispo de Bragança
Também é autor dum livro hoje na Biblioteca da Ajuda

Lembranças sobre a felicidade de Portugal foi escrito
No seu tempo de administrador da Casa Pia de Lisboa
E foi sem surpresa dedicado a D. Miguel no ano de 1828

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Aquelas máquinas

Pouco mais de um mês depois da tomada de posse, vemos finalmente qual era afinal o verdadeiro programa de governo. É simples, claro, e sempre esteve à vista de todos: fazer tudo, mas tudo aquilo que acusavam Sócrates nestes últimos anos. Tomar de assalto todas as estruturas do estado? Check. Aumentar brutalmente os impostos? Check. Negócios escuros e muito mal explicados com figuras ligadas ao partido? Check. Trapalhadas na educação? Check. Ordem para fechar centros de saúde? Check. Abusar dos poderes do estado para fins políticos? Check. Politicas calamitosas para a economia? Check. Ataque à classe média? Check. Usar o MNE para passeatas sem resultados ao nível da captação de investimento? Check. Deferência absoluta com os poderosos da UE? Check. Medidas apenas destinadas a propaganda barata, a.k.a. “exemplos”? Check. Governar para as manchetes de jornal, uso intensivo do spin e mentiras,  relações estranhas com os patrões dos media? Check, check e mais check.

Olhando para trás, percebe-se que estávamos todos enganados: não eram acusações nem campanhas negras. Eram promessas eleitorais, e estão a ser rigorosamente cumpridas. É difícil ser mais eficiente.

O sempre escandaloso BPN…

Ontem, apercebi-me de que Mira Amaral percorreu quase todos os canais televisivos para cantar em tom falsamente humilde (mais do que explicar) a sua gloriosa aquisição do tristemente famoso banco. À cabeça, o BIC paga 40 milhões de euros, mas o Estado pagará as indemnizações aos 750 funcionários dispensados. O argumento do senhor era que não podíamos esquecer que a alternativa era o banco fechar portas e toda a gente ir para a rua (repetia isto até à exaustão) e que, quem sabe?, talvez as entrevistas com os potenciais dispensáveis afinal os transformassem em indispensáveis (!), reduzindo o número de dispensados (canta bem, mas não alegra). Ora, há aqui umas coisas que me parecem estranhas: primeiro falou-se no BIC, depois falou-se na desistência do BIC. Depois houve notícia de um grupo de investidores portugueses interessados (e também o Montepio), que pagavam, no mínimo, 100 milhões de euros e não despediam. Por que razão não foi aceite esta proposta bastante mais interessante? Não sabemos. Só sabemos que, de repente, o BIC voltou e com o negócio fantástico fechado. Os 40 milhões nem chegam a sê-lo quando descontadas as indemnizações.
Atendendo às ligações deste senhor com o cavaquismo, é de desconfiar. É possível que não tenha havido melhor oferta mesmo, que os outros se tenham retirado, etc., mas gostaríamos de saber, não era?