Cavaco ainda não chegou à Madeira

Que pena não termos a Madeira sob o jugo do PS para finalmente o Presidente da República poder zelar pelo respeito constitucional nesse território.

4 thoughts on “Cavaco ainda não chegou à Madeira”

  1. O senhor Sêlva até acha graça àquele barril de bananas vociferador que cativa os votos dos indígenas para o PSD. Se o senhor Sêlva fosse mosca e pudesse ouvir certas conversas lá na Quinta Vigia, aí é que se calhar deixava de achar tanta graça.

  2. Muito se tem dito e escrito acerca de Cavaco Silva, o incrível personagem a quem boa parte dos portugueses disseram querer para Presidente da República. Do que ele foi enquanto Primeiro-Ministro é bem conhecida a “superior eficácia!” com que governou em período de vacas gordíssimas, dizendo bem do nível moral da criatura o ataque abaixo de qualquer classificação com que atacou os governos de Sócrates e escamoteando ignobilmente a crise económica e financeira que desde 2008 assola o mundo e em particular a Europa.

    Por tudo isto vem a propósito referir-me aqui a um dos episódios mais inqualificáveis por ele protagonizado como Primeiro-Ministro que era então e que eu vivi por dentro e senti na pele.

    Refiro-me à então Companhia Nacional de Petroquímica (CNP) cujo complexo industrial se situava em Sines. Tratava-se de uma empresa pública de altíssima tecnologia, destinada à refinação do petróleo para extracção de Olefinas (matéria prima para o fabrico do plástico).

    Das poucas instalações idênticas que então existiam no mundo, era a CNP uma das mais recentes e por isso, naturalmente, uma das de tecnologia mais avançada. Surgiram os sucessivos “choques petrolíferos” que, somados a outros factores que aqui não vale a pena referir, acarretaram gravosos problemas à empresa que passou a ser considerada pelo ilustre Primeiro-Ministro Cavaco Silva um dos “elefantes brancos” a abater o mais depressa possível, isto não obstante os vários possíveis compradores internacionais que já então se perfilavam no espaço internacional.

    Eis senão quando, a luminosa e decidida inteligência que então olhava pelos destinos deste país, nem mais nem menos que o nosso Cavaco, decide não estar com “més-nem-meios-més”. Pega na caneta e através dum simples Decreto-Lei extingue a Companhia Nacional de Petroquímica, condenando à sucata um complexo petroquímico que havia custado para cima de 9 000 milhões de contos (a preços de 1975/6) e mandando para o desemprego mais de 2000 trabalhadores, a maioria dos quais altamente qualificados, como exigia um complexo industrial daquele natureza e sofisticação, sendo que, uma grande parte deles, eram técnicos que tinham regressado das ex-colónias e naquela empresa tinham encontrado forma de se integrarem na vida em Portugal.

    Felizmente que o sujeito não dispunha, na ocasião, de maioria absoluta na Assembleia da República o que tornou possível um acção política bem conduzida junto do então PRD, PS e PCP que levou estes partidos, que em conjunto faziam maioria, a requerer a ractificação parlamentar do tal Decreto-Lei do brilhante Cavaco.

    Como se esperava o malfadado decreto acabou por não ser ractificado pela AR e regressou ao nada donde nunca deveria ter saído não fora a “cabecinha pensadora” do nosso Primeiro!

    A consequência disto tudo, para que melhor se veja o alcance da imbecilidade cometida foi a seguinte: a fábrica continua em laboração, os trabalhadores são readmitidos e, qual Fénix Renascida, a empresa volta à situação em que estava antes do lamentável decreto.

    Como se disse, o número de empresas internacionais interessadas era grande destacando-se entre elas a DOW CHEMICALS americana que era, então, talvez a mais importante empresa química do mundo. A Companhia Nacional de Petroquímica acabou por ser vendida à NESTE, por sinal uma “empresa pública” finlandesa tal como era a CNP. Foi passando ao longo dos anos para diversas mãos mas lá se encontra ainda hoje, dando trabalho e contribuindo para a riqueza nacional.

    Deixo aqui este comentário com um objectivo mais do que evidente. Que ele sirva de tema de meditação e reflexão sobre os miseráveis processos desta gentalha a quem infelizmente os portugueses voltaram a dar o poder e desta vez o poder absoluto. Infelizmente com a conivência dos inomináveis PCP e BE.

  3. Realmente, Cavaco ainda não chegou à Madeira, mas em contrapartida, chegou,bem rápido,aos Açores. Sabe-se lá porquê…

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